20 maio 2012
18 maio 2012
35 anos depois e a Liga Europa de 2011
Há um ano o FC Porto vencia a Liga Europa, numa final inédita portuguesa com o Sp. Braga em Dublin, com golo de Falcao.
Há 35 anos, nas Antas, uma final com o Sp. Braga, decidida por um golo solitário de Gomes, iniciava a quebra do jejum portista na Taça de Portugal (que ganhara em 1968), precedendo o bicampeonato de 1978 e 79 (antes conseguido em 1959).
O dois-em-um a que assisti e que marca toda a minha vivência de vitórias desde então, naquela noite de 4ª feira no velho estádio em que retenho a imagem de Gomes fuzilar as redes de Fidalgo no início da 2ª parte, na baliza do topo norte, a passe da direita, creio que em jogada de Seninho à linha.
Os mais novos exultarão com o mais recente troféu internacional em 2011, o 7º nos últimos 25 anos e numa altura em que outros celebram 50 anos sem ganhar nada na arena mundial.
17 maio 2012
Voltando aos árbitros e a um segundo título que devia ser sem derrotas
No início do campeonato propus aqui um desafio: que recorde bateria o FC Porto no final da 1ª volta? Uma só resposta apontou para se perfazerem 54 jogos sem derrotas à 15ª jornada, superando os 53 jogos sob o comando de Bobby Robson sem perder. Vítor Pereira superou a marca e levou-a mais longe, até 55 jogos de imbatibilidade.
Para o jogo de Barcelos, no final de Janeiro, em que o FC Porto igualaria o recorde de 56 jogos do Benfica sem perder nos anos 70, nada fazia antever o desaire. Mas ele aconteceu. Numa arbitragem ao nível rasteiro e fraudulento do bruto do Caixão, o FC Porto não só cedeu três pontos aos gilistas, como a jornada deixou o Benfica, vencedor na Feira com ajuda gritante da arbitragem, com 5 pontos de avanço.
Vítor Pereira não deixou de reconhecer o mau jogo do FC Porto, numa análise para dentro que nem todos fazem como autocrítica que supere os insucessos e torne uma derrota no início de outro ciclo de vitórias. Mas frisou bem a calamidade da arbitragem do trio sadino cirurgicamente escolhido para Barcelos. Bruto do Caixão, coincidentemente, já tinha estado na derrota portista de Coimbra, em Outubro, para a Taça, aí sem reparos ao seu trabalho.
Artur Moraes, guardião do Benfica, lembrou há dias, na fase de desculpabilização costumeira naquelas bandas, que o discurso pós-jogo de Vítor Pereira parece ter virado a arbitragem contra o Benfica, alegadamente afastando os encarnados do topo, onde ainda se mantiveram, sendo que a vantagem alargada a 5 pontos, então, era precisamente fruto de benefícios de arbitragem dos muitos que o Benfica teve ao longo da época. Contudo, as declarações do g.r. brasileiro têm outro mérito:
- atribuem ao treinador portista o dom da palavra e de influenciar, logo de passar a mensagem, de ter poder de comunicação com a frase de Vítor Pereira: "Se querem entregar já as faixas a outra equipa digam claramente" - ao contrário do silêncio da "estrutura" que se repetiu tal como em Campo Maior com o mesmo árbitro de má memória e ao contrário dos dizeres de VP não saber falar para a CS;
- ao Benfica não fez mossa, nem causou indignação, quer a arbitragem do bruto do Caixão em Barcelos quer a do portuense Rui Costa na Feira, onde com 0-0 e antes de os locais fazerem 1-0 é anulado injustificadamente um golo legal por fora-de-jogo inexistente, seguramente um lance tão claro na sua legalidade como não foi o que os benfiquistas propalaram de ilegalidade gritante no badalado e decisivo tento de Maicon na Luz.
Ora, este é um ponto a favor de Vítor Pereira que Artur Moraes esgrime, à revelia das sentenças idiotas propaladas pela opinião que se publica sobre a falta de qualidade e assertividade do discurso do treinador do FC Porto. É mais um mérito que não lhe reconhecem, depois de alvitrarem coisas sem nexo a respeito da impreparação mediática que, como outras, seria de esperar para um estreante nestas andanças. Realmente, com adeptos amigos destes, para que eram precisos os grunhos da vida airada e as malucas de Lisboa?
O problema é que, dessa maneira, num jogo que eu não vi e não pude avaliar correctamente, o Gil Vicente-FC Porto (3-1) impediu mais um título nacional sem derrotas, na esteira do anterior com AVB. E dois títulos seguidos sem derrotas seria afronta inaudita para a malta de Lisboa que julgava poder cantar o feito do Benfica de Hagan de 1972-73.
Precisamente alvitrei eu, no início da época, não ver em circunstâncias normais, e apesar da insuficiência do ponta-de-lança após a partida de Falcao, qualquer equipa em Portugal capaz de derrotar o FC Porto. E que, desse modo, era muito provável que ganharíamos de novo o campeonato invencíveis, prolongando uma série que podia ter atingido 69 jogos iniciados ao tempo de Jesualdo Ferreira.
