... morreu um burro!
Como um orgasmo em directo...
17 junho 2012
Fama de ladrões
Depois disto.Disto.
E Isto.
Dá para rir isto.
Direi que nenhuma delas é novidade. Sim, é isso.
E num país de ladrões ao sol, esta capa vem a calhar. Fala de golpadas.
Ah, com o berlinde ao cantinho acima a anunciar mais uma santa neste país de devotos. Não há pachorra. Depois do Marocas, a Marocas entre as maroscas dos súbditos do Marocas. Não quero estragar o fim-de-semana. Até lá.
16 junho 2012
Walcott como Varela e Welbeck como Falcao - mais um certo Alan Shearer e um Lineker que dá cátedra de jornalismo como pivot!
Não vi os jogos de ontem (Grupo C), apenas os resumos à noite e parece que confirmaram a grande qualidade de jogo deste Europeu, até ao momento o melhor de sempre dentro do campo.
Curiosamente, duas equipas que muito se respeitaram no duelo directo, França e Inglaterra assumiram vontade de atacar. E venceram. Com diferenças, mas venceram. A França assume o jogo e quer ser mandona depois de uma década de fracassos seguidos aos títulos mundial (1998) e europeu (2000) com jogadores de estirpe superior (entre eles o actual seleccionador Laurent Blanc, que pelo facto de ter sido central, de eleição, não lhe retira lucidez ou refreia o jogo ofensivo). Ganhou à Ucrânia e vai enfrentar a já eliminada Suécia para confirmar a liderança do grupo.
A Inglaterra, cujo seleccionador Roy Hodgson tem pouco mais de um mês de trabalho e dois particulares e dois jogos oficiais, nunca tinha ganho à Suécia num jogo de competição, imagine-se. Pois Hodgson meteu um avançado (Carroll, que abriu o activo) por um médio (Chamberlain) e ainda outro (Walcott) quando perdia 2-1 pela hora de jogo. Walcott empatou e deu a assistência para a vitória por Welbeck (3-2).
Walcott saltou do banco para ser decisivo como Varela, mas também só em aflição como faz Paulo Bento. Welbeck acabou a fazer um golo como Falcao ao Benfica nos Cincazero. E Rooney já pode jogar frente à Ucrânia, na outra "final" dos ingleses com os anfitriões, depois de cumprir castigo de dois jogos.
Mesmo assim, Alan Shearer que está no Euro a comentar para a BBC num painel que contém o ex-Liverpool Alan Hansen e o milanista Clarence Seedorf, além dos treinadores do Tottenham (Redknapp, já demitido) e Newcastle (Alan Pardew), não está de modas e não teme que critiquem as suas críticas. Pede mais posse de bola à equipa, que voltou a gerir mal a vantagem (também marcou primeiro com a França e deixou-se empatar arriscando mesmo perder) e diz que sem melhor jogo do meio-campo a Inglaterra não vai muito longe. Assim a modos de Figo e Rui Costa dizerem que os nossos médios têm de ajudar mais o ataque para serem olhados de soslaio pelos actuais seleccionados.
Ah, o moderador do programa da BBC, que podem ver na net nos jogos em directo, é um tal Gary Lineker. Lança os temas para debate e não interfere, nem dá sequer opinião, dispensando bacoquices e bla´, blá. O ex-goleador é um moderador exemplar e não consta ter a carteira de jornalista. Os paspalhos das nossas tv's podiam aprender um bocadinho ali, mas decerto mal sabem inglês, quanto mais futebol...
15 junho 2012
"The" Rangers, fixem bem, e esqueçam "o Glasgow"
Dívidas ao Fisco no Reino Unido não são convertíveis em papéis falsos de dois tostões furados e o Rangers acaba para dar lugar ao "The Rangers".
ACT. Esta notícia revela a imbecilidade do jornalismo desportivo ignorante como imorredoiro em Portugal, como se o "Glasgow Rangers" existisse e o Rangers FC não fosse já o nome dele. Foda-se, não há cu que aguente!
