22 setembro 2011

Em Lisboa não fazem isto pelo FC Porto

http://www.as.com/futbol/articulo/velasco-carballo-senalo-penaltis-leo/20110921dasdasftb_53/Tes

É por isso que considero mais o As, em comparação com a Marca que inspira os pasquins de Lisboa, por ser mais equilibrado e justo, criticando mesmo os de Madrid quando tem de ser e sem paninhos quentes. Além de um grafismo mais atractivo e muito melhorado em relação ao passado, como constatei há semanas quando por Espanha andei, o As tem uma leitura decente e mostra sensatez e equilíbrio que nem os jornais de Barcelona têm.

Nunca uma capa de um jornal de Lisboa ou um destaque, agora no online, podia dizer que o FC Porto foi prejudicado.

A diferença de categoria é notória e o respeito que merece incomparável. Talvez por ser o... ás num baralho de paus e duques falidos.

Lisboa nunca aprenderá, como nunca o fez, a respeitar o resto do País. No Desporto e não só.
Em Portugal, por exemplo, custa ser sério. Ainda sobre o Valência-Barça, veja-se a omissão grosseira sobre o penálti de Miguel em Messi apesar de o título falar no "Valência de Miguel":

Uma questão de tempo

http://www.as.com/futbol/articulo/aficion-culpa-mourinho-situacion-madrid/20110922dasdasftb_14/Tes

21 setembro 2011

Falcao só brilha e o Madrid volta a "pinchar"

Acompanhei na net os jogos da Liga espanhola até há pouco.
Mais dois golos de Falcao, outro que lhe tiraram (com 0-0) de forma incompreensível, o 1-0 é dele mas atribuem o último toque a um defesa do Sp. Gijon, o Atlético deu 4-0.
Em Santander, o Madrid jogou mal e porcamente, mais um jogo sem marcar, Coentrão e Pepe não jogaram por lesão mas antes do jogo com o Racing já se liam muitas críticas a ambos, que não valem o que lhes pagam, além de a Mourinho pelo triste espectáculo que continua a dar de si e a prejudicar a imagem do clube.
Segui ainda o Valência-Barça.: 2-2, grande espectáculo, chés a justificarem a liderança numa noite aziaga de Abidal (autogolo e a falhar o corte no 2-1), depois reacção culé que deu empate e quase a vitória, dois penáltis negados a Messi um deles com 0-0 e outro no último minuto de descontos por falta de Miguel que, como lateral, não passou da linha do meio-campo, a defesa da casa só jogava a pé fixo para não perder a posição mas foi nas costas de Miguel que Messi descobriu o buraco para Pedro fazer o 1-1. O Bétis pode ficar amanhã líder só com vitórias.
Sábado o Barça-Atlético e o teste de Falcao que não teve na Supertaça do Mónaco.

Segui ainda, em simultâneo, o Chelsea-Fulham (0-0, 4-3 g.p.) e mal vai a equipa de AVB, o Lukaku é muito fraco para valer 20ME, Lampard já nem penáltis sabe marcar e os blues são uma equipa desconjuntada mas passaram nos penáltis ao contrário do ano passado.

ACTUALIZAÇÃO: e para quem pensa que a Imprensa espanhola é tão ou mais facciosa do que a portuguesa, eis como o As, de Madrid, observa as incidências do Valência-Barça http://www.as.com/futbol/articulo/velasco-carballo-senalo-penaltis-leo/20110921dasdasftb_53/Tes

Com o Jorge Sousa no clássico...

... não se lembrem de dar um cachaço no José Ramalho, isso só é permitido na Luz ao clube que vive na impunidade.

20 setembro 2011

O relativismo e o valor absoluto

Não vou puxar a brasa à minha sardinha, tocando na tecla mais incómoda que poucos afloram, mas apenas aprofundar o que quis dizer com "equipa experimental" no texto abaixo e que me parece ser a chave da situação actual, e pontual, do FC Porto. Às vezes não quero prolongar os textos em demasia, como amiúde sucede, com diversas considerações sobre um jogo. Li-as, porém, de diverso tipo, embora a maioria incidindo num ponto, o mais fácil, de bater no treinador. O Carlos Teixeira acrescentou algumas num último comentário aí atrás. Com calma, mesmo que o 0-0 de domingo não me tenha chateado por aí além quando percebi que a equipa não dava mais, vamos lá esclarecer algumas questões.

