10 janeiro 2013

Se não os podes vencer junta-te a eles, pelo menos não és pisado e se pisares passas impune

Uma benfeitoria de jogar no Benfica é a impunidade, total e absoluta. Qualquer marreco, até com diminutivo no nome, é transformado num gigante. Isto tem história, é um passado como o défice e o crónico atavismo nacional que impeça cortar na despesa por ser anticonstitucional. O Benfica e Portugal, tem razão Vieira, são um e a mesma coisa Sem dúvida. Voltando ao tema: pisado, até selvaticamente, pelo Pisa, Pisa, na época passada, num Paços de Ferreira-Benfica que estava 1-0 e devia ter continuado com a expulsão do jogador do Benfica que, por acaso, até acabou a marcar o golo da vitória (1-2), sem grande alarido das meninges justicialistas da herdade desportiva e do rodeo da arbitragem bovina, Luisinho soube o que é defrontar o Benfica.
Ontem, deu uma cacetada em Wilson Eduardo e da jogada o Benfica marcou o 3-2 sobre a Académica. Porque Luisinho, agora, joga pelo Benfica.
 
 
É um facto tão notável como a tendência, ano após ano, de o Benfica ganhar o seu grupo da taça da treta sempre, sempre, sempre, sempre, sempre com um jogo pelo menos oferecido pelos árbitros. Mas houve épocas em que dois jogos foram oferecidos, como este ano e lembrando-nos da palhaçada do 2º penálti com o Moreirense!!!
Foi assim todos os anos sem excepção, desde aquele maluco penálti com a cabeça na Roubalheira, graças a um tal José Lima asistente e Duarte Gomes de apito servil. O último foi Manuel Mota, bracarense que se dá ao respeitinho perante a ladroagem insígnia institucional. Há tipos com sorte. Eu tive azar de espreitar por alguns minutos o jogo da TVI à noite e ter logo que ir vomitar. Não fui só eu, mas eu não vi mais do que 15 minutos... Não vi, mas ainda parece que o 1-0 é em fora-de-jogo. Um ramalhete, partantos...
 
Não só: o Mota que quer andar como o outro de Ferrari na arbitragem expulsou um academista com segundo amarelo por mão na bola quando foi bola ao braço. Mas esse é outro mérito benfiquista: apontar ao sítio certo, seja nos lugares da Liga ou nos árbitros complacentes.
Tenho o azar de detestar a taça da treta que todos os anos oferece um espectáculo degradante no tocante a arbitragens do pior do Terceiro Mundo. O Capela no Dragão, mais os seus auxiliares, foi outro caso patológico de desnorte e arbitrariedades sem fim, mesmo marcando um penálti indiscutível que Moutinho transformou.
 
Quanto ao resto, gostei de Sebá, que nunca vi jogar, tal como Vítor Pereira elogiou.
E também daria para o peditório que impulsione a FIFA a dar uma Bola de Diamantes a Messi..
A não ser que Mourinho reclame ser inconstitucional e Ronaldo ameace ir para o Barcelona, pois se não o pode vencer...

09 janeiro 2013

Ah, Izmaylov, sempe é diferente

O tal "acordo", de cujos contornos gerais aqui falei respondendo aos rumores da semana passada, frutificou. Esperemos que as maçãs podres tenham ido para Alvalade e, no 2x1, o novo reforço do FC Porto seja capaz de dar o seu contributo. Para mim, Miguel Lopes era muito fraco e se estava em final de contrato foi uma boa saída; curiosamente, o seu jogo com mais contributo deu um golo e uma assistência para Jackson evitar a derrota em Vila do Conde (2-2), coincidindo com a sua saída, salvo erro, do onze, sabe-se lá porquê mas não tem nível para o FC Porto; quanto a Ventura, mais uma promessa eternamente adiada.
 
Será, enfim, este o tal Izmailov? O russo chega como Izmaylov, o y faz toda a diferença e seguramente terá a ver, até com o meu maior receio, com o tradutor russo que às vezes mudava de nome para Carlos Martins ou Martins qualquer coisa, mas nunca Paulo Barbosa que, como agente de todos, dos russos todos que trouxe (Yuran, Kulkov, Ovchinnikov) praticamente deram mais problemas do que soluções, ainda que os dois primeiros tenham chegado a campeões. O guarda-redes, de resto, nunca me convencera e belisquei-me até à última para ver se ele, afinal, não vinha mesmo, foi um flop e nunca percebi o que viram nele a mais do que eu via. Desses negócios pouco transparentes e nada reluzentes dispenso e certas coisas ficam como marcas para a vida.
 