ACT. Esta notícia revela a imbecilidade do jornalismo desportivo ignorante como imorredoiro em Portugal, como se o "Glasgow Rangers" existisse e o Rangers FC não fosse já o nome dele. Foda-se, não há cu que aguente!
É um episódio triste de um clube antigo cheio de história que sucumbe à pressão (fiscal) dos tempos modernos, algo que não suecede em todo o lado, como se sabe em Portugal há 10 anos!...
Poderá ser uma maneira de por cá deixarem (corrigido) de chamar "o Glasgow", sendo que nunca teve o nome da cidade no do clube e talvez seja conhecido como Rangers simplesmente, agora avocado com o artigo The Rangers Football Club.
Pela brincadeira das dívidas fiscais perdeu logo 10 pontos na Liga de uma assentada e, por fim, o acesso às provas da UEFA, aliás por vários anos para as quais se qualifique.
Com a euforia do Europeu uma notícia destas vinda de além da muralha de Adriano (separa a Escócia da Inglaterra) passará sem grande nota. Mas é um sinal dos tempos e de como em matéria de igualdade fiscal de todas as entidades não há tergiversações no Reino Unido.
Por cá fez 10 anos que um clube de topo deveria ter descido de divisão por motivos idênticos. A Liga não actuou e uma ex e futura ministra das Finanças avaliou uma golpada engendrada nas catacumbas dos densos ministérios lisbonenses, através de um secretário de Estado ligado ao próprio Benfica. Depois contemporizou-se com o clube porque reconheceu a dívida e tomou-se tal como perdão enquanto se vigarizou uns papéis sem valor para ludibriar o próprio Estado.
Nesse clube mafioso, hoje vamos lendo isto que remonta ainda a mais tempo que só volta para trás quando evocam glórias esquecidas e bolorentas. Outras, como uma permuta de terrenos com outro sportinguista na Câmara alfacinha (Santana Lopes), brilham em 65ME de benefícios ao clube que levou funcionários da EPUL e mais um ex-presidente da edilidade ao tribunal. Vidas difíceis.
Este, entretanto, já se antecipou à medida de coacção, mas não muda nada...
Este, entretanto, já se antecipou à medida de coacção, mas não muda nada...
14 junho 2012
Os grunhos da bola não têm var(r)ela
Ganhe-se ou perca-se, a bipolaridade das análises do futebol confirma como a Tugalândia é um manicómio. No Desporto, claro está, onde os pés-de-microfone amplificam as parvoices de quem as ouve ou (t)vê sem se saber bem se nasceu primeiro o ovo ou a galinha. Na Política, fruto dos salamaleques regimentais e cortesias sem esconderem que o rei vai nu mas evitam cenas sul-coreanas, russas ou mesmo da nova salada grega no berço da DemoKratia, há um comedimento em geral e uns arrufos como excepção que, pela boa educação alargada, até se evita falar de grunhos. Sopapos de renda até em debates televisivos. Na bola, a grunhice é uma instituição nacional.
Ontem, como era previsto, evocava-se muito o empate falhado de Varela com a Alemanha, retirado de cada intervenção na zona mista onde os pés-de-microfone tinham duas perguntas básicas de algibeira e estão todós lá para se replicarem como os terramotos. Não fosse o Varela - a quem ainda não se fez justiça de como operar a reviravolta na pasmaceira do jogo da Selecção - e gostaria de saber que capas dedicariam ao Cristiano pelo 3-1 falhado (duas vezes, mas a segunda... nunca imaginei aquela finalização de primeira, mesmo com calma, desastrada, sem nexo e precipitada, esperava que rodeasse o g.r. e saísse em ombros).
