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29 junho 2009

«Notáveis Azuis» - Rui Barros

Qual será o portista que poderá esquecer o génio de Rui Barros? As arrancadas, os dribles, os lances puros de classe, ingredientes que formaram o dia-a-dia de um atleta que em campo - e fora dele - respirou humildade e profissionalismo.

Nortenho de gema, Rui Barros nasceu em Lordelo, e foi aí mesmo que pela primeira vez competiu, no clube da sua zona. Como jovem, passou ainda pelo Rebordosa e Paços de Ferreira, até ser contratado pelo FC Porto e rapidamente conquistar o seu primeiro título: o de campeão de juniores. A qualidade técnica e a genialidade do então jovem começaram a transbordar do seu futebol, e a sua baixa estatura começava a tornar-se um enorme trunfo perante os seus oponentes. Depois de passar alguns anos emprestado a outros clubes nacionais, Rui Barros consolidou definitivamente o seu lugar no plantel sénior do FC Porto, na temporada de 1987/88 - diz-se até que no início dessa temporada esteve perto de ser dispensado. O timing acabou por ser fundamental, já que Rui se juntava a um lote de eternos vencedores - na ressaca da conquista da Taça dos Campeões Europeus de Viena. O espírito ganhador e a experiência dos seus colegas permitiu tirar o melhor do seu futebol, e foi de forma activa que participou em outras duas conquistas, a Taça Intercontinental e a Supertaça Europeia, frente ao Ajax. Na Holanda, o golo foi da sua autoria. Foi também campeão nacional, e assumiu-se definitivamente como titular no onze portista.

Titular no Porto e opção frequente na Selecção Nacional, a cobiça de grandes equipas europeias foi vista de forma natural. A magia do futebol, aliada à sua baixa estatura despertou a curiosidade da vecchia signora, que desta forma assinou o internacional português. O contrato era de dois anos, e Rui Barros cumpriu-o de forma brilhante, sendo ainda hoje recordado pelos italianos como um jogador genial e um enorme profissional. Em 95 jogos, fez 19 golos e conquistou uma Taça de Itália e uma Taça UEFA. No defeso da temporada 90/91 mudou-se para o Mónaco de Arsène Wenger, fazendo com George Weah uma das mais ferozes duplas ofensivas da Europa. Venceu a Taça de França e foi finalista da Taça dos Vencedores das Taças em 1992, que acabaria por perder frente ao Werder Bremen. Três anos volvidos, transferiu-se para o Marselha, jogando ao lado de Paulo Futre.

Na temporada de 94/95 terminou o seu ciclo no exterior, e voltou ao seu clube do coração para 5 temporadas de grande qualidade, ajudando o clube a sagrar-se penta-campeão, vencendo também 2 Taças de Portugal e 3 Supertaças. Rápido, imprevisível, Rui era um avançado que dava enorme profundidade à equipa, pelas várias funções que simultaneamente cumpria em campo. Além de um criativo, era também um bom rematador, finalizando com a mesma qualidade com que se desmarcava ou servia para outro marcar. Era esse mesmo o trunfo de Rui Barros: a disponibilidade, o trabalho de equipa, e um coração em tudo oposto à sua altura.

Como profissional dedicado, o pequeno atleta terminou a sua carreira e com naturalidade se manteve no clube do coração, tendo ainda a possibilidade para conquistar uma Supertaça como treinador interino. Actualmente, desempenha funções de treinador-adjunto, ajudando o clube a manter a mística que ele próprio transportou.

Assim é Rui Barros. Um pequeno grande campeão.

20 dezembro 2008

A Primeira Metade

Esta tem sido uma época atípica para os campeões nacionais. E atípica, essencialmente, pelas oscilações que pudemos ver na equipa. O Porto foi uma equipa que nos habituou, ao longo dos anos, a praticar um futebol extremamente regular, a eliminar um mau resultado com uma vitória no jogo seguinte, e não é de todo comum vermos os azuis e brancos com um conjunto de maus resultados consecutivos. Pois bem, isso sucedeu nesta temporada, e a meu ver, nem tudo é negativo a esse respeito.

E a explicação é simples. O hábito de vencer também tem o seu lado negativo: o comodismo, a aceitação de uma realidade habitual. No fundo, a garra e a irreverência também se fazem de maus resultados, da necessidade de ultrapassar mais um obstáculo, e de conseguir provar que tudo não passa de um mau momento. Foi precisamente esse o percurso deste Porto versão 2008-09, um Porto que abanou com a famosa derrota de Londres, e que pouco depois acumulou 3 derrotas consecutivas frente a Dinamo Kiev, Leixões e Naval. Foi a 5 de Novembro que Jesualdo Ferreira conseguiu virar o rumo da equipa, com uma vitória à Porto, um 2x1 em Kiev que relançou a equipa na Liga milionária. O que julgo que poucos estariam longe de entender, foi que de facto esta vitória foi bem mais do que 3 meros pontos. No seio de um balneário jovem e pouco experiente, a vitória de Kiev tocou individualmente a cada um dos atletas, e permitiu uma reviravolta de 180 graus no tão importante factor psicológico da equipa.

