13 julho 2009

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Ferguson cierra la puerta del United a Etoo y Agüero
EFE. Londres 13/07/09 - 17:24.

Sir Alex Ferguson, entrenador del Manchester United, no parece estar por la labor de participar en el mercado de fichajes y ha dado este lunes por cerrado este capítulo, además de haber decidido entregar el dorsal número 7 que dejó Cristiano Ronaldo al recién llegado Michael Owen.
Tras las incorporaciones de Owen, procedente del Newcastle, de Antonio Valencia, procedente del Wigan, y de Gabriel Obertan, procedente del Obertan, Ferguson consideró que tiene la plantilla que necesita tras la marcha de Ronaldo y de Carlos Tévez.
"Aquí se acaban nuestras negociaciones, así que todas estas historias acerca de a quienes íbamos supuestamente a fichar....olvidadlo", dijo Ferguson, quien consideró que la campaña de fichajes del Real Madrid ha instalado el mercado en una espiral inflacionista en la que el United no quiere entrar.
"Se está hablando de cifras increíbles, que no son realistas. Es difícil saber ahora el valor real de las cosas", manifestó Ferguson, quien admitió que aunque en un principio el fichaje de Ronaldo "no era negociable", el club ha encontrado cierto beneficio en su venta al Real Madrid por 80 millones de libras (94 millones de euros).
Com Owen a custo zero, Valencia creio que por 15 milhões e Obertan nem sei, penso que o M. United vai ter um de dois problemas com os seus adeptos:
- ou abate ao passivo e fica só com Owen, Berbatov e Rooney, além dos putos Macheda e Wellbeck, para tentar manter o título inglês e voltar à final da Champions, desta vez no Bernabeu;
- ou compra uns quantos craques para gastar o dinheiro, ainda que tenha recusado entrar na hasta pública por Benzema e também por Eto'o, apesar de ter acabado de vender Tevez ao M. City.

É que os adeptos contavam com um substituto à altura de Ronaldo e saiu-lhes um Owen talvez fora do prazo de validade...

Sol na eira, chuva no nabal


Ser competitivo custa dinheiro e pelo visto a sobrevivência custa os olhos da cara: mais uma explicação pública de Pinto da Costa e outra de Beckenbauer. Ou a posição em que se situa o Sporting, no meridiano do Benfica e nos antípodas do FC Porto


O FC Porto continua a ensinar aos adeptos em geral como é estar e triunfar no futebol. Os relapsos têm de ser sempre lembrados das verdades mais actuais, contra o “romantismo” de outras eras. O curioso é que mesmo os adeptos portistas que deviam conhecer a “cartilha” azul e branca são, muitas vezes, os mais distraídos e (alegadamente) críticos. Pinto da Costa acaba de dar mais uma lição à concorrência nacional e Beckenbauer uma alfinetada em Florentino Perez.

Leio hoje em O Jogo:
"Pela parte do FC Porto posso informar o doutor Bettencourt de que não gastamos em compras sequer 50 por cento daquilo que recebemos com as vendas de jogadores como Lucho, Paulo Machado, Lisandro ou Paulo Assunção, entre outros", palavras de Pinto da Costa por um remoque do homólogo leonino. E finaliza: "Achava [Bettencourt] que não havia dinheiro, mas pelos vistos há"

Confrontado com a questão de saber se esta seria uma gestão de risco, Pinto da Costa rejeitou a ideia e enfatizou o sucesso desportivo: "Não, não é uma gestão de risco e é a única possível para os clubes portugueses que queiram jogar ao mais alto nível" [negrito meu]. E acrescentou um exemplo: "O FC Porto recebe cerca de vinte vezes menos que o Milan em direitos televisivos e esta diferença de receitas só pode ser colmatada em termos de competitividade com a capacidade de comprar e vender criando mais-valias resultantes da valorização que temos feito dos jogadores".

Questionado sobre se esta diferença de realidades resulta da dimensão dos mercados ou de falta de capacidade negocial, Pinto da Costa declarou: "Evidentemente que parte dessa diferença resulta da dimensão relativa dos mercados, mas uma outra parte resulta do facto de os clubes não se unirem, a começar pelos maiores".
Pode discordar-se, mas não negar a realidade. Pode argumentar-se, mas ninguém tem a verdade absoluta, logo a “outra versão” não é comprovadamente melhor e subsiste sempre a dúvida entre o gastar para ganhar ou o poupar para não ganhar. Pode pedir-se sol na eira, mas é difícil conciliar a chuva no nabal. É um equilíbrio precário manter a equipa tetracampeã e ganhar dinheiro. O último classificado da Liga inglesa recebe mais do que o campeão europeu de clubes, garantidamente acima de 22/25 milhões de euros anuais. E só precisa de estar lá, não necessita vencer algum jogo, basta participar. Em Inglaterra é assim. Mas o FC Porto joga em Portugal onde, como em Itália e Espanha, os clubes negoceiam os direitos televisivos isoladamente, ao contrário de França, Alemanha (o Bayern também queria estar só mas teve de alinhar com todos) e, claro, além-Mancha.