O malfeitor do costume atravessou-se no caminho do FC Porto na pior arbitragem da época que, a despeito de não merecer títulos garrafais nas capas dos pasquins, foi por todos reconhecida como decisiva no 3-1 final. Recorde-se: 1-0 nascido de uma falta inexistente; 2-0 nascido de uma gp precedida de evidente fora-de-jogo de um gilista; negados dois penáltis aos portistas. O FC Porto não ficaria a 5 pontos do Benfica, a margem confortável em que passaram a repousar as esperanças alheias indiferentes ao aviltamento do resultado e da verdade desportiva.
Ou me engano muito ou, por um feliz acaso, no zapping deu de contas com o Rui Prantos a falar de o Benfica ser levado ao colo. E assim pensaram até caírem na real e agora desatarem a dar o dito por não dito, revirando as coisas para conveniente lavagem cerebral típica de quem tem ligação directa da cabeça aos intestinos.
16 maio 2012
O culpado das derrotas e os obreiros das vitórias
Voltando à análise da campanha portista 2011-2012 com a satisfação da prioridade conseguida com mais um título de campeão nacional, não sei se repararam, na miríade de opiniões e no ruído das festas sucessivas, numa peculiar forma de avaliar o trabalho de Vítor Pereira, dos jogadores e do colectivo. A questão do mérito merecerá também um tratamento em separado.
Como a tónica das avaliações incidiu sobretudo no treinador, conseguido o título no sofá, confirmado na vitória no jogo da consagração e ainda no remate final da Liga, foi sempre a dar na tecla do Vítor Pereira por um lado e os jogadores por outro.
Palradores já costumeiros nas pantalhas foram capazes de discernir o demérito do treinador do mérito dos jogadores. Isto é, quando as coisas andaram mal no Outono, depois de um começo de época auspicioso, a culpa era só do treinador e não dos jogadores. Foi claramente visto que os jogadores não queriam... E aqui enfatizei que pareciam querer fazer a cama ao treinador. Duas formas de ver a coisa: um treinador fraco, acusado de não ter mão, não ter discurso, não ter carisma, sendo verdade que era um estreante a este nível e não teria o currículo como não tem alguém nas mesmas circunstâncias; jogadores a passarem pelos pingos da chuva, mesmo à vista dos adeptos portistas, como se a culpa fosse do treinador. Declarações várias depois, resultados a demonstrarem à saciedade o que correu bem e correu mal, quem correu e quem andou a passo, temos Álvaro Pereira a terminar a época na forma que a começou, então ele e mais uns quantos.
O curioso é, nos últimos tempos, enfatizar-se que, sim senhor, Moutinho, Hulk, Fernando, etc., estavam a jogar muito bem mas parece que o mérito é, de novo, só deles e não do treinador também. Quando as coisas corriam mal, não eram eles que não corriam e passavam mal a bola, além de finalizarem ou nem sequer chegando perto disso. Como em Coimbra, para a Taça, onde não fizeram um só remate na 1ª parte e acabaram justamente goleados.
O treinador é o culpado das derrotas e os jogadores os obreiros das vitórias. Uma verdade conveniente que gente mais versada nestas matérias devia ter o cuidado de não propalar levianamente e com a maior desfaçatez mas que serviu, uma vez mais, para denegrir Vítor Pereira e, ao mesmo tempo, poupar o fracassado Jesus que retirou muito menos rendimento de uma plantel mais vasto e recheado de experiência e valor como era o do Benfica - conquanto, globalmente, sempre tenha defendido que o FC Porto, tudo somado, era melhor e comprovou ser melhor até nos confrontos directos.
Os confrontos directos com o Benfica na Liga, de resto, acumularam a essa dose de desconfiança com que foi sempre olhado Vítor Pereira mesmo pelos seus adeptos. Lembro bem os argumentos idiotas e apenas baseados no (feliz) 2-2 final do Dragão, enquanto o treinador portista teve coragem de campeão para ganhar na Luz sem margem para dúvidas no jogo jogado, de resto replicado na taça da treta com alguns reservistas no onze e só não confirmado o triunfo graças a uma arbitragem cega e um lapso defensivo de Mangala.
15 maio 2012
Animar o Destino num Porto que sofre coroa o título portista
Habituados a ganhar, os adeptos do FC Porto nem por isso deixam de ser exigentes. E com um crescente universo de apoiantes aumenta, em correspondência, a diversidade de opiniões e do sentir portista. Não conheço gente mais exigente e com sentido crítico, comparativamente a benfiquistas e sportinguistas, só para dar exemplos que nos são próximos ou do dia a dia, porque estão a léguas em tudo quando se toca a olhar o FC Porto com os rivais. Roça talvez a paranóia, a mesma que é vista nos rivais pelo conformismo e idiotice complacentes nos seus clubes.