Os resultados são reveladores: desde então, 9 (sim, 9!), vitórias consecutivas do campeão nacional, contabilizando uma importante partida em Alvalade para a Taça de Portugal, e dois jogos (frente a Fenerbahçe e Arsenal, respectivamente) que colocaram a equipa no primeiro posto do Grupo G. Jesualdo sabia-o, certamente, e toda a sua experiência lhe diria que quão maior fosse a tempestade, mais prolongada seria a bonança. O Porto actual revelou um Fernando cada vez mais consistente, Raúl Meireles como um pilar da equipa, Rodriguez mais e melhor adaptado, e claro, Hulk, o elemento explosivo que faltava ao ataque portista. Foi como uma explosão de estrelas, algo inesperado depois de um período tão negativo.

A partida frente ao Arsenal foi aquilo que vejo como o expoente máximo da forma portista actual. Com ou sem bola, a equipa apresentou rotinas brilhantes, cada passo era dado com confiança e segurança, revelando igualmente uma letalidade fora do comum: um belo golo de bola parada, e um contra-ataque fulminante. Hulk trouxe à equipa uma irreverência inexistente durante o "reinado" de Quaresma, e apesar da ainda pobre movimentação táctica do brasileiro, toda a sua velocidade e capacidade para abrir espaços com a bola no pé, juntamente com a potência e precisão do seu pé esquerdo nas bolas paradas, fazem do atleta um sinal + neste Porto versão 2009. Actualmente, o Porto é uma equipa que se comporta como um grande com a bola no pé, e como uma equipa pequena quando não a tem em sua posse. Na partida frente aos londrinos, foram percorridos quilómetros na tentativa de recuperar o esférico, sendo neste particular Fernando um homem em destaque. Com a saída de Assunção, Fernando Reges fez questão de revelar como é o atleta certo para o lugar, não precisando de mais de 5 partidas para assegurar a titularidade. A forma "histérica" como recupera e sai a jogar são elementos cruciais neste Porto actual, que tanto em ataque continuado como em contra-ataque gosta de jogar de pé para pé, num futebol veloz e incisivo.

São pontos a reter, num período em que o FC Porto revelou alguns dos seus reforços como valores seguros, e que no fundo Jesualdo tinha do seu lado a razão quando disse: há que dar tempo a estes jovens jogadores, verdes e inexperientes, pois certamente irão nos trazer enormes alegrias. E afinal, não parece ter mentido, o Professor.

01 outubro 2008

O preocupante conformismo na hora de perder


Arsenal 4-0 FCPorto

Van Persie 31' e 48', Adebayor 40' e 71'(gp)Equipa: Helton, Sapunaru, Rolando, B. Alves, Benitez, Fernando, R. Meireles (Hulk 64'), T. Costa, Guarin, Lisandro e C. Rodriguez (Candeias 79')

“Apenas perdemos 3 pontos”. Foram estas as palavras de um técnico medíocre, pequenino, e que nem no momento da humilhação foi capaz de transmitir alguma dignidade a um clube tão grande como o Porto. Foram 90 minutos de desespero, de uma equipa que se resumiu ao esforço de dois ou três atletas, e que numa única palavra foi “engolida” por um Arsenal que se exibiu de forma imperial.

Esta foi definitivamente uma partida atípica. Um jogo de 8 ou 80. E o Porto até poderia ter feito história no Emirates Stadium, quando em menos de 30 minutos teve três oportunidades claras de golo. É isso aliás que distingue os muito bons dos vencedores, e o Porto poderá queixar-se até da sorte em alguns dos lances, mas o que é facto é que em alta competição três oportunidades são mais do que suficientes para concretizar. Incontestável. Como diz o ditado, “quem não marca sofre”, e foram apenas precisos 4 minutos para que o Arsenal inaugurasse o marcador, isto depois de uma bola salva em cima da linha por Clichy, a remate à queima-roupa do inevitável Lisandro - dos poucos que lutou nesta partida inglória.