Ora, os clubes grandes deviam reunir-se em torno de um objectivo comum e, assim, obteriam mais dinheiro sob pena de as tv’s não terem acesso aos jogos. Sabemos como vale por cá a política de capelinha, o que é ridículo sabendo da residual dimensão do nosso mercado e de a Liga não ser “exportável” para outros países, via tv. Ora, esta Liga, também aqui, não trouxe nada de novo, aliás não há uma ideia genuína e válida que mereça ser discutida, mas o “sistema” vê virtudes onde não há centelha de imaginação e iniciativa e fica-se por aplaudir o folclore e escrevinhar banalidades da acção política e executiva da Liga de Clubes que nada resolve.

A este respeito, é interessante um paralelo que li ontem num jornal espanhol sobre Beckenbauer. O eterno “kaiser” que dirige o Bayern de Munique manda uma alfinetada em Florentino Perez, considerando “de loucos atirar dinheiro”, sobre a política de mercado do Real Madrid. E isto acontece com dois dos maiores clubes mundiais, sendo o Bayern a presidir à Associação Europeia de Clubes (AEC) e o Real, como o Bayern e o FC Porto, um dos integrantes do antigo e já extinto G-14, mesmo do tempo de Florentino na presidência merengue. Beckenbauer também diz que “teria remorsos se gastasse 60 milhões num jogador”, aludindo a uma pretensa oferta dos merengues por Ribéry. Já para não falar, como é normal num alemão que não anda alheado da realidade, na crise financeira mundial e as dificuldades de emprego.

Temos, portanto, três planos:
- o pobre do Sporting, sem dinheiro e capaz de recusar 15 milhões (em Janeiro) do Bolton por Miguel Veloso, entretanto reduzidos a 10… E, como já foi observado anteriormente, abdicou da sua política de compras, depois de ruinoso projecto imobiliário a que foi conduzido por um daqueles “gurus” modernos mesmo com nome antigo e de visconde, em favor de uma atenção maior à Academia, por necessidade e não estratégia, só por não poder fazer cantar um cego….

- o pobre-rico do Benfica que, como o Real Madrid, disfarça o estatuto decadente com empréstimos bancários, a subsidiar os seus fracassos desportivos, crédito mais acessível que nunca ao comum mortal mas com o risco hipotecário inerente, prova de que pode não se ter dinheiro sem deixar de ter vícios. O recurso à banca está difundido por todos os clubes, incluindo o FC Porto, mas há limites perigosos para ultrapassar.

- o desenrascado como o FC Porto, que aposta na marca da sua imagem e garantia de competitividade nos grandes palcos internacionais, valoriza jogadores e obtém mais-valias que deviam ser um orgulho nacional mas vai passando despercebido. Ou porque se acha, em contas de merceeiro, que o passivo nem devia existir, ou pelo folclore de Verão e as cigarras a cantar tomar o espaço circense necessário às agendas mediáticas e programações televisivas.

Anda muita gente preocupada com o facto de Jesualdo ter de refazer a equipa em cada época. É legítima essa questão, desde que não descambe para a tendência de criticar porque sim, sem atender à realidade financeira em que os clubes vivem. É a urgência do passo em frente. Rumo ao abismo? Talvez. Mas não há outro caminho, só o tal precário equilíbrio para não cair, precisamente se os clubes não estabelecerem regras que os protejam da ganância de alguns.

O Real Madrid deveria ser criticado por isso, pois rompe todo o protocolo com a ideia de ser “o mais grande” e fazer o que quer só porque pode. Aos poucos crescem os alertas para esta política de terra queimada onde se faz constar que só em direitos televisivos num ano o RM paga a transferência de Ronaldo, como se este fosse, também, o único jogador a pagar e os outros vivessem à borla.

Se Bettencourt, numa das pobres “generalidades” em que os portugueses se habituaram a conviver para não ferir susceptibilidades do vizinho, não sabe as diferenças entre Benfica e FC Porto, na gestão, no mercado e na verdade competitiva, então confirma que o Sporting gostaria de fazer como o Benfica, mas tem medo desse passo e não tem, reconhecidamente, legião de adeptos para satisfazer como no circo.