Amiúde, contudo, não partilho das mesmas críticas, sem deixar de ter a exigência máxima. E começo por ser crítico com a estrutura profissional do FC Porto. Obviamente é a melhor no panorama doméstico e não perde muito para clubes de maior nomeada no panorama internacional. E não reclamo a perfeição, por impossibilidade humana e técnica. Daí não pedir a Lua, nem quero ser o melhor do mundo e arredores, apenas desejo ver o céu sempre azul.
Enfim, de uma forma geral continuo a focar-me no que se passa no campo, até por crescerem motivos para me defraudar com o que se passa fora dele. E é no campo que o FC Porto tem comprovado a sua capacidade, com técnicos e jogadores de primeiro plano - e são esses e só esses que fazem mover os adeptos. Fora do campo lamento a pouca afirmação do FC Porto ou o sair a terreiro de forma desastrada ou nem sequer sair a terreiro, como tem acontecido no âmbito da Liga.
Sobre o alargamento e a Liga tenho a opinião formada há muito mas não é momento para recapitular tudo neste domínio.
Como não vivi as últimas emoções do campeonato nem assisti a qualquer coisa pela tv, só ontem espreitei uns jornais de domingo. E retive a mudança do moto que os portistas vêm interiorizando. Deixou de ser "Vencer é o nosso destino", nem que momentaneamente. Numa feliz subtil mudança, o cortejo pela Avenida dos Aliados, vi em capa de jornal, trazia o motivador "Vencer é o Vosso destino".
Gostei, sinceramente, e é isto que me toca mais profundo. Porque já ando nisto há 40 anos desde o meu primeiro jogo nas Antas que aqui evoquei em Março passado.
E caiu-me bem, passando a bola dos campeões dos relvados - mesmo que em cima de um autocarro engalanado - para o público que se apaixona por eles. Eu, que nunca fui para a Baixa do Porto festejar, lembro-me de uma foto do JN de 1978, com Fernando Gomes e António Oliveira empoleirados na Avenida dos Aliados num camião, mas de caixa aberta e misturados com o povo.
Essa forma genuina vai mais com o carácter da nossa gente. Daí, aliás, ter-me comovido ao ouvir na rádio do carro que Pinto da Costa tinha cantado, creio ser inédito, numa recepção na Afurada: "Campeões, campeões, nós somos campeões!" e os "Filhos do Dragão".
Aliás, a terminar, confesso-me surpreendido, positivamente, pelos efusivos festejos por este título de campeão nacional. Salvo aquelas épocas de levar tudo à frente, com festas sucessivas que impedem que de cada troféu se faça uma festa de dias seguidos, ou o momento raro do título de 1978 ao fim de 19 épocas de jejum, não recordo um título tão continuamente festejado, o que significa a importância e também a dificuldade do triunfo em 2011-12. Porque as dificuldades eram sentidas e antevistas no início, apesar de escaparem à compreensão do comum adepto que julga ser fácil e adquirido ganhar e, pior, quando se trata de ganhar, ganhar, ganhar e ganhar. Algo que faz a inveja dos detractores e aziados comuns na valeta geral das iniquidades lusas.
Como custa muito mais ganhar repetidamente do que ganhar uma vez só, e que mais uma vez os rivais desconhecem, percebo tão constantes e efusivos festejos, partilho essa alegria, espero mais para o ano e, sem deixar de ser exigente, tentarei sempre ter o bom senso que falta tanto a quem critica por criticar por muita legitimidade que tenha para dizer a sua asneira e ficar com o seu minuto de fama efémera como qualquer troglodita televisivo. É que há críticas que valha-nos Deus...
Por fim, acho este slogan dirigido à Nação Portista, "O Vosso Destino é Vencer", absolutamente notável por uma razão a coroar este marketing excepcional que me apraz registar.
Sendo certo que o FC Porto TEM DE PUXAR os adeptos e quanto(s) mais melhor e partilhar as suas conquistas, por muito que os trogloditas lisbonenses e os aziados do costume não gostem, NÃO PERCEBAM e até DESVALORIZEM, este DESÍGNIO se não foi pensado assim atinge um alvo prioritário. Ou, como dizem os italianos, se non é vero é ben trovato.
Li, como disse, dois jornais de domingo, ontem: O Jogo e o JN. Foi casual. Como foi casual ter uma notícia no JN a registar 1/3 no Porto de beneficiários do Regime Social de Inserção, cerca de 100 mil em 300 mil subscritores. Se o FC Porto faz a gente feliz, esta gente mais necessitada fica feliz com um pouco de futebol e sente que, apesar das contrariedades da vida, seguramente passageiras, ganha uma nova alma num mundo de dificuldades ao partilhar efusivamente mais um título do FC Porto.
Se mais razão não houvesse, presumindo que uns 100 mil esperaram a comitiva portista saída de Vila do Conde com 23 vitórias em 30 jogos, o melhor ataque e a melhor defesa do campeonato, números incontestados que valem os campeões, os beneficiários do RSI tinham no escape do futebol uma saída esporádica mas feliz para alguma alegria na vida, felizmente à cadência anual que o FC Porto nos permite a todos.