Contudo, este jogo não começou no punhado de oportunidades desperdiçadas, mas sim no onze escalado por Jesualdo, e na filosofia de jogo traçada pelo treinador portista. Quanta pequenez de mentalidade! Para não fugir do habitual, Jesualdo Ferreira demonstrou ao adversário que este poderia pegar no jogo e controlá-lo ao seu bom estilo - haverá pior do que Arsenal neste aspecto? - ao colocar em campo uma equipa retraída e desprovida de magia. Lucho ficava no banco, Guarin, Meireles e Fernando eram 3 médios de características defensivas, e até Tomás Costa (um médio de maior propensão defensiva) era colocado como falso extremo direito, numa posição que apesar de ingrata para o alvi-celeste o permitiu fazer uma excelente exibição - o melhor portista em campo, juntamente com Lisandro Lopez. Outro erro - evidente desde início, e que a equipa técnica portista nunca foi capaz de resolver - foi o lado esquerdo defensivo da sua defesa, onde Benitez não só foi mal acompanhado, como nunca deu conta do recado. O argentino terá feito uma das piores exibições individuais de que tenho memória em provas europeias, em partidas do FC Porto, e não me refugio na possível falta de adaptação ao clube e ao futebol português, pois foram 90 minutos de uma inoperância gritante. Perante Walcott ou Van Persie não foi sequer capaz de recorrer à falta (?!), pois limitava-se a recuar perante o adversário até este aumentar a velocidade e o ultrapassar para depois fazer frente a uma defensiva em apuro.

Depois do primeiro golo, a equipa desmoronou-se, e o segundo apareceu 10 minutos mais tarde, num cabeceamento fantástico de Adebayor a cruzamento de Van Persie. Não me canso de referir que, na noite de ontem, poucas ou nenhuma equipa sairia do Arsenal com um resultado positivo, mas a realidade é que o brio e a dignidade são ainda um aspecto fundamental numa prova desportiva, e foi algo que poucos elementos portistas tiveram em mente na partida de hoje. Foi fácil perder para a maioria deles, e depois de uma derrota copiosa viajarão para casa com o pensamento já no dia seguinte, no próximo jogo, quiçá no volumoso ordenado que auferem. Insuficiente, contudo, algo que apenas significará a perda da tal mística que o dragão tanto cultivou nos últimos 20, 30 anos. A tal mística que será fundamental em qualquer conquista europeia - independentemente da qualidade individual de cada atleta, independentemente do orçamento milionário que esteja disponível ano após ano. A segunda parte trouxe um Porto ainda mais enterrado no seu próprio drama (seria possível pior?), uma equipa a roçar o amador em termos estruturais. Aquele que momentaneamente ligasse o televisor por esta altura, diria certamente que se tratava de uma partida da Taça onde a diferença entre as duas formações é de tal forma distinta que nem os duas filosofias de jogo se encaixam, resultando em oportunidades de golo flagrantes, e muitos, muitos golos. Recordam-se do 4×0 em Manchester, a contar para a edição 96-97 da Champions League? Pois bem, esta noite conseguiu atingir patamares ainda mais negros. Mais escuro do que preto, se é que isso é possível.

Qual o futuro? A meu ver, este será apenas mais um episódio negativo (a juntar a tantos dissabores europeus que Jesualdo fez questão de nos presentear em momentos cruciais) que a administraçao portista tentará dissolver internamente, sem males maiores para o seu plantel. A questão está, contudo, na marca psicológica que uma partida deste nível poderá representar para toda uma nação azul-e-branca, e a consequente repercussão (mesmo que invisível) que isso trará ao clube, aos jogadores, à massa adepta, à imprensa nacional. Foram certamente os 90 minutos mais tristes dos últimos anos para o FC Porto, um Porto que conseguiu juntar o mau resultado a um conformismo preocupante na hora de perder. E este sim, mais do que qualquer lance ou decisão técnica em particular, deverá ser o ponto de discussão deste Porto actual.

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18 setembro 2008

Marcar cedo para... cedo sofrer

FC Porto 3×1 Fenerbahçe
Lisandro 11', Lucho 14', Guiza 29' e Lino 92'Equipa: Helton, Sapunaru, Rolando, B. Alves, Benitez, Fernando, R. Meireles (T. Costa 65'), Lucho, M. Gonzalez (Hulk 60'), Lisandro e C. Rodriguez (Lino 90')

38.709 espectadores

Esta partida de bom teve apenas o resultado, uma vitória aliás que permitiu ao FC Porto entrar a ganhar na Liga dos Campeões pela primeira vez em 5 temporadas.

Julgo que todos os portistas terão ficado apreensivos com o desenrolar da partida de ontem, uma partida que os primeiros 13 minutos pareciam antever uma goleada. Mas comecemos pelo princípio: para a importantíssima recepção aos turcos, Jesualdo optava por manter a base da equipa que havia defrontado o rival Benfica, a contar para a Liga Sagres. Desta forma, Rolando era o titular no centro da defesa junto a Bruno Alves, e Fernando era o elemento mais defensivo do meio-campo, permitindo a Raul Meireles adiantar-se no terreno e apoiar o ataque como tão bem sabe. Do lado esquerdo da defesa, a entrada de Benitez justificava-se previsivelmente pelo castigo de Fucile para jogos europeus, ao passo que Mariano entrava para as faixas ofensivas, já recuperado de uma lesão que o apoquentou por cerca de um mês. Eram estes os predicados portistas para a jornada inaugural da liga milionária, uma equipa que naturalmente contava com Lucho como o “pensador”, Lisandro como o homem-golo e Rodriguez o mago criativo. E aliás, foi disto que vimos na primeira metade da primeira parte, uma turma que entrou para esmagar e para resolver cedo.