11 julho 2009

O caminho para o Penta


Calendário 2009/2010


1ª Volta

Paços de Ferreira -
F.C. Porto
F.C. Porto - Nacional
Naval -
F.C. Porto
F.C. Porto - Leixões
Sp. Braga -
F.C. Porto
F.C. Porto - Sporting
Olhanense -
F.C. Porto
F.C. Porto - Académica
F.C. Porto - Belenenses
Marítimo -
F.C. Porto
F.C. Porto - Rio Ave
V. Guimarães -
F.C. Porto
F.C. Porto - V. Setúbal
Benfica - F.C. Porto
F.C. Porto - U. Leiria

2ª Volta

F.C. Porto - Paços de Ferreira
Nacional - F.C. Porto
F.C. Porto - Naval
Leixões - F.C. Porto
F.C. Porto - Sp. Braga
Sporting - F.C. Porto
F.C. Porto - Olhanense
Académica - F.C. Porto
Belenenses - F.C. Porto
F.C. Porto - Marítimo
Rio Ave - F.C. Porto
F.C. Porto - V. Guimarães
V. Setúbal - F.C. Porto
F.C. Porto - Benfica
U. Leiria - F.C. Porto

1º teste da época 2009/2010


FCPorto 3-1 Tourizense

Bis de Hulk no triunfo sobre o Tourizense

Hulk esteve em relevo na sessão deste sábado do FC Porto, ao apontar dois dos três golos que deram a vitória sobre o Tourizense, em jogo-treino realizado no Olival. Mariano também marcou para os Dragões, que viram o plantel completar-se esta manhã, com a chegada dos nove internacionais que tiveram as suas férias prolongadas devido aos compromissos dos respectivos Países.

Jesualdo Ferreira aproveitou o ensaio frente à equipa da II Divisão para concretizar algumas ideias trabalhadas ao longo da semana, naquele que se afirmou como um primeiro esboço do que o treinador pretende para a época 2009/10.

Foram utilizados todos os jogadores de que o técnico dispõe nesta altura (Benítez, Belluschi, Cissokho, Fernando, Helton, Hulk, Maicon, Mariano, Nuno, Nuno André Coelho, Silvestre Varela, Stepanov e Tomás Costa), sendo a novidade a inclusão de Álvaro Pereira.

O internacional uruguaio apresentou-se esta manhã ao trabalho e já treinou com os novos companheiros. Os restantes atletas de Selecção (Beto, Bruno Alves, Cristian Rodríguez, Fucile, Guarín, Raul Meireles, Rolando e Sapunaru) limitaram-se a fazer exames médicos.

Quanto a Farías, Miguel Lopes e Orlando Sá, voltaram a cumprir os devidos programas de recuperação (trabalho de ginásio e tratamento para o primeiro; treino condicionado para o segundo; e trabalho de ginásio para o terceiro).

Os Tetracampeões tornam a reunir-se amanhã, desta feita para uma dupla sessão de treinos. O da manhã está marcado para as 10h00 (à porta fechada) e o da tarde para as 17h (integralmente aberto à comunicação social). Ambos decorrem no Olival.
In FCPorto.pt

10 julho 2009

Psicótico, no mínimo…


De Jardel a Lisandro, de Robinho a Tomasson, de Leo a Reyes, de Cebola a Falcão, o passado, o presente e o futuro

Falcão não chegou, mas deve ser ironia do destino. Anunciado pelos pombos-correio do costume, a contratação falhada do Benfica traz a ameaça de um desvio de rota para o FC Porto. Comportamento psicótico que Pinto da Costa fez questão de sublinhar ontem, onde já não se questionou (como há um ano) a sua presença na AR apesar dos processos em tribunal, não se contestou a sua ironia que muitos diziam estar em desuso, nem se beliscou as suas bicadas oportunas no coração da cidade onde bate o centralismo futebolístico subjugado pelo poderio portista emanado da província.

Os desmiolados do costume não tinham o hábito de associar ao FC Porto, como complexo pavloviano, jogadores rejeitados pelo Benfica, apesar de anunciados em parangonas e alguns vestidos a rigor com o novo emblema onde os pasquins paroquianos os foram desencantar para uma “première” sem luz ao fundo do túnel.

Lembro Jardel, por exemplo, que o senhor “Gastar Vamos” fez de snob… Ou Lisandro, alegadamente seguro por 5 anos mas que, ao tempo, ninguém quis atravessar o Atlântico para equipar de vermelho e a 1ª página apareceu com Licha no equipamento do Racing, azul e branco.

Esses, posteriormente, acabaram no FC Porto. Manobras de diversão não associaram a ideia de perfídia e máfia, conotando logo o FC Porto com as renúncias a esses jogadores.

Mas no Verão do passado recente onde o populista presidente agora em vias de voltar à cadeia não era o plebiscitado líder do Benfica, houve muitos Robinho, Tomasson, Sávio, Munitis, Júnior, Hierro e tutti quanti por quem o FC Porto não se interessou.

Júnior, se se lembram, por exemplo, um lateral-esquerdo baixinho mas rápido e bom de bola, andou perseguido pela feroz Imprensa porreiro, pá que por 15 dias rondou Parma para o levar para a Luz. Nada. Para o FC Porto? Nada.