E é este sentimento de portismo - que já nem ligam ao ostracismo idiota e ignóbil da CM Porto - que me impõe estas considerações. Talvez nunca, como agora, a dedicatória do título portista dirigida aos seus adeptos teve tanto significado, tanto desportivo como humano, tanto de solidariedade como de marketing político - não de conotação negativa, mas alicerçado em factos reais de regozijo, benefício e abundância, e não a demagogia de políticos de sarjeta que conduziram Portugal aosocialismo abismo e populismo lisbonense saloio de certos clubes que ganham nos clichés da parolice, coisas que aos pobres não enche a barriga e aos adeptos obriga a verem os festejos dos títulos portistas.
Tenham ou não os responsáveis portistas levado tudo isto em linha de conta, explorando à saciedade este título que me pareceu forçadamente festejado num êxtase que dura há três semanas, a verdade é que cai bem, cai no melhor pano e cai como campeão. O título, para mim, teve mais significado ainda.
É claro que os snobs da televisão e da vacuidade argumentativa, mesmo portistas, dirão saber a pouco mas aplaudem talvez o Galáctico Madrid de Mourinho cujos 500ME de orçamento lhe renderam uma festa tremenda por um título espanhol contra vários troféus perdidos pelo caminho e na compita directa com o Barcelona (Supertaça e Taça de Espanha) que mesmo na Champions esteve muito melhor. (e lá tivemos a Rosa Veloso correspondente da RTP de serviço ao Real Madrid e sem passar uma só vez no Atlético que tem vários portugueses ao seu serviço!)
ACT.: afinal, há uma campanha publicitária em curso, não sei se deram por ela...
Por fim, acho este slogan dirigido à Nação Portista, "O Vosso Destino é Vencer", absolutamente notável por uma razão a coroar este marketing excepcional que me apraz registar.
Sendo certo que o FC Porto TEM DE PUXAR os adeptos e quanto(s) mais melhor e partilhar as suas conquistas, por muito que os trogloditas lisbonenses e os aziados do costume não gostem, NÃO PERCEBAM e até DESVALORIZEM, este DESÍGNIO se não foi pensado assim atinge um alvo prioritário. Ou, como dizem os italianos, se non é vero é ben trovato.
Li, como disse, dois jornais de domingo, ontem: O Jogo e o JN. Foi casual. Como foi casual ter uma notícia no JN a registar 1/3 no Porto de beneficiários do Regime Social de Inserção, cerca de 100 mil em 300 mil subscritores. Se o FC Porto faz a gente feliz, esta gente mais necessitada fica feliz com um pouco de futebol e sente que, apesar das contrariedades da vida, seguramente passageiras, ganha uma nova alma num mundo de dificuldades ao partilhar efusivamente mais um título do FC Porto.
Se mais razão não houvesse, presumindo que uns 100 mil esperaram a comitiva portista saída de Vila do Conde com 23 vitórias em 30 jogos, o melhor ataque e a melhor defesa do campeonato, números incontestados que valem os campeões, os beneficiários do RSI tinham no escape do futebol uma saída esporádica mas feliz para alguma alegria na vida, felizmente à cadência anual que o FC Porto nos permite a todos.
E é este sentimento de portismo - que já nem ligam ao ostracismo idiota e ignóbil da CM Porto - que me impõe estas considerações. Talvez nunca, como agora, a dedicatória do título portista dirigida aos seus adeptos teve tanto significado, tanto desportivo como humano, tanto de solidariedade como de marketing político - não de conotação negativa, mas alicerçado em factos reais de regozijo, benefício e abundância, e não a demagogia de políticos de sarjeta que conduziram Portugal ao
Tenham ou não os responsáveis portistas levado tudo isto em linha de conta, explorando à saciedade este título que me pareceu forçadamente festejado num êxtase que dura há três semanas, a verdade é que cai bem, cai no melhor pano e cai como campeão. O título, para mim, teve mais significado ainda.
É claro que os snobs da televisão e da vacuidade argumentativa, mesmo portistas, dirão saber a pouco mas aplaudem talvez o Galáctico Madrid de Mourinho cujos 500ME de orçamento lhe renderam uma festa tremenda por um título espanhol contra vários troféus perdidos pelo caminho e na compita directa com o Barcelona (Supertaça e Taça de Espanha) que mesmo na Champions esteve muito melhor. (e lá tivemos a Rosa Veloso correspondente da RTP de serviço ao Real Madrid e sem passar uma só vez no Atlético que tem vários portugueses ao seu serviço!)ACT.: afinal, há uma campanha publicitária em curso, não sei se deram por ela...