A pressão ofensiva era de tal ordem que os turcos não tinham definitivamente capacidade para a suportar, de modo que não foram precisos mais do que 2, 3 lances ofensivos para que o golo de Lisandro abrisse o marcador. Foi extraordinária a rotação de Meireles que, na quina da área, cruza para Lisandro que ao se libertar dos defensores encosta para o golo. Era possível ver nos jogadores portistas a crença de que era possível resolver cedo uma partida complicada, e este golo servia para animar as hostes, de tal maneira que o ritmo não abrandou, pelo contrário! Dois minutos depois, e sensivelmente do mesmo local, Cristian Rodriguez ganha o lance ao defensor euroasiático e coloca a bola com peso, conta e medida para o pontapé certeiro de Lucho, um disparo em jeito de volley. 2×0 para os portistas, e posso confidenciar que neste momento senti um misto de alegria e ansiedade: não era a primeira vez que víamos desaires europeus iniciar-se desta forma. Infelizmente, as minhas previsões não estavam muito longe da realidade, e rapidamente a descompressão se apoderou dos atletas azuis, que confiavam ao sector defensivo a responsabilidade para segurar os 2 golos de vantagem. Aos 26′, um Lisandro fisicamente mais solto teria certamente “arrumado” com a partida, isolado frente a frente com Demirel, mas pouco depois surgia um momento crucial na partida: para Boral, foi tremendamente fácil ultrapassar um ineficiente Sapunaru, que com um cruzamento bem medido permitiu a Alex reduzir para 2×1.

Nas bancadas, cerca de 38 mil espectadores roíam as unhas com o imprevisível baixar de ritmo dos 11 azuis-e-brancos. O intervalo chegava, e parecia evidente que os turcos eram uma presa fácil para os portistas. Contudo, e à boa imagem lusitana, parece sina entregar o ouro ao bandido e o golo de Alex surgia como um enorme atentado a uma vitória que parecia mais do que certa. E os primeiros minutos do segundo tempo - talvez estrategicamente - eram entregues aos portistas, que por pouco não conseguiam alargar a vantagem por Mariano. Contudo, e aos poucos, a história repetia-se. Os turcos com enorme poderio pelas alas ganhavam invariavelmente os lances no 1 contra 1, beneficiando também da inoperância defensiva de alguns elementos portugueses. A certo ponto, era gritante a forma como o Porto era incapaz de virar a partida para o seu lado, passando rápido e mal, agindo de forma imatura e precipitada. Fernando, uma tentativa de Jesualdo em recriar aquilo que era a função de Paulo Assunção na época transacta, foi um elemento confuso, medroso, incapaz de “limpar a casa” como a posição assim o exige. Também Benitez e Sapunaru, nas alas, não pareciam conseguir lidar com a pressão e por diversas vezes utilizaram a falta como arma mais fácil. É justo dizer que o 2×2 esteve bem perto de acontecer por esta altura, onde 2 ou 3 lances de enorme perigo (quase todos eles protagonizados pelo veteraníssimo Roberto Carlos) não foram concretizados por mero azar, ou pelo esforço de alguns elementos portistas - Rolando esteve insuperável neste particular.

A entrada de Hulk aos 60 minutos (para lugar de Mariano) parecia querer sacudir um pouco a pressão, e de facto aquilo que o Brasileiro fez foi bem feito, segurando a bola, retirando aos turcos a possibilidade para lançar mais algumas transições venenosas. O atacante foi vital nesta fase final da partida, ganhando cantos, faltas, quando o meio-campo (já com Tomás Costa) era literalmente incapaz de segurar a vitória. Quando o jogo se encaminhava para o final, Sapunaru fez no ataque aquilo que foi incapaz de fazer defensivamente durante toda a partida: um rasgo pleno de entrega física, e um passe esplêndido para o recém-entrado Lino fechar as contas da partida, com um remate certo e colocado. O jogo terminava assim, com um golo e com 3 pontos amealhados (fazendo do Porto líder do grupo G), mas com a sensação de que o amargo de boca poderia ter sido uma realidade. Que faltará a este Porto?

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04 agosto 2008

Um Teste Promissor

No mais recente teste desta pré-temporada portista, mais especificamente o Torneio Internacional de Braga, pareceu-me novamente que este Porto tem a máquina surpreendentemente afinada para o momento temporal em que nos encontramos - basta comparar os níveis competitivos do campeão nacional com o dos seus maior oponentes. Na ressaca de um estágio que teve como maior objectivo preparar física e mentalmente os atletas para mais uma temporada longa e exigente, a grande maioria denotou já índices competitivos bastante apreciáveis, sendo que desta feita os golos foram também alcançados - de forma eficiente e muito interessante.