Izmailov, o ala de regular categoria no Sporting, era muito bom jogador e chegou a ser o único dos leões que podia ver no FC Porto. Zé Couceiro diz agora que, quando esteve no Sporting (já nem lembrava...), o Porto pediu-o e ele pediu Hulk. Não é burro, o ex-treinador do FC Porto que chegou num fim de Janeiro de 2005 depois de, pelo Setúbal, empatar em Alvalade (1-1) na véspera de assinar no Dragão. Izmailov do Sporting será o mesmo que, agora com y, aparece no FC Porto. Duvido, duvido muito, de resto ele não joga regularmente há dois anos (ou três?). Posso compreender que tenha definhado moral e psicologicamente com o afundar da equipa - mas o seu empresário não o alertou para isso? Não o seduziu a forçar a saída para a Rússia? Izmailov não esteve "exilado" no seu País, querendo fugir ao Sporting?
 
Será, agora, o BÁLSAMO FC Porto a reabilitá-lo, até lhe mudando o nome? (sei que o cirílico é muito traiçoeiro, sei ler os nomes, conheço o alfabeto)
 
Espero que sim, porque Marat - não era melhor assim? - não só tinha pinta de jogador como era mesmo bom. Ala, médio, extremo, solidário, ajuda a defender, perseverante, resistente, rematador, até como ajudante do ponta-de-lança poderá actuar. Estará em condições físicas? Claro que não, não joga regularmente há muito tempo. Problemas de cartilagens e meniscos? Se os médicos do FC Porto aprovam, basta dar-lhe ritmo.
 
Agora que, finalmente, foi apresentado, apesar de o rótulo de "Oficial" veicular desde ontem mas sem entidade alguma com autoridade para o fazer mas ainda assim patente nalguma bluegosfera que anda aos caídos, é de crer que venhamos a ter um Moutinho à maneira russa, se Marat der a consistência e fiabilidade que o tornaram reconhecido em Alvalade.
 
Mas irá poder jogar com regularidade e bem? É legítimo continuarmos na dúvida, por todos os antecedentes. É legítimo até aos sportinguistas duvidarem disso, depois da paragem prolongada em Alvalade. Para mim esteve sempre lesionado, até chegou a acusar os do Sporting de não saberem tratá-lo.
 
Pois é por isto que as trocas de jogadores são salutares. Há jogadores que não estão bem num clube e se todos se derem bem pode mudar-se para outro. Há jogadores que têm nível para clubes de topo. Marat é um deles. Os sportinguistas, infelizmente estúpidos como os vizinhos, não entendem se Marat se der bem no Dragão, se calhar vão dizer que a culpa é dos árbitros e blá, blá, sem perceberem, como Moutinho deixou claro como água, que Alvalade afunda jogadores e estes querem evitar o naufrágio. Estas trocas servem para isso, ganham todos excepto os rezingões que disparatam por tudo e por nada e que são os responsáveis pela crispação que vivem certos clubes uns com os outros. Calhou ouvir, por sinal, Jesualdo Ferreira dizer isto na sua apresentação de hoje, como treinador, no Sporting. O problema é que os grunhos nunca entendem nada de bem, só gostam de atirar pedras, pôr lama na ventoinha, falar da dignidade dos outros. Depois, a Imprensa de sarjeta dá oportunidades aos mais broncos e a paz nunca chegará, verdadeiramente, mesmo que os clubes ultrapassem divergências históricas e rivalidades que devem ser sadias e não doentias.
 
Por isso disse, na semana passada, que sou a favor destas trocas, o Porto já as fez com o Sporting e até com o Boavista. Com o Sporting deu-se mal, o refugo de Alvalade não pegou aqui e João Moutinho não é caso, embora seja exemplo por as boas relações terem permitido uma transferência, onerosa mas proveitosa. Não é caso porque o FC Porto pagou 12ME por ele, mas é exmeplo porque, a despeito de divergências entre dirigentes (então Bettencourt) e mesmo entre o Sporting e Moutinho (a maçã podre ficou lamentavelmente para a história), a verdade é que, como confessou Bettencourt, a proposta do FC Porto foi a única, decente e de jeito, que teve pelo jogador, nada de Everton e quejandos.
 
Os adeptos devem ter melhor encaixe destas coisas e deixar-se de picardias e epítetos aos jogadores que partem. Aliás, muitos do FC Porto partiram e foram aplaudidos até quando marcavam golos ao FC Porto. Os de Lisboa ficam rancorosos, como sempre, e histéricos na sua flamejante indignação medíocre. Não gostaram do negócio-Moutinho? Então este ainda custará mais a engolir. Custará? Se Marat não jogava, fará falta? Fará, se Izmaylov, agora com y, pegar de estaca no Dragão.
 