14 maio 2012
Já não se pede o Quim (como em 2010) e o suplente do Benfica não é questionado como foi Beto no FC Porto
Não quero entrar em polémicas, porque nunca o faço de forma vil e gratuita como é moeda corrente em circulação, e nem me detenho muito, nem o farei doravante, na convocatória de Paulo Bento para o Europeu. Mantenho, como sempre, a ideia de poder haver sempre, seja quem for o responsável técnico, uma discordância com este ou aquele jogador. Infelizmente, como se sabe, a coerência e rectidão não abundam por aí e nem sempre se passa assim. Não digo, porém, que esta é a minha Selecção e acho indiscutíveis, doravante, estes 23 eleitos. Aliás, continuo a afirmar que Paulo Bento não tem estaleca para ser seleccionador e a prova disso é, mais uma vez, a convocatória de algumas figuras que são simplesmente da sua corda de amizades como se retira do lote de seleccionados quase todos da sua vivência de ex-treinador do Sporting.
Vi em directo a apresentação, mas só porque liguei a tv para o habitual Telejornal (prefiro o da SIC, por ter melhores pivots e ser mais equilibrado e até especializado com gente que sabe e ajuda o espectador, à excepção da matéria de futebol onde o nivelamento televisivo é mau por igual) e não por me lembrar da convocatória. A RTP nem passava direito em rodapé os seleccionados: nunca vi o Beto e o Rolando, por exemplo. A SIC tinha um velho caquético e patético e um patarata que mal sabe porque a bola pincha. E a TVI só podia ter o Zé Alberto em pulgas para saber se, enfim, Portugal vai à final, pobre coitado...
Fartei-me cedo. O patarata que não sabe porque a bola pincha dizia i) que isto das fases finais é mau porque se joga no calor, quando tivemos o Mundial-2010 no Inverno austral a seguir a um Euro-2008 jogado na chuva da Suíça e especialmente da Áustria; ii) e os jogadores chegam arrasados às fases finais, quando a Espanha foi campeã europeia e mundial com os jogadores do Barça e do Madrid quase exclusivamente e que são aqueles que numa época mais jogos acumulam nos seus clubes. Mas deste patarata nem ligo ao que diz e escreve sobre o FC Porto.
Entretanto, na TVI faziam um périplo pelos estádios do Euro para concluir que são cobertos e se chover os adeptos não se molham, indiferentes à regra estabelecida, até para o Euro-2004 em Portugal, de obrigatoriamente os estádios serem cobertos.
Fiquei-me um pouco pelas perguntas dos pés-de-microfone que deu para ouvir enquanto um chico-esperto não se esforçava por repetir o que íamos ouvindo se não interviesse inutilmente. Tudo ou quase sobre os excluídos. Curiosamente, nada sobre Bosingwa, como apelidei, o Vítor Baía de Paulo Bento como foi de Scolari. Nem por Miguel Lopes, que nem acho ter feito uma época especial no Braga, ser uma surpresa. E percebemos que Paulo Bento prefere o sentido posicional de Custódio, genericamente tão limitado que só se percebe servir apenas para o banco, já que normalmente é Raul Meireles o trinco, enquanto Hugo Viana fica de fora.
Mais do que estas idiosincrasias dos entendidos da bola, notável vai ser perceber, e explicar se possível, como é que Quim, então vivendo um período irregular e até de afastamento da baliza do Benfica, fica de fora entre três guarda-redes e passa despercebido, quando em 2010 tantos quiseram obrigar Carlos Queiroz a convocá-lo - porque ao Benfica interessava vendê-lo. Agora, com Eduardo, o Benfrica não quer vendê-lo porque estava emprestado pelo Génova, mas dá sempre jeito ir à selecção para fazer negócio...
E, já agora, como é que quem clamou contra a presença de Beto, suplente utilizado do FC Porto em 2010, vai agora perceber e explicar a presença de Eduardo, suplente menos utilizado no Benfica, na convocatória. Independentemente de eu achar que Eduardo, no seu máximo potencial, como teve em 2010, é mais confiável à baliza do que Rui Patrício e continuar a achar que Beto é o melhor guarda-redes português, como era em 2010.
Não ouvi os paineleiros da treta, porque dispenso ouvir cretinices, bajulação fácil e clichés vulgares. Mas imagino que ninguém notou estes pormenores. Tenho ideia, até, que muitos deles azucrinaram desde o início a convocatória de Queiroz para o Mundial. Por estas razões. O resto... é conversa. Falaremos no Europeu.
Com e sem cerimónia - duas notas à parte: pobre apresentação da convocatória, dediquem-se os profissionais a comparar com o que foi a de 2010, como uma gala, e quem forçou essa nota empolgante; e fica a preciosidade de Paulo Bento não indicar os sete ou oito de reserva, remetendo para os seus clubes a divulgação dos nomes. Enfim...
Público... e notório - Veja-se a diferença entre isto e isto, para se perceber a idiosincrasia idiota revelada pela organização interna dos pasquins cá da paróquia. E escolham: que grande surpresa o idiota 1 esperaria e que mais jogadores do Braga eram expectáveis na selecção pelo idiota 2. Não há pachorra... O resto da maralha já está, obviamente, no efe-erre-.á do "estes são os nossos" e "juntos com a selecção", acriticamente, até algo correr para o torto. Falaremos no Europeu, com futebol e sem conversa.