Frente ao Leixões, Jesualdo Ferreira tinha já referido que pretendia testar um esquema bem perto daquele que seria o mais certo para o início das competições oficiais, e foi com esse pensamento que nos chegou uma interessante informação: a colocação de Meireles como elemento fixo no vértice defensivo do meio-campo, uma possibilidade que em tempos já havia sido referenciada. Numa pré-temporada que, naturalmente, é a altura para testar novos elementos e novas estratégias, parece evidente que a saída de Paulo Assunção acabou por ser a mais notada no esquema portista. A preponderância do brasileiro no 11 azul-e-branco era por demais evidente, e a sua abrupta saída tem sido paulatinamente resolvida, de forma inteligente e tentando não criar um fardo que venha mais tarde a criar pressão sobre os seus possíveis sucessores. Assim, e à surpresa que para todos os portistas foi a entrada “vencedora” de Fredy Guarin, Jesualdo tem sabido aproveitar o rendimento do colombiano de diversos modos, como que rendido à versatilidade e qualidade futebolística do médio. Contudo, e aceitando como certo que no 433 portista um trinco terá que funcionar como pêndulo na recuperação e na eficiência posicional, a colocação de Guarin acabou por não resultar da forma mais consistente, pois resguardava uma posição extremamente importante, obrigando os restantes elementos do meio-campo a dobrar o lugar quando o colombiano se estendia no terreno (como a natureza do seu futebol o levava a fazer).

Frente ao Cagliari, a aposta decaiu em Fernando, um jogador que apesar de muito jovem tem já alguma experiência e rodagem numa posição que sempre foi a sua desde o início da formação como atleta (o que é importante destacar, num futebol actual feito de versatilidade e constantes adaptações). O temporada na Amadora forrou-se de sucesso, e é com mérito que o brasileiro é visto actualmente como um possível substituto natural de Assunção. A meu ver, será Meireles a opção imediata no que a partidas oficiais diz respeito, mas não será surpreendente que Fernando avance para a titularidade num futuro não muito distante.

Em termos defensivos, a segunda partida frente a um tenro Cagliari revelou também aquilo que já temia de há um ano para cá: Lino é definitivamente um defesa sem qualidade. Os seus dotes técnicos são evidentes, o pé esquerdo preciso e poderoso, mas naquilo que o seu lugar lhe exige Lino é um elemento fraco e sem estofo para o campeão nacional. Frente ao Cagliari, todos os lances ofensivos que os italianos protagonizaram num segundo tempo bem morno foram graças ao brasileiro que, numa pré-temporada em que revelou forte pendor ofensivo, conseguiu como que disfarçar os seus reais défices. Em oposição, frente ao Leixões tivemos a primeira amostra de Nelson Benitez - perante a qual fiquei surpreendido e bastante agradado. Muita raça que parecia estar escondida associada a forte pulmão, bom sentido táctico na hora de defender e um belo pé esquerdo a colocar o esférico na área contrária (conseguiu ainda uma vistosa assistência para golo de Lisandro).

Hulk, como grande expectativa no seio dos adeptos portistas, denotou ainda alguma ansiedade, mas poderá ser uma das grandes surpresas para a temporada que se avizinha. Tecnicamente fantástico, detém um pé esquerdo que parece ter capacidade para furar muitas redes adversárias. Será contudo necessário esperar pelos próximos capítulos, pois a condição física terá que ser melhorada, e a adaptação ao nosso futebol será a realidade imediata na vida do brasileiro. Farias, esse fez questão de demonstrar na partida de hoje como o seu instinto se mantém intacto, e requer sem menor dúvida um tratamento bem especial no lote de atacantes do Porto, pela qualidade e experiência que ainda revela. Faltando de forma evidente um avançado à antiga, mais posicional e com maior “cultura” de finalização, este Porto parte para 2009 com predicados bem similares àqueles que vimos na época transacta: diversos elementos com qualidade bem acima da média, velozes e com uma versatilidade que é de enaltecer. Rodriguez e Hulk vêm trazer a Lisandro, Tarik e companhia uma ainda maior profundidade ofensiva à equipa, somando ainda alguns pontos para sectores em que a equipa se encontrava debilitada, como ao nível do disparo de meia distância e na marcação de bolas paradas. O defêso tem sido positivo para os dragões, e de momento restará esperar para ver se em termos oficiais o brio se mantém.

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01 agosto 2008

«Notáveis Azuis» - Aloísio Alves

Aloísio Pires Alves nasceu em Pelotas, Brasil, em Agosto de 1963. No Rio Grande do Sul, cumpriu a sua formação no maior e mais consagrado clube da região, o mítico Internacional de Porto Alegre. Com cerca de 20 anos, o brasileiro era já pedra importante na equipa, e para o comprovar está a chamada à Selecção do seu país para representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Seul, prova em que ajudou a conquistar a medalha de prata. Desde então, o jovem defesa-central encantou os emissários espanhóis do Barcelona, que não mais o haviam de esquecer.