Vítor Pereira fez a gestão do plantel. Tivesse ganho, com um penálti ou uma bola da barra para lá da linha, e todos elogiariam. Escalou o onze que achava e podia e devia ganhar o jogo. Era suficiente. Perdeu-se foi tempo. A 1ª parte. Os jogadores não perceberam que deviam jogar forte desde o primeiro minuto. O treinador poderá não ter exercitado esse ponto. No fim, criticaram que fez alterações a mais. Num jogo contra uma equipa que subiu de divisão, até jogava em casa emprestada, o FC Porto com uma dinâmica de vitória. Para Vítor Pereira, foi uma espécie de Taça da Liga. André Villas-Boas meteu o Kiesczek frente ao Nacional quando não devia, o estatuto do adversário não lho permitia e o polaco deu um frango, acabámos por perder sem o Nacional saber ler nem escrever e perdeu-se o único troféu não ganho na época passada. Uma má aposta pode ser decisiva. Vítor Pereira, com um cenário algo "fácil" em teoria, mudou meia equipa e não teve os mais preponderantes Hulk e Álvaro Pereira.
Ora, com Hulk e Álvaro Pereira, há dois anos, o FC Porto também emperrava. Dava-se até conta de ficar a perder e o forcing final só dava para empatar. Lembro de repente jogos com o Belenenses (1-1) e P. Ferreira (1-1) ambos no Dragão.
Frente ao Feirense, a meio do jogo, o treinador tira o avançado-centro. Não mete o outro que tem no banco. É estranho, acaba por queimar ambos. Foi o aspecto fulcral que apontei e não dá azo a confiança para o futuro, nem nos jogadores nem nos adeptos. Como em jogos que se revelaram complicados na época passada, como frente ao Portimonense e o V. Setúbal em casa após o Cincazero, o Feirense apresentou-se a jogar em profundidade. Isto é: linhas juntas e próximas da sua área, longe de Helton mas compactos a defender o seu guarda-redes. Ocasionalmente, como fizeram algarvios e sadinos na época passada, esticões de gajos rápidos criaram muitos problemas. Ciente disso, Vítor Pereira devia antecipar a coisa e forçar a nota da disponibilidade física e de pressão constante sobre o Feirense. Mas uma coisa é pensar e outra executar. O Feirense saiu pior do que a encomenda. Bem posicionado, metido lá atrás e esticando o jogo com bola controlada em vez de pontapé para a frente como o V. Guimarães, falhou o posicionamento dos médios portistas. Com os vitorianos, as bolas longas podiam lá chegar uma vez ou outra, a maioria eram ganhas com alguma facilidade. Desta vez, o Feirense mostrou saber tratar a bola, mais um mérito seu, e dificultou os médios portistas.
Face a uma equipa muito recuada, a outra fica estendida no campo, avançados muito à frente, defesa muito atrás, médios com enorme espaço para cobrir. Com tanto espaço e um adversário a ocupar bem os espaços com o recuo dos alas (Rabiola ficava muito isolado), o FC Porto começou por errar muitos passes. Mais do que é habitual. Porque optou, mas também foi levado a isso, por insistir em passes largos que eram interceptados. O fuebol portista perdeu fluidez, foi curtocircuitado. A toada do jogo era estranha, porque assim se revelou. O 11 escalado não percebeu, com Belluschi e Guarín só virados para a frente e Moutinho atrás sem poder acorrer a todos os focos de incêndio.
Já se leram as mais diversas opiniões sobre Sapunaru, bem para uns, mal para outros, mal para mim, não foi à linha e destapou a sua. Num jogo assim, o lateral ou tem influência ou é um jogador a menos. Fucile, a alternar nas laterais, não cria rotina e confiança. Faltando Álvaro, James não tem um apoio fundamental na esquerda. Faltava, ainda, Hulk a concentrar as atenções na direita. Mas essa foi uma opção consciente do treinador. Com riscos, mas ponderados. James foi o primeiro a acusar a pressão de ter de ser o desequilibrador. Esteve quase sempre mal. O adversário fechou-o. Belluschi não foi esclarecido, Guarín emperrou e o jogo não saiu.