Outro? Atouba, um gigante africano defesa-direito: jogava no Basileia e também estava garantido. Nada. Relação com o FC Porto? Só quando jogou pelo Hamburgo na Champions e não via por onde lhe fugia Quaresma, acabando substituído e saindo sob assobios dos seus adeptos no jogo da Alemanha. Por sinal, um jogador livre, agora, mas que o Benfica não quis pegar… depois do “forcing” junto dessa potência futebol helvético…

Na época passada foi Cristian Rodriguez. Benfica não convenceu o jogador a prolongar contrato de empréstimo. “Em 5 minutos” assinou pelo FC Porto. Alguém falou em “roubar”, como se fala levianamente em “querer ser campeão”.

Parece que, depois de Álvaro Pereira que algures na Roménia “falou à Benfica” e acabou no FC Porto para continuar a jogar na Champions onde acedeu pelo modesto Cluj na época passada, poderá vir Falcão. Que também “falou à Benfica”, mas percebeu o que era mesmo e fez-se caro.

Já não há apelo como antigamente. Por exemplo, monstros do futebol internacional como o holandês Peter Lovenkrands, confrontado com a possibilidade de ir para a Luz disse que “prefiro ficar no Rangers”. Pagou, aí sim, o FC Porto, a quem marcou o 1-0 no malfadado confronto de Ibrox (3-2)…

Mas há apelos doentios: o último por Reyes. O penúltimo tinha sido o Leo, outro lateral-esquerdo baixinho brasileiro e ressabiado contra o FC Porto que me parecia mancar em campo… As “fatwa” dos ayatollahs da mouraria eram decretadas pela Imprensa do regime e a capital não dormiu. Com medo da própria sombra, esta semana li um bacoco director-qualquer coisa do Rascord afirmar que não se confirmava a “notícia” dos blogs sobre a passagem de Reyes para o Dragão. “Caga nisso” (nome de uma amadora banda rockeira por onde também podem passar uns acordes trauliteiros dos rabos de cavalo que acabam na Imprensa do regime), pá! E proclamava que, afinal, os blogs não são fiáveis, falham… “notícias”. É só rir, mas já mete pena.

E logo Reyes, a estrela maior da constelação cadente da Luz onde muitas lâmpadas se fundem. Jogador de qualidade técnica e fotogénica, que se habituou a brindar na passagem de ano o título de campeão para as 1ªas páginas desportivas, um homem que não deu continuidade à sua carreira de forma fluida, porque o seu jogo vê-se a espaços e é demasiado intermitente no rendimento de uma época inteira para ser considerado fundamental numa equipa de alta competição como o Arsenal, Real Madrid e Atlético (não o de Alcântara…).

A ironia do destino é que aqueles ressabiados que para darem vivas à partida de Lisandro do Dragão lembraram o penálti forjado contra o Benfica, nem lembraram que Reyes no FC Porto poderia ser sinónimo de não se lhe marcarem penáltis por faltas sobre Lucho.

Mas o mercado é malandro e ainda bem que a anunciada resolução da renovação de Liedson, feita após a eleição de Bettencourt a presidente e antes de o jogador ir de férias, só se consumou agora, parece que verdadinha mesmo, não por culpa de Pinto da Costa. Às vezes é preciso um “empurrão” benfazejo de fora para aclarar situações negociais/contratuais e terá chegado de Sevilha, onde quiseram fazer o ninho nas costas do leão e o presidente del Nido quereria o Levezinho para substituir Luís Fabiano de possível saída para o Milan.

Ah, o Milan, o mercado, as certezas. Bom mesmo é o Galliani, o homem que telefonou a Rui Costa na despedida de jogador da Luz e mostra ao ex-rossonero o que é ser director-desportivo e actuar em nome do presidente. Bons exemplos. Belo mercado.

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Messi gana el II Trofeo Di Stéfano
FROILÁN MORA09/07/09 - 11:22504comentarios
Messi se ha alzado con el II Trofeo Alfredo di Stéfano, que reconoce al mejor jugador de la temporada en Primera división. Messi sucede a Raúl, primer ganador de dicha distinción.

Don Alfredo e Rei Eusébio lá estavam a apadrinhar CR9. Mas Messi é... Messi.

E depois de CR9, que balanço do efusivo marketing face aos 15/20 mil que receberam Benzema? Desvalorização inumana, parece-me...

p.s. esta é uma versão rapidinha de algumas coisas úteis para lançar de última hora no blog, ao jeito twitter, sobre variados temas e transversal a todos os clubes.

09 julho 2009

Coerência e sensibilidade

Há um ano era o “ai, Jesus” quanto às saídas no FC Porto e Lucho e Lisandro não eram suficientes para manter pelo menos o barco à tona, muito menos para o tetracampeonato…

Começo de forma invulgar no que poderia e deveria ser o fim, a sentença final.