Cerca de dois anos volvidos, o Barcelona conseguia finalmente concretizar um sonho antigo. Aloísio entrava assim na Europa pela maior porta possível, e começava a carreira em Espanha da forma que sempre demonstrou abraçar qualquer projecto: com humildade e sobriedade. Depois de uma temporada de bom nível, Cruyff (com as suas manias) resolveu retirar o brasileiro da equipa, oferecendo de bandeja a sua posição a Ronald Koeman. Assim, e no final da temporada de 89/90, Artur Jorge trazia para o seu Porto um defesa-central de peso, um elemento que haveria de deixar uma enorme marca no clube, num período a todos os títulos memorável. Jogando inicialmente com Geraldão, Aloísio partilhou também o centro da defesa com Fernando Couto, José Carlos, Paulo Pereira e o inevitável Jorge Costa. Para quase todos eles, Aloísio foi como um mestre, concedendo-lhes ensinamentos e conceitos fundamentais para a sua afirmação. E o brasileiro era isso mesmo, um mestre, um guru, que com a calma que o caracterizava tinha uma capacidade única para passar a sua mensagem.

Foram 11 os anos de dragão ao peito, que se iniciaram com um inseguro contrato de empréstimo, e que terminaram com uma “religiosa” ligação única entre atleta, adeptos e direcção. E se a nível individual foi marcante, colectivamente a sua passagem coincidiu com um período igualmente brilhante para o reino do dragão. Dos 7 títulos de campeão nacional que conquistou (18 títulos no total), 5 deles foram consecutivos - o célebre penta-campeonato, de 1994/95 a 1998/99 - tendo aliás o brasileiro arrecadado o “título” de atleta mais utilizado em todos eles! Foram ao todo 149 partidas, mais 3 do que outro ícone azul, Ljubinko Drulovic. E se melhor forma haverá para demonstrar a sobriedade e desportivismo deste grande jogador, é interessante verificar como, na partida de consagração do “penta”, Aloísio foi o único a não ostentar a mão aberta (ver imagem).
Em campo, Aloísio era um «zagueiro» que roçava a perfeição. Alto, forte, a sua inteligência permitia-lhe garantir um posicionamento sublime, algo que no confronto directo por diversas vezes lhe garantia recuperações sublimes, plenas de categoria. Nas alturas era imperial, e sem ser um jogador duro ou faltoso era quase sempre o elemento com maior número de recuperações no conjunto azul-e-branco. Ofensivamente deixou também a sua marca por diversas vezes, e é recordada com emoção a última temporada do penta-campeonato, na qual Aloísio alcançou vários golos numa equipa de sonho, com Deco, Zahovic, Capucho e Mário Jardel.

Em 2000, com 37 anos, e apesar de ter entre mãos algumas propostas para continuar a jogar, Aloísio encerrou a sua carreira como jogador profissional mantendo-se “agarrado” ao seu clube do coraçao num cargo técnico. E os títulos mantiveram-se: com Mourinho no leme, Aloísio foi um dos adjuntos que ajudou o clube a vencer vários títulos, entre eles a Taça UEFA e a Liga dos Campeões. Seguiu-se a aventura como técnico principal, algo em que certamente ouviremos o seu nome novamente. No entanto, uma coisa é pacífica para qualquer seguidor do futebol luso: dificilmente uma personalidade estrangeira pisará os relvados nacionais com a classe que Aloísio evidenciou.

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Nota do Administrador:
Hoje: Torneio Internacional de Braga > FCPorto - Leixões, 21H15 - SportTv

20 julho 2008

Dilema a Meio-Campo

A partida frente ao Hanover 96 (8º classificado na última edição da Bundesliga), e todo o caminho que este Porto tem percorrido em Marienfeld, tem revelado acima de qualquer suspeita um Porto personalizado, consistente, e com um conjunto de reforços que contrasta com a última temporada, onde as contratações chegaram meramente para fazer número.

Stepanov, Bolatti, Kaz, Edgar, Luis Aguiar. Une-os o fracasso que as suas contratações representaram no universo azul-e-branco. Uns mais do que outros, certamente, mas um lote de jogadores que veio revelar que a atitude radical de tomar em consideração única e exclusivamente a estatura dos reforços não foi certamente a melhor por parte de Jesualdo Ferreira. Para 2008-09, a visão foi francamente mais ampla, e o conjunto de novas caras à disposição da equipa técnica portista tem sido uma agradável surpresa. Na partida de sexta-feira, foram mesmo os reforços aqueles que mais se evidenciaram, e não será surpreendente o facto de alguns dos mais antigos terem novamente marcado pelas piores razões.