Tudo está relativizado, condicionado, pelas incidências do jogo e o acerto do Feirense, controlador da partida. Mas há um ponto de valor absoluto. Com Falcao a coisa resolvia-se, pela sua movimentação, astúcia, faro do golo. Não se dá à marcação, todo o contrário de Kléber. Se está entre os centrais dá-lhes luta e vence mais do que perde, tudo o contrário de Kléber que é muito mais fixo. Se se tentava uma tabelinha, Kléber dominava mal, passava mal, a bola era perdida e se não ele já não se desmarcava. O vazio. Esse, para mim, continua a ser o ponto fundamental ainda não esclarecido. Os poucos golos de Kléber foram fáceis. Dados, oferecidos, obrigando-o a marcar.
Quando começou, há um ano e tal, a falar-se de Kléber, disse aqui que não o conhecia. Um Porto-Marítimo (acho que 4-1) em que marcou um golo e Falcao fez uma bicicleta, não pude ver. Depois terei falhado outro jogo. E não tive uma ideia de Kléber. Não sabia se valia a pena o "barulho" por ele com o guardanapo da Madeira, o tipo que quis vender o que não era dele, da mesma forma que o Governo regional faz obra com dinheiro alheio que agora pede para todos pagarmos. A Ma.Madeira a funcionar. Kléber, confesso, mal vi. Agora, fico a ver e não sai nada dali. Como vários blogues apontaram, e eu também, ao contrários de outros habituais do "efe-erre-á" e da infalibilidade dogmática da SAD, muitos estranhámos não haver alternativa a Kléber. Walter ficou enterrado de vez, importa pouco se foi pelo peso ou um alegado drama familiar que pode ocorrer a qualquer um. Um jogador só perde tempo a fazer um jogo, com a concentração no hotel de véspera. Na semana, treina uma hora e meia e fica livre, não tem as preocupações de um vulgar cidadão e operário. Nenhumas.
Kléber é, até, agora, o fracasso. É o ponto absoluto neste enquadramento. Se vai progredir, se é jovem e melhorará, não sei, admito que sim, com o benefício da dúvida para ele e deixo à margem a fé da SAD. Mas não será um Falcao. Chorámos Lisandro, mas cedo percebemos que tínhamos um craque a substitui-lo. Agora, eventualmente, há uma fé, nem sequer uma promessa, mas uma fé e não partilhada ou consensual.
Veio a 2ª parte. Nas condições tácticas do jogo, Kléber poderia ser importante. Mas sem a bola lá chegar, e para sua atenuante ela não chegava lá em condições, não adianta ter um meco na área. Vítor Pereira reforçou o meio-campo, para ter a bola, ganhar ascendente no miolo e, nessa base, sustentada, algo que não tinha havido, partir ao assalto. Foi mais consistente, como frente ao V. Setúbal mas aí tívemos de meter Hulk e Moutinho. Percebem a diferença? O teinador sadino disse-o logo: obrigámos o FC Porto a meter Hulk e Moutinho. No domingo faltou o Hulk.
Em Aveiro, Varela alargou o campo, perdemos a referência, inútil, na área, mas ganhou-se largura. Depois, com Defour, mais bola ganha mais à frente, apesar da exposição atrás nos riscos habituais num jogo. Varela falhou golo de baliza aberta. A uma jornada de receber o Benfica, Varela inventou um golo na piscina de Coimbra, um pontapé de moinho, e acrobático, de costas para a baliza, que deu a vitória e manteve a diferença para o Benfica, depois ampliada com os Cincazero. Varela pressionou na direita como fazia Rodriguez na esquerda. James jogava no meio, fora da área, à Messi, procurando romper e com Belluschi e Guarín aptos a rematar de fora, com mais espaço, por acaso até foi Moutinho a acertar na trave. Os defesas e médios do Feirense preenchiam a área. O FC Porto encostou o Feirense à baliza. Só por milagre a bola não entrou. Acontece. Sucede, às vezes, um ou outro contra-ataque. O Feirense teve mérito e médios que levavam a bola. A defesa subiu à linha de meio-campo. Não acho que não era uma partida para estrear Mangala. Acho é que o jogo tornou-se difícil, quando se pensava ser calmo para uma estreia. O FC Porto estava mais exposto atrás, não era de mais arriscar tudo na frente, era uma questão de a bola entrar, ou não. Sucede que nem sempre sobra a lucidez e ela faltou, mas a equipa quis asfixiar o adversário e, naquelas condições, o treinador viu bem.
