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28 março 2009

Portugal 0-0 Suécia

Equipa: Eduardo, Bosingwa (Rolando 45'), R. Carvalho, B. Alves, Duda, Pepe, R. Meireles, Tiago, (Deco 62') Danny (H. Almeida 66'), C. Ronaldo e S. Sabrosa

19 novembro 2008

No país da inveja, os seguidores inveterados do mal educadíssimo Gaúcho, parecem preferir que a selecção perca, a testemunharem o êxito de Queirós.

As Marias Amélias agradecem.

Portugal é um pais pequeno com um talento imenso. Quando trabalhamos com afinco num produto que amamos e trabalhamos em conjunto o resultado é a exportação de produtos que raramente têm rival. Sem entrar em questões muito técnicas, reparem só no vinho, no azeite, no queijo e nos jogadores de futebol. Todos do melhor que há no mundo. Somos nós que temos a matéria prima e que a trabalhamos de forma inigualável.

O problema é que o jogador de futebol não é um produto inerte. Por isso é também necessário (e muito) trabalhar-lhe a mente. Sem ir aos estudos de antropologia morfológica do Jorge Dias, onde está bem explicado de onde vem e o que representa o homem português, e dando o devido desconto motivado pelo enorme número de misturas que esta raça Portuguesa contém, é fácil de ver, que o Português tem um grande defeito: a incapacidade de trabalhar em conjunto.

Quando esta incapacidade é ultrapassada, os resultados são por norma estrondosos. E todos além fronteiras ficam admiradíssimos como é que um país tão pequeno pode alcançar resultados deste nível, alguns fazem comparações e dizem mesmo que nunca conseguiriam fazer “tal coisa”. Mas nós conseguimos. Talvez porque conseguimos, torna-mo-nos excessivamente competitivos entre nós.

Portugal tem jogadores de luxo. São portentos de técnica e alguns são jogadores que fisicamente nada ficam a dever a outros que provêem de futebóis directos como os do norte da Europa. São jogadores experientes, jogam ao mais alto nível nos melhores campeonatos da Europa e nas competições com maior visibilidade no mundo. Têm cultura táctica suficiente para saberem ler um jogo e adaptarem-se às vicissitudes do mesmo. Os jogadores Portugueses têm portanto capacidades de sobra para lutar por títulos Mundiais e Europeus e para adoptarem uma atitude solidária e altamente competitiva em qualquer jogo, contra qualquer adversário. Têm portanto, a obrigação de saberem actuar como um grupo coeso.

Mas raramente o fazem.

Posto isto, há questões a colocar:
Porque terão sido sempre, os jogadores Portugueses, um bando de Marias Amélias mimadas, que “fabricam” grupinhos na selecção e que privilegiam objectivos pessoais acéfalos em vez de privilegiarem o bem comum, os resultados do grupo e os títulos internacionais?

Porque será que a selecção nacional sempre se portou como uma entidade fragmentada com querelas individuais e clubísticas a sobreporem-se ao interesse nacional?

Porque será que depois dos casos Saltillos e Paulas, depois de passeios em olivais lavrados em vésperas de meias-finais de Euros em 84 (em vez de preparações profissionais ajustadas) com as Amélias a dormir em pisos de hotel separados consoante o clube que representavam, depois dos actos xenófobos de alguns dos eternamente adorados pela nossa comunicação social analfabeta aquando da nacionalização de Deco (que é um dos poucos jogadores que não é uma Amélia), porque será pergunto eu, que a degeneração das meninas continua?

Porque será que os Portugueses são tão invejosos e quezilentos consigo próprios? Qual é o objectivo primordial de uma gente que se odeia a si própria?
A realidade é esta: a grande maioria dos jogadores Portugueses é imatura e mal formada. São rodeados por gente mal preparada e por um ambiente de total indisciplina em que os prevaricadores são todos os dias elevados a deuses do Bananal por essa comunicação social analfabeta e mesquinha que tão bem conhecemos. Quando se educam crianças não se devem enaltecer nem ignorar as atitudes de falta de respeito.

E é precisamente isso que a maior parte da comunicação social faz. Quando Scolari obteve resultados tão fantásticos como as derrotas com a Itália, Espanha, (0-3 em casa num jogo humilhante para Portugal em Guimarães), Grécia (por duas vezes em casa), Rep. Irlanda, França, Alemanha, Dinamarca, Polónia, e os excelentes empates com o Lichtenstein, a Polónia, a Sérvia e Finlândia (estes 3 últimos todos em casa), nunca se vislumbrou nenhuma capa de jornal a chamar burro ao seleccionador.

Talvez pelo facto de os nossos jornalistas sofrerem do sintoma de “invejosis acéfalus”, logo ao 4º jogo Queirós é apelidado de burro.

Enfim, Queirós provavelmente não terá tido pulso para tomar conta de tanta Maria Amélia mimada e imatura, mas não tem uma equipa base preparada por Mourinho e não pode entrar dentro de campo com um chicote e obrigar as meninas a comportarem-se como homens.

A preparação mental dos nossos jogadores tem sido tão mal feita ao longo dos anos, que neste momento não existe sequer um líder dentro do campo. Existem estatutos. Ora agora o ataque de mimo deu-me a mim e por isso quem marca o livre sou eu.

O lixo da Federação ainda não foi varrido e o ciclo ainda não se completou. Até lá só com outro milagre Mourinho se poderá sonhar com títulos e qualificações sem sobressaltos Albaneses. Para mim, o seleccionador nacional deveria sempre ser estrangeiro. Só um estrangeiro estará imune a determinadas pressões e só um estrangeiro não terá pejo em insurgir-se contra determinadas atitudes, que para nós Portugueses parecem normais de tão recorrentes, mas que para ele são uma novidade completamente inaceitável.

A não ser que haja para aí outro Sargentão. Mas tem que ser um a sério, de carreira, que isto de fazer correr Amélias tem muito que se lhe diga.

20 junho 2008

PINTO DA COSTA "O Visionário" e a SELECÇÃO !!!


PINTO DA COSTA em 15 Novembro 2007:

"Não conheço nenhuma Selecção que ganhe títulos sem
um bom Guarda-Redes e bom defesa esquerdo"


Título e texto retirado do Futebolar