Mas comecemos por aquilo que considero de mais positivo. Freddy Guarin: um médio colombiano de 22 anos, a fazer lembrar um Emerson que em tempos trouxe músculo e poder de choque ao meio-campo azul e branco. Guarin iniciou a partida na posição deixada em aberto por Assunção - aquela que diz ser a sua na selecção Colombiana - e apesar de não ter sido o pivot defensivo que o médio brasileiro cumpria primorosamente, mostrou sentido posicional, capacidade na recuperação e enorme facilidade para sair a jogar com rapidez e clareza. Os seus 1.84 permitiram-lhe também, por diversas vezes, salvar a equipa de perigo em lances aéreos dentro da grande área. No segundo tempo, Jesualdo concedeu-lhe uma função mais ofensiva, e o Colombiano foi capaz de surpreender novamente, com uma capacidade técnica apreciável, bom último passe e até pontapé de meia distância. Traz enorme profundidade ao miolo portista.

Tomás Costa foi outra das surpresas, apesar de também ele ter vagueado por espaços que não são habituais no seu futebol. Contudo, as qualidades estão à vista, e aquele que foi considerado a revelação do último campeonato argentino
poderá ser comparado de certa forma a Raúl Meireles. Extremamente móvel, é um médio de futebol simples e eficiente, tendo ainda o raro trunfo do passe longo. Tanto o vimos perto dos centrais como em zona de finalização, competitivo a defender e com passada larga na transição ofensiva. Tem pinta, e não será surpreendente a sua chamada ao onze inicial, agora que se aproxima o início do calendário oficial.

Um dilema chamado Bolatti: mas afinal o que se passa com este Argentino que fez maravilhas na liga do seu país? Depois de uma época em que lhe foi dado o benefício da dúvida, e se não bastasse a sua falta de velocidade, denota também uma gritante inadaptação ao futebol do campeão nacional. Sem rumo, foi mais uma vez um elemento que nada de novo trouxe ao conjunto portista, sendo pouco depois acompanhado por Fernando, um brasileiro que mostrou uma chama bem mais acesa no meio-campo defensivo da equipa. Estou convencido de que Bolatti foi um erro de casting, pura e simplesmente porque o seu futebol não se enquadra no onze actual dos tricampeões nacionais. Mario Bolatti demonstra ter qualidades com a bola no pé, saindo a jogar com facilidade, mas em contrapartida não tem o ímpeto necessário para se impor no miolo portista, quer como trinco, quer numa posição mais adiantada. Um puro caso de inadaptabilidade.

Fica na retina de qualquer portista uma partida extremamente interessante e emotiva, contrastante com os habituais confrontos mornos de pré-temporada. A cerca de um mês do início das competições “a doer”, mais concretamente com a Supertaça, este Porto parece não ter perdido o rumo depois das férias de Verão, e não só, revela também ter-se reforçado com cabeça, tronco e membros, com elementos competitivos, velozes e tacticamente válidos. E como é importante um bom começo…

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08 julho 2008

08/09 - Expectativas Azuis-e-Brancas


As saídas de Bosingwa e Paulo Assunção, ainda antes de terminada a época desportiva, criaram a este Porto 2 problemas de vulto, algo que, a uma semana da apresentação oficial, continua por ser contornado pela actual administração.


Chegado ao dragão no tempo de Mourinho, Bosingwa começou como um polivalente, um atleta cheio de potencial. Agora, é transaccionado como um defesa-direito de topo, que defende e ataca como poucos na Europa, assinando um contrato milionário com o sempre apetecível Chelsea. Em tempos, escrevi um texto sobre este jogador que conseguiu uma evolução a todos os níveis marcante, até para o mais optimista dos adeptos azuis-e-brancos, e a sua saída causa uma evidente mossa na equipa base de Jesualdo Ferreira, onde era pública a preponderância do rápido lateral. Será certamente tarefa muito complicada encontrar um elemento que traduza no esquema portista a confiança que José Bosingwa representava. Se Fucile parece ser a solução natural, a verdade é que o lado esquerdo da defesa não parece ter a segurança de outros tempos, e caberá ao reforço Benitez demonstrar o contrário, “empurrando” o uruguaio para a sua posição de origem.


Outro caso bicudo é o de Assunção. Contra às expectativas da maioria, certamente, Paulo Assunção fez-se valer de uma lei pouco digna, e assim saiu da cidade do Porto livre de qualquer contrato, deixando no entanto
um amargo de boca a todos aqueles que apreciavam as suas qualidades. O futebol consistente e geométrico do brasileiro foi pedra basilar do campeão nacional, e a situação actual deverá ser alvo de um estudo exigente, pois é sabida a preponderância da posição num esquema como o azul-e-branco, com um único médio mais defensivo. Entre caras novas e jogadores que transitam da época anterior, estas serão talvez as alternativas a focar:
1. Fernando: o médio brasileiro chegou ao Porto com cara de júnior, mas revelou qualidades de um veterano. É enorme o sentido táctico e a clarividência do jovem jogador, e a consistente temporada ao serviço do Estrela da Amadora poderá antever uma agradável surpresa.