Não é preciso ser ou tirar um curso de jornalista para "perguntar" ao treinador porque tirou um avançado e... não meteu outro igual na área. Leu-se muito disso no periodismo atávico, a mesmice que tudo iguala e nada distingue nos relatos dos pasquins. Qual o adepto comum que não tira a mesma conclusão. A ideia é perceber se era exequível sem a bola lá chegar. Vítor Pereira tratou de fazer a máquina funcionar desde a base, à falta dos melhores mecânicos para pôr a coisa a funcionar mais eficientemente. Hulk e Álvaro, riscos assumidos, não estavam lá desde o início, a falta de um ponta-de-lança credenciado e que faça jus à valia dos médios que o sustentam é a pedra na biqueira do sapato portista, ignorem-no ou minimizem-no. O busílis.
Não vou, por isso, bater no treinador. Percebo-o. Este jogo foi um "one-off". Perdeu-se apenas dois pontos, como amiúde sucede quando menos se espera. A lição é, só, saber que nenhum jogo está ganho por antecipação. Meia equipa titular e meia de reservas e reforços deve chegar, mas nem sempre. Afinal, o FC Porto só empatou com uma equipa que subiu de divisão, tal qual o Benfica frente ao Gil Vicente. Nada de mais. E se tivesse ganho, perder a seguir com o Benfica significaria perder sempre a liderança. Não há razão para pessimismo e, como escrevi para o jogo, as bases para o clássico são outras. Não havia razão para a capa de O Jogo, claramente forçada, ainda que faça sentido mas parece que caiu o mundo e, afinal, a ordem na tabela está igual ao que estava.
Relativize-se o que tem de ser e aponte-se o que tem mais valor. Duscutível é, como venho dizendo, Kléber, ou pior, a opção de não se ter comprado um avançado. Gastar 60ME no Verão, 6 ou 7 com Kléber, e não ter uma alternativa melhor do que Walter, antes já negligenciado, é diminuir o potencial da equipa.
Há medios para trocas posicionais e movimento em futebol de toque, sim, não é o Barça insuperável, mas há condições, meios e qualidade. Foi o que se tentou fazer. O Barça insuperável já encravou aqui e ali. Mas nunca perdeu o tino nem deixou de ser o que é. E se na frente acaba por fazer a diferença é por não ter Kléber. Por exemplo, comprou, estupidamente, Keirrison, um fracasso que nem no Benfica se alterou e hoje ainda perdido pelo Brasil e quase incógnito. O FC Porto tem esse equivalente, que não dá resultado, e não tem melhores opções agora. O tal busílis.
Decerto voltarei a falar disto e do que já escrevi por aí há uns dias atrás. Sobre o treinador, para contrariar os ataques que já lhe dirigem. Aí tudo deve ser relativizado. E confrontado com outros valores.
Com o Benfica é só ganhar, com Hulk e Álvaro, Fucile à direita, Fernando no meio e talvez Defour, insisto, em vez de Guarín com Moutinho, mas o colombiano pode entrar pela experiência que tem já dos clássicos. Varela por James ou Rodriguez é a maior dúvida. Otamendi, claro, com Rolando. Continuo a achar o FC Porto melhor do que o Benfica. Apesar de Kléber não ser Falcao
ATENÇÃO: o Sharu faz considerações pertinentes e alargadas nos comentários, entrados com atraso que não me responsabiliza, do post abaixo. O que escrevo aqui vai em parte ao encontro do que ele diz, embora haja alguma divergência. A crítica de Sharu ao Vítor Pereira não é por ter tirado o Kléber, inútil face ao jogo que não lhe chegava. Merece reflexão
EXPERIÊNCIA. Como digo, não é preciso ser "profissional" para escrever nos pasquins as banalidades correntes e dizer que o treinador não trocou um avançado por outro igual. Isso é para certos Alfredos do periodismo atávico, repito. Eu já vi Dick Advocaat tirar um avançado-centro e meter um central e recuperar de 0-2 para 2-2 em Wembley num Inglaterra-Holanda. E já vi José Romão, em Portugal, fazer o mesmo e com sucesso creio que pelo Tirsense. Uma questão de perspectiva e não de precipitação, de conhecimento e não de vulgaridade, ajuda sempre. Os pasquins são o que são. Partilhando alguma experiência pode ajudar os mais imprecisos
CLÁSSICOS. Falam por aí de falhanço do século de Fernando Torres, fintando De Gea para errar o remate com a baliza deserta. João V. Pinto fez o mesmo num Porto-Benfica há uns anos. Mas há quem veja futebol como quem come tremoços e esqueça rapidamente o ingrediente principal. É por isso que tenho a boa memória que muitos me elogiam.