Antes do jogo, via SIC, assisti esmagado pelas convicções ouvidas do Rita de serviço, que Portugal ia ganhar seguramente. Nem com o 2-0 senti essa segurança e o jogo demonstrou-o. Continuamos muito no wishful thinking, tanto que dizem por ali que a equipa precisa de ter soluções "para libertar" Cristiano mas ninguém adianta uma. Contudo, há soluções na equipa, desde mudar o sistema de jogo a mexer duas peças retirando Meireles que tem estado pouco em jogo. E que o ataque, sempre entregue a si próprio, não foi muito melhor do que com a Alemanha, no sentido de ser mais alimentado, com consistência, por uma linha média afastada da área contrária. Valem mais os raides de Coentrão, ainda que episódicos porque os adversários travam-lhe as subidas, do que as chegadas de Meireles ou Moutinho, tão raras como as do lateral. Mas tem sido Varela, muito disponível para o jogo talvez por estar no auge da forma numa época atribulada com lesões e pautada pela irregularidade no FC Porto, a mudar a fisionomia do ataque de Portugal. Mais uma vez, indo atrás do prejuízo (agora a deixar-se cair do 2-0 ao 2-2), a equipa foi com ganas para a frente só porque espicaçada. E Paulo Bento a única coisa digna de registo que tem feito é meter Varela e não confiná-lo a uma faixa. Daí que em meia hora em dois jogos o portista tenha sido a evidência maior de uma equipa cinzenta. E não fosse o preto, queria saber o que faziam do brinco de diamantes do madeirense...
Quando ouço esfusiantes discursos que nada dizem de concreto do jogo da equipa e reflectem pouco o jogo em campo de parte a parte (desta vez sem a sorte arredia de nós ou o árbitro que nos prejudicou), passo das parole, parole, parole da canção antiga a Varela, Varela, Varela que faz a unanimidade dos pasquins mas não a confluência das análises.
No zapping a ver onde se apanha o melhor do pior, cheguei ao Telejornal da RTP onde até o orelhudo Rodrigues dos Santos perguntava: depois do que se viu com a Alemanha e agora com a Dinamarca, não seria hora de Paulo Bento considerar Varela a titular?
Uma pergunta óbvia, embora carente de enquadramento técnicó-táctico way beyound do escrevinhador de livros. Carlos Daniel, o afoito pivot-entrevistado-moderador-analista-faztudo, atalhou logo e disse que não, acabando a elogiar o raide de Coentrão pela esquerda.
Num dos melhores jogos de sempre de Nani na Selecção, a UEFA escolher Pepe como MVP da partida - para mais batido por Bendtner que bisou e esteve perto do terceiro duas vezes - só tem comparação na disparidade de opiniões que se ouvem no final destas coisas da bola e demonstram o número de treinadores de bancada. Por isso, uma vez, Raul Águas disse que só na RTP poderiam, num Domingo Desportivo, eleger golo da jornada um canto directo...
Há coisas que ultrapassam a nossa imaginação e vão muito além do entendimento racional. É por isso que o futebol na Tugalândia é um manicómio e muitos se sentem bem assim. Ou o Portugal dos pequeninos...
13 junho 2012
Varela esconde a varrela que é precisa

Tal como com a Alemanha, a entrada de Varela foi determinante para mudar o rosto e a expressão do ataque de Portugal. Desta vez, além de uma arbitragem sumamente simpática que ajudou ao 1-0 num canto inexistente (do qual ninguém vai reclamar...), não pode haver queixas da sorte. Até a "rosca" de Varela, falhando o remate de primeira com o esquerdo, serviu para, à segunda, marcar o 3-2 quando mais nada espevitaria a equipa a não ser a colocação de Varela, de novo entre cair para um flanco e entrar ao meio onde com os alemães quase empatava e desta vez logrou a vitória.
Quem diria que o FC Porto pode vir a ter mais um homem apetecido no mercado com a marca que está a deixar neste Europeu?