2. Raúl Meireles: apesar de ocupar a posição de médio centro no esquema actual, Meireles iniciou a sua formação como trinco, e poderá ser o elemento escolhido para colmatar esta brecha actual. Contudo, não me parece que venha a ser a opção mais regular.


3. Bolatti: alto, forte, e de técnica apurada, o argentino aterrou no dragão recomendado por um nome de vulto: Diego Armando Maradona. Apesar de tudo, a sua integração foi paulatina, e nas várias oportunidades de que dispôs o médio alvi-celeste não conseguiu convencer a exigente massa adepta portista, apesar das suas evidentes habilidades. Habituado a um esquema táctico onde era um de dois médios mais defensivos, caberá a Jesualdo Ferreira saber potenciar um atleta que inequivocamente tem valor, mas que dificilmente poderá ser o pêndulo que Assunção representava na equipa.
Tanto Tomy, vindo do Rosario Central, como Guarin, jovem de 22 anos do Saint-Etienne e cuja aquisição parece previsível, chegarão ao dragão com um estatuto um pouco indefinido. Ambos são elementos “volantes”, prontos a ocupar uma posição ligeiramente mais avançada no terreno, e não serão de todo candidatos à posição que aqui referencio. Como tal, fica a dúvida se este Porto não estará a acreditar demasiadamente nas soluções internas para suprir duas tão importantes pedras do seu esquema.

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10 abril 2008

Memória: Taça UEFA 2002/03 - Porto 4x1 Lazio

A recém fase dourada proporcionada por José Mourinho a todos os portistas - e já agora, expansível a todos os portugueses - deixa-nos uma tremenda necessidade de reavivar alguns desses momentos marcantes para todos nós, e que embora não possam ainda ser catalogados como "peças de museu", são naturalmente já momentos nostálgicos! Um deles foi indubitavelmente o Porto frente à Lazio de Roma, para as meias-finais da Taça UEFA 02/03. Corria o dia de 10 de Abril de 2003.

A partida que seleccionei para hoje insere-se claramente no meu Top 5 FC Porto, tendo sido ainda mais marcante pelo facto de eu ter marcado presença no velhinho Estágio das Antas, palco de tantas vitórias e de tantos momentos fantásticos. Em noite extremamente chuvosa, e num palco que não tinha os luxos que actualmente os estádios nos proporcionam, foram 90 minutos em que os céus da Invicta não nos deram tréguas por um segundo. Felizmente, bendita precipitação, que acabou por ser de capital importância para um jogo pleno de emocionalidade, intensidade, aquilo a que os antigos jornalistas desportivos chamariam de uma partida "rasgadinha".

A ficha de jogo traçada por Mourinho foi a seguinte: Vítor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho e Nuno Valente; Costinha, Deco, Maniche e Alenitchev (Tiago, 82m); Hélder Postiga (Marco Ferreira, 59m) e Derlei (Jankauskas, 86m).

Numa época em que Mourinho escrevia páginas douradas, com o Campeonato Nacional a correr de feição para os tripeiros, o Porto tentava igualmente manter um percurso imaculado na 2ª maior competição da Europa. A final da Taça UEFA estava a um pequeno passo de distância. Mourinho referia que jogar a 1ª mão em casa seria benéfico para a equipa; Mancini, ao bom estilo italiano, referia que do Porto apenas reconhecia 2 atletas: Capucho e Deco.

A nível de jogo jogado, nem tudo foram rosas. No primeiro ataque da partida, Cláudio Lopez inaugurava o marcador. Se adeptos ficaram impacientes, a equipa parecia ter a lição bem estudada. 4 minutos volvidos, Maniche empatava a partida. Iniciava-se um autêntico recital de futebol bem jogado. Até ao intervalo, o Porto ainda conseguia revirar totalmente o resultado.

Para o segundo tempo, o domínio foi absoluto, e os números poderiam ter sido ainda mais clarividentes. A qualificação para a final da Taça UEFA ficava praticamente definida, final essa que iria igualmente ser marcante.



Faz hoje 5 anos.

Artigo também publicado no Jogo de Área


Notas do Administrador:

- É com satisfação que dou as boas-vindas ao RZamith que a partir de hoje irá colaborar com o Portistas de Bancada colocando de alguns seus artigos em simultâneo com o site de que também faz parte, o excelente Jogo de Área.

- Continua em aberto a votação para a eleição do Jogador da Bancada respeitante ao jogo que nos deu o título. Participem.

- Está aberta também um nova votação na barra lateral e que aproveito para lançar aqui:

Que jogador acham que não deve sair de modo algum no final da época?
Bruno Alves
Bosingwa
Paulo Assunção
Lucho
Lisandro
Quaresma