O que os motiva? Moutinho disse-o e logo no seu primeiro ano ganhou tudo de importante. Izmailov viu, desde Alvalade, que o Sporting estava em desagregação, já teve berbicachos disciplinares, tentou fugir para a Rússia, o seu agente secreto fez e desfez e por isso não gosto dele, o russo não é difícil de ler mas é incompreensível de ouvir falar e o passado de Paulo Barbosa com jogadores no Porto não é abonatório.
 
Sei lá se Izmaylov vai estar bem de azul e branco? Espero que sim, ao seu nível entra de caras a titular e James poderia derivar para o meio ou a meia-esquerda de apoio a Jackson. Ups, James está lesionado, Izmaylov até pensei que estava lesionado mas não parece, simplesmente estava farto e não se aplicava, acusam-no de mau profissional mas o ambiente no trabalho pode dar nisto, só quem já passou pelo mesmo sabe que é assim, mas os grunhos e rancorosos esperam que ele vingue para epelidá-lo de qualquer coisa, depois de terem querido despedi-lo até, uma vergonha e uma vergonha tudo o que se passa no Sporting em degenerescência cognitiva e sob apertos de "carácter" por parte dos vizinhos que não lhes ficam atrás na palermice e saloiice de rival armado aos cágados.
 
Se Izmaylov está aprovado clinicamente poderia fazer uma perninha na taça da treta em que perdeu duas finais por penáltis. Sempre dava ritmo para a Luz, presumindo que está inscrito para jogar. Afinal, de tanta notícia "oficial", só agora deu à luz com o nº 15 de Alenitchev, esse sim que deixou saudades e não foi trazido, salvo erro, por Paulo Barbosa. Foi ele o tradutor na entrevista "oficial". E o "Oficial" é, foi mais no canal de tv assumido pelo clube ou no site oficial do clube que era suposto ter mais informação do que a miséria, até nas fotos foleiras, ali exposta? Também se assume que o site é para inglês ver e o canal de tv vincula mais o FC Porto pelo "exclusivo" além do "oficial"? Já estava à espera destas confusões, mas cada um toma o que quer...

08 janeiro 2013

Cotação de Guardiola supera o Noujinho

'Mou', segundo y Pep, tercero
Del Bosque se llevó el 34,51% de los votos. El segundo mejor entrenador del año ha sido José Mourinho, entrenador del Real Madrid, con un 20,49% y tercero, Pep Guardiola, ex entrenador del FC Barcelona, con un 12,91%.

Pep, calado e só meio ano em compita, tem uma vitória estrondosa sobre o Noujinho, mais perto dele do que ele de del Bosque, em que se revêem os Pacóvios da Parvalheira.

Mas a culpa deve ser do Villar, essa eminência parda que levou os árbitros s ajudarem ao título do Real Madrid depois de lhe terem dado a taça na época anterior.

Ai se o ridículo matasse, foda-se...

Como diria Ronaldo: nem Messi agrada a toda a gente

Messi, como era expectável, foi consagrado, sem rival, o Melhor do Mundo pelo quarto ano consecutivo. Apesar da parolice tuga e os pés de microfone seduzidos a não anteciparem a não vitória de Cristiano Ronaldo enquanto, como enviados do espaço siderado da república saloia que foi possível ouvir na tv, não davam conta das razões estapafúrdias de Mourinho recusar-se a viajar para ficar com a equipa quando tinha meia equipa na gala de Zurique nem de outra ausência notada de Jorge Mendes a pass(e)ar Quaresma no Dubai, Messi obteve praticamente metade dos votos (41,6%). Para quem alimentava dúvidas, como os pasquins online da parvalheira que desconhece o que é o Mundo, não há dúvida que Cristiano Ronaldo ficou longe (23,7%).

É claro que há sempre duas perspectivas de ver a coisa: a primeira e a segunda. Aliás, por falar em verde, a demissão do Franky, coitado que nunca lhe chamaram assim, servirá aos pasquins para amenizar a derrota de Ronaldo.
 
Dispenso-me de ouvir as catalinárias televisivas da ocasião, apanhei os foguetes do almoço com os repórteres de pista nas bacoquices costumeiras e nenhuma informação relevante nem sabida nem conseguida ler da Imprensa verdadeiramente especializada do estrangeiro, até porque, do pouco ouvido, cansei de saber que "o voto é secreto". Pois...
 
Agora que o voto fala, é curioso notar várias tendências com a divulgação pela FIFA da relação de votantes, de onde e em quem.
 