Com e sem cerimónia - duas notas à parte: pobre apresentação da convocatória, dediquem-se os profissionais a comparar com o que foi a de 2010, como uma gala, e quem forçou essa nota empolgante; e fica a preciosidade de Paulo Bento não indicar os sete ou oito de reserva, remetendo para os seus clubes a divulgação dos nomes. Enfim...
Público... e notório - Veja-se a diferença entre isto e isto, para se perceber a idiosincrasia idiota revelada pela organização interna dos pasquins cá da paróquia. E escolham: que grande surpresa o idiota 1 esperaria e que mais jogadores do Braga eram expectáveis na selecção pelo idiota 2. Não há pachorra... O resto da maralha já está, obviamente, no efe-erre-.á do "estes são os nossos" e "juntos com a selecção", acriticamente, até algo correr para o torto. Falaremos no Europeu, com futebol e sem conversa.
Os 75 pontos
Não é um número fraco. Há melhores, fruto de circunstâncias excepcionais. Mas há muitos muito piores. Nos primeiros, acima da média, decerto não foram conseguidos sem um ponta-de-lança de jeito. Dos outros, abaixo da média, seguramente tiveram melhores avançados do que Walter, Kléber e Janko. Depois, com ou sem avaliação da matéria-prima à disposição para fazer golos, podemos comparar. Por exemplo, o "extreminador implacável", do futebol "com nota artística", conseguiu em 2009-2010 marcar 78 golos, nem quero agora falar de penáltis, mas o campeão desta época teve 10 a favor e o de há duas épocas antes teve 11. O FC Porto actual fez 69, sendo Hulk o melhor marcador com 16.
Óscar Cardozo foi o melhor marcador há três épocas, fez 26 golos. Nesta temporada ora finda, com um total superior de golos marcados em todo o campeonato, Cardozo ficou-se pelos 20 e teve de "desempatar" com Lima. Calculem, agora, quantos golos juntos valeram Walter, Kléber e Janko...
Em 2009-10, o FC Porto foi 3º classificado a 8 pontos do campeão, mas Radamel Falcao, na sua estreia europeia, marcou 25 golos. Às vezes nem sempre com os melhores jogadores e os mais prolíficos goleadores se conseguem títulos. Mas ajudam muito, veja-se o Falcao esta época numa irregular equipa do Atlético de Madrid. Tendo, por isso, a ver as coisas na perspectiva colectiva do futebol, avaliando o peso das individualidades mas mais a capacidade de renderem todas juntas e isso é obra do condutor da equipa. A época passada de todos os triunfos, o FC Porto fez 73 golos, a despeito de ter terminado com 84 pontos e 21 à frente do mais directo perseguidor.
Há, contudo, quem perca tempo em maus argumentos, parecendo criticar quem "defende" o treinador acima de gostos pessoais, criticando quem critica só porque sim como parece ser o caso do littbarski. Há muito deixei de opôr outros argumentos para além dos do balanço que cada dia e cada época faço aqui. Aliás, a idiosincrasia da maioria das análises mal amanhadas e mal arrumadas na cabecinha de certa gente, mesmo comentadeiros encartados, será tema para os próximos dias.
Há, contudo, quem perca tempo em maus argumentos, parecendo criticar quem "defende" o treinador acima de gostos pessoais, criticando quem critica só porque sim como parece ser o caso do littbarski. Há muito deixei de opôr outros argumentos para além dos do balanço que cada dia e cada época faço aqui. Aliás, a idiosincrasia da maioria das análises mal amanhadas e mal arrumadas na cabecinha de certa gente, mesmo comentadeiros encartados, será tema para os próximos dias.
Ah, o catedrático do futebol fez o "seu" título com 76 pontos, cheios de pontos de interrogação, acabando tremidinho na última jornada. Com Saviola a fazer a costumeira primeira melhor época num clube, como é do seu currículo. Aquele campeonato com golo em fora-de-jogo quilométrico que ninguém então viu no sítio onde vêem bolas sobre a linha de baliza meio metro dentro dela... Com mais ou menos penáltis, mais ou menos golos e quase o mesmo número de pontos, parece ter ficado confinado a clientes de asilo psiquiátrico a análise à verdade desportiva de 2011-12, lembrando o que foi 2009-10.
Por outro lado, campeão com duas jornadas por disputar, o FC Porto de Vítor Pereira fez os mesmos pontos do campeão de 2007-08 sob o comando de Jesualdo Ferreira, então campeão com quatro ou cinco jornadas por disputar mas acabando com os mesmos 75 pontos - administrativamente reduzidos para 69 por causa do Pífio Dourado.
13 maio 2012
Poupei-me a emoções fortes
Estive a leste (melhor, a norte, só para perceberem que não fui a Fátima) de tudo: nem campeonato tuga, nem decisão inglesa. Ouvi trechos do relato do Porto pela rádio, só agora fiquei a saber que o City foi campeão como o United já foi campeão europeu com dois golos nos instantes finais. Ah, ouvi na rádio que o Moreirense subiu, mas o noticiário deu primeiro os 100 pontos do Real Madrid. Os 50 golos do Messi valeram-lhe o título de melhor marcador. Nem sei ainda do resultado do Barça ontem. Também não vi tv, abençoada tdt. O paraíso, está visto. Para o Proença é Munique. Os benfas vão dar mais 45 entrevistas a desancar a arbitragem, só pode...
