Depois do campeonato do asterisco (*), Jesualdo sabe que é bem avisado acabar o campeonato com 6 pontos de avanço contra os que fazem “as coisas por outro lado”. Pelo que, e até porque o FC Porto não brinca em serviço e entrega os pontos de mão beijada, há que vencer, ser campeão e manter a vantagem pontual. Nunca se sabe o que alianças espúrias de Verão podem fazer. Deve ser por isso que o treinador do FC Porto quer ganhar todos os jogos até final. E pensa muito bem, ou não fosse já experimentado na difícil tarefa de ser campeão pelo FC Porto, contra tudo e contra tolos.
09 maio 2009
TELEGRAMA DO TETRA (-1)
08 maio 2009
TELEGRAMA DO TETRA (-2)
Vai haver pressão ou casca de laranja?

Em 2004 o alívio e os festejos do título chegaram mais cedo, antes até de entrar em campo, e o FC Porto bem precisava para as conquistas a que aspirava a seguir na final da Taça e, especialmente, na Liga dos Campeões: a equipa foi campeã no hotel, com a derrota do Sporting em Leiria, a segunda das três consecutivas (antes no Bessa, depois com o Benfica) que os leões de Fernando Santos pensavam saber evitar para terem aspirações. Se o V. Setúbal vencer sábado em Alvalade, o título fica matematicamente decidido e a festa de domingo é certa. Não sabemos é se a treta da pressão com que a pindérica Imprensa do regime se entreteve nestas últimas semanas, vai funcionar ou, quiçá, calar de vez. Até porque pode ser prejudicial para quem joga primeiro e quer agarrar o 2º lugar como náufrago a uma bóia – e com um lugar na Champions como miragem a ver através de eliminatórias…
07 maio 2009
TELEGRAMA DO TETRA (-3)
Nacional depois de 7 vitórias

Tal como há um ano, o FC Porto recebe o Nacional depois de 7 vitórias. Mas, então, já era campeão, o Bosingwa olhava para a bancada à procura dos emissários do Chelsea e deixava fugir o Fábio Coentrão. Os madeirenses ganharam ao FC Porto os dois jogos de 2007-08. Desta vez, o FC Porto já deu o correctivo necessário na Choupana. Agora joga para ser campeão. Há diferenças que fazem superar as debilidades por lesão na equipa, mas o Nacional não é fácil.
06 maio 2009
TELEGRAMA DO TETRA (-4)
Ajudar a decidir o 3º lugar

Há um ano era o V. Guimarães 2º classificado e o FC Porto foi lá e deu 5, depois de despachar o Benfiquinha que Chalana elogiou por “ao menos não fomos humilhados”. Estavam à espera de um frete do FC Porto aos que, depois, decidiram juntar-se a quem faz as “coisas por outro lado”. O Sporting aproveitou para ascender ao lugar de acesso à Champions. Talvez o FC Porto, enfraquecido por lesões e desgaste natural, possa esclarecer a questão do 3º lugar este ano. Desde que o Nacional mereça mais do que mereceu o V. Guimarães na época passada quando aspirava ao que parece ser um honroso 2º lugar, o primeiro do resto da concorrência.
05 maio 2009
Jogador da Bancada - Época 2008/2009 - 45º Round
TELEGRAMA DO TETRA (-5)
04 maio 2009
A 3 pontos da festa
Marítimo 0-3 FCPorto
R. Meireles 3', Rolando 64' e T. Costa 83'
Equipa: Helton, Fucile, Rolando, B. Alves, Cissokho, Fernando, R. Meireles (Guarin 21'), T. Costa, M. Gonzalez, Lisandro (Rabiola 87') e C. Rodriguez (E. Farias 84')

Já está marcada a semana da festa da conquista do Tetracampeonato. Para a semana temos mais um S. João antecipado, o tal S. João no mês de Maio que, pela 4ª vez consecutiva, a cidade do Porto terá oportunidade de viver com a alegria e euforia que estas festas nos habituaram. E motivo de regozijo a dobrar, a festa será feita na nossa própria casa.