NEM UM NEM OUTRO - Pois há gente que não votou nem Messi nem Cristiano Ronaldo, o que deve ser enaltecido juntamente com os maiores broncos da actualidade. Eu, pessoalmente, tenho dúvidas neste tipo de votação, não como Mourinho que desgosta de tudo o que não se reveja e vote nele, porque não imagino que jogos verão os tipos da Eritreia, Nova Caledónia, Ilhas Virgens sejam britânicas ou americanas, Samoa Americana ou só Samoa (independente). Nem imagino sequer a razão de Angola, por exemplo, não ter votado, a não ser que seleccionador e capitão, que não sei quem são, tenham sofrido da síndroma de "falta de tempo" de Ronaldo. Já o jornalista angolano votou, sim senhor.
 
Pois é, descobri 10 países que não votaram nem em Messi nem em Cristiano, o que fica catalogado nas bizarrias anacrónicas do mundo moderno, até porque falo na votação dos capitães, imagino a sério jogadores de campo e que deviam reconhecer alguma coisa disto e dos seus colegas do mundo hoje visível e planetário do futebol. Que Aruba, Cambodja, Paquistão e Emirados Árabes Unidos desprezem os dois jogadores da moda, difícil de conceber mas, enfim; agora, que Áustria, Chipre, Lituânia e até o guarda-redes da França, Hugo Lloris, não veja Messi e CR7 entre os três melhores podendo vê-los diariamente na televisão é algo surreal, mas, enfim, também... Foram 10 capitães a fazer este "número" que é um número pouco relevante mas, enfim, é o que é. Já agora, o sérvio Branislav Ivanovic, do Chelsea, não desprezou Messi (3º) e CR7 (1º), mas conseguiu pôr Drogba atrás de CR7, esquecendo dos golos de quem fez do Chelsea campeão europeu, se é que Ivanovic deu conta disso, mas, enfim, a gente habitua-se, primeiro estranha-se, depois entranha-se...
 
ONDE RONALDO GOLEIA MESSI - Agora, ainda no tocante aos jogadores/capitães, pois 43 conseguiram não votar em CR7. Já é um número relevante. Quase 25% dos "eleitores". Se nos lembrarmos que CR7 recebeu menos do que isso (23,7%) do total de votos...
 
Sete (7) países não votaram em Messi, entre eles Portugal (Bruno Alves gosta muito de van Persie, nem sei porque não votou em Hulk, tendo votado em Falcao). Da Europa, só a Turquia, o que indica o nível. Samoa (independente), Tailândia e os africanos da Namíbia, Eritreia e Moçambique rejeitaram Messi por completo. Não estão como ele na História do futebol, mas também não sei se na Eritreia vêem futebol sendo literalmente um país virado para Meca.
 
Para a História fica as Comores: um pequeno arquipélago no Índico, ao largo da costa africana, conseguiu, pelo seu capitão e pelo seleccionador, não votar nem em Messi nem em CR7. Lá está, a tv de lá apanha mal da bola. As tv de cá também só apanham os jogos do Real Madrid e babam-se pelos golos de CR7. A SIC, que até dá em geral os golos do Barça e de Messi ganhando à concorrência de goleada, ao almoço recapitulava a história da Bola de Ouro e dizia, por falta de melhor informação, que CR7 ganhara a Messi em 2008, quando a verdade é que CR7, que até falhou o penálti de Moscovo que podia ter dado a vitória ao Chelsea (não fosse Terry escorregar e falhar o seu) enquanto Ronaldo chorava como é costume, ganhou porque Messi se lesionou e foi a oportunidade de o M. United ter eliminado (com um golo estrondoso de Scholes em casa, depois de Ronaldo ter falhado um penálti já em Camp Nou, algo que a imberbe Imprensa tiga já esqueceu se é que há alguma memória, consulta e saber de experiência feito por aí) o Barcelona ma semifinal da Champions.
 
Mas não só. No capítulo dos seleccionadores, pois Camacho (pela China) já tinha dito que votara em espanhóis, o que é aceitável e porque tem por onde escolher. Del Bosque, o Treinador do ano, seguiu o caminho óbvio. Já Low, da Alemanha, fica a par do seleccionador do... Sudão do Sul, o mais novo país do mundo que, como o alemão, conseguiu não votar nem em Messi nem em CR7, no total de 7 abencerragens responsáveis por selecções de futebol. Enfim... Low fica mesmo mal, até Paulo Bento conseguiu votar em Messi, mesmo que depois de Falcao e CR7.
 
Mas não há dúvida que Messi é o preferido dos treinadores. Embora outros três não tenham votado nele: San Marino (ciao!), Suécia (uau!) e Turks and Caicos, ããã, ok...
 
JOGADOR DOS TREINADORES - Agora, depois de 43 capitães de equipa terem votado em Messi mas não em CR7, há ainda 36 seleccionadores que fizeram o mesmo. É verdade, podem contar como eu fiz pela lista do link acima. E, pior, há países que fazem parte de uma cabala e que a Imprensa tuga parola pode riscar do mapa: pois náo é que nem capitão nem seleccionador votaram em Ronaldo? Por exemplo, a Macedónia de Pandev e de Janevski (o treinador), a Arábia Saudita (onde está Rijkaard a seleccionador), a Coreia do Norte, esse regime tão querido do PCP bem como a Venezuela, sim, Cristiano Ronaldo pode invocar a solidariedade de Alberto João Jardim e pedir aos emigrantes madeirenses que retirem da pátria de Chavez onde a ditadura, de resto, está para eternizar-se, mesmo que Chavez morra em Cuba...
 
Não só: a Zâmbia, a Palestina, o Sri Lanka, a Bélgica, senhores, a Bélgica onde nem Kompany nem Wilmots (sucessor de Vercauteren nos Diables Rouches) votaram em CR7!
 
Ao contrário de Messi, há muitos países repetentes que, entre capitães e seleccionadores, não votaram em Cristiano Ronaldo. Isto pode não ser sequer percepcionado pelos basbaques tugas, jornaleiros, paineleiros ou não, mas revela uma tendência.
 
Não ligo à votação dos jornalistas, que completam o molho, porque são como são, basta ver os de cá. Esses, mais ou menos encartados, vão dando uns palpites sobre a razão de Messi ser preferido, supostamente para além do mérito que muitos, de resto, não lhe reconhecem, mesmo ao fim de quatro anos de reinado absoluto. Aliás, já Iniesta, Melhor Jogador Europeu de 2012 para a UEFA, antecipa que Messi será coroado de novo para o ano.. Desconfio que vai apresentar gravata, tendo alternado sempre com laço...
 
Que diria dos jornalistas? Nada, claro, até porque casualmente passei de raspão nas tv's da Parvalheira e ouvi um idiota útil falar qualquer coisa de ser simpático e mais não sei quê, não sei se o parolo é das revistas cor-de-rosa ou da moda que avalia o "terno"mosqueado de Messi na gala.
 
Será mérito? Sérá melhor? Será dos títulos? Será dos golos? Srá do Guaraná? Bom, tudo somado, cerca de 100 pessoas não votaram em Cristiano Ronaldo: 10+7+43+36. Messi não captou votos em 7+3+10+7=27 ocasiões.
 
Ah, será da simpatia? Isso reforça a ideia de Ronaldo ser antipático e de um gabinete de comunicação e imagem não o ajudar como deve ser. Outro olhar atento às votações revela que Ronaldo acaba mais perto de Messi nos votos dos jornalistas (8,8% contra 13,6%). Porque quanto a treinadores (14,8% vs. 7,7%) e capitães (13,3% vs. 7,2%) Messi tem mais distâncias.
 
NOUJINHO SEMPRE RIDÍCULO - Algo deve haver neste molho de bróculos que envolve quase 200 votantes/países e não pode ser influenciado, como terá afirmado o ridículo Noujinho, por manobras de bastidores. Mourinho inventou há tempos a influência da UNICEF para o Barça ser beneficiado na Europa. Patético, agora acusa Villar, da RFEF, de conduzir votos de meio mundo, sendo que quase meio mundo votou em Messi e não em Iniesta. Obviamente.
 
De uma coisa Mourinho, esse tuga da modernidade da pedra, ridículo até ao tutano e paspalho que faz algumas manchetes pelos dislates e parvoíces várias que se atendem a uma vedeta, tem um trunfo: a simpatia dos capitães rendeu-lhe mais votos (8,8%) do que a del Bosque (8,4%). Mesmo que lhe tenha valido a bofetada de luva blanca de Casillas!
 
Poderia pensar-se, de resto, que Mourinho estaria nas palmas dos jornalistas, mas não há dúvida que a sua falta de classe e a ausência de cavalheirismo em oposição à brutalidade da sua estupidez lhe granjearam antipatias: entre a Imprensa, 2% dos votos (5,9% para del Bosque); quanto aos seleccionadores, sabendo-se de muitas picardias com treinadores, ficou-se pela metade das preferências (6% vs. 12%). Mesmo assim, Mourinho (20,5%) ficou mais perto do vencedor del Bosque (34,5%) do que Ronaldo de Messi. O que é notável, até pela noção de antagonismo que o protagonismo de ambos poderia justificar.
 
Pelo que se vê: Ronaldo 23,7%; Mourinho 20,5%, o título do Real Madrid teve pouca influência na votação. Os títulos não fazem prémios. É claro que ouvir um paspalho como Miguel Sousa Tavares, para quem como eu prefere a SIC nos noticiários, é do género de valorizar o título do Real Madrid face à Espanha campeã europeia-mundial-e europeia outra vez. Mas como Portugal se distingue, muito, pela bacoquice, a Informação é dada aos paspalhos que nela se revêem e daí não saem...
 
Eu contnuo a ver méritos e tendências incontornáveis, independentemente dos títulos, no caso de Messi, ou por razão da preponderância, no caso da Espanha que se baseia nos jogadores, e acima de tudo, no modelo de jogo do Barcelona, que ainda teve Guardiola no pódio tendo feito, como resmungou Mourinho, meia época. De novo, tal como no pós-Euro'2012, é o Barça que sai vencedor.
 
O Real Madrid, sim, esteve lá o presidente Florentino a apoiar Ronaldo, tal como Casillas, Sérgio Ramos, Xabi Alonso e até Marcelo, o lateral que era suposto ver a titularidade disputada por um patêgo tuga que Mourinho achou que valia a pena pôr no Real Madrid. Mourinho, esse, ficou com a equipa, sendo que os titulares estavam em Zurique.
 
Para remate de faena, os tugas saíram bandarilhados, com muito pesar das tv's da Parvalheira que, à imagem dos seus Artures Baptistas da Silva, têm o que merecem. O pior é que não vão dar minimamente conta disto e de como o mundo gira e a bola pincha, algo que muitos não sabem porquê. 

07 janeiro 2013

Quem se queixa de que os espanhóis não gostam de portugueses?

No ano passado alegou que teria, no mesmo dia da cerimónia, de viajar com a equipa para o jogo de taça do dia seguinte.
Agora diz que quer concentrar-se com a equipa, jogando para a taça na 4ª feira e em casa, sem a desculpa das viagens e do jogo do dia seguinte.
Mourinho acaba de mostrar o seu lado tão pequenino que é do tamanho do seu egocentrismo em que muitos tugas parolos se revêm.
Guardiola e del Bosque estarão sozinhos na gala de hoje da FIFA e decerto o seleccionador espanhol, um senhor em todas as circunstâncias, receberá justamente o prémio de treinador do ano. Guardiola, outro ao qual Mourinho não chega aos calcanhares, dispensará bem a presença do furibundo treinador tuga, do qual se afastou no ano sabático por não aturar as tropelias do temperamental português que revela o seu mau sentir seja com Casillas, com Sérgio Ramos, com treinadores e árbitros espanhois.
Não cansarei de denunciar que o mito Mourinho morreu e este desgraçado endinheirado é um português rasca feito pilantra na corte do país do melhor futebol do mundo que não merece um traste como continua a revelar-se Mourinho.
Mesmo que os parolos das tv's tugas esqueçam as porcarias e malfeitorias que este traste causa com estas diatribes infantis que diminuem a sua aura ao nível de principiante de mind games que lhe dá sempre ricochete. Os parolos das tv's tugas que, ontem, quando ouvi que ele ia faltar, nem evocaram a razão de 2012 porque as suas falhas profissionais são ao nível dos argumentos rasteiros deste português foleiro de trazer por casa.
Andou pateta a choramingar por um prémio a Ronaldo face a Messi e desconsiderando Iniesta. Ronaldo, chorão igualmente mal formado, queixava-se de que o Barça rodeia Messi de todos os mimos e o Madrid vai fazer-lhe escolta especial, desta vez com o presidente Florentino, a Zurique.
Afinal, vai faltar Mourinho. Se o Real Madrid foi campeão em 2012 foi graças a muitas ajudas de árbitros a roçar o ridículo de tão espalhafatoso e a muitos golos de Cristiano. O Real Madrid não foi campeão graças a Mourinho, foi muito mais pelo contributo ímpar de Ronaldo sem o qual a equipa merengue se torna vulgar. Ronaldo leva esta facada de Mourinho. O treinador pelo qual se babam os basbaques cá da parvónia fez só mais uma desfeita das muitas que lhe têm manchado tanto o currículo como a honra e a memória.
Em resumo, do Nojinho que reincide nos motivos para me insuflar mais asco em relação à sua asquerosa pessoa por muito bajulada que seja pelos pacóvios terceiro-mundistas:
- Só espero que acabe em 3º.
- Não volte a ganhar prémio para não armar aos cágados a falar em Português.
- Porque o Nojinho deve ser dos parolos que adoptaram a versão brasileira do Desacordo Burrográfico.
 

06 janeiro 2013

Três, dois, um

Há quem ache que se joga bem quando se ganha por muitos. E que se defende bem quando perde por poucos. Em pouco mais de um mês, o POrto bateu o Nacional por 3-0, 2-0 e 1-0. Quando foi atrevido e ousou querer ganhar levou 3. Quis ser comedido, quase não dando réplica, de novo em casa, levou 2. Desta vez, jogou com a furgoneta frente à baliza, mas Manuel Machado achou que esteve bem. O Nacional não fez um remate à baliza, Helton limitou-se a desviar um centro que por acaso foi para a baliza e a agarrar uma bola cortada de cabeça por um colega. O Nacional fez antifutebol e só perdeu por 1. Jogadores e técnico enalteceram a raça, a garra e outro panegírico do género. O Porto pôs mais um guarda-redes a brilhar, capaz de evitar uma goleada das antigas. Mas ficou só 1-0. Nestas condições, como sublinhei frente ao Moreirense que foi mais do mesmo, é o que há e já não é mau. Parece que agora vale cavar faltas - o Porto com 64% de posse teve 22 contra e o adversário que parou tudo de qualquer maneira teve 14 cometidas - é um alento para cada equipa. Tal como com o Moreirense, também aqui houve um livre lateral para a molhada na área a ver se pegava, mas também saiu para fora. Nem isso sabem fazer. Embora a aposta seja no bambúrrio. O campeonato português está mais assim. E é revoltante, mas é o que há, porque ninguém critica esta postura defensiva e, como antigamente, jogar para perder por poucos. Vi jogadores que só chutavam a bola para a frente e, à maneira do râguebi, placavam adversários com as mãos. Foi uma vergonha, mas alguém deve ter achado que o Porto jogou pouco e o Nacional vendeu cara a derrota. Com esta mentalidade retrocedemos 20 anos. Mas é o que querem. A mim irritou-me imenso. Nem a vitória me serviu de consolo.
 
STICKAGADA - É pena não retrocedermos 20 anos para apreciar o hóquei em patins, que já foi a modalidade-rainha da televisão a preto e branco. Só por acaso soube ontem que o Porto ganhou 6-4 na Luz, mas em dois noticiários da hora de almoço de domingo nem resultado, quanto mais imagens. Parece que teriam de comprar o sinal aos mouros ou tiveram vergonha de mais cenas vergonhosas no antro da pouca vergonha. A tv do serviço público fala de toda a merda do Desporto, mas desta vez calou-se. Cagou-se. É uma merda que sai cara a todos e não serve para nada. Embandeira-se em arco com o futsal, essa modalidade da moda que repõe a verdade de antigamente com os dois de Lisboa em compita. É o que servem, daí os temas culturais da RTP2 passarem a sediar-se no Porto. É o que querem.   

04 janeiro 2013

O acordo


Não vou comentar, para já, o alegado iminente "acordo" de troca de jogadores entre Porto e Sporting, nem a implicada troca de um leão por dois dragões. Estou de acordo que é benéfico os clubes trocarem jogadores, independentemente de serem rivais ou não, mas as contas estão feitas a trocas similares e muito desfavoráveis ao FC Porto, como se sabe pouco rendimento tirou dos recebidos, enquanto os cedidos foram mais trunfos para o Sporting. Depois, desconfio de agentes encobertos e que às vezes trocam de nome, além de falarem russo e ser difícil de perceber quando falam entre eles.
E eu não sei o que dizem que a A1 sabe mas pode ser um caso, enigmático, destes, ainda que com gato escondido e o rabo de fora. Como "prognósticos só no fim", evito comentar coisas por fazer mesmo que muito faladas mas que podem arrastar os pés durante um mês e sair um aborto. Limito-me, para já, a comentário geral.
 
E até concedo que, estrategicamente, Pinto da Costa queira tirar partido do claro distanciamento do Sporting com o Benfica. O que revela duas coisas, consabidas, mesmo que antagónicas: todos (ou todos menos um) sabem que negociar com o Porto é fazer com gente de bem (ao invés, armar aos cágados corre mal ao prevaricador); e claramente todos percebem que na Luz não há gente de bem nem gente boa. Mais límpido não há.
 
Estou de acordo, por outro lado, que as opções são curtas no curto prazo, especialmente no tocante a avançados. Mas é coisa pontual, no final do mês deve estar tudo normalizado, até Atsu de volta da CAN. Vítor Pereira constata o óbvio, mas não faz ondas disso. Janeiro não é crítico para o FC Porto. O jogo na Luz é só um jogo que nada decide.
 
Já pensar que chega ter Jackson e Kléber, só a rir mas não tem piada. Toda a gente constata que Kléber não é presente nem sequer futuro, mas isso já nos primeiros jogos da época passada eu tinha visto: não vale um chavo, o Manko não veio acrescentar nada e não é marcar um golo ou outro, ou até muitos como chegou a fazer Kléber sem serem particularmente relevantes, que se vê um jogador. O Kléber para mim está riscado quase desde o princípio, como esteve Janko. Dois não faziam um. Um já não está, outro não conta para ninguém.
 
Daí que só admita ver um reforço para o ataque em Janeiro. Espero que não deixem para a última e aparecer um Manko outra vez. A Champions dá perspectivas de seguir em frente e é em Fevereiro/Março que a época vai ser jogada, cá e lá fora. Janko chegou estupidamente tarde, além de inutilmente em boa verdade, revelou-se um desperdício que saiu caro, a despeito de o título ter sido conseguido mas sem mais-valia do austríaco. Se a lição foi aprendida é o que se vai ver.

03 janeiro 2013

El Respectable - que pague!

Em Espanha chamam-lhe assim ao público. Pelo menos chamavam, foi das primeiras palavras mais específicas, sintomáticas e simbólicas que ainda muito novo aprendi de ouvir dizer, começávamos a ver os primeiros jogos da Liga espanhola, no final dos anos 70, com muita "chuva e areia" na tv a preto e branco, graças a umas simulações manhosas de manhosas parabólicas... constava-se que uma no Marquês cobria grande parte dos tvnautas daqueles tempos.
 
Em Itália, onde também aprendi a língua ouvindo falar de futebol em parabólicas já mais legais e sintonizadas, também respeitavam o público pagante. Tanto que, em cada ficha de jogo dos diários desportivos, lá vinha o montante garantido pelos "abbonamenti" em milhões de liras e a soma dos bilhetes para o público também em milhões de liras. Habituei-me, muito cedo e rapidamente, a "destrocar" esses milhões. Aliás, em Espanha também se falava de milhões, em Itália facilmente se chegava aos "milliardi". Contante.
 
Em Portugal as coisas é que nunca são o que parecem. Se 1500 tipos fazem uma manchete num treino, 14 mil deviam dar que fazer na capa e contracapa, mas a ilusão dos milhões ofusca os papalvos dos pasquins. Os clubes ainda vão respeitando os adeptos, já com limitações demasiado SADicas para o gosto de alguns. Os que procuram leitores continuam a arruinar o seu negócio, mas sonham com milhões à mesma que isto de sonhar, em Portugal, foi sempre a subir até cairmos no abismo onde muitos fazem de conta que não estão... nem para pensar em quem nos arrastou, alegre e fantasiosamente, para o passo em frente.
 
Já tivemos, de resto, jogos grandes cujo preço mais caro para público não tinha sequer paralelo na Europa. Isto de pensarmos em grande é, de resto, tanto de grandioso tradicionalismo como de espalhafatoso harakiri. Os sonhos de grandeza, aliás, costumam acompanhar a grandeza dos défices, mas as palavras eloquentes continuam a sair bem compostas e secundadas pelos basbaques dos palradores desportivos.
 
O sonho de ser o mais grande dos maiores mais tudo está, como nos povos, na massa do sangue, ou vice-versa, de certas franjas. No Real Madrid, enfim, basta apanhar um grande da Europa para entrar em órbita. Para o jogo em casa com o MU cobra de mínimo 70 euros, o máximo dos ingleses quando jogarem em casa a 2ª mão.
 
Parece pouco respeitável. Ou, como qualquer clube pequeno, já espera só fazer a receita da época contando ser eliminado.
 
A vantagem em Portugal é que, apesar de 20% de pobres e 80% de iletrados, pelo menos cada vez pagam menos por pasquins que confundem a estrada da beira com a beira da estrada, desrespeitando os leitores. O pior é que num caso ou noutro o bueiro está presente e o esgoto tende para o seu precipício.

02 janeiro 2013

Começar 2013 a ver o que perdi em 2012?




Apanhei estas na Marca e a sumptuosa Anne Hathaway, frente e verso ou vice-versa, faz-me lembrar, seguramente em delírio, aquilo que certos pasquins escondem querendo revelar tudo.
Se até no online os pasquins paroquiais falham e são o que são, o Novo Ano - em que se estreou o Rascord quando nem a âncora da Cofina saiu à rua, o que pode dar azo a todas as interpretações na perspectiva do plano inclinado em que se encontra - vai trazer-lhes muitas infelicidades e talvez apontar o caminho do fim. O que, bem vistas as coisas, não tem nada a ver com o que me inspira este começo e que os mídia nacionais também encobriram, púdicos como são tal qual pândegos e saloios.
 

01 janeiro 2013

Bronca no FC Porto

 
É claro que a presença de Helton e da banda H1 na festa dos Aliados é explorada à saciedade pelo motivo disciplinar inerente.
 
Ou pensam que para pôr o Rascord na rua num dia em que nem ao diabo lembrava, pelo menos enquanto tinha cabelo, além de vergonha na cara, a entrevista com o Ângelo, a propósito de qualquer coisa no reino falido de Lisboa e Alvalade dava para sustentar a edição histérica dos gajos à rasca?