Futebolisticamente, a equipa portuguesa está abaixo do nível elevado que se tem observado no Europeu. Uma vez mais, a teimosia de Paulo Bento impede de ver o óbvio: os médios não chegam à área e o potencial de ataque perde-se na maior parte do tempo. Raul Meireles dá experiência mas pouco jogo à equipa. Mesmo com 2-2, foi Pepe a fazer uma subida ao lado contrário e no ataque só apareciam Cristiano à esquerda, Nélson no meio e Nani à direita. Médios nem vê-los e foi sem médios que Portugal chegou a 2-0. Continua a ser sem médios de chegada à área que Portugal não faz jogo e esta partida confirmou, apenas, as debilidades da estreia e de toda a qualificação, aliás. Quase sempre o ataque é do trio da frente e pouco mais. Ao invés, a Dinamarca jogou mais de trás para a frente, em progressão, do que Portugal, com uma consistência de jogo a que o resultado não faz justiça e com jogadas muito bem elaboradas, amiúde basculando a defesa portuguesa com jogo em largura e em profundidade sem bolas longas, criando sempre muito perigo pela direita e retirando hipóteses a Coentrão para subir. João Pereira continua muito fixo atrás e não há "desdobramento" pela direita, o que obriga Nani a recuar em demasia mas, também, a mostrar-se mais e a jogar mais para o colectivo do que Cristiano (mais uma preguiça defensiva evidente no 2-2 - e levou as mãos à cabeça).
A vitória, feliz e imprevista, vai esconder as deficiências de construção e a tracção atrás que marca o jogo pausado da equipa. Era o que faltava se com a Dinamarca não houvesse mais posse (até houve com a Alemanha) numa partida que foi equilibrada e bem jogada de parte a parte porque houve espaço. Mas vi sempre a Dinamarca colectivamente mais organizada, ainda que sem a capacidade de desequilibrar nas alas. E mesmo com 2-0 nunca senti Portugal e o resultado seguros, não me espantando que o 2-2 tenha chegado com justiça. Embora, hoje, amanhã e até domingo, ninguém vá discutir essa bitola tão subjectiva mas que a mim deixa ver o copo apenas meio vazio e não meio cheio. Tal como a sortinha no resultado fique de lado, bem como a falha de Cristiano para 3-1, isolado (no limite de fora-de-jogo, que passou bem mas sem a mesma acuidade no ataque dinamarquês...) que, também aqui, o resultado vai esconder como não escondeu a de Varela para 1-1 no sábado passado...
Os bipolares, em vez de perceberem bem as necessidades da equipa e as limitações que este onze enferma, vão glosar e aliviar-se um pouco e ainda sem sabermos do resultado da Holanda. Business as usual que já vem dos basbaques que viram maravilhas na qualificação sem alguma vez a qualidade de jogo ter sobressaído.
Basta a vitória, como pugnava Paulo Bento, para serenar as hostes. Não acredito muito, ao contrário da equipa que parece só ter esse registo de jogo e as substituições já programadas que a retiram do sonambolismo. Nani esteve muito bem, Varela voltou a ser o homem decisivo na aragem que deu ao futebol português e Cristiano confirma mais uma má fase final: não fechou o flanco no 2-2 (o cruzamento desta vez foi sem ressalto para nos queixarmos) e falhou o 3-1. De resto, pouco para tanta fartura. E uma arbitragem porreira, insisto.
Falta ver o Alemanha-Holanda, mas se os alemães precisarem do resultado com a Dinamarca vão ter muitos problemas porque os nórdicos são muito sólidos apesar das quebras musculares de Zimling e Rommedhal (outra forma desafortunada de ver a partida mas que também escapará a uma análise mais fria e racional).
Ooops! Hoje os resultados ajudaram Portugal: 2-1 para a Alemanha, numa das suas mais fáceis vitórias sobre a Holanda de que tenho memória desde 1974! A Holanda ainda pode qualificar-se (precisa 2-0 com Portugal e que a Dinamarca perca), mas esta selecção perdeu a alma e tem uma defesa (e g.r.) horrível: a Alemanha acabou os 8 minutos a jogar sobre a direita onde Willems anda de fraldas (e na direita outro puto, van der Wiel, não justifica alguma fama que já tem). Deve é ter sido o fim para, pelo menos, van Bommel; e talvez Robben. Muito maus e que época horrível para o esquerdino!
Ooops! Hoje os resultados ajudaram Portugal: 2-1 para a Alemanha, numa das suas mais fáceis vitórias sobre a Holanda de que tenho memória desde 1974! A Holanda ainda pode qualificar-se (precisa 2-0 com Portugal e que a Dinamarca perca), mas esta selecção perdeu a alma e tem uma defesa (e g.r.) horrível: a Alemanha acabou os 8 minutos a jogar sobre a direita onde Willems anda de fraldas (e na direita outro puto, van der Wiel, não justifica alguma fama que já tem). Deve é ter sido o fim para, pelo menos, van Bommel; e talvez Robben. Muito maus e que época horrível para o esquerdino!