Portanto…

Há um ano o mundo parecia ir abaixo com as saídas de Paulo Assunção, Bosingwa e Quaresma. Agora idem com Lucho e Lisandro, porventura também Bruno Alves. Dos argentinos, como escrevi e Jorge Maia, em O Jogo, partilhou da mesma ideia, pareciam almas gémeas e se um saía outro sairia também. Do nosso capitão actual, por enquanto, fica com a cláusula pendente e o FC Porto sem obrigação de tesouraria para vender a não ser pelo preço estipulado de comum acordo e não pelas pretensões paternais de sair a qualquer custo…

Não estão sós, essas almas penadas errantes no mundo volátil do futebol actual. Os adversários já fazem as contas ao FC Porto “mais fraco”, como fizeram na época passada e glosaram essa “vantagem comparativa” até ao Outono… Ouvi, entretanto, Pereirinha desvalorizar essa “perda qualitativa” dos argentinos, sabendo, desde há um ano, o que aqui se disse no Verão passado e como o FC Porto foi capaz de repor a ordem natural das coisas. Algum dia, porém, o cântaro deixará a asa pelo caminho e, então, os catastrofistas lembrarão os seus avisos histriónicos. Esta é, do lado portista, a fruta da época, como é nos adversários a “vontade de ser campeões” e a aceitação “dos novos métodos do treinador” recém-chegado. Portanto, o costume.

Pois há um ano, Lucho e Licha permanecerem não eram significado de boas hipóteses para o tetracampeonato. Lucho, recorde-se aos relapsos, tinha, sim, manifestado vontade em sair. Licha, como se sabe, encaixou mal ficar pior tratado em termos salariais quando entrou Cebola e foi o cabo dos trabalhos até o avançado começar a acertar, com regularidade, nas redes para fazer jus ao título de melhor marcador do campeonato. Como Tomás Costa acabou de asseverar, confirmando o que se sabia, Licha e Lucho queriam melhorar a sua conta bancária e tinham ensejo de experimentar outro campeonato. Pois, gracias por todo y felicidades. Fim de ciclo com eles, maravilhoso tetracampeonato que não foi tão fácil como se apregoa ou faz crer. Novo ciclo, na rota do costume, se anuncia, com novas caras e os objectivos mais definidos que nunca.

Metade de Cristiano Ronaldo
Parece que os nervosos e incoerentes adeptos do ano passado se revoltam agora com a saída dos que, precisamente há um ano, não lhes garantiam coisa nenhuma. Vivem confrontados – e amedrontados! - com a realidade de o FC Porto ter de vender e ainda bem que tem de vencer à mesma, embora nem as vendas nem o facto de continuar a ganhar em campo sejam suficientes para os afamados “exigentes” adeptos.

Por dias suspensos do que sucedia em Madrid, com orgulho nacional no máximo pelo mais caro do mundo, ninguém valorizou, como constatei há dias, o facto de o FC Porto ter encaixado 42 milhões em dois jogadores, quase metade de CR9 o que não é mau de todo e deixa o madeirense na mesma situado no topo do mundo em qualquer categoria: o melhor jogador, o mais caro jogador, a fantasia das mulheres e a inveja dos homens, ele é tudo e justamente teve uma recepção inigualável no tempo certo do folclore de Verão.

Por mim, à espera que o FC Porto defina o plantel com a sagacidade reconhecida ainda que nem sempre, e fatalmente, garantia de sucesso que é impossível em futebol, deixo de acreditar, sim, que a equipa, por fim estável, moldada na época passada por Jesualdo possa afinar-se para ir mais longe na Europa, além de revalidar os principais títulos domésticos. Disse aqui o que no meu entender justificava a renovação de Jesualdo, anunciada ainda no Jamor. Obviamente, desfeitas as principais premissas - independentemente de concordar ou não com as saídas que foram do interesse dos jogadores e a quem o FC Porto, com os seus contratos na mão, tirou os seus benefícios financeiros e não “cortou as pernas” a ninguém em nome dos grandes serviços prestados pelos argentinos - a ter de se refazer uma equipa não posso pensar em objectivos para lá dos tradicionais e já instituídos até em letra de lei pela SAD: ganhar na mesma cá e passar a fase de grupos na Champions.

O que já não é mau. Pode ser pouco para os afamados “exigentes”, mas lá terá de ser. Será difícil passar por todo o processo de estabilização de equipa com novos valores em zonas sensíveis, mas confio na capacidade de Jesualdo e na habilidade da SAD para manter a equipa competitiva, ganhadora e enriquecida financeiramente, mesmo que este seja já um ponto rotineiro ao qual muitos adeptos não dão o devido valor nem mostrem orgulho por tal.

Quando chegar Falcão será tema de outra conversa, a preocupar alguns com a repartição do seu passe (vulgarizada prática na América do Sul) e menos com a capacidade futebolística que deve estar em causa e será pedra de arremesso, processo também vulgarizado por cá, em caso de insucesso. Se não for como Hulk, claro, por quem se disse baba e ranho, precisamente os “artistas” do argumentário infalível do “eu é que sei” e “por esse dinheiro comprava fulano”.

08 julho 2009

Do tetra para o penta

Experiência e conselhos

Agora que os jogadores voltaram ao trabalho com vista ao pentacampeonato, nada como recuar no tempo e ler em palavras passadas ensinamentos da transição de um campeonato para outro. Por quem sabe. Podiam ter sido ditas hoje, nunca perdem actualidade para o FC Porto que guarda ciosamente os seus valores como defende os seus méritos e títulos.
“Temos de ser muito mais fortes do que os nossos rivais porque, designadamente, não temos seis milhões de adeptos e simpatizantes. É por isso que de nada valem campanhas enormíssimas para que o FC Porto deixe de ser campeão. É provável que no futuro voltem a aumentar de intensidade, porque se o FC Porto vencer provoca a falência do futebol. Os investimentos dos rivais do FC Porto têm sido tão grandes que não podem continuar a exaurir-se sem nada vencerem…” – António Oliveira, técnico di tri e do tetra.

“O FC Porto vai fazer do penta um supremo objectivo, mas há-de estar preparado para enfrentar os ataques encarniçados do costume, perante os quais mostrará, como o vem a fazer há muitos anos, a mística de autênticos tetracampeões”. – idem, no livro “O Tetra”, de Alfredo Barbosa.

“O sistema… O que está bem, o que está mal, o que é preciso mudar, o que é preciso melhorar ou piorar, o que se tem de baralhar, o que se tem de discutir naquelas assembleias gerais em que falam, sobretudo, para se ouvirem a si mesmos. Isso é para gente inteligente que anda no futebol, que tem ideias miraculosas e que realmente vive o futebol com grande visão. Eu limito-me a ir dando a minha ajuda ao FC Porto, que se coloca fora dessas questões, que deixa, sem se intrometer, que dêem e baralhem à procura da forma mágica que leve os títulos para a capital”. – Pinto da Costa, idem.

“Todos os grandes clubes que se impõem no mundo são, antes do mais, clubes regionais. O FC Porto nasceu na cidade do Porto, o FC Barcelona em Barcelona e o Real Madrid em Madrid e por aí fora. Depois, assumem conquistas, grandeza, por mérito do seu trabalho e das vitórias dos seus atletas e não pela fanfarronice dos seus dirigentes. Há alguns que, como o FC Porto, pelos seus feitos nacionais e internacionais, atingem uma grandeza internacional que os coloca acima de muitos outros que, sendo clubes importantes, nunca atingem essa dimensão. Reconhecemos que, apesar de termos ganho tantos campeonatos, apesar de sermos o único clube português que venceu a Taça Intercontinental, apesar de sermos, ainda, um dos muito poucos clubes que conseguiram vencer a Taça dos Campeões, a Supertaça europeia e a Taça Intercontinental, apesar de sermos conhecidos em todos os cantos do Mundo, ainda não conseguimos num só organismo, a FIFA, ser o clube português mais conhecido – por culpa dos processos do Benfica que lá têm caído constantemente”. – idem, ibidem.

07 julho 2009

Agora Lisandro, e depois?...


Pode haver um cenário idêntico ao do Verão passado, com o "receio", menos credível, de Bruno Alves sair: a equipa irá ressentir-se e Jesualdo sofrerá o mesmo, sobrando a incógnita quanto ao sucesso da reformulação. Falcão dragão para comer a águia.


Foi-se Lisandro, mas a saída deste era mais expectável do que a de Lucho. Mesmo assim, por 24 milhões de euros... tomara muitos mais fossem assim. Gracias Licha y felicidades.

Os adeptos claramente que não gostam destas coisas, embora seja bom ouvir o tilintar do dinheiro no cofre. Uns papalvos já asseguram que o melhor era amortizar o passivo com todo o dinheiro ganho, em vez de comprarem-se dois ou três jogadores, e duvidosos certamente porque as certezas abundam só no recreativo e no desportivo da capital, de que depois se passaria a época a reclamar pela sua falta...

Lucho foi um soco no estômago, necessitando de boa capacidade de digestão e da capacidade de gestão da SAD a não "cortar as pernas" ao seu Comandante pelos gratos serviços. Licha já era um caso eventualmente perdido e que estava ligado à situação de Lucho, porque pareciam gémeos e o avançado quiçá vivia em função do médio tal a sua amizade. O destino de um parecia arrastar o do outro.

Podem sobrar críticas e lamentos, para mais quando o acréscimo de ganhos do FC Porto em 4 milhões de euros por cada um não dará nunca 8 milhões, pois o sucesso de um será o insucesso do outro. Para piorar, estamos a falar dos 2º e 3º classificados do campeonato francês, suplantados pelo Bordéus, orientado por Laurenc Blanc e onde alinha o ex-maritimista Wendel...

De Lisandro Lopez, cujo nome ecoará para sempre no Dragão tal como o de Lucho Gonzalez, ficará o sincero agradecimento pelo que deu a conquistar ao FC Porto, até a última Taça no Jamor.

Uma boa maquia e 4 milhões em caixa mais certos, se não for por ele será por Lucho.

Resta que, nestas coisas do mercado, e apesar de muitos negócios anunciados e abortados (veja-se Cissokho pelos motivos mais inacreditáveis como a dentição do jogador e a falta de dentes do clube que teve mais olhos que barriga), entre tantos valores anunciados pelos papagaios de 15 milhões para aqui, 10 para ali e 20 para acolá, há clubes que não concretizam a sua vontade.

Terá sido o caso do Benfica por Falcão e difícil é não admitir que o FC Porto tem argumentos mais fortes para convencer o jogador, detentor de metade do seu passe, além do River Plate, outro caído em desgraça. Uma prova da força do FC Porto sobre o Benfica, como marca internacional e como ascendente psicológico, já comprovada em tantas situações recentes.

Mas os adeptos, sempre lamuriosos, choram a perda de Lucho e Licha e ainda temem a saída de Bruno Alves. Bom, como está estabelecido o preço, quem bater os 30ME leva-o. O propalado interesse do Barça terá de ir além do ensejo de meter o avançado Keirrison no negócio, aliás um jogador que ainda nem está comprado e há muito o Barça hesita em fazê-lo, indeciso no mercado para arrelia de Guardiola que começará a época sem um reforço. Estamos a falar do Barça do "triplete", pelo qual teve de pagar prémios milionários e renegociar dívida bancária para satisfazer esse compromisso com o plantel.

(xiu, agora em silêncio, fechem os olhos:
Imaginem, o Barça do "triplete" em horas angustiantes a fazer contas e abram, agora, os olhos para ver o que certos clubes gastam sem ir à Champions por dois anos seguidos... e não estamos a falar do Lyon nem do Marselha)

Vai sobrar no Dragão os anseios como no Verão passado sem Paulo Assunção, Bosingwa e Quaresma. Vão subsistir as críticas enquanto os resultados não correrem bem e Jesualdo terá as mesmas dores de cabeça. Não se sabe se a época acabará bem ou mal, é difícil repetir a proeza da época passada em que poucos acreditavam e nenhum vislumbrava sequer, nem o mais optimista. Teremos porventura o mesmo Outono de sofrimento e abatimento, mais do que agora. Mas o FC Porto sobreviveu e ganhou e nada diz, conhecida a experiência, que parta agora diminuído ou enfraquecido. Perdeu bandeiras, mas resta-lhe a alma e uma boa maquia para refazer a máquina, haja paciência.

Mas Bruno Alves não sairá por menos do que a cláusula, porque o FC Porto não estará necessitado de vender. Falcão deve render Lisandro e este é mais incógnita do que Belluschi para o lugar de Lucho. Mas o futebol faz-se disto e ainda bem. Há um mês o mercado parecia "morto" e está palpitante como nunca.

Enquanto a ressaca ainda não parou com a bebedeira portuguesa por Cristiano Ronaldo, nem as tv's nacionais perceberam esta manhã que um clube português confirmou a sua aura de vendedor emérito e exportou mais um produto por 24 milhões de euros. Até parece normal no FC Porto e é a base do crescimento do clube e da competitividade do seu futebol, o que deve ser enaltecido sem reservas mentais. É tão vulgar isto suceder como serem propalados valores idênticos a supostas estrelas do Benfica e do Sporting: o primeiro só vendeu Simão e por menos de 20 milhões apesar dos 24 anunciados, o segundo vendeu Nani por 25 há dois anos e tão cedo não se aproximará dessa fasquia que começa a ser normal no FC Porto ao ponto de passar quase despercebida nas televisões que costumam decalcar o que vem nos jornais.

Mas como temos de contentar-nos com os gastos sumptuários do Real Madrid, a fiesta brava segue na Monumental barraca da persistente falta de tacto jornaleiro-televisivo que nos brinda constantemente com o mais bacoco provincianismo.

Mas já viram a vantagem de Cristiano Ronaldo não (poder) ser mais vendido até ao final da carreira? De que falarão doravante as televisões, sem TGV, nem NAL? De Jesus e sus milagres? De Reyes de pés de barro? Ou do roteiro da noite de Madrid?

Não, aposto na comparação entre os 5 milhões do Saviola e os 5 milhões do Belluschi!...

Dois em um vezes dois

Belluschi e Valeri para a abertura do Olival. FC Porto arranca hoje, nas calmas e sem show-off

Belluschi já estava oficialmente garantido esta noite e Valeri não deve tardar. Dois argentinos com funções basicamente iguais e ambos capazes de ocupar o lugar que foi de Lucho Gonzalez. Duas novidades de última hora, a confirmar-se também o segundo, para o início da época de ataque ao penta, abrindo hoje as portas do Olival sem luxos nem folclores provincianos.

O primeiro, que já foi alvo da atenção portista até o poder financeiro do Olympiacos ganhar a parada há um ano e meio, tem mais nome que o segundo, este ainda um sub-23. Não são dois craques de fazer parangonas, como Matias Fernandez chileno ou Falcão colombiano e até esta dupla (possível) contratação do FC Porto pode ser glosada com a intenção de serem necessários dois jogadores para substituir um que saiu, o agora notado Lucho…

Curiosamente, Belluschi vem para render Lucho. Valeri vem como alternativa a Belluschi. Ou seja, dois por um lugar, um para substituir o outro, pois não é crível que o 4x3x3 de Jesualdo perca Meireles e Fernando no meio-campo, nem haja lugar para alguém no tridente ofensivo com Hulk, Rodriguez e Lisandro. Mesmo que este saia, por algum motivo de força maior de última hora, nem Belluschi nem Valeri fazem de avançado-centro.

Belluschi pode fazer várias posições no miolo, tem toque de bola e chegada à área, pelo que tanto actua a 8 como Lucho como a 10 em que actuava na Argentina com mais sucesso. Faz duas posições importantes no sector, pelo que é um “dois em um”. Custa 5 milhões de euros por metade do passe e, a fazer 26 anos em Setembro, com um contrato de 4 épocas, nem é crível que se valorize tanto para obter mais-valias e se chegar ao fim do contrato com quase 30 anos esperemos que ao menos seja também tetracampeão! Nessa altura, pouco poderia dar em termos de lucro por uma potencial transferência.

Valeri é um dinamizador, igualmente, mas mais jovem e sem pedigree de clubes grandes. Também se desvalorizou desde o título surpreendente, com o portista Benitez, do Lanús, quando estava cotado a 10 ME mas uma época de lesões cortou ao seu rendimento e valor de mercado, hoje “discutido” em torno de 3 ou 4 ME. Valeri é um 8, como Lucho, sem a estaleca deste nem o currículo que o “índio” tinha já na Argentina e confirmou plenamente no Dragão.

Dois homens a reter, dois bons reforços ainda que possa falar-se com propriedade, confirmando-se a previsível chegada do segundo que se eximiu a jogar a última jornada na Argentina este domingo, em 1+1. Mas só o trabalho de campo o dirá e os treinos moldarão a nova equipa em função do valor e não das caras. Exactamente ao contrário do que se pratica em Portugal.

Não tenho muitas referências e observação de qualquer deles, mas fica o seu currículo e algumas imagens de Belluschi e Valeri.

FERNANDO Daniel BELLUSCHI

Nascido: 10/9/1983
Altura: 1,73m; Peso: 69kg
Internacional A pela Argentina
Currículo:
2002/03, NOB Rosário 10J 0G
2003/04, NOB Rosário 12J 1G
2004/05, NOB Rosário 33J 9G
2005/06, NOB Rosário 35J 11G
2006/07, River Plate BA 36J 6G
2007/08, River Plate BA 12J 7G
Janeiro/08, Olympiacos Pireu 11J 1G
2008/09, Olympiacos Pireu sem estatísticas

Formado no Newell’s Old Boys (NOB) de Rosário, apelido de “Cabezon” e “Samurai”, custou 7 ME ao eterno campeão grego quando o FC Porto o disputava há 18 meses. Marcou ao Benfica na goleada de 5-1 que foi de Karaiskakis a rir…
DIEGO Hernan VALERI

Nascido: 1/5/1986
Altura: 1,78m; Peso: 75kg
Internacional sub-21/23 pela Argentina
Currículo:
2003/04, Atlético Lanús 3J 0G
2004/05, Atlético Lanús 10J 1G
2005/06, Atlético Lanús 7J 1G
2006/07, Atlético Lanús 20J 0G
2007/08, Atlético Lanús 26J 8G
2008/09, Atlético Lanús sem estatísticas

Produto do Club Atlético Lanús (arredores de Baires), profissional aos 17 anos, não abandonou os estudos, faz-se acompanhar de livros nos estágios e por isso, além da elegância do seu jogo, é chamado de “intelectual”
Dados retirados do excelente ANUARIO FUTEBOL MUNDIAL 2008-09, de Rui Malheiro e Paulo Sousa