09 fevereiro 2010

Rumo ao Allgarve, atrás do Hermínio, em silêncio...


A Imprensa do regime costuma incensar os dérbis lisboetas.
Patéticos, já lhes foi aduzido o título de dérbi dos dérbis, mesmo que a maioria signifique que nem aquece nem arrefece para a economia do campeonato. São resquícios do Império, só possíveis na capital falida e numa Imprensa com tiques de outros tempos. Mas é assim e, mesmo assim, concita obviamente atenções, porque as merece. Porém, devia suscitar debate, reflexão, mais do que a duvidosa interpretação de, à falta de palavras, achar-se "guerra psicológica" levar a tropa do balneário por inteiro.
Hoje (e amanhã no Dragão) há Taça da Treta. Além do descrédito da competição por erros próprios, repetidos, junta-se a incontida desconfiança em tudo o que tresanda a Liga de conluios. Patético, mas revelador, foi em 2009 a condecoração que uma instituição qualquer em Faro, creio que ligada a Turismo ou marketing do género no pacote dos Allgarves (que frutos deu isto, senhores?), ao "ogre" do Lodaçal da Liga. E a condecoração foi só porque o distinguido tinha levado as duas finais da Taça da Treta a Faro, tirando do escuro esse "elefante branco" dos estádios do Euro que os amigos do regime ditaram como bons e hoje assobiam face aos custos de manutenção e iminência até de implosão. Sendo Hermínio procedente de O. Azeméis e perto de Aveiro, não é curial perguntar porque não pensou no "elefante branco" da sua capital de distrito para uma finalzita de vez em quando?
Pois já está determinado - por quem?; o patrocinador tem esse peso?; o Jamor será também eternizado, como aqui escrevi após a final de 2009, porque o patrocinador da Taça de Portugal o impõe também ali? - que a 21 de Março no estádio do Algarve terá lugar a 3ª final da Taça da Treta.
Já voltou, entretanto, aos arrufos aquela ternurenta e ocasional partilha de "cultura" e "verdade" desportivas que, para os flashes, prodigalizam o "desportivo" e o "recreativo". Boa propaganda para a modalidade - não tendo bastado, antes, aquele incrível penálti da Roubalheira na Amadora em 2008 e a final do ano passado em nome do árbitro vigarista - os dois clubes estarem calados. Valham-nos os 20 e tal jogadores de cada parte convocados, as agências online de apostas já fazem "odds" a ver quem fica na bancada que terá mutos lugares para preencher nos dérbis que é raro encher estádios.
Que emocionante foi a véspera de dérbi e quão alucinante se reserva o dia de matéria noticiosa a respeito... Já dá para ter saudades daquele directo da SIC-N, há pouco tempo, para a conferência de Imprensa em Alchocete na véspera do grandioso jogo da Taça com o Mafra...
Como de futebol mal se fala, o subintendente Costa, em Lisboa, "desmentiu" o Sporting na questão dos 30% e acha mais fácil controlar 15 mil adeptos, reconhecidamente desordeiros, do que 6 mil. Bom proveito...
A sorte do subintendente Costa é o jogo não ser na Luz. Pois lá o ensinariam, como fizeram àquela comissária loura que aparecia sempre nestas ocasiões até o entendido Vieira a desautorizar, a controlar jogos, vigiar túneis e segregar adeptos: se não os páram nas portagens de Alverca, a competente PSP lisbonense já permitiu que metessem 3000 em 1500 lugares. Já para não falar do arsenal de armas e droga nas catacumbas da Luz, vertido em acusação do MP mas que, na Liga do Hermínio e do Costa justiceiro, arquivaram com mais simplicidade.
De resto, para amanhã, silêncio portista previsível e, vá lá, romaria académica ao Dragão. A competição merece esse desdém. Hermínio terá mais uma medalha no ramalhete para fechar esta algaraviada em que o silêncio é de morte.
Melhor só mesmo levar o Benfica à final ou não fosse o Olarápio bem indicado depois do que fez no jogo com o Nacional, agora que, sem júbilo manifesto, tem garantida a passagem mundialista. E se for com o FC Porto, então a publicitação dos finalistas terá um epílogo em que o CEMFA substituirá o subintendente Costa para pôr água na fervura e se verá do que a tropa é capaz.

3 comentários:

  1. É a taça da taberna e a conferência do primeiro à hora de almoço, todo empertigado pelas escutas publicadas na comunicação social.
    Todo “ofendido”, porque ninguém se insurgiu pelo bom nome da justiça e pela defesa das instituições. Fiquei comovido, e quase que me apetecia perguntar como já alguém questionou o outro. Quando se deu o 25 de Abril, onde estavas tu?
    Enquanto foi com o Sr. PdC, o primeiro nem se importou nem quis saber e nunca o ouvi a defender a legitimidade das acções contra um clube representante de Portugal ao mais alto nível mundial.
    Mas agora que lhe chegou o refresco ao rabiosque, já se preocupou e afirmou do alto da sua sabedoria; “A divulgação de escutas é um crime”.
    Pois é Senhor, tivesse aparecido e defendido o estado de direito nos últimos 4 anos e nada disto se calhar lhe tinha acontecido.
    Já dizia a minha avó, com ferros matas, com ferros morres.

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  2. De preferência com um ferro quente no cú.

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  3. Olha a mala,olha a mala
    Olha a malinha de mão
    Não é minha,nem é tua
    É do antecipado campeão!

    Cantada pelo Piçarra.o das papoilas saltitonas,malucas!!

    O que levas senhor?
    Uma mala Louis Vouitton!
    Compraste,no Corte Inglês de Gaia ò Monteiro?Ou terá sido na feira de Custóias?

    A diferença pontual está efectivamente,muito rente diria....

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