Que mais irá acontecer?...
ACT.: Pela Imprensa dita da especialidade, vulgo "desportiva", quase nada se passou. Imaginem que os visados, clube e dirigente, eram de outra comarca... Nem a mais reles contratação do "desportivo" e do "recreativo" tem tão pouca expressão nas capas dos pasquins. Quase não quiseram fazer "barulho" para negar o "ruído" sobre o assunto que ele diz que vinham a fazer... Depois, queixam-se...
Duas conferências de Imprensa, que não segui mas escutei o suficiente para me parecerem dois tipos acossados.
Duas conferências de Imprensa, que não segui mas escutei o suficiente para me parecerem dois tipos acossados.
O Cristóvão do Sporting voltou a demitir-se. O timing não se percebe, imagina-se apenas que terá acabado de pintar uns postes que, em Abril, dizia ser uma tarefa em suas mãos... Os modos são inconcebíveis. Volta a reafirmar a sua inocência mas, como então apontei, ninguém o acusou de nada, é apenas suspeito, nem arguido sequer... E dizer que "Informação, contra informação, ruído, intriga, manipulação informativa, invejas pessoais e recalcamentos próprios de frustrados, tudo isto pude verificar de há dois meses a esta parte", quer enganar quem?
Só falta o Jorge Jesus vir dizer que estão a pressionar a Comissão de Disciplina para o castigarem... Já lá vão três meses e meio e nada...
Será que, dos meandros dos circuitos do poder e da tal "informação e contrainformação" o Cristóvão do Sporting vai ser apanhado mesmo? E, como é óbvio, a sua conduta vincula o Sporting e o clube/equipa terá de sofrer as consequências? Só os parvinhos de Alvalade assobiam para o ar, querendo separar mais as águas do que o milagre atribuído a Moisés no Nilo - mas que foi de facto a consequência, provável, da erupção que afundou metade da ilha de Santorini...
Há vulcão para soterrar Alvalade? E merda para chover por todos os lados como as pragas do Egipto? É que, mais uma vez, o ex-PJ desmascara-se e demonstra intranquilidade.
Da mesma forma, acossado e falando cada vez mais grosso quando assim denuncia o seu estado de ânimo, não se percebe alguma rispidez na voz e nas palavras de Paulo Bento. Esse, ao menos, os do Sporting conhecem melhor do que ninguém. Fartaram-se, mas ainda demorou uns anitos. Para mim, depois das cenas e das bocas, teve motivos suficientes para achá-lo indigno de chegar à Selecção. Mas se o Merdaíl e o Brejnev Carvalho o viam com bons olhos...
Bento confirmou Postiga como quem diz, acabem-se as tangas eu sou o Paulo Bento casmurro e conservador do Sporting que até adeptos dos outros clubes conheciam. Aliás, joga a mesma equipa que "tão bem" se portou com a Alemanha. O quê, mas ninguém se apercebeu que "jogamos bem com a Alemanha", mesmo que tenhamos "dominado após o 1-0" (a que toda a gente chegou...)? O Figo e o Rui Costa não vêem que falta ali o 10 que eles eram e que o Paulo Bento tem o Hugo Viana só para fazer feitio?
Será que Coentrão poderá jogar adiantado, desviando Cristiano para o meio nas costas de Postiga, metendo M. Veloso a lateral-esquerdo e recuando Meireles para trinco como jogou durante a qualificação?
Muitas perguntas e a última: que mais irá acontecer?
No que muito mais interessa, o dia de ontem mostrou outro acossado. Também deve estar para se ver o ninho de ratos do socratismo, sendo que o rato anda a estudar filosofia e vem comer cá de vez em quando à grande e à francesa no Feitoria...
No que muito mais interessa, o dia de ontem mostrou outro acossado. Também deve estar para se ver o ninho de ratos do socratismo, sendo que o rato anda a estudar filosofia e vem comer cá de vez em quando à grande e à francesa no Feitoria...