18 setembro 2011

Pior do que o resultado



Já não estávamos habituados a um futebol tão fraquinho e sem graça alguma, mas também a estranhar não termos um avançado-centro. Juntaram-se as duas coisas para uma péssima 1ª parte a moralizar o adversário. E pior não podia ficar a não ser tirar o ponta-de-lança Kléber, deixando a sua inconvincente alternativa Walter sem sair do banco, menorizando o titular e desprezando completamente a única opção que a SAD fez por manter de forma tão estranha quanto incompreensível.

Enquanto Falcao faz mais três golos em Madrid, o FC Porto obtém o seu primeiro zero desde que há tanto tempo o fizera, tanto que ninguém se lembra mas talvez desde a última derrota em Alvalade. Há quem queira menorizar a questão do ponta-de-lança, mas este é um problema sério e a dias de disputar o 1º lugar contra o rival mais cotado o treinador Vítor Pereira fragilizou psicologicamente o Kléber que correu para os seus braços por ter marcado um golo obrigado por James.

Passe o que passar no clássico de 6ª feira e no resto da época, está claro que esta opção de apostar as fichas todas em Kléber, ridicularizando ainda mais o Walter que não caiu no goto de ninguém, vai ser falada toda a época, se em Janeiro não se arrepiar caminho. Uma opção estratégica debilitada, ainda, pela ausência de Hulk e uma opção, da SAD, que é bem mais discutível do que a tentativa do treinador dar outro ar ao ataque anémico em que, à falta de Hulk a ponta-de-lança que se vira para a frente e visa a baliza, a ideia foi meter James como uma espécie de Messi, mais atrás do que um homem de área e a procurar mais os flanqueadores do que mandar-se para a baliza.

Acabou por não resultado o forcing portista e a equipa não mereceu mais do que obteve, o que é razoável e resulta mesmo em futebol. Muitas mexidas na equipa, Mangala a estrear-se nem bem nem mal, o meio-campo que muitos gostariam de ver Moutinho-Guarin-Belluschi mas sem convencer e eu nunca tive muita curiosidade por algo do género, depois entrou o Defour e jogou-se em 3-4-3 com a saída de Sapunaru que esteve muito fraco, o meio-campo pegou mais na bola mas os extremos foram pouco diligentes a irem à linha, de qualquer nodo já não havia para quem cruzar e ainda se insistiu em Djalma que é ainda mais fraquinho do que Kléber e a coisa conseguiu piorar. A ideia de duas bolas nos ferros pode dar alento a quem quiser falar em azar, mas o desacerto começou na abordagem ao jogo, uma equipa experimental a pensar-se que se ganharia a bem ou a mal mas saem haver um desequilibrador para acabar tudo em sobressaltos, Helton também a ver Guarin evitar um golo certo, e James a perder a cabeça e a perder o jogo com o Benfica sendo bem expulso e o FC Porto bem empatado por um Feirense organizado, positivo e atrevido.

Não acho que o 0-0 tenha repercussão no clássico, Álvaro e Hulk reencontrarão, creio que Defour tomará o seu lugar como tem justificado e Belluschi sairá para se refazer o miolo com Fernando e Moutinho, pelo que a dinâmica será outra seja Varela ou C. Rodriguez a actuar à esquerda, reentrando Otamendi para a dupla com Rolando.

Resta saber o que Kléber fará ante Luisão, com a imagem dos golaços de Falcao no Cincazero, a fazer o ninho na careca do Girafa. Pode ser a libertação do fantasma-Falcao ou o prolongar, até nunca, da agonia do seu vazio e o massacre psicológico sobre Kléber para um campeonato que não será o passeio do anterior e exigirá muita força e classe. A SAD continuará nas boas graças dos que não lhe apontam um dedo que seja.

16 setembro 2011

«A gente temos que ficar extremamente orgulhosos e satisfeitos»


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Dei5CElMaMI

Com a devia vénia, melhor revelado do que explicado seria:

para chegarmos à conclusão que a ilusão de atingir o objectivo é assim a modos de que ver uma maré de água num deserto mais árido.

Vem a propósito de um pequeno debate, aí abaixo nos comentários, sobre a relatividade de um resultado e de uma exibição e sobre o que são equipas de primeira e suas reservas.

Directa e objectivamente:
- o Benfica não ganhou a uma equipa senão de reservas absolutas pelo menos em poupança de energias e de efectivos, gerindo apenas o resultado e o esforço, como lhes conveio, ao M. United, ou Unité talqualmente é ressalvado no post do Pobo do Norte.
- o Braga já ganhou ao Arsenal também mais ou menos de reservas, foi na época passada.
- o FC Porto já ganhou ao Arsenal a sério (2-1) e até ao Arsenal, se quiserem, com algumas reservas (2-0), tal como já empatou (0-0) quando aqui vieram gerir a situação e viram dois remates de Quaresma esbarrar nos postes.
- Pena é que, voltando ao princípio, não se tenha relevado - não é revelado nem relvado... - que o Benfica levou 4 do pior Liverpool de que eu tenho memória, e tenho-a bem boa ainda, como adepto fervoroso dos "reds", isto para além de a proeza de Cardozo ao Liverpool ter sido de marcar dois penáltis num jogo em que uma expulsão por violência gratuita de Luisão ter sido transformada em expulsão de Babbel quando foi este o agredido selvaticamente e o benfas jogou contra 10 na 1ª mão.

Os factos são estes. O resto é mais ou menos fair-play. E com muita treta.

FC Porto já passou o Benfica outra vez e na Europa, ninguém sabe mas o baile continua...

Passou a semana europeia com o empolgamento de uns martelos que não ganharam a uma equipa B.

Os pasquins, na sua bacoca cegueira idiota, lá pintam as cores do dia com as coisas triviais.


E, contudo, o FC Porto voltou a superar o Benfica, em termos estatísticos mas históricos mesmo, na Europa.

Ninguém deu por isso. Alguém saberá?

O próximo clássico já mexe, daqui a uma semana, antes de nova ronda europeia.

Fica o suspense sobre mais uma ultrapassagem, invisível, que relega, de novo, o Benfica para plano inferior nas competições europeias, face ao FC Porto: já nem se fala no numero de títulos e na sua diversidade...

Agora é que aposto que ninguém sabe o que é!

15 setembro 2011

Falcao já voou e marcou

Bastou um canto e dois minutos ante o Celtic.
E Diego ampliou...

Mas o Braga esteve muito bem e ganhou pela 1ª vez em Inglaterra. É o Birmingham da II Liga inglesa, mas há quem nem a uma equipa de reservas ganhe...

Antítese de Messi

E ainda faltava o "palmarés" português, enquato a máquina blanca já fala em complot da UEFA na Marca
Já todos esqueceram as patadas na final da Taça do Rei que CR7 deciciu graças a um árbitro espanhol que perdoou entradas muito piores do que a de Leko em Zagreb ao "nosso minino". Segue o folclore.