Apenas faltará o dia, e que irónico seria se fossem o Leandro Lima e o Bruno Gama os marcadores dos golos da vitória do Vitória de Setúbal, frente ao Sporting, que dariam ao FCPorto a possibilidade de festejar o título no Hotel.
Num jogo onde o FCPorto começou a vencer mesmo sem jogar, em virtude da escorregadela do seu mais directo adversário na luta pelo título, a equipa de Jesualdo Ferreira entrou disposta a marcar cedo, com Farias no banco e Fucile na direita empurrando o argentino Tomás Costa para o meio campo, logo aos 2 minutos, na sequência de um canto, Bruno Alves remeteu a bola ao poste.
Após novo pontapé de canto, numa jogada de insistência, Raúl Meireles, surgindo do lado esquerdo, rematou colocado, embora Marcos não possa estar isento de culpas, inaugurando o marcador.
Se a equipa já tranquila estava, mais tranquila ficaria com um golo cedo, o jogo começava da melhor maneira, agora bastava tentar gerir o jogo da melhor maneira, com circulação de bola, tentando aproveitar os erros da equipa da Madeira e estando atento às movimentações atacantes do seu adversário para tentar não ser surpreendido.
O FCPorto começou a baixar a velocidade e o ritmo, aos 12 minutos Lisandro Lopez teve oportunidade para alargar a vantagem, aparecendo isolado frente a Marcos mas não conseguindo desfeitear o guarda-redes brasileiro.
Aos 20 minutos, a maior contrariedade na partida, Raul Meireles saía lesionado, dando lugar a Guarin, o português estava a ser, até ao momento, o portista mais esclarecido no meio campo, com a sua saída a equipa perdeu, naquele sector, um pouco de discernimento na altura do último passe.
O Marítimo, até ao intervalo, procurou reagir à desvantagem, mas não conseguia passar pela barreira defensiva portista, que, como toda a tranquilidade, fechava os caminhos da sua baliza, sendo que os maritimístas aproveitavam para rematarem de longe na tentativa de surpreender Hélton.
Embora com momentos de futebol confusos, de parte a parte, a partida tinha muito movimento, com equipas aguerridas, na busca da posse da bola, como FCPorto a jogar sempre tranquilo.
Na segunda parte, o Marítimo entrou determinado na busca do empate, aí o FCPorto teve a humildade e a força suficiente para se deixar ser dominado e para sofrer. A equipa da Madeira levou a que o FCPorto multiplicasse os cuidados defensivos, e também fez com que Hélton brilhasse, com destaque para uma grande defesa desviando a bola para a barra, num remate bem colocado de Marcinho, um jogador que gostava de seguir com mais atenção, pareceu-me um bom jogador tecnicamente, se bem que talvez seja ainda um pouco imatura tacticamente.
Mas, quando parecia que o golo do empate poderia estar bem perto, o FCPorto teve o condão de matar todas as esperanças maritimistas alargando a vantagem. Num livre apontado por Rodriguez, Rolando teve o engenho de desviar a bola do caminho de Marcos que, embora conseguisse tocar na bola, não a conseguiu desviar do caminho da baliza.
A partir daí, todo o domínio da partida, até então repartido, passou a ser, totalmente da equipa que está a um passo de ser Tetracampeã nacional. O FCPorto repôs o ritmo que lhe beneficiava, chamando o seu adversário para depois contra-atacar com ataques letais.

E foi isso que aconteceu aos 83 minutos, Mariano conduz a bola, entrega para Rodriguez que assiste Tomás Costa que, sem hipóteses para Marcos, empurra a bola para baliza, fazendo o resultado final, sem qualquer réstia de injustiça, embora um pouco com números exagerados.
Até ao final, tempo ainda para fazer jogar Rabiola e Ernesto Farías, nos lugares de Lisandro Lopez e Rodriguez, e para passar o tempo o mais entretido possível, circulando a bola da melhor maneira possível.
Se alguém tivesse dúvidas, o FCPorto confirmou, nesta jornada, que, por vezes, nem é preciso fazer muito para ganhar pontos aos seus rivais, eles próprios dão, constantemente, tiros nos pés, embora procurem esconder, dos seus adeptos, e da melhor maneira diga-se, já que os próprios adeptos são os primeiros a cair nas desculpas de mau perdedor dos seus responsáveis.