11 maio 2012
Então, até amanhã e prò ano também!
Se alguém merece este título de campeão nacional 2011-12 é Vítor Pereira. E mais ainda depois de declarações inequívocas de Fernando, que já vêm muito depois de Hulk ter dado a entender a mesma coisa: na primeira metade da época, os jogadores não quiseram fazer mais. Fernando, mesmo nunca deixando de deixar birras e ambições contratuais fora do campo, acabou de dizê-lo com todas as letras na entrevista a O Jogo. Não replico as palavras, nem as tenho aqui nem vou procurá-las. Li-as e bastou, quem quiser faça o mesmo e, se puder, aprenda algo.
Vítor Pereira aguentou as contrariedades todas da primeira metade da época. É certo que a "estrutura" aguentou-o também. Especialmente após aquela vergonhosa derrota em Coimbra para a Taça. Uma derrota dos jogadores, como aqui deixei bem vincada a minha opinião e salvaguardando a posição do treinador que passei a defender acerrimamente. A "estrutura" defendeu o treinador que era aposta pessoal do presidente, que era um risco passá-lo de adjunto a estreante na I Liga, com todos os problemas inerentes e que implicavam uma aprendizagem natural do treinador e da SAD também nestas novas circunstâncias. E a "estrutura" aguentou-o, ainda, porque a culpa maior foi sua, não pela opção de continuidade interna na promoção do treinador, mas pelo que não preparou devidamente o contexto novo que geraria, inevitavelmente, os atritos e as questiúnculas que cedo percebemos: o player power que emergiu no balneário até à limpeza de Janeiro, como aqui apontei sem miasmas.
Ora, passada a primeira parte da época e passada a vergonha da eliminação da Taça (não pela derrota, mas pelo que não se jogou) e uma infeliz saída precoce da Champions, Vítor Pereira poderia sentir alívio por poder mostrar serviço na segunda parte da época. Jogou de peito aberto e perdeu com o Manchester City para um adeus definitivo à Europa, mas isso são contingências do próprio jogo em que não é, neste caso, a derrota que marca, apesar do 4-0 de Inglaterra, e desta vez sem reprimendas aos jogadores. Quando teve de ganhar para ser campeão, jogou como campeão e isso é o que se espera do FC Porto no tocante à concorrência interna. Jogou e ganhou como um campeão na Luz e em Braga. Acabou consagrado com o Sporting e em 14 de 18 pontos possíveis com os maiores rivais e candidatos está feita a sentença da Liga.
Vítor Pereira foi salvo depois desta demonstração de força, unidade e futebol na segunda metade da época? Não, passam todas as conferências de Imprensa ou monólogos televisivos a lembrar os problemas da primeira metade da época, aquela do aprendiz no seu primeiro ano de Liceu após sair da Primária. Acaba o ano doutorado em campeão, o rookie olhado de soslaio desde o início e sem o amparo mediático devotado a catedráticos do futebol que, não obstante tanta capacidade, é derrotado dois anos seguido por dois putos imberbes que coleccionam cromos, do Incrível ao Lucho, passando pelo Tigre e Polvo, em vez de notas artísticas da pimbalhada.
Nem todos os méritos portistas de Fevereiro para cá, mesmo num recurso ao mercado de reparação não isento de dúvidas e críticas, aliviaram o fardo do treinador do FC Porto, aquele que carrega o mais pesado de toda a Liga por ter o rótulo de campeão e a imensidão da hegemonia. Antes de ser campeão no sofá, depois de ser campeão em campo, a tónica nas perguntas é a dúvida sobre se fica ou até se merece ficar e o acinte de trazer à colação aquilo que é passado, penoso, que nenhum rival logrou aproveitar: um FC Porto confuso, combalido, periclitante até Dezembro/Janeiro. Tão frágil e, afinal, tão duro, não será sinónimo de tão valioso.E na hora da vitória, das festas dos dois últimos fins-de-semana, primeiro saindo do sofá e depois do estádio, é tão triste ver adeptos portistas incapazes de reconhecerem o feito da segunda metade da época ainda apegados aos problemas conjunturais da primeira metade, seja por efeito de contágio de opiniões alheias e avulsas, seja por incapacidade própria mas partilhada com os outros de quem ouvem opiniões desfasadas da realidade e de perceberem o fenómeno do futebol, que até nos festejos senti essa tristeza de eu perceber a ignorância que ressuma, por fim, a infelicidade que se abate sobre Portugal e os sacrificios incontornácveis que se abatem sobre todas as mesmas pessoas a quem passa ao lado a perversão da Economia, as desfeitas da Contabilidade, o funil do Orçamento e o pequeno mundo do Futebol.