12 junho 2012
Nem só Viena-87: Reagan em Berlim há 25 anos desafiou Gorbatchev
Vem, até, a propósito do "muro" que Portugal fez com a Alemanha...Neste dia de 1987, com a Porta de Brandenburgo por trás, o arame farpado ainda estendido como extensão algo transparente, ainda que cortante, do espesso Muro que separava o Leste do Oeste nos dois mundos em que vivia o Mundo, Ronaldo Reagan fez um discurso que alterou o curso da História muito mais do que John Kennedy 25 anos antes. Muito mais do que proclamar solidariedade para com os berlinenses da RFA ('ich bin ein Berliner") de Kennedy, Reagan desafiou Gobertchev para acabar com a divisão da Alemanha e, por arrasto, do mundo com a finalidade (escondida) de fazer ruir a URSS e especialmente a ideologia que por mais de meio século sepultou mais do que um povo, metade do mundo.
Reagan ganhou a parada, vencendo até as resistências e as dúvidas dos seus conselheiros que temiam a proclamação que o presidente norte-americano não regateou no final. Depois do "Mr. Gorbatchev, open up these doors", com referência à Porta de Brandeburgo (e o famoso check-point Charlie próximo, ponto de passagem de fronteira militarmente escrutinada ao longo de milhares de quilómetros como denunciara Churchill há 60 anos, "from Stettin, in the Baltic, to Trieste, in the Adriatic, and Iron Curtain..."), Reagan acabou o discurso a bater na mesma tecla e sob apoteose ainda maior: "Mr Gorbatchev, tear down this wall".
A América e a Rússia, nomes vulgares que diziam tudo como ainda se diz hoje, tiveram a felicidade de conhecer dois homens bons ao mesmo tempo e em conjunto acabarem com a Guerra Fria e a idiota separação de modelos sociais e económicos que viviam num antagonismo terrível e na ameaça permanente de uma III Guerra Mundial sob o signo do nuclear que tanto atemorizava Reagan disposto a tudo para acabar com os arsenais balísticos. De Genebra, em 1985, a Reykjavik, em 1986, quando se reuniram para quebrar o degelo em solo neutro, a guerra passou a ser de palavras e o ex-actor de Hollywood tinha muita letra já desde o tempo de Governador da Califórnia nos anos 60. Ironicamente, o homem que mais combateu os arsenais nucleares e levou à sua progressiva desintegração era aquele que, na década dos protestos sociais que varriam a América, mais enfrentava os adeptos do "verde" que em Berkeley pediam parques públicos para as pessoas em vez de parques de estacionamento para automóveis. E ainda fez crescer 40% o orçamento militar no seu primeiro mandado (1981-85) para se apresentar numa posição de força quando o regime soviético se esvaía sem dinheiro para reforçar o seu arsenal bélico.
Reagan ganhou o desafio com um adversário à altura no lado supostamente encarniçado na defesa de um ideal deletério a que o americano, sem papas na língua com a mesma determinação de apertar a mão ao opositor, chamou "Império do Mal". De forma ridícula, ao seu tempo deu-se a invasão da minúscula ilha caribenha de Grenada (1983) e um aviso à navegação a respeito do terrorismo de Lhadafi na Líbia (bombardeamento de 1986).
E fez no passado dia 5 oito anos da morte de Ronald Reagan, que pensou mais na Economia do que na Guerra e teve a economia do desarmamento nuclear para libertar o mundo para coisas mais positivas do que o medo dos conflitos que imperava. Ronald Reagan preconizou redução de impostos para ajudar a Economia e assumiu a ideologia liberal como Thatcher ao mesmo tempo em Inglaterra. A verdade é que reduziu a inflação para 1/4 em 1988 (comparativamente a 1980 com Carter) e o desemprego em metade. Talvez o mais respeitado e amado presidente norte-americano. Com a pose de actor de cinema capaz de seduzir o grande rival levado a abandonar o gangsterismo.
Nem só de memórias de Viena o mágico ano de 1987 tem para contar e para deixar saudades.