É a tal cultura de exigência portista, a cultura que faz do FCPorto vencedor e que faz com que uma equipa que, nesta época, esteve quase próxima do abismo, que quase chegou a bater no fundo, pudesse se erguer, identificar os próprios erros, não embarcando em desculpas, e, passo a passo, trilhou um caminho com um epílogo próximo e que nos vai levar à conquista do segundo Tetracampeonato da história portista.
Equipa: Helton, Fucile, Rolando, B. Alves, Cissokho, Fernando, R. Meireles (Guarin 21'), T. Costa, M. Gonzalez, Lisandro (Rabiola 87') e C. Rodriguez (E. Farias 84')
Já está marcada a semana da festa da conquista do Tetracampeonato. Para a semana temos mais um S. João antecipado, o tal S. João no mês de Maio que, pela 4ª vez consecutiva, a cidade do Porto terá oportunidade de viver com a alegria e euforia que estas festas nos habituaram. E motivo de regozijo a dobrar, a festa será feita na nossa própria casa.
Apenas faltará o dia, e que irónico seria se fossem o Leandro Lima e o Bruno Gama os marcadores dos golos da vitória do Vitória de Setúbal, frente ao Sporting, que dariam ao FCPorto a possibilidade de festejar o título no Hotel.
Num jogo onde o FCPorto começou a vencer mesmo sem jogar, em virtude da escorregadela do seu mais directo adversário na luta pelo título, a equipa de Jesualdo Ferreira entrou disposta a marcar cedo, com Farias no banco e Fucile na direita empurrando o argentino Tomás Costa para o meio campo, logo aos 2 minutos, na sequência de um canto, Bruno Alves remeteu a bola ao poste.
Após novo pontapé de canto, numa jogada de insistência, Raúl Meireles, surgindo do lado esquerdo, rematou colocado, embora Marcos não possa estar isento de culpas, inaugurando o marcador.
Se a equipa já tranquila estava, mais tranquila ficaria com um golo cedo, o jogo começava da melhor maneira, agora bastava tentar gerir o jogo da melhor maneira, com circulação de bola, tentando aproveitar os erros da equipa da Madeira e estando atento às movimentações atacantes do seu adversário para tentar não ser surpreendido.
O FCPorto começou a baixar a velocidade e o ritmo, aos 12 minutos Lisandro Lopez teve oportunidade para alargar a vantagem, aparecendo isolado frente a Marcos mas não conseguindo desfeitear o guarda-redes brasileiro.

Aos 20 minutos, a maior contrariedade na partida, Raul Meireles saía lesionado, dando lugar a Guarin, o português estava a ser, até ao momento, o portista mais esclarecido no meio campo, com a sua saída a equipa perdeu, naquele sector, um pouco de discernimento na altura do último passe.
O Marítimo, até ao intervalo, procurou reagir à desvantagem, mas não conseguia passar pela barreira defensiva portista, que, como toda a tranquilidade, fechava os caminhos da sua baliza, sendo que os maritimístas aproveitavam para rematarem de longe na tentativa de surpreender Hélton.
Embora com momentos de futebol confusos, de parte a parte, a partida tinha muito movimento, com equipas aguerridas, na busca da posse da bola, como FCPorto a jogar sempre tranquilo.
Na segunda parte, o Marítimo entrou determinado na busca do empate, aí o FCPorto teve a humildade e a força suficiente para se deixar ser dominado e para sofrer. A equipa da Madeira levou a que o FCPorto multiplicasse os cuidados defensivos, e também fez com que Hélton brilhasse, com destaque para uma grande defesa desviando a bola para a barra, num remate bem colocado de Marcinho, um jogador que gostava de seguir com mais atenção, pareceu-me um bom jogador tecnicamente, se bem que talvez seja ainda um pouco imatura tacticamente.
Mas, quando parecia que o golo do empate poderia estar bem perto, o FCPorto teve o condão de matar todas as esperanças maritimistas alargando a vantagem. Num livre apontado por Rodriguez, Rolando teve o engenho de desviar a bola do caminho de Marcos que, embora conseguisse tocar na bola, não a conseguiu desviar do caminho da baliza.