Não me inquieta que o Benfica não reconheça o mérito e estou a marimbar-me também para quem aponta os erros que estarão na base de mais uma derrota do Benfica e mais uma éoca de fracassos vários. De igual modo não me incomoda quem pretenda atribuir mais mérito à "estrutura" do que ao treinador e jogadores Como diz Vitor Pereira, não sobre a visão que o Benfica possa ter das coisas da bola, se fosse fácil ser campeão outros tê-lo-iam sido no Dragão e se fosse a "estrutura" a razão de ser do sucesso não teria deixado para o Benfica os títulos de 2005 e 2010, precisamente nos anos após o sucesso absoluto do FC Porto que a SAD não soube salvaguardar e esta época quase deixou escapar.
Agora, fico à espera de mais uma vitória, para na 2ª feira repegar o assunto, deixo então, como o treinador, um até sábado e, também, até prò ano. Esperando que na última conferência de Imprensa da época, após o jogo em Vila do Conde, não se toquem os mesmos enfadonhos assuntos ainda ontem aflorados e sempre na esteira do que foi aguentar toda uma época sob críticas injustas e incompreensões gravosas eivadas de má-fé.
10 maio 2012
Podia ficar contente, mas falta a teoria da conspiração
A eventualmente gorada passagem potencial de Hugo Vieira para o Sporting, noticiada hoje com a abundância de pormenores que até aqui garantiam a contratação incontornável, deixar-me-ia satisfeito se o visse no FC Porto. Mas não há dúvidas, certezas ou meras teorias de conspiração sobre o assunto. E isso deixa-me de pé atrás.
Prognostiquei no início da época - em concreto na 2ª jornada, em que os gilistas visitaram o Dragão - que a revelação do campeonato seria o Gil Vicente - até pela excelente partida feita na taça da treta com o FC Porto na época anterior em que estava na II Liga - e que o jogador-revelação, para mim, seria o meu homónimo. Mas Zé Luís partiu uma perna, já ao serviço do Braga, reaparecendo a marcar pelo Gil, a quem voltou emprestado, na final da taça da treta com o Benfica. Mas Hugo Vieira foi sempre uma figura maior dos gilistas. É jovem, rápido, muito potencial especialmente em contra-ataque, assume o 1x1 e não t(r)eme diante da baliza. Há tempos, seria um dos bons jogadores do campeonato que o FC Porto não deixaria escapar e garantiria por antecipação.
Sabemos como o FC Porto descurou o mercado interno, afundando-se em comissões de serviços externos que encarecem as operações a níveis absurdos, veja-se o caso dos Danilo e Alex Sandro. Nesses tempos, sabia-se que um jogador recusaria qualquer clube de Lisboa só para ir para o FC Porto. Hoje seria igual, mas há o problema de o FC Porto não querer quase nada do que há cá. Uma pena que tem custos. Mesmo os que aproveita, como Miguel Lopes, ou Castro que até é formado em casa, são despachados quase sem cerimónia. E o FC Porto perde tanto quanto paga em comissões extra lá fora.
Espanta-me, contudo, o fraco motivo para o recuo neste caso, atribuído ao Sporting que estaria na iminência de contratar um tipo tendo outros alegadamente do mesmo quilate já nas suas fileiras ou recuperando Wilson Eduardo que eu acho não ter muito pouco a ver. Como não pecebo nada disto, deixo só este sentimento de vazio, mais do que incompreensão por estes solavancos face a um jogador com muito potencial. O jogador está em fim de contrato, é livre, não custa nada e seguramente nunca daria prejuízo.
Vamos ver no que dá. Para já, as informações "tiradas a papel químico" sobre a abortada transferência deixam contentes os pasquins. Nem levantaram a mínima suspeita de haver mouro na costa ou dragão maquiavélico a conspirar... Mas ainda acredito num desfecho positivo num jogador com chegada à área, não é um extremo mas devora espaços longos e tem perícia em espaços curtos. Uma pepita, sinceramente, que gostaria de ver reluzir no Dragão.
É que se também fosse o Benfica, a pasquinagem que sabe tudo lá dentro teria sacado o furo. Mas o Benfica virou-se para Ola John, bom flanqueador mas que tenho dúvidas que sirva no campeonato luso. O extremo holandês já disse que o Benfica foi determinado. Quando chegar dirá, ainda, que o FC Porto tentou contratá-lo.
nota 1 - entretanto, depois das garantias de Éder ter fugido da Académica para resguardar-se para o FC Porto deram no que deram... Se, no caso de Hugo Vieira, o Braga estivesse perto de lhe deitar a mão, acredito que tal já estava assegurado há muito tempo e devidamente publicitado.
nota 2 - não só não acredito nisto, como por comparação acho melhor Jugo Vieira do que Sálvio. Mas é só a minha opinião. E não passo o tempo a comentar as notícias dos jornais que tantos gozam por serem como as cerejas e tal...
nota 2 - não só não acredito nisto, como por comparação acho melhor Jugo Vieira do que Sálvio. Mas é só a minha opinião. E não passo o tempo a comentar as notícias dos jornais que tantos gozam por serem como as cerejas e tal...
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