Ontem, na estreia da Ucrânia no Europeu em sua casa, já era irreconhecível outro marco sagrado da história portista, o Estádio Olímpico de Kiev onde nas meias-finais o FC Porto logrou um dos mais distintivos triunfos ante uma das melhores equipas de futebol de sempre, o Dínamo então de Lobanovsky, ainda de Blokhin (marcou nas três rondas anteriores às semifinais) e ainda não de Shevchenko, ontem o treinador e o goleador de serviço (2-1 à Suécia). O antigo estádio imenso e descoberto de 100 mil lugares, sem níveis nas bancadas, apresentou-se como uma arena moderna, em três pisos, todo coberto. Da última vez que lá jogou e voltou a ganhar 2-1, em 2008, o FC Porto jogou no estádio do Dínamo denominado Valeryi Lobanovskyi.
Ontem, na estreia da Ucrânia no Europeu em sua casa, já era irreconhecível outro marco sagrado da história portista, o Estádio Olímpico de Kiev onde nas meias-finais o FC Porto logrou um dos mais distintivos triunfos ante uma das melhores equipas de futebol de sempre, o Dínamo então de Lobanovsky, ainda de Blokhin (marcou nas três rondas anteriores às semifinais) e ainda não de Shevchenko, ontem o treinador e o goleador de serviço (2-1 à Suécia). O antigo estádio imenso e descoberto de 100 mil lugares, sem níveis nas bancadas, apresentou-se como uma arena moderna, em três pisos, todo coberto. Da última vez que lá jogou e voltou a ganhar 2-1, em 2008, o FC Porto jogou no estádio do Dínamo denominado Valeryi Lobanovskyi.
11 junho 2012
Assim ganhamos, Cristiano?
Não estará de todo esquecido o turbulento adeus de Portugal ao Mundial-2010, não pelo que passou em campo, numa garbosa eliminação ante a campeão europeia e futura campeã mundial Espanha, mas pela inusitada polémica criada dentro da equipa e amplificada pelo chamado "entorno", no qual se integra o mafioso interesse obscuro de gente importante gravitando à volta da Selecção.
Aquele desafio final, na zona mista, de Cristiano Ronaldo a remeterem perguntas sobre a derrota - como se fosse alguma anormalidade perder com a melhor selecção de então e muito menos após um embate de alto nível de que todos deveriam orgulhar-se - para Carlos Queiroz, além do estapafúrdio "Assim não ganhamos, Carlos" tirado das imagens de uma tv espanhola (só pelos de fora vamos sabendo mais do que os domesticados escribas e pés-de-microfone apuram além dos efe-erre-ás) a ler os vocábulos pelo movimento dos lábios do madeirense naquele último jogo na Cidade do Cabo.
Mas como parece que, desta vez, os jogadores acharam todos que jogaram muito bem frente a uma titubeante Alemanha convidada a atacar até furar o muro português, talvez não seja a ocasião de se evocar a desdita sul-africana e pedir responsabilidades ao génio da equipa mesmo que não seja o salvador da Pátria (mau era...).
Contudo, como toda a gente percebeu na Europa da bola, o jogo defensivo, calculista e retranqueiro de Portugal obrigará a perguntar-se se assim ganharemos à Dinamarca. Esta, já uma besta negra nas duas últimas qualificações em que nos ficaram à frente, só poderá partir da sua base defensiva em que defrontou a Holanda. Bem, também quando tiveram de atacar, para serem primeiros do grupo evirando o play-off, a Dinamarca deu mesmo um banho de bola em Copenhaga onde nos bastava um empate. Resta saber se Portugal desaprendeu de atacar, pois desde então só ganhou uma vez em sete partidas (à Bósnia, onde ninguém se queixou da eficácia no 6-2) e se a equipa libertará Cristiano para mais jogadas de ataque. E não há como fugir a isso, porque toda a Europa está mesmo atenta e evita os floreados, não as discussões sérias de bola.
A verdade é que, em contra-ataque estrategicamente assumido para tentar surpreender os alemães, nem Cristiano se libertou nem os adversários andam a dormir e só levam para o campo o plano A. No conservadorismo de sempre de Paulo Bento, apojado pelos basbaques que o acumularam de honrarias na qualificação, ele sim, qual salvador da Pátria, já não se sabe se a filosofia de libertação virá de Cristiano, muito apagado nesse domínio de transcender-se e galvanizar a equipa por arrasto, ou do treinador que não teve perfil na carreira para liderar uma equipa com o potencial ofensiva oferecido por Cristiano e Nani, este ausente no Mundial para fatal debilidade atacante portuguesa.
Toda a Europa tem os olhos em Cristiano mas sem a condescendência basbaque da tugalândia que pensa que o futebol se ganha só porque sim. Com Mourinho a seguir os nossos jogos in loco e os dos seus outros espanhóis do Real Madrid, era bom que alguém entendesse a forma de os médios madridistas libertarem Cristiano, para além de um ponta-de-lança forte servir esse efeito e não o pastelão Postiga a quem a Senhora do Caravaggio e o senhor que a pariu fazia bem por verdadeiro milagre.
Cristiano tem de assumir, como Portugal também. Falta-nos o criativo 10, como era expectável já anos mas muitos quiseram até atrasar quando aí por 2003 recusavam Deco como substituto de Rui Costa no futuro imediato. Deco falhou em 2010 porque já pensava na retirada e acabou a contaminar o ambiente, através de Cristiano. Temos de reformular as ideias e os movimentos no meio-campo para mais gente chegar à área e Cristiano poder ser letal. Tal como Nani. Se os extremos se libertarem, qualquer avançado-centro fará golos. Ou, no limite, Paulo Bento meterá Cristiano no meio para Quaresma ocupar uma das alas, partilhando os flancos com Nani?
Os vikings, que nunca facilitam, estarão à espera. E os portugueses também. Pelo menos que se cumpra a promessa de se jogar para ganhar e apostar na vitória desde o início. Depois de amanhã será por obrigação, como após o 0-1 da Alemanha. Portugal não pode jogar espicaçado por uma desvantagem, mas não tem com Paulo Bento a coragem de assumir o jogo.
O blá, blá idiota, tão ridículo e mais desfasado da realidade do que na despedida do Mundial, fica para os tontinhos da comentadeirice tuga e a parcimónia dos pés-de-microfone com carta de alforria para não "destabilizarem" a Selecção. Continuo, por mim, a laborar em factos e não a dar opiniões com as oportunidades de golo assim e assado, primeiro para nós ou depois do golo deles. Muitos, patetas do costume, entretiveram-se com isso. O jogo, agora, é outro e dos fracos não reza a história, mesmo que a roupagem oficial da comunicação pastoral festivaleira e louvaminheira diga que o ambiente é do melhor e a equipa está mais forte e convencida que nunca.
Boutades - A parolice nacional-tuga manifestou-se alarvemente e na ignorância costumeira face a duas tiradas que ganharam raízes no futebol espanhol. Um pasmaceiro qualquer indignou-se por Xavi ter dito que Mourinho não ficará na história do futebol, ao contrário de Guardiola. Acontece que Xavi já o tinha dito há meses mas o jornaleiro lisbonense andou distraído. Do mesmo modo, um bacoco pivot televisivo pegou na deixa de Paulo Bento sobre o "jogamos como nunca, perdemos como sempre" como se ouvisse aquilo a primeira vez. Essa é uma tirada que tem anos em Espanha e há muito a assumi, tal como Paulo Bento a conheceu até dos seus tempos, vai para 20 anos, no Oviedo. Os tugas da pasquinagem lusitana só mostram a impreparação e o gueto informativo em que vegetam servil e pacatamente.
10 junho 2012
A FPF no Dia de Portugal...
Há anos que é assim na Federação que tem um Director de Comunicação, um Gabinete de Imprensa sabe-se lá tutelado por quem e assessores arregimentados para as fases finais (por sinal não sei quem é o florista de ocasião...). No último sábado tive de ir ao site da Federação da Turquia para tirar de lá a ficha do jogo que na FPF não havia.
Heróis ao Mar... Pobre Povo... Federação Indigente e Banal...
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