A partir daí, todo o domínio da partida, até então repartido, passou a ser, totalmente da equipa que está a um passo de ser Tetracampeã nacional. O FCPorto repôs o ritmo que lhe beneficiava, chamando o seu adversário para depois contra-atacar com ataques letais.

E foi isso que aconteceu aos 83 minutos, Mariano conduz a bola, entrega para Rodriguez que assiste Tomás Costa que, sem hipóteses para Marcos, empurra a bola para baliza, fazendo o resultado final, sem qualquer réstia de injustiça, embora um pouco com números exagerados.
Até ao final, tempo ainda para fazer jogar Rabiola e Ernesto Farías, nos lugares de Lisandro Lopez e Rodriguez, e para passar o tempo o mais entretido possível, circulando a bola da melhor maneira possível.
Se alguém tivesse dúvidas, o FCPorto confirmou, nesta jornada, que, por vezes, nem é preciso fazer muito para ganhar pontos aos seus rivais, eles próprios dão, constantemente, tiros nos pés, embora procurem esconder, dos seus adeptos, e da melhor maneira diga-se, já que os próprios adeptos são os primeiros a cair nas desculpas de mau perdedor dos seus responsáveis.
É a tal cultura de exigência portista, a cultura que faz do FCPorto vencedor e que faz com que uma equipa que, nesta época, esteve quase próxima do abismo, que quase chegou a bater no fundo, pudesse se erguer, identificar os próprios erros, não embarcando em desculpas, e, passo a passo, trilhou um caminho com um epílogo próximo e que nos vai levar à conquista do segundo Tetracampeonato da história portista.
03 maio 2009
Marítimo 0-3 FCPorto
R. Meireles 3', Rolando 64' e T. Costa 83'

Equipa: Helton, Fucile, Rolando, B. Alves, Cissokho, Fernando, R. Meireles (Guarin 21'), T. Costa, M. Gonzalez, Lisandro (Rabiola 87') e C. Rodriguez (E. Farias 84')
02 maio 2009
Derrubar "Barreiros" e antecipar o S. João
Convocados:Guarda Redes: Helton e Nuno
Defesas: Benitez, B. Alves, Cissokho, Fucile, P. Emanuel, Rolando e Stepanov
Médios: A. Madrid, Fernando, Guarín, R. Meireles e T. Costa
Avançados: C. Rodriguez, E. Farias, Lisandro, M. Gonzalez e Rabiola
Marítimo - FCPorto, 20H15 - SportTv
01 maio 2009
Sem Alverca na Madeira
Que confusão se arranjou antecipadamente por causa dos jogos do Benfica e do Porto no Funchal este fim-de-semana – se houvesse portagens seria mais fácil separar adeptos
Li e reli, mas não percebi, esta notícia em O Jogo, durante a semana: (atentem bem, o negrito é meu e penitencio-me da minha complexa máquina cerebral)
Não sei o que é alguém “empenhar-se a fundo” para tratar de um assunto de secretaria, de resto condicionado pela importante transmissão televisiva sem a qual nada disto se passaria desta forma dramática…
Se era motivo para não ir a jogo, já extravasa da habitual bacoquice natural na Luz para a idiosincrasia dos canetas que escrevem coisas agradáveis para alguns clubes como se fossem o órgão oficial dos mesmos.
Tirar a conclusão da insuficiência do quarto-de-hora de adiantamento do início previsto para o jogo demonstra que nem “todo o empenho” dá para melhorar a situação mais de… um quarto-de-hora.
Depois, aquele pretexto da preocupação da segurança com os adeptos…

Bem, o clube que zela pela segurança dentro do seu estádio até permitir cachaços nos árbitros-auxiliares e pagar só 1500 euros de multa não precisa de se apetrechar muito neste domínio e por isso nunca foi reconhecido como mestre na matéria.
Mas parece que, afinal, a ideia era mesmo “regressar ainda no dia do jogo”. Presumo que é pela preocupação com o Dia da Mãe e a almoçarada em família no domingo.
Não acaba aqui o drama.
