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31 maio 2009

Jesualdo por mais dois anos


Jesualdo Ferreira continua como técnico do FCPorto por mais dois anos. O técnico anunciou na conferência de imprensa no final do jogo da taça que acabara de conquistar, que no dia do jogo com o Manchester United no Dragão selou um acordo com um aperto de mão com o presidente Pinto da Costa. Só amanhã serão tratados todos os pormenores do contrato.

PS: Actualização 11h00

FUTEBOL CLUBE DO PORTO - Futebol, SAD

COMUNICADO

A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD, de acordo com o artigo 248º nº1 do Código
dos Valores Mobiliários, vem informar o mercado que, após conversações havidas
com o técnico da sua equipa principal de futebol, Jesualdo Ferreira, foi encontrado
um acordo de princípio para prolongar o contrato de trabalho que o une a esta
sociedade, por mais duas épocas desportivas, ou seja, até 30 de Junho de 2011.
No entanto, este acordo não está ainda formalizado, nem tão pouco estão
estabelecidas as suas bases contratuais, o que se espera venha a acontecer nos
próximos dias.

O Conselho de Administração
Porto, 31 de Maio de 2009

In CMVM

23 abril 2009

A vencer desde 1982

Os 45 títulos dos 27 de presidência de Pinto da Costa:
15 Campeonatos Nacionais
9 Taças de Portugal
15 Supertaças
2 Taças dos Clubes Campeões Europeus
1
Taça UEFA
2 Taças Intercontinentais
1 Supertaça Europeia

27 anos de presidência comemorados no dia em que o SONHO ABRE AS PORTAS:


OBRIGADO PRESIDENTE!



PS: Tantos títulos (juntamente com tantos outros) esperam agora um museu decente, para que, e com o pavilhão já feito, a obra fique completa.

03 abril 2009

"Envelope" fechado

Comunicado da F.C. Porto – Futebol, SAD

Uma vez conhecida a absolvição do seu presidente no âmbito do «Apito Dourado», o Conselho de Administração da F.C. Porto – Futebol, SAD vem por este meio comunicar o seguinte:

1 – A F.C. Porto – Futebol, SAD regista e congratula-se com a absolvição do presidente do seu Conselho de Administração, hoje decidida no processo do pretenso «envelope», ainda que esta não constitua mais do que a consagração objectiva de um direito constitucional reconhecido a cada cidadão: o direito à Justiça;

2 – Nos múltiplos processos que tiveram origem nas certidões extraídas do conveniente «Apito Dourado», sucessivamente arquivados, foi o presidente da F.C. Porto – Futebol, SAD ilibado de todas e quaisquer acusações;

3 - A desproporção entre os inúmeros meios utilizados no tratamento daqueles processos e os resultados obtidos é chocante: afinal, uma mão cheia de nada e outra de coisa nenhuma…;

4 - A Justiça Desportiva não pode ser uma ilha isolada do direito, nem pode ignorar que todos os processos em que penalizou o F.C. Porto e o seu presidente tiveram um desfecho diametralmente oposto na Justiça Penal, até mesmo aqueles que foram reabertos com base numa obra de ficção;

5 – A não ser produzida de imediato esta rectificação, o futebol português assume uma posição autista que, mais tarde ou mais cedo, não deixará de ser sancionada pela sociedade civil.

Porto, 3 de Abril de 2009

O Conselho de Administração da F.C. Porto – Futebol, SAD
In fcporto.pt

03 novembro 2008

Mudança precisa-se, antes que o barco se afunde de vez

Todo o Portista vê que algo vai mal no nosso clube. E o mal vem de cima.

Não vou perder muito mais tempo a tentar vislumbrar as falhas tácticas do nosso treinador ou a alimentar o desgastado debate sobre as qualidades de alguns dos reforços. Vou apenas reafirmar que Mariano, Benitez, Bolatti e Farias estão a mais no plantel. Que para mim Sapunaru, Tomás Costa, Hulk, Rolando, Pelé e Guarin são bons reforços.

Também o eram Ibson, Fabiano e Seitaridis e nunca tiveram uma verdadeira hipótese de mostrar o que valiam. Foram assobiados e desmoralizados na primeira época de Dragão ao peito. Isso comprometeu a evolução de jogadores que hoje seriam titulares importantíssimos da nossa equipa. Precisam de ser trabalhados convenientemente e necessitam de tempo para evoluir tacticamente e minutos de jogo nas suas posições de origem. Como precisaram Bosingwa, Pepe e Bruno Alves.

Parece-me evidente que o Tomás Costa é um belo jogador que não pode voltar a perder minutos na posição de lateral esquerdo. E que Hulk é o único jogador capaz de desmoronar as defesas adversárias, na falta de um modelo de jogo conseguido que permita à equipa fazê-lo em conjunto. Poderoso, explosivo, muito forte no um para um, é um diamante por lapidar, muito verde tacticamente, que precisa de um treinador de nível mundial que o leve ao patamar que o Porto precisa.

Parece-me consensual que falta no plantel um defesa esquerdo com qualidade para actuar ao nível exigido a um habitué na Liga dos Campeões.

A equipa não tem bola, falta alguém com qualidade para a fazer circular no meio campo. O nosso miolo não tem explosão nem alguém que consiga esconder a bola quando precisamos de a guardar.

Estas são para mim as principais deficiências do plantel. Outros adeptos terão outras opiniões, mas penso que estas duas falhas são evidentes.

Estes problemas conduzem-nos para duas discussões. A incompetência e a falta de pulso gritantes do nosso treinador e a “indecência” que grassa na SAD do nosso clube.

A SAD
A nossa SAD não tem vergonha na cara. Nenhum Portista entende como é que uma terceira posição dá lugar a bonificações avultadas aos seus administradores. Não vou aqui escalpelizar o conhecido relatório e contas aprovado na passada semana, nem falar das ridículas gratificações que esses senhores recebem bem ao estilo “Wall Street”, aquando da chegada dos camiões de sul-americanos que não servem à equipa.

Nem vale a pena ir mais longe, só gente mal formada é que pode ter o desplante de apresentar um relatório com o passivo e as “bonificações salariais” decorrentes de falhanços desportivos (estamos a falar de uma colectividade desportiva). Parece mentira mas é verdade.

A nossa formação está de rastos. Já observámos uma dezena de jogadores oriundos das camadas jovens que não têm o mínimo de qualidade para integrar o plantel principal.

O projecto que deve em 2011 trazer frutos e ajudar ao rendimento do plantel principal é uma prioridade que demonstra que a visão do nosso Presidente não está tolhida. Antes pelo contrário.

Mas então o que se passa na SAD? Onde estão os homens como Reinaldo e Pinto da Costa? Onde estão os sucessores desta direcção? Onde está o sangue novo que precisa de se formar para preparar “a sucessão”? Vítor Baía não vai certamente poder fazer tudo sozinho.

O Treinador
Porque é que Jesualdo continua à frente do plantel?

As culpas das contratações têm forçosamente de ser repartidas entre SAD e treinador. O treinador deve ser o elemento primordial nas contratações, tal como o foram Adriaanse e Mourinho.

O melhor defesa esquerdo do Porto imagine-se é Leandro e nem está no plantel. Farias treina com equipa e Adriano vai para o desemprego? Ibson não tinha lugar neste plantel? Bolatti é-lhe superior?

Depois meus caros Portistas, é muito difícil avaliar a qualidade de um jogador quando a equipa não tem rumo, não tem fio de jogo, ninguém sabe o que fazer dentro do campo dado o deserto de ideias que é o nosso treinador. Disse aqui logo no princípio do campeonato que Jesualdo deveria procurar um sistema que se adaptasse às características dos jogadores que tem. Não o fez convenientemente. Agora tenta fazê-lo, tarde e a más horas. Sem capacidade para o fazer, está agora a destruir por completo a equipa. A confiança não existe e a desmoralização é quase anedótica.

Se queremos campanhas consistentes na Europa e um projecto a longo prazo, precisamos de um treinador de nível mundial, que não existe na velha guarda de treinadores do nosso país. Não é a ressuscitar fantasmas do passado ou antigos jogadores que vamos formar uma equipa vencedora. Esses ex-jogadores devem ser representantes da mística nas diferentes camadas e modalidades, mas nunca vão ser os gestores de um plantel ou os artífices das nossas próximas vitórias.

Tem a palavra o nosso Presidente.

16 setembro 2008

Dupla vitoria


"TAS iliba FC Porto e arrasa Apito Final
No acórdão da sentença que determinou a participação do FC Porto na edição da Liga dos Campeões que hoje se inicia, o Tribunal Arbitral do Desporto destroça a UEFA e põe em cheque tanto a Comissão Disciplinar da Liga como o Conselho de Justiça da FPF. O documento, que demorou todo este tempo a redigir - a decisão foi anunciada a 15 de Julho - chegou ontem aos clubes envolvidos, mas só trouxe motivos para ser bem recebido pelos dragões. No mínimo, a norma que o excluía da Champions vai a enterrar.

O painel de juízes do TAS nem chega a aprofundar a violação do princípio da retroactividade, ou seja, a decisão de excluir o FC Porto da Liga dos Campeões por actos ilícitos cometidos antes da existência dessa regra - uma das principais armas de defesa dos dragões. Para o Tribunal Arbitral, o regulamento viola vários outros princípios, a começar pelo da proporcionalidade.

Levada à letra, diz o TAS, a alínea d) do ponto 1.04 exclui perpetuamente os clubes que cometam actos ilícitos. Em lado nenhum, ressalvam os juízes, está determinado que a exclusão seja de um ano (ou dois, ou três) como pretendia o instrutor da UEFA no processo inicial. Outra falha encontrada é a do desrespeito pelo princípio da igualdade de tratamento: os clubes só sofreriam a sanção coincidindo o ano da condenação com o ano do apuramento para a Champions. Sem apuramento, não há castigo.

Mas o TAS rapidamente põe de parte a norma, já feita em pedaços, por entender que nem é necessário discuti-la: o FC Porto não preenche os requisitos para ser castigado por ela. O painel afirma que os critérios não ficaram estabelecidos, mesmo que a UEFA pudesse decidir apenas com base na decisão dos órgãos portugueses. "As duas decisões do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol e da Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa", concluem os três juízes, "não demonstram com a certeza necessária que o FC Porto ou o seu presidente estiveram envolvidos em actividades ilícitas". E, na opinião do TAS, mesmo que provassem, a UEFA tem meios para julgar a culpabilidade do FC Porto autonomamente e não pode estar vinculada às sentenças da Comissão Disciplinar ou do Conselho de Justiça.

O outro tema forte do Apito Final - se a condenação do FC Porto transitara ou não em julgado - foi considerado pouco importante pelo Tribunal, que no acórdão diz "perceber" a decisão de não recorrer tomada pela SAD portista, dada a irrelevância dos seis pontos perdidos. Até porque "ficou provado que o recurso do presidente aproveitava ao clube".

Para o tricampeão português, este acórdão pode ser o salvo-conduto que faltava, dado estar ainda no ar a possibilidade de uma futura exclusão da Champions. O TAS fica pelo menos comprometido com esta decisão, que terá forçosamente reflexos em hipotéticos recursos, mas o mais certo é que a UEFA retire, ou substitua, a alínea d) do ponto 1.04 dos regulamentos da Liga dos Campeões e da Taça UEFA. E uma nova redacção que possa afectar o FC Porto atingirá também Milan, Juventus, Fiorentina, Marselha, etc, etc.

Benfica e Guimarães pagam dez mil euros aos tricampeões
Para além das custas do processo, que o TAS já endereçara a Benfica, Guimarães e UEFA na sentença resumida de 15 de Julho, cada um deles terá de pagar ao FC Porto dez mil euros para ajudar às deslocações e emolumentos dos advogados."
in O Jogo


"Pinto da Costa indemnizado
O tribunal de primeira instância considerara válida a detenção do presidente do FC Porto, em 2004, à porta da Judicária, mas o recurso para o Tribunal da Relação reverteu a sentença. Foi dada razão parcial a Pinto da Costa, que se traduz, de acordo com a SIC Notícias, no pagamento de uma indemnização, pelo Estado, no valor de 20 mil euros."
In O Jogo

Porque será que a Bola, o Record e o Correio da Manhã que tantas 1ªas páginas fizeram dos recursos do clube da Luz para a Uefa, para o TAS, tendo feito até primeiras páginas a dizer que o Porto não ía à Liga dos Campeões, não dão honras de 1ª página ao acordão do TAS...?

ADENDA
A quem interessar, o acordão da sentença do TAS já pode ser consultado aqui.

05 julho 2008

"Não decidido"


Esta é, para já, a única versão oficial sobre o recurso pedido por Jorge Nuno Pinto da Costa levado ontem a uma reunião do Conselho de Justiça da Federação que terminou às 17H55. Tudo o que se terá passado a partir daí, hora a que acta foi oficializada e que deu como fechada a reunião, é apenas espectáculo que não terá qualquer valor vinculativo.

Mas no Jornal da Tarde de hoje o presidente do CJ da Federação explicou como tudo se passou, apresentando provas juridicamente documentadas, que são as que verdadeiramente contam.

(Basta clicarem na imagem e serão enviados para a página da RTP com a entrevista)
Deixo-vos um resumo da entrevista de António Gonçalves Pereira retirada do Notícias na hora do jornal O Jogo
Presidente do CJ da FPF garante não haver sobre o Boavista e Pinto da Costa “decisão com cunho jurídico”

O presidente do Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol, António Gonçalves Pereira, garantiu hoje que as decisões deste órgão quanto aos recursos do Boavista e de Pinto da Costa são inexistentes, por ausência de suporte legal. “Não existe uma decisão com cunho jurídico. A Lei é clara ao dizer que só o presidente do CJ tem o poder de convocar, dirigir e encerrar as reuniões e esta acabou às 17h55. O que se passou 'a posteriori' foi um mero encontro de pessoas livres que, por acaso, até integram o CJ da FPF, mas, juridicamente, não podemos de forma alguma falar em qualquer reunião CJ”, vincou, em entrevista à RTP.

Já sem o presidente e o “vice” Elísio Amorim presentes, os restantes cinco conselheiros do CJ estiveram reunidos algumas horas e entenderam confirmar a despromoção do Boavista à Liga de Honra (o Paços de Ferreira continuaria na Liga) e mantiveram a suspensão de dois anos a Pinto da Costa, no âmbito do processo ‘Apito Final’, suspendendo ainda António Gonçalves Pereira. Os cinco conselheiros reunidos negaram provimento aos requerimentos para a anulação das sentenças da CD da Liga de clubes, que puniu a 9 de Maio o Boavista por três actos de coacção sobre árbitros e o presidente do FC Porto por duas tentativas de corrupção. “As alegadas deliberações têm inexistência jurídica. A Lei, no artigo 9º do Regimento do CJ, diz que a acta tem de ser assinada pelo presidente e pelo secretário do órgão (João Leal) e foi isso que aconteceu. Logo a seguir à reunião foi afixada a tabela com todas as decisões que foram tomadas e as que não o foram. E, quanto a estas que estão em causa, não houve qualquer deliberação”, garantiu. E considerou que “o que se passou posteriormente, num encontro informal depois de um jantar, é totalmente à revelia dos mais elementares princípios de justiça e natureza ética”.

Em relação aos recursos do Boavista e de Jorge Nuno Pinto da Costa diz a tabela, escrita com a minha letra, ‘não decidido’”, reforçou. António Gonçalves Pereira justificou o fim da reunião do CJ por considerar “não existirem condições para deliberar objectiva e imparcialmente”. “Ao abrigo da alínea B do artigo 9º do Regimento do CJ entendi não poder prosseguir a reunião, declarando-a encerrada, ficando sem efeito a discussão e votação dos demais pontos”, frisou.

A polémica começou pelo facto de Boavista e Pinto da Costa, interessados no processo disciplinar, terem requerido o impedimento do conselheiro João Abreu, ao qual o presidente do CJ acabou por dar provimento, perante a insatisfação deste. “No uso de competência própria que a Lei me impõe, limitei-me aos fundamentos invocados. Depois de ouvir João Abreu, por escrito em dois 'e-mails', não tive dúvidas em considerá-lo impedido. Sem ironia ou sarcasmo, digo que foi uma decisão que me custou tomar, mas tenho de cumprir a Lei. Considerei que estavam verificados requisitos legais para decretar impedimento”, contou. Segundo o dirigente, João Abreu “não se conformou e pretendeu recorrer para o Conselho no seu pleno, o que contraria o que a Lei diz, nomeadamente no artigo 45 nº3 do Código de Procedimento Administrativo, que dá essa competência apenas ao presidente do órgão colegial”.

O Paços de Ferreira também invocou o impedimento do presidente do CJ, mas António Gonçalves Pereira diz que se sente “moralmente isento e com capacidade para julgar os casos” e prometeu pronunciar-se sobre os factos. “O único fundamento apresentado pelo clube é a proximidade política a Valentim Loureiro, mas, como todos se recordam, fomos adversários políticos nas autárquicas para Gondomar. Sou vereador da oposição. Temos uma relação de mera urbanidade. Após a inauguração do estádio do Bessa, nunca lá fui. Só vi o seu filho [João Loureiro, presidente do Boavista à data dos factos] umas quatro ou cinco vezes. Não tenho relações pessoais com ninguém”, vincou.

O juiz declarou-se ainda “nada preocupado” com a intenção dos restantes membros de o suspender: “É claro que não estou suspenso! Que ninguém tenha duvidas que o presidente do CJ continuará a trabalhar e levar o mandato até ao fim, pois não é pessoa de saltar das coisas a meio e ficar pela rama”.

Depois da “turbulência”, António Gonçalves Pereira revelou que vai “deixar a poeira assentar uns dias” e reunir novamente o CJ para deliberar sobre todas as matérias pendentes, “com calma, serenidade e sempre no estrito cumprimento da lei”.

Segunda-feira realiza-se o sorteio da Liga no qual terão de entrar Boavista ou Paços de Ferreira, defendendo que é à Liga que compete decidir o que fazer. “É um assunto que me transcende e não me vou pronunciar. Em termos legais está pendente um recurso do Boavista com efeitos suspensivos, pelo que tem legitimidade para figurar no pote. Se a Liga entender, pode colocar Boavista/Paços de Ferreira, mas é a ela a quem compete decidir”, concluiu.

20 junho 2008

PINTO DA COSTA "O Visionário" e a SELECÇÃO !!!


PINTO DA COSTA em 15 Novembro 2007:

"Não conheço nenhuma Selecção que ganhe títulos sem
um bom Guarda-Redes e bom defesa esquerdo"


Título e texto retirado do Futebolar

05 junho 2008

"A procissão ainda vai no adro"

Estejam serenos, porque nós vamos requerer. Todas as questões relacionadas com este caso vão passar a ser tratadas por peritos em direito, quer portugueses quer na Suíça e estou absolutamente convencido de que vamos estar este ano na Liga dos Campeões.

Não fomos mal aconselhados nem cometemos nenhum erro de perspectiva em termos jurídicos. A nossa estratégia baseou-se no facto de existir a possibilidade de eu não

ser condenado, porque recorri, e então por extensão a SAD também não o será e tudo ficará sem efeito.

Provavelmente teriamos recorrido se estes 6 pontos implicassem a perda deste campeonato.

Suponha que recorríamos, ficava suspenso, o campeonato teria sido homologado e começaríamos próximo campeonato com menos 6 pontos...

Naturalmente que a todo o tempo agiremos judicialmente contra as pessoas e instituições que nos prejudicaram… O Dr. João Leal mandou por vontade própria um fax para a UEFA e poderá vir a ser responsabilizado por esse acto, uma vez que o próprio Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, de que ele é assessor, já rectificou a posição põe ele assumida no conteúdo desse fax, propondo-nos que recorrêssemos, o que aliás já fizemos.

Vamos pedir responsabilidades e indemnizações a todos os que contribuiram para chegarmos até aqui porque a minha obrigação é defender sempre o FC Porto.

Assembleias gerais do FCP? Estou sempre à disposição... Tem de perguntar aos sócios, eu não vou pedir nenhuma.

Não sou rato. Os ratos é que fogem… Há duas espécies de animais: os ratos que fogem e os abutres que sobrevoam quando pensam que vai haver mortos.

A procissão ainda vai no adro e agora o assunto vai ser decidido por mestres de Direito. Os quatro maiores accionistas estão connosco.

Não há ninguém que não tenha a noção que o apito dourado foi direccionado para mim.

Se não fossemos à Liga dos Campeões tínhamos seis milhões (de euros) a menos de receitas. Mas não vamos alterar em nada o nosso plano de equipa de futebol e não vamos apresentar resultados negativos

Queremos ganhar dentro do campo e nós ganhámos. Há outros que não estão preocupados em contratar jogadores, como o Sr. Luís Filipe Vieira, que disse que estava era preocupado em ganhar lugares na Liga.

Os jogadores não ficarão desmotivados. Hoje recebemos dos nossos jogadores provas de vontade de continuar e de lutar para sermos ainda melhores.

Sempre que haja interesse dos dois clubes continuaremos a fazer trocas de jogadores. O caso do Postiga é típico de inadaptação e como tinha mais um ano de contrato e o Paulo Bento gosta da sua maneira de jogar, fizemos este acordo… Desejo-lhe que seja muito feliz e que consiga de facto relançar a sua carreira.

Só fiquei surpreendido porque o Paulo Assunção tinha dito que nunca recorreria a esta nova Lei. Assim mesmo, algo me dizia que ele podia fazê-lo e ganhei um almoço, porque apostei que ele acabaria por usar esse subterfúgio para sair… Mas não fomos apanhados em falso, porque já tínhamos contratado o Tomás Costa para o meio-campo e feito regressar o Fernando que estava no Estrela da Amadora.

Pinto da Costa em entrevista à SIC. Podem ver toda a entrevista aqui.

02 junho 2008

Um parecer catedrático, a versão favorável e o vilão descarado

Catedrático de Coimbra arrasa suspensão de Pinto da Costa
Corre a todo o vapor a defesa do FC Porto no recurso apresentado ao Conselho de Justiça da Federação

Em causa está o caso em que Pinto da Costa foi condenado a dois anos de suspensão pela Comissão Disciplinar da Liga (CD), no âmbito do processo Apito Final.

O JN teve acesso a um dos quatro pareceres pedidos pelos portistas a alguns dos mais conceituados especialistas jurídicos portugueses, assinado por Manuel da Costa Andrade, professor catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, concluindo-se que a estratégia dos dragões para conseguir a absolvição do presidente da SAD assenta em três aspectos fundamentais: a impossibilidade de utilização de escutas telefónicas num processo disciplinar desportivo; a falta de credibilidade das declarações de Carolina Salgado, num contexto de comprometimento com a perseguição ao arguido;a fragilidade do acordão da CD da Liga que serviu para condenar Pinto da Costa.

Ricardo Costa, presidente da CD e professor assistente na mesma Faculdade em que Manuel da Costa Andrade é catedrático, é especialmente visado no parecer, acusado de ter condenado o presidente do FC Porto "sem provas susceptíveis de sustentar, no respeito pelos princípios constitucionais do princípio 'in dubio pro reu', a imputação ao arguido de qualquer facto ilícito, disciplinar ou outro".

As críticas a Ricardo Costa são particularmente duras, entendendo-se no parecer que o acordão da Liga valorou o princípio da presunção de culpa, e não o da presunção de inocência. "Na certeza de que julgar é um exigente exercício de renúncia e despojamento e não a gratificante e narcisista exibição de troféus de caça, sob os holofotes a aureolar um inebriante e 'inesquecível' momento de glória", escreve Manuel da Costa Andrade, referindo-se à conferencia de imprensa em que o presidente da CD da Liga anunciou a condenação de Pinto da Costa. "Já causa mais angústia e quase arrepio a serenidade autocomplacente com que se argumenta que os arguidos não podem negar a existência das conversas interceptadas. Para evitar lastros desproporcionados de hipérbole, limitar-nos-emos ao mínimo".

"E a lembrar que aí está uma afirmação que os Torquemadas da Inquisição não desdenhariam. Também eles fizeram história (triste) sobre a tranquilidade e a serenidade de que os acusados, afinal, não podem negar a existência das conversas", acrescenta o catedrático, num ataque cerrado a Ricardo Costa.

Este parecer, já enviado ao Conselho de Justiça da FPF, juntamente com outro assinado por Damião Cunha, professor de Direito do Processo Penal da Faculdade de Direito do Porto, a que se juntarão mais dois a enviar nos próximos dias, pretende desmontar o acordão, argumentando que, sem a possibilidade de utilização de escutas, restavam à CD as declarações de Carolina Salgado para chegar a uma condenação de Pinto da Costa.

Relativamente à impossibilidade de utilização das escutas telefónicas, Manuel da Costa Andrade escreve que o processo disciplinar da Liga "consegue pela porta de trás o que a Constituição lhe veda pela porta da frente, subvertendo o direito processual penal, degradando-o de um ordenamento preordenado à protecção de direitos fundamentais, num entreposto de contrabando de escutas para o processo disciplinar, e fugindo à vigilância da Constituição da República".

Sobre Carolina Salgado, lê-se no parecer que "não tendo esse depoimento sido controlado pela defesa nem corroborado por outras provas, a sua credibilidade é nula. A sua valoração seria ilegal e inconstitucional. Retiradas as escutas, todo o edifício probatório da CD fica suspenso e preso pelo fio das declarações de Carolina Salgado. Um fio, por sua vez, muito ténue, mesmo irrelevante, sobretudo se desguarnecido da indispensável corroboração que só as escutas poderiam assegurar", diz o catedrático.

UEFA usa versão favorável ao FC Porto
Redacção em inglês admite retroactividade, ao contrário do que acontece em francês a que recorre o organismo europeu

O Comité de Disciplina da UEFA irá avaliar a participação do FC Porto na Liga dos Campeões à luz da versão francesa dos regulamentos e não de acordo com a versão inglesa.

Um pequeno pormenor, mas que pode fazer a diferença - e a favor dos portistas - no que diz respeito à interpretação do artigo 1.04, alínea d) dos critérios de admissão à Liga dos Campeões.

Tudo porque a UEFA está sedeada em território suíço (Nyon), onde se fala a língua francesa.

É que a redacção em francês parece não prever a qualquer retroactividade dos estatutos (o clube "não deve estar envolvido", ou seja, "Il ne doit être impliqué" - "nem directa nem indirectamente numa actividade que influencie de maneira ilícita o resultado de um jogo ao nível nacional ou internacional"), ao contrário da versão em inglês, cuja leitura pode admitir uma interpretação retroactiva ("não pode estar, ou ter estado, envolvido", isto é, "it must not be or have been involved").
Um dos argumentos que o FC Porto vai utilizar para fazer valer o direito a participar na Liga dos Campeões é o facto de a lei não poder ter uma aplicação retroactiva.

Isto é, os factos que condenam o FC Porto reportam-se à época de 2003/04 e a referida alínea do regulamento entrou em vigor em Janeiro de 2007. Segundo alguns especialistas em direito desportivo contactados pelo JN, a tese da não retroactividade da lei pode ter um peso significativo na decisão e será um dos argumentos a esgrimir pelos portistas junto do Comité de Apelo da UEFA ou do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), caso sejam impedidos de participar na Champions na próxima época.

Por outro lado, o acórdão da Comissão Disciplinar da Liga condenou os portistas por "tentativa de corrupção" e não por "corrupção" - que é diferente -, como adianta João Nogueira da Rocha, jurista português membro do TAS, sediado na Suíça.

Esse factor também pode ser importante se o caso chegar ao Comité de Apelo da UEFA ou ao TAS, embora outros especialistas não tenham essa opinião.

Federação Portuguesa trama FC Porto na UEFA
Documento enviado pela federação, no passado dia 15 de Maio, é considerado "tendencioso" pela SAD portista

A forma como a Federação Portuguesa de Futebol apresentou à UEFA as decisões do acordão da Comissão Disciplinar da Liga, que condenou o FC Porto e Pinto da Costa no âmbito do processo Apito Final, poderá servir para ajudar o organismo que tutela o futebol europeu a impedir o clube do Dragão de participar na Liga dos Campeões.

O JN teve acesso ao documento enviado no dia 15 de Maio aos serviços jurídicos da UEFA, assinado por João Leal, director do departamento jurídico da FPF, que o FC Porto classifica de tendencioso.

No documento, pode ler-se que a SAD portista foi considerada culpada de cometer "a infracção disciplinar muito grave de corrupção da equipa de arbitragem", surgindo só a seguir no texto que tal se verificou na "forma tentada", e o mesmo se escreve em relação ao presidente da SAD azul e branca.

O documento termina com a informação à UEFA de que o FC Porto não apresentou recurso da decisão e que apenas Pinto da Costa o fez, mas omite que, em caso de sucesso no recurso do presidente da SAD, o Conselho de Justiça da FPF reverterá a decisão da Liga.

O facto de a federação não ter contactado o FC Porto antes de informar a UEFA, optando por não defender um associado, como é normal acontecer neste tipo de situações, está a revoltar os responsáveis portistas, que vão pedir responsabilidades à FPF e colocam mesmo a hipótese de exigir uma indemnização à instituição presidida por Gilberto Madail, caso o Conselho de Justiça venha a dar razão a Pinto da Costa.

No período que antecedeu a comunicação à UEFA, os advogados do FC Porto entraram em contacto com João Leal, que também tem um cargo no Comité do Estatuto de Transferências de Jogadores da UEFA, para saberem como estaria a ser tratado o processo, tendo-lhes sido dito que não existiam razões para preocupação.

Perante o documento, o FC Porto entende que a informação transmitida ao organismo europeu é tendenciosa e que isso pode reflectir-se, em prejuízo do clube, na decisão da próxima quarta-feira,dia em que a UEFA se irá pronunciar sobre a possibilidade de os dragões participarem na "Champions".

Recorde-se que, no caso de suspensão pelo Comité de Controlo e Disciplina, os portistas podem recorrer para o Comité de Apelo (um recurso que terá efeitos suspensivos da decisão inicial), tendo ainda a possibilidade de, se a decisão lhes for novamente desfavorável, recorrer novamente para o Tribunal Arbitral do Desporto, cuja sentença será definitiva. Informamos que a Comissão Disciplinar da Liga decidiu o seguinte:

1. Ficou provado que a "Futebol Clube do Porto - Futebol SAD", sociedade desportiva, cometeu a infracção disciplinar muito grave de "corrupção da equipa de arbitragem", punida pelo artigo 52, parágrafos 2 e 3 do Regulamento Disciplinar de 2003/04, com referência ao parágrafo 1, na forma tentada, com a pena de subtracção de três pontos na classificação geral, derrota no jogo que tentou corromper, substituída por uma multa de cinco mil euros, de acordo com o artigo 37, parágrafo 3 do Regulamento Disciplinar de 2003/04, e por uma multa de 60 mil euros.

2.Ficou provado que Jorge Nuno de Lima Pinto da Costa, presidente do conselho de administração da "Futebol Clube do Porto - Futebol SAD", cometeu a infracção disciplinar muito grave de "corrupção da equipa de arbitragem", punida pelo artigo 100, parágrafos 1 e 3 do Regulamento Disciplinar de 2003/04, na forma tentada, com a pena de 14 meses de suspensão de exercício de funções oficiais em actividades desportivas e uma multa de quatro mil euros. (...) (...) Também informamos que o FC Porto não apresentou recurso das decisões da Comissão Disciplinar da Liga, pelo que as decisões tomadas contra o FC Porto são finais e vinculativas, pois a data limite para a apresentação de recursos já expirou. Apenas Jorge Nuno Pinto da Costa, presidente do FC Porto, apresentou recurso da decisão da Comissão Disciplinar da Liga.

In Jornal de Notícias

09 maio 2008

SADismo


É difícil explicar por palavras o que senti no dia de hoje. A decisão do conselho de disciplina da Liga era esperada, aliás o correio habitual já tinha trazido a "boa nova" uns dias antes, mas o grande soco no estômago
foi dado ao final do dia aquando da conferência de imprensa dada pela SAD portista. A desilusão foi enorme com a forma como ela foi dada, com o tom de conformismo, com a apatia irreconhecível em Pinto da Costa, com a falta de conteúdo na defesa do clube e dos seu adeptos. Este não é o meu FCP, este não é o Pinto da Costa combativo que conheci. Definitivamente estou muito desiludido.

Além de que, e apesar de Pinto da Costa falar em motivos óbvios, ainda não apareceu ninguém que conseguisse explicar, de uma forma directa e simples quais os grandes benefícios de o clube não recorrer do castigo. Poder começar a próxima época com seis pontos a menos?! Mas alguém duvida que isso ainda nos daria mais estímulos para bater novos recordes? É simplesmente incompreensível.

O facto do FCP não recorrer, vai marcar o FCP e a sua história para todo o sempre e com isso nenhum adepto que ame o clube pode concordar. Pode o presidente limpar o seu nome, ganhar todos os processos, mas mancha na história do FCP manter-se-á para sempre. Ao não recorrer, o FC Porto está aceitar a decisão da CD da Liga, e por consequência está reconhecer que são verdadeiras todas as acusações feitas ao clube. Sempre que alguém é condenado, pelo seu bom nome, quando não se aceita a decisão de que é imputado, só existe uma via, recorrer para uma instancia superior. Ao nível de uma instituição, ainda por cima um clube de futebol, que tem paixão, que tem alma, que tem adeptos, a este nível não pode existir uma aceitação de condenação por estratégia, como está a fazer a SAD neste caso. Aliás, é pela defesa do seu bom nome, que Pinto da Costa apresentará recurso ao seu castigo enquanto Presidente do FCPorto. Defesa essa que foi esquecida para o bom nome do clube.

Desculpem-me não compreender esta decisão, mas eu sou adepto, defendi sempre o clube da forma que pude, defendi sempre quem agora não me está a defender a mim em detrimento de interesses financeiros. Um clube tem alma e esta decisão da SAD é uma bala que lhe atravessou o coração.

Tal como muitos outros portistas, hoje sinto meu orgulho ferido, a minha honra abalroada e, por incrível que possa parecer, os culpados não são os do costume a quem já pouca importância dou, hoje os culpados são os SADicos que infelizmente não entendem que nem só de vitórias vive um clube de futebol.


PS: Dada a minha opinião, deixo a pergunta para saber a Opinião da Bancada:

Concorda com a decisao da SAD em não recorrer da sentença do processo Apito Final?
Sim
Não

30 abril 2008

A visão de Pinto da Costa

O futuro
Ao fim de 26 anos, sou o presidente do mun­do com mais títulos no futebol e nas outras modalidades. Realizei muito mais do que sonhei. Se fosse por mim, estaria satisfeito. Mas o clube não é meu: é da cidade, do País e uma referência internacional. Pessoas com responsabilidades afastam-se e encostam-se a outros lados, prognosticando que, quando deixar a presidência, o FC Porto se transfor­mará num clube provinciano. Vou sair quan­do entender — e antes dos sócios quererem — e provar aos calculistas que o FC Porto con­tinuará organizado, conquistador e orgulho da cidade.

Os outros do futebol
No futebol, existe muita gente boa, cul­ta e instruída. Mas, como em muitas coisas da vida, também temos de lidar com pessoas boçais, incultas e até estúpidas. E há tam­bém incultos que, chegando a determinados lugares, metem uma cassete na cabeça, con­tratam gente para cuidar da imagem e profes­sores para aprenderem a falar. Não me revejo nessa gente, embora tenha de lidar com ela. A mim o futebol nunca me privou de fazer o que sempre goste: ir a concertos, exposições, participar em actos culturais. Num festival de música ainda consigo passar despercebido, mas o futebol expõe-me mais.

O culto da personalidade
O culto da personalidade é detestável. Se permitisse um busto ou o meu nome no estádio, fazia uma figura ridícula. A proposta de dar o meu nome ao novo estádio foi votada por unanimidade num plenário do FC Porto. Não vetei a decisão, mas disse que, se fosse, mantida, me demitia.

A perseguição
Tive e tenho, há anos, o telemóvel sob escu­ta. Verificaram as vias verdes, os restauran­tes onde fui, para ver se me apanhavam en­contros, telefonemas ou combinações com árbitros. Tudo espremido, encontraram um árbitro que foi tomar café a minha casa, que nunca tinha apitado o FC Porto nesse campeo­nato e só apitaria um jogo em que já éramos campeões. Nem sequer ganhámos! E incrimi­naram-me por tentativa de corrupção num caso em que dois árbitros pedem a um ami­go meu sem ligação ao FC Porto que arranje umas meninas ou senhoras para terem com­panhia à noite. Nos processos, arquivados até alguém escrever o livro de uma certa senhora, não há uma chamada para árbitros. Sinto-me perseguido, obviamente que sim! Se certos papagaios que aí andam fossem escutados e fosse vigiada a forma como se fazem algumas contratações...

Sinto-me seleccionado. A Carolina foi levada à Judiciária, umas vezes pela jornalista Leo­nor Pinhão, outras pelo Luís Filipe Vieira. Há provas. E a irmã da Carolina disse que ela foi industriada por gente do Ministério Públi­co...

"Sei que o tem [o original do livro "Eu, Carolina"], está bem guardado. Não confere com a versão final: há coisas que saíram e outras entraram. No momento próprio será divulgado."

A Carolina
Tinha uma vida estável com uma pessoa que amava e nunca deixei de amar. Por isso estou novamente casado com ela. Foi e é a pessoa da minha vida. Mas às vezes somos levados para situações em que, quando damos conta, já não podemos sair."

(...) a Carolina escreveu e disse que contratou indivíduos para mandar matar Ri­cardo Bexiga. Não acredito, é absurdo. Nunca no tempo que convivi com ela, o nome foi fa­lado. Se Carolina fez o que disse é gravíssimo. Se não fez, é gravíssimo também. No entanto não foi constituída arguida...

(...) quem denegria a imagem dela agora trata-a como se fosse a Madre Teresa de Calcutá. Quando ela disse no tribunal que era escritora, dei uma gar­galhada. Quando as revistas cor-de-rosa lhe mandavam perguntas para entrevistas, ela era incapaz de responder. Pedia a um amigo nosso, advogado, que o fizesse e ele depois mandava-lhe as respostas por e-mail. Quando vejo os artigos dela no Correio da Manhã, rio-me. Sei quem os escreve e para que e-mail são enviados. Ela depois manda-os para o jornal... (...) Muitos foram escritos pelo Pedro Rita [jornalista do DN]. O Correio da Manhã paga à se­nhora dois mil euros pelos artigos que outros escrevem.

A acareação com Carolina
Quero fazê-la! Essa senhora disse que eu al­moçava e jantava com Pinto de Sousa e Valen­tim Loureiro para escolher os árbitros para os jogos do Gondomar. É falso. Nunca almoçá­mