15 novembro 2011

«Nothing will save this show»

Está aqui o que é/foi a já célebre gala da CDP, aquela que o FC Porto perguntou quem se premiava como bandeiras do País


O Portugal saloio sob um olhar descomplexado.
Não é um relato jornalístico, porque já não há dessa categoria. Mas saiu no Público através de alguém que podia ser comprometido, mas José Manuel Meirim confirma a integridade do carácter de quem pensa desapaixonadamente sobre o Desporto em Portugal e não com as saloiices da Imprensa do regime. "Há muitos anos que não ia a esta feira de vaidades, da qual me afastei por essa razão. Sucede que, este ano, um atleta nomeado para Melhor Atleta do Ano Masculino fez questão de contar comigo a seu lado. Sempre num sítio bem apropriado para este tipo de eventos (um casino), de novo senti o que me levou a afastar-me da gala". A introdução é sintomática. E as entradas aguçam o apetite: "presenciei situações de um infeliz país que não se enxerga e que permanece insensível à decência e aos valores (mesmo que estes exijam alguma hierarquia)". O repasto constituiu "na mesa de honra (?) o bloco central marcava presença. O ministro do Desporto, Miguel Relvas, dois secretários de Estado e dois ex-secretários de Estado de governos socialistas. Um amplo universo de sorrisos, palmadinhas nas costas, ontem vocês, hoje nós, quiçá amanhã de novo vocês, e assim sucessivamente até ao infinito e mais além! Há um problema de facturas no IDP? A beringela, essa sim, cai mesmo bem neste prato de lombo de porco preto. E assim por diante. Nada de novo, portanto, mas sempre revoltante".
Até à sobremesa: "Bem cedo dei pela presença do presidente do Benfica (...) a seguir ao termo do repasto, vejo o presidente da CDP (...) acompanhado de um convidado (...). Seria o Presidente da República? O presidente da Assembleia da República? O primeiro-ministro? Barack Obama? Quem, com a sua chegada, impunha tanto respeito (ou subserviência)? Apenas e tão-só, o presidente de um clube, o Sporting Clube de Portugal".Com os licores e demais digestivos, a pergunta sacramental ao café:
- Que critérios foram seguidos na atribuição de prémios de Alto Prestígio ao Benfica e ao Sporting?
Por José Manuel Meirim, in Público 13/11/2011

14 novembro 2011

Este fair-play não é na Playstation

Já estão a perceber porque razão o Vieira fala em apertar o cinto?

Pois é, o controlo financeiro da UEFA está à vista e há que deitar faladura e aspergir moralidade.
Como se presumia ontem, as coisas não são como aparentam. E a dívida dos três grandes pode vir a terreiro só para aliviar a dor de um deles, ou dois. Adivinham quais são e de onde são? Pois...

13 novembro 2011

Então, o Público já escolheu onde quer ficar?

Pos.EquipaJVEDGMGSP
1FC Porto1073025524
2Benfica10730231024

O Público já aqui foi citado por fazer a classificação do campeonato recorrendo a um site ou blog ou lá o que seja o zerozero. Dava, então, o Benfica em 1º, não interessa porquê mas era porque não sabiam o que quer dizer o regulamento sobre essa matéria e eu só perguntava como se desempatava um 2-2 que foi o resultado entre ambos?... Agora, sem querer, descobri que o Público mudou de posição e põe o FC Porto na frente. O que quer dizer que o Rascord presumo seja o único pasquim que não acerta com a coisa. Pronto, já não se perdeu tudo na enxurrada do fim-de-semana. Resta saber se o Público é outro à 3ª, 5ª e sábado.

Já suspeitava que aqui havia coisa...


Vem um gajo do retiro paisagístico sem jornais e quase sem televisão e tem de ver isto. Mas é o costume. Se quiserem apresentar os números ou outros resultados de outra maneira escondam o óbvio e dividam por três mas sem fazer contas, porque não vai dar partes iguais. Espalhem os factos e alcançam a curiosidade de mais gente. Obrigado e as melhoras. Mas não falem de passivos, que assustam mais o pessoal.

ACTUALIZADO
Isto é um bocado como falar da AUSTERIDADE.

Por exemplo, LF Vieira diz que "vem aí", vai "ter de cortar" e as tv's dão-lhe a folga do costume, como se dissesse algo de importante. Compare-se com os resultados citados na notícia e percebe-se onde o tipo quer chegar, mas não diz e o contexto, para a Imprensa bacoca do costume, fica para oportunidades como esta em que junto 1+1 e dá 2, não é verdade?

Agora, há austeridade no País, tem de ser ou pensavam que o dinheiro ainda se fabrica no Banco de Portugal? A dúvida é se o Governo corta mesmo a direito, indiferente às greves dos funcionários públicos - os privados não fazem greve, já têm o risco de desemprego bem em frente para se armarem em valentes - e ao barulho das manifs de Lisboa e dos roncos do PR que tem rabos de palha capazes de arder à chuva... A mim só me espanta que muita gente, à parte a FP que sobeja no resto do País, sinta as dores que é da maioria da FP precisamente sediada na capital, por causa do centralismo que não indigna as gentes do Norte para lá das futebolices e quase todos os institutos públicos com que, desde Cavaco, helàs, se engordou o Estado, precisamente aquele que se quer magro, formoso e não sanguessuga!

Era bom rever algumas notícias do passado recente, aí de há um anito, como esta:
Austeridade

Abono de família desaparece para quem ganha mais de 628 euros

30/09/10 12:00
Quem tiver rendimentos brutos mensais superiores a 628 euros vai perder direito ao abono de família já este ano.
O Governo decidiu eliminar os 4º e 5º escalões do abono de família, que correspondem a rendimentos brutos anuais superiores a 8.803,63 euros. Esta foi uma das medidas ontem anunciadas por José Sócrates e Teixeira dos Santos.
O Executivo decidiu também cortar com "o aumento extraordinário de 25% do abono de família nos 1º e 2º escalões", que vão afectar as famílias com rendiumentos anuais brutos entre os 2.934,54 euros e os 5.869,08 euros.
Este corte isere-se no objectivo de reduzir a despesa em 3,42 mil milhões de euros no próximo ano com reduções várias nas despesas de funcionamento do Estado, da Segurança Social, nas transferências para os diversos subsectores, nos medicamentos e também no investimento.

O plano inclinado foi propagandeado como se fosse uma rampa para a Lua e, como naquele tempo de anúncios mirabolantes, hoje essa prática ditaria que o Euromilhões sairia a cada um de nós. Até parece que não, mas a descida ao inferno existiu mesmo, por muito travão que lhe pusessem os culpados do estado a que isto chegou. Os clubes são só um exemplo marginal, mas fruto da época.

12 novembro 2011

Fechadinhos ao ataque em prudente "Bentania" até dos bósnios cautelosos

Ao contrário disto, acho que Portugal teve medo tanto quanto a Bósnia. E deu 0-0 inevitável. E se de Paulo Bento não é de esperar mais, atendendo ao que conhecemos do pouco aventureirismo visto pelo Sporting, Safet Susic mostrou ser igual, tanto que, mesmo em casa, só meteu Ibisevic ao lado do desamparado Dzeko (presa fácil de Pepe) e os locais ameaçaram Rui Patrício no final.
É claro que conta só obter o apuramento e não pedir ópera. Sempre foi assim. Excepto quando se exigia ganhar à Bósnia há dois anos, quando não jogavam Coentrão, que esteve muito bem esta noite, e Cristiano Ronaldo, então lesionado.
Agora está tudo muito mais sereno e à falta de outras excitações, como um seleccionador que não fazia o jogo simpático à Imprensa, o nacional periodismo, ou parolismo, fez o jogo rasteiro que se atribuiu aos bósnios, levantando problemas por tudo e por nada. Era o relvado, efectivamente fraco e que só merece essa nota, como o frio ou a chuva, e não o regabofe serôdio de vários dias. Era a Bósnia que metia medo, mas pareceu mais aos dirigentes do que aos jogadores. Antes do jogo foi a rega, a ameaça de jogar sob protesto que não se concretizou mas não evita o ridículo. A Bósnia, disseram, era "muito melhor" e até se considerou que Portugal, imagine-se, está "pior do que há dois anos". Mas esta gente mira-se ao espelho? Ou nem sabe que farelo tirou ontem da manjedoura?
Os bimbos de canetas e microfones não estranharam aquilo que é de registar: porque raio os bósnios querem jogar naquele quintal se os seus estrangeiros estão, como os portugueses, habituados a palcos de primeira classe na Europa "civilizada"? Nã, os índios tugas pensaram que o areal ia só prejudicar os portugueses. Dos bósnios nunca se percebeu que vantagem teriam e o jogo mostrou isso mesmo. Foi estranho para ambos, como se estivessem a jogar na Lua. Por sinal, alguns torrões - que podem surgir na maioria dos relvados em Portugal e não apenas por terem areia - prejudicaram as ocasiões de CR7 e de Ibisevic. E foi pouco mais que o jogo deu. Como era de esperar e não uma Bósnia melhor do que em 2009 que não se viu mesmo.
Podia ter dado melhor, mas Paulo Bento não arrisca nadinha e Nani nadinha ajudou no isolado tridente ofensivo com toda a equipa atrás. Bento já não jogou com três nº 8, retirando Carlos Martins para meter Miguel Veloso mais recatado a fechar o meio-campo e a manter a tracção atrás sem que Moutinho, e raramente Meireles, se aventurassem até à área. Era meter a bola na frente, em cada equipa, e seja o que Deus quiser.
Há dois anos criticava-se a opção de Queiroz de pôr Pepe a trinco. Pois Pepe foi então o melhor jogador e actuando ali deu impulso para os médios subirem à área e assim Meireles marcou acorrendo a uma desmarcação solicitado por Nani. Hoje era impossível isso ocorrer, ou eram os três da frente que resolviam ou nada. Deu nada. Pepe a central foi excelente e até jogou limpo, mas os médios ficaram muito atrás.
Fosse com Queiroz, como foi o regabofe por tudo e por nada, e os comentadeiros desfaziam o jogo e os jogadores além do seleccionador. O 4x3x3 actual é risível, pois não tem dinâmica de trás para a frente. Como diria Jaime Pacheco, fechadinhos ao ataque. A incensada 1ª parte é reveladora, sem ameaçar mas colocando o jogo mais perto da área bósnia ainda que fitando-a só de soslaio. Vejam as crónicas e até parece que ganhámos moralmente a coisa da intenção e da aproximação.
Lembre-se que, na exaltação da entrada de Paulo Bento, foi altamente elogiada uma opção natural mas anunciada como a descoberta da pólvora. Jogarem os centrais que se conhecem do seu clube. Foi assim com R. Carvalho e Pepe, do Real Madrid. Ora, o português não está, mas Bento podia jogar com a dupla que se conheceu no FC Porto, Br. Alves e Rolando. Pepe jogaria a trinco, em vez de Veloso e seguramente que um dos médios exteriores ajudaria mais na frente e talvez a vitória ficasse mais perto. É que agora Coentrão e não Duda ajudaria mais na frente onde CR7 esteve em acção permanente.
Ah, dirão, mas isso é falar depois. Pois é, só que é perceber as opções mediante o onze apresentado. E pensar correctamente sobre elas, o que duvido que se faça com competência. Note-se que os portugueses sabiam bem da movimentação dos bósnios e assim limitaram as suas acções na 1ª parte. Mas a Bósnia não metia ninguém pela direita e Veloso, naquele lado, deveria apoiar mais o ataque. Andou manca a Bósnia e a coxear Portugal, no mesmo corredor. CR7 disfarçou à esquerda, enchendo o campo também porque Coentrão esteve ao seu nível. Mas não houve suporte desde o miolo. Porque Paulo Bento é assim, sempre foi e não é de esperar muito mais. Nem as trocas directas que fez...
Nada disto vai ser notado pela comentadeirice encartada. E desde que se passe às finais, tudo está bem. Como tudo esteve há dois anos, o problema foi os interesses individuais a rendibilizar no Mundial. Aí é que o caldo entornou e nasceu a borra desconfortável que culminou com Ronaldo a mandar perguntar a Carlos Queiroz porque é que não ganhámos à Espanha. Pois podiam fazer a pergunta a Paulo Bento, mas ele está muito empolgado com as inúmeras oportunidades que diz ter visto mas não existiram (um remate perigoso de Postiga foi apenas por ressalto e após livre, nada de construído). Pelo visto não mirou o jogo de há dois anos, onde além de coragem houve futebol de categoria e um triunfo incontestável que só pecou por escasso. Mas os louvaminheiros já saíram com a procissão do adro e carregam o andor por mais uns dias.

Isto, enfim, é como tudo: o ex-maoista Durão Barroso a confiar em Portugal obediente à troika e o comunismo em peso na CGTP a rebelar-se contra a extinção de feriados religiosos enquanto a malta que tem emprego certo vai de greve em greve, um direito que só assiste a funcionários públicos, a impedir quem quer trabalhar porque não faz greve no privado. 

11 novembro 2011

10 novembro 2011

Coronel em armas, a guerra da Bósnia e os cúmplices terroristas em Lisboa

Estamos numa de mercadejar não favores político-económicos mas alheiras por robalos o que nos remete para o tempo das trocas directas (nos relatos da bola dizem troca por troca) que favorecia o valor das coisas em vez de inserir moeda nas transacções comerciais. Há quem queira, de outra forma, voltar a tempos de antanho e outro coronel, o  terrorista camarada Otelo depois do descolonizador camarada Vasco Lourenço, ameaça com novo-25-de-abril-seria-mais-facil-do-que-em-1974
Além de pobre, Portugal é inseguro. O equívoco de estarmos na Europa salienta-se pelo levantar de armas como na América Latina.
Já não há o fassismo, mas sempre pode Otelo lamentar a pobre democracia vigente em vez de assentar baterias sobre "este Governo", depois do despautério dos executivos anteriores que alargaram as mordomias a um ponto que coronéis e generais não querem mais perder no restinho das suas vidas vazias que lhes sobra.
Também não há o pretexto da guerra colonial, sobrando a batalha contra os "especuladores financeiros" sem rosto nem nome e "mercados" usurários, esses malvados que ainda emprestam dinheiro para pagar as reformas e as mordomias de militares, por exemplo, ou de funcionários públicos que, vitimizando-se a reclamar contra os penáltis que lhes são marcados depois de alguns a favor, de greve em greve impedem a maioria da população de trabalhar.

Até os aviões ficarão em terra por conta da insatisfação desse classe explorada de pilotos e pessoal de bordo da TAP, como a Imprensa do regime na RTP, tudo por uma luta em nome de uma equidade que os anúncios - é ir ao Portal Sapo confirmar - para carreiras na cabina desmentem e restringem os candidatos entre 21 e 26 anos, como se hospedeiras/os nos seus quarentas fossem uma visão dos céus, mas muitos potenciais concorrentes não possam cumprir todos os requisitos apenas para soçobrarem por serem velhos, a partir dos 27 anos...
A revolução na rua de que fala Otelo - no delírio efervescente de quem prefere manter mordomias dispensando um busto escurecido numa praça menor - está a pedir balas e morteiros contra sacrifícios à classe burguesa que há 35 anos era para ser metida no Campo Pequeno. ACT: olha, parece que o feitiço poderia virar-se contra o feiticeiro, não fosse o magnânimo PGR o sonso Monteiro preocupar-se com coisas mais comezinhas do que o livro da Carolina...
Mas já que não colhe mais o argumento de se estar a espezinhar os mais pobres que motivaria, isso sim, outra profusão de cravos nas espingardas mas não se sabe quem ficaria refém num qualquer quartel do Carmo: presidentes da República que já foram PM e vivem de fundações e dotações orçamentais ou governantes que querem ordem nas contas contra o disparo da despesa pública que muitos parece não quererem meter na linha.

Enquanto o espírito do MFA é ressuscitado, coincidindo com a emergência da batalha da Bósnia no campo mítico de Bilino Polje que os portugueses fazem por exaltar em sucessivas vagas que só engrandecem o fervor nacionalista sacralizado pelos locais, a comenda do efe-erre-á acaba por sofrer mais um revés em tribunal.

E 25 anos depois do very-light do Jamor (1986) que assassinou um cidadão cuja família demorou mais de uma década a ser ressarcida pela FPF enriquecida por Mundiais e até um Europeu feito à sua porta e com bandeiras à janela, um adepto benfiquista volta a ter a Justiça à perna pelo petardo que estourou no Dragão mesmo sem festa do título - estranhando eles que muitas bolas de golfe fossem arremessadas para o campo!!! Como anda muita gente a brincar com coisas sérias, a injustiça que incorporaria em tese o mal-estar do coronel tratou de aplicar-lhe pena suspensa porque, felizmente, ninguém morreu e isto parece resumir-se a um fait-divers ainda que vincadamente com pedigree.

Ou não fosse o Benfica já identificado em tribunal como acobertando criminosos e tráfico de droga sob as suas bancadas de cimento que se vêem da rua como antigamente, além de sentenças várias por agressões a adeptos contrários, incêndio de autocarros "inimigos" como se fossem "Berliers" ou "Chaimites" do justiceiro tempo do COPCON que Dias da Cunha vislimbrou um dia para Alvalade receber adeptos portistas e um hoquista adversário deixado em coma acometido por uma brigada de assalto na Luz sem ser a coberto da noite e quando ainda não tinham inventado o apagão que tudo enegrece, não obstante os esforços transparentes do arcanjo Gabriel.

Entretanto, no apelo às armas, a Portugal cabe cavar trincheiras no batatal de Zenica ou, indiferentes ao estado daquela Aljubarrota bósnia, jogar para ganhar e mostrar que somos mesmo melhores como se ergueu dos lamentos da qualificação a selecção ali conquistadora em 2009 e não mostrar a massa de que somos feitos
Porque se a FPF quer falar de um campo ou ervado minado com areia e impraticável sempre podia não esquecer a abertura da época 2004-2005 em Coimbra, chamada apropriadamente de Supertaça de futebol de praia para desconsiderar a "gambetta" de Quaresma a Argel antes de fuzilar Quim e num estádio renovado que acabara de ser palco do Europeu caseiro.
Ou ver o que é o campo do Jamor eternizado pechisbeque nacional para as finais de Taça, num terreno seco lavrado para a festa domingueira de Junho a que chamam popular e do futebol para deleite dos paisagistas e ecoturistas postos a salvo da poeira da mata e preferindo a escassa cobertura da tribuna de pedra à sombra refrescante do arvoredo num vale supostamente idílico que tem sido o massacre de muitas famílias em romaria à capital do Império.
Por falar em Império onde se reclama equidade enquanto perfazem quase 400 dias de discriminação no Grande Porto e Norte Litoral a pagar SCUT sem aflições e indignações na capital e seus epígonos ou meramente desterrados em sinecuras várias, nada como atestar a evolução da solidariedade pátria e o justo reconhecimento das bandeiras do País

Bom enterro proveito.

09 novembro 2011

«Não percebem nada disso»




Prosseguem os inquéritos, na rua e em fóruns online: se Vítor Pereira será afastado do FC Porto. Não sabe dar forma aos jogadores e muito menos confiança, normalmente aquilo que se atribui aos suplentes para justificar essa condição de alternativas. E é acossado mesmo pelo portismo exaltado tanto quanto os indiferentes se mostram indignados com o momento da equipa que espicaça tanta exigência a comentadeiros de ocasião e programas parolos que mal sabem distinguir uma alforreca de um gnu e não dissecam as incidências de um jogo como deve ser mas nunca fizeram - não obstante as lições na matéria que qualquer estação televisiva em países a sério e com gente competente a analisar expõe para ensinar o mais bacoco dos principiantes do estudo das coisas da bola.


E enquanto as capas dos pasquins apontam erros de arbitragem em prejuízo das equipas do regime, condicionando os árbitros, e escondem os que possam prejudicar o FC Porto por forma a que publicamente se consagre a ideia de que os de Lisboa são sempre desfavorecidos - como no anunciado aumento superior dos preços de transportes na capital onde sempre os pagaram menos do que no Porto em meios de transporte similares -, também os momentos de crise são tratados de forma capciosa: aí está a dupla lisbonense a ameaçar a primazia portista.


Ao Sporting deixou-se de somar vitórias em todos os jogos para juntar apenas as do campeonato. Mas já se vão perdendo às contas de penáltis a favor e de expulsões de adversários, uma moeda comum em Alvalade, depois dos empurrões decisivos em P. Ferreira, V. Conde e Aveiro - em comum a expulsão injusta de um defesa local a deixar o Sporting em superioridade numérica numa daquelas coincidências que milagrosamente escapam à lupa da experiente Imprensa de expedientes estatísticos dos mais variados. E nada como um árbitro tenrinho para proteger os leõezinhos da fadiga europeia. Cajuda, esse, bem pode continuar a falar prò boneco, por muito que fale tão bem, educada e objectivamente que deixou a sala de Imprensa em silêncio num longo monólogo a explicar como os árbitros lusos viciam os resultados. Mas a isto o gordo Ribeiro diz nada e a lição de Cajuda nada serve ao Rascord.





O Benfica lá vai amparado pela benevolência disciplinar dos árbitros, ou não fossem dois clubes empenhados na manutenção do statu quo a transferir da Liga para a FPF com o mesmo pau mandado e os erros sistemáticos de sempre que o vozeirão popular dizem beneficiar o FC Porto talvez por o Vítor Pereira da arbitragem poder confundir-se com o maltratado técnico portista. E a bonomia para com as suas exibições tão magrinhas quanto os resultados tangenciais.



Ainda o FC Porto vai à frente do campeonato, com o melhor ataque e quase a melhor defesa que poderá ser confirmada com uma vitória na recepção ao Sp. Braga na jornada que vem, e o mal-estar interno dos dragões transformou-se num caso nacional para o qual, felizmente, não é preciso chamar troika alguma. Contudo, parece ser o Braga, no final deste mês, a servir de exorcismo dos males que ou enterram ou aliviam de vez o Dragão - um Braga qual S. Jorge vermelhusco e com um arsenal de respeito, pois a vista de um dragão esverdeado a LF Vieira em Monção tanto lhe suscitou o sorriso amarelo como, apesar do sempre largo sorriso de Aimar como única exaltação da sua presença em campo mas que ao menos lhe evita cartões até em faltas repetidas, não instigou o Benfica ao tal assalto proclamado pelas trombetas do reino à liderança portista.


Revisitando o Porto-Benfica que ainda agora é sentido como uma derrota pelos portistas por não terem ganho um jogo dirigido para vencê-lo mesmo, Jorge Jesus voltou a insistir na táctica de ameaçar atacar, conseguir marcar um golo e evitar a derrota mas sem deixar a sensação de a outra equipa merecer vencer, apesar de ele mesmo apregoar o contrário. Mas Jesus, a quem não alvitram o despedimento num calendário difícil até ao fim do mês, é como Aimar, cai em graça e até é engraçado. "Não percebem nada disto", asseverou quando alguém se atreveu a suspeitar da má forma dos benfiquistas em défice de pulmão nas segundas partes. E retorquiu aos analistas que onde poderiam ver falta de pernas e pulmão deviam ver estudo táctico e estratégia preconcebida, logo infalível.



É destes santos que o povo gosta, como do Paulo Bento também. Porém, o povo, em tese digamos assim, desta vez achou mesmo que, não obstante as alterações meramente trocas directas, o Benfica não fez por merecer muito mais. No Dragão, onde o empate foi festejado como uma vitória, houve outra luz para apreciar o 2-2. Em Braga, tão chocho como no Porto, o 1-1 ficou a saber a pouco. E, contudo, nada se moveu, nada se alterou. Melhor, tal como no Dragão, após o empate do Benfica senti no café apinhado a voz alta, antes imperceptível, do Lobo das tácticas esfusiante por ver as substituições directas do Jesus resultarem e ao menos a águia não piar baixinho.



Parece que contabilizaram apenas cinco remates à baliza de Quim, contra três frente a Helton. Mas agora o empate não satisfez e não é pelo falhado assalto à liderança, porque no Dragão também poderia ser 1º se vencesse.



Desta vez, com uma equipa arrojada como se viu pela composição do meio-campo com Javi racista, perdão Garcia, Ruben Amorim e Alex (Witsel) como lhe chama Jesus, não é que as substituições só poderiam melhorar a equipa vincada, como no Dragão, para não perder? Pois, mas mesmo assim, e não obstante a entrada do excelente Rodrigo que foi a luz capaz de alumiar as dúbias capas dos pasquins prò regime, as substituições deram para pouco, deu para o empate com sorte no desvio de Douglão quando Quim ia defender o fraco remate de Rodrigo. Bruno César, Nolito e Rodrigo sempre foram no total melhor do que Saviola e Br. César no Dragão para depois meter Matic com a inconfundível gestão para ir ainda mais à procura da vitória.


Contudo, ainda com 1-0, mesmo com as substituições que não criaram ocasiões de golo, anteviu-se mais o 2-0 do que o empate. E mesmo com 1-1 pareceu sempre o Braga mais afoito em busca da vitória, apesar de Rodrigo, quem haveria de ser, ameaçar marcar nos descontos, só que desta vez o pontapé para a frente - com Saviola foi um pontapé de costas, podemos dizer para trás das costas e seja o que Deus quiser, originando com rara felicidade o 2-2 imerecido -, do meio-campo para a área minhota, não deu para mais, a posição era mais esquinada do que a que Gaitan aproveitou.


Ou seja, além da gratidão do presidente "que não esquece" mais um campeonato putrefacto de indignidades em 2010, o mestre das tácticas vive dos rendimentos, tal como da abundância de soluções ofensivas inigualáveis na nossa Liga, ainda que sem o conforto da liderança que só pasquins parolos simpaticamente lhe atribuem. E beneficia da sua vivida actividade no métier, em confronto com o inexperiente Vítor Pereira, neófito rapidamente colocado no fio da navalha embora de momento não tenha feito menos que o experiente técnico do Benfica que pode dizer que os outros não percebem nada sem receber remoques em troca e deixando a Vítor Pereira a despesa da falta de respeito que denuncia em voz alta e não aos gritos como insultuosamente foi descrito na Imprensa dita especializada.


É claro que a dualidade de critérios, da qual hoje em dia já não se queixam os calimeros de Alvalade nem o gordo do Rascord sempre aptos a cairem no fosso do entusiasmo pueril como os vizinhos a apregoarem campeonatos em Novembro, só apoquenta o Benfica quando os penáltis lhes são desfavoráveis ou quando o seu técnico em online permanente não tem ensejo de olhar as arbitragens dos jogos do Porto onde interesses de Capela se escondem no jogo eleitoral que se chega ao tabuleiro federativo. Mas é disto que se faz a economia do campeonato, ainda que só dê jeito falar de economia de luz ou de aquecimento de água longe do local do crime com tantos telhados de vidro.


E a verdade é que o Benfica na defensiva lá vai levando a água ao seu moinho. O FC Porto virado para a ofensiva que faz o Olhanense entrincheirar-se em casa a contar os 11 golos marcados pelos portistas nos jogos da crise proclamada é que tem a liderança em risco e o treinador o desemprego como destino. Faz sentido no Portugal que protege os prevaricadores. Ou não fosse tudo isto uma imensa Face Oculta a partir de hoje com um pequeno olhar da Justiça sobre o fenómeno da corrupção tanto de poder e dinheiro como de mentalidades e proteccionismo aos mais fortes. Há três grandes? Há, mais uns mais favorecidos do que outros.

08 novembro 2011

Há sempre uma saída, mas depende do buraco onde se meter *






enfim vale o que vale anunciar o interesse do Arsenal em Javi racista, perdão Garcia.


Em Inglaterra, as cotoveladas são intoleráveis, as cacetadas não têm contemplação dos árbitros e então o racismo é mesmo levado a sério. Porsupuesto, até o arcanjo Gabriel sabe disso...


* (ACT) O asterisco no título serve de alerta para a parte séria da questão para a qual, passada a brincadeira em cima, o Rascord de imbecis encartados serve na perfeição: o Javi não pode jogar em Inglaterra. Nem que fosse o santinho preconizado pelo arcanjo Gabriel. Não é elegível para a Premiership, não é internacional apesar de 1001 entrevistas ao del Bosque a perguntar quando é que o convoca. E é preciso bem mais de uma internacionalização. Nem sequer tem "potencial", muito menos é jovem, o que safou o sarrafeiro David Luiz que só tem enterrado o Chelsea... Tal como esclareço o Jorge nos comentários, faço o alerta à população e não é para desmistificar uma eventual "manobra de diversão". OK?

«Emocional e mental»

Não faço mezinhas nem ponho paninhos quentes. Esta imagem está ainda presente entre muitos adeptos e Bosingwa acabou de recuperá-la.
Enquanto se vislumbra o que é a Face Oculta deste país que quer livrar-se de corruptos de uma vez por todas, há quem discuta caixas de robalos a propósito de intenções, bocas, cotoveladas, apagões e coisas de túneis de suspeições sempre menosprezadas pela inteligentsia lisbonense como se vê nas reacção apalermadas sobre as tricas das coisas da bola indígena.

Como é que a Imprensa "Porreiro, pá!", sem nunca apelidar este um novo caso chocante tipo Vítor Baía com o bronco brasileiro adulado em certas capelinhas de interesses capitolinos, rejeitara ouvir o rotulado mau da fita, é um daqueles mistérios também enrolados em sorrisos amarelos de quem julga fazer bem o mister de Jornalismo e Informação profissional em Portugal. A Bola lá fez o trabalho devido e está bem animado o ambiente para encarar os bósnios.


Bosingwa diz «nunca mais» a Paulo Bento
Lateral do Chelsea sente-se ofendido com o seleccionador nacional


O internacional português Bosingwa falou esta terça-feira em declarações ao jornal «A Bola» da sua ausência na selecção nacional para os jogos com a Bósnia. O jogador, actualmente no Chelsea, confessa-se «ofendido e desrespeitado» por Paulo Bento. «Não consigo perceber o que o seleccionador de Portugal quis dizer com questões emocionais e mentais em relação a mim, porque acho difícil um jogador chegar ao nível a que eu cheguei sendo fraco nesses pontos que ele focou», disse. O jogador diz-se então «ofendido» com as palavras de Paulo Bento. «Sinto-me ofendido e desrespeitado com estas declarações a meu respeito. É com orgulho que posso dizer que tenho um trajecto imaculado ao serviço da Selecção Nacional, ao contrário do seleccionador de Portugal, que em termos emocionais e mentais deixou muito a desejar no Europeu 2000, quando era jogador».Bosingwa vai ainda mais longe no desabafo contra Bento e diz que se sente um «alvo» do treinador e que este não tem «capacidade emocional e mental para liderar um grupo de homens». «É do conhecimento público que ele é um treinador conflituoso com os seus jogadores», diz o lateral que assume: «Por muito que me custe, enquanto o seleccionador de Portugal for este não voltarei a vestir a camisola da selecção», afirmou.

in Maisfutebol



Como aqui deixei sempre claro desde o início, rejeitei abertamente Paulo Bento para seleccionador. Pelo seu passado como jogador e o exemplo de que fala Bosingwa, aqui:



Mas também pelo treinador truculento e ostensivamente ofensivo no sbordem, o que também foi acantonado pela Imprensa do regime que o adulou enquanto em Alvalade sempre como vice-rei habituado a segundos lugares.