É que se a equipa ainda regressar ao continente, imagino eu num voo daqueles do fim da noite que saem habitualmente do Funchal, creio que voos regulares não devem abundar pelas 11.30h da noite. Pelo que fica a questão sobre se, com um “empenho muito a fundo”, seria possível, pelas sacrossantas razões de segurança, embarcar todos os adeptos possíveis nos parcos voos previstos e evitar potenciais conflitos no domingo para aqueles que ficarem a Madeira a chamar nomes às mães dos outros…
Enfim, é assim que se vão escrevendo notícias ou equiparáveis.
Isto tem, como se sabe, algo a ver com o FC Porto. Porquê? Porque os seus adeptos também vão lá estar, porventura alguns com pacote de fim-de-semana para desfrutar da ilha, como porventura alguns benfiquistas que, na sua liberdade individual e poder financeiro, estarão libertos de algumas preocupações comezinhas como a da segurança.
É giro, de resto, perceber esta preocupação, com o alarme social provindo de Lisboa no início da semana, especialmente da parte de adeptos que queimam autocarros de visitantes à porta da Luz, como no último Verão.
E se muitos defeitos tem a Madeira para quem pessoaliza diatribes político-partidárias no Alberto João, o soba local alvo de muito justas críticas e outras menos entendíveis, a verdade é que, apesar da acessibilidade marítima e aérea impor rastreios à chegada, pode até ter alguma liberdade, política e informativa, cerceada, mas não tem portagens como em Alverca onde se param claques em trânsito para impedi-las de chegar a Lisboa.
Não é guerra, como se subentende dos títulos da Imprensa provinciana da capital, mas mesmo em espectáculos desportivos lisbonenses têm desrespeitado a mais simples das liberdades individuais: ir para onde se quer. E também tivemos exemplos recentes dos maus exemplos que chegam da capital para o país, pelo que é escusado accionar o alarme geral e não ver os problemas ao pé da porta.
Ou não sabem do que se está a falar?
p.s. – a coincidência de jogos na Madeira, ou em Lisboa, é uma armadilha do calendário para os distraídos que só vêem isto quando está feito, incapazes de antecipar problemas, prever alternativas e engendrar as coisas como deve exigir-se numa competição profissional. Garantem que para o ano esta e outras contrariedades vão evitar-se. À maneira portuguesa, até estará interdito que os clássicos se joguem no início ou no final do campeonato e nunca em jornadas consecutivas, como se 70 e tal edições de campeonato carreguem, doravante, esse pecadilho e tenham por si só melindrado a verdade desportiva. Fugir-nos a ideia para a imbecilidade é como dar um passo maior que a perna e o amadorismo e non-sense na Liga não tem limites.
Li e reli, mas não percebi, esta notícia em O Jogo, durante a semana: (atentem bem, o negrito é meu e penitencio-me da minha complexa máquina cerebral)
O Benfica empenhou-se a fundo para conseguir a antecipação do jogo com o Nacional, marcado para o próximo sábado no Funchal. O JOGO sabe que Luís Filipe Vieira, presidente dos encarnados, chegou mesmo a mencionar aos seus colaboradores a hipótese de a equipa não comparecer ao jogo da Choupana se este não fosse antecipado. Os 15 minutos de antecipação ontem anunciados pela Liga (das 21h00 para as 20h45), porém, são insuficientesÉ uma notícia com o lastro de estupidez habitual nos dias que correm.para que os adeptos encarnados regressem ao continente na noite de sábado. E mesmo a equipa terá enormíssimas dificuldades para chegar ao aeroporto a tempo de apanhar o último voo da noite.
O desejo encarnado de antecipar a partida com o Nacional foi colocado a Andreia Couto, directora-executiva da Liga de Clubes, por Lourenço Coelho, assessor da SAD benfiquista e justifica-se pelo facto de também o FC Porto jogar neste fim-de-semana na Madeira, frente ao Marítimo, o que causa algumas preocupações a nível de segurança, face à presença em simultâneo na ilha de elementos das claques dos dois clubes.
Com a mudança de horário, as águias pretendem regressar ainda no dia do jogo, mas esse cenário fica ainda assim fora de questão para os adeptos, para os quais será absolutamente impossível apanhar o avião ainda no sábado. Além de que muitos compraram a viagem antecipadamente e vão ficar durante todo o fim-de-semana na Madeira, aumentando o risco de confrontos com os adeptos do FC Porto, que chegam ao Funchal no domingo.
Não sei o que é alguém “empenhar-se a fundo” para tratar de um assunto de secretaria, de resto condicionado pela importante transmissão televisiva sem a qual nada disto se passaria desta forma dramática…
Se era motivo para não ir a jogo, já extravasa da habitual bacoquice natural na Luz para a idiosincrasia dos canetas que escrevem coisas agradáveis para alguns clubes como se fossem o órgão oficial dos mesmos.
Tirar a conclusão da insuficiência do quarto-de-hora de adiantamento do início previsto para o jogo demonstra que nem “todo o empenho” dá para melhorar a situação mais de… um quarto-de-hora.
Depois, aquele pretexto da preocupação da segurança com os adeptos…

Bem, o clube que zela pela segurança dentro do seu estádio até permitir cachaços nos árbitros-auxiliares e pagar só 1500 euros de multa não precisa de se apetrechar muito neste domínio e por isso nunca foi reconhecido como mestre na matéria.
Mas parece que, afinal, a ideia era mesmo “regressar ainda no dia do jogo”. Presumo que é pela preocupação com o Dia da Mãe e a almoçarada em família no domingo.
Não acaba aqui o drama.
É que se a equipa ainda regressar ao continente, imagino eu num voo daqueles do fim da noite que saem habitualmente do Funchal, creio que voos regulares não devem abundar pelas 11.30h da noite. Pelo que fica a questão sobre se, com um “empenho muito a fundo”, seria possível, pelas sacrossantas razões de segurança, embarcar todos os adeptos possíveis nos parcos voos previstos e evitar potenciais conflitos no domingo para aqueles que ficarem a Madeira a chamar nomes às mães dos outros…
Enfim, é assim que se vão escrevendo notícias ou equiparáveis.
Isto tem, como se sabe, algo a ver com o FC Porto. Porquê? Porque os seus adeptos também vão lá estar, porventura alguns com pacote de fim-de-semana para desfrutar da ilha, como porventura alguns benfiquistas que, na sua liberdade individual e poder financeiro, estarão libertos de algumas preocupações comezinhas como a da segurança.
É giro, de resto, perceber esta preocupação, com o alarme social provindo de Lisboa no início da semana, especialmente da parte de adeptos que queimam autocarros de visitantes à porta da Luz, como no último Verão.
E se muitos defeitos tem a Madeira para quem pessoaliza diatribes político-partidárias no Alberto João, o soba local alvo de muito justas críticas e outras menos entendíveis, a verdade é que, apesar da acessibilidade marítima e aérea impor rastreios à chegada, pode até ter alguma liberdade, política e informativa, cerceada, mas não tem portagens como em Alverca onde se param claques em trânsito para impedi-las de chegar a Lisboa.
Não é guerra, como se subentende dos títulos da Imprensa provinciana da capital, mas mesmo em espectáculos desportivos lisbonenses têm desrespeitado a mais simples das liberdades individuais: ir para onde se quer. E também tivemos exemplos recentes dos maus exemplos que chegam da capital para o país, pelo que é escusado accionar o alarme geral e não ver os problemas ao pé da porta.
Ou não sabem do que se está a falar?
p.s. – a coincidência de jogos na Madeira, ou em Lisboa, é uma armadilha do calendário para os distraídos que só vêem isto quando está feito, incapazes de antecipar problemas, prever alternativas e engendrar as coisas como deve exigir-se numa competição profissional. Garantem que para o ano esta e outras contrariedades vão evitar-se. À maneira portuguesa, até estará interdito que os clássicos se joguem no início ou no final do campeonato e nunca em jornadas consecutivas, como se 70 e tal edições de campeonato carreguem, doravante, esse pecadilho e tenham por si só melindrado a verdade desportiva. Fugir-nos a ideia para a imbecilidade é como dar um passo maior que a perna e o amadorismo e non-sense na Liga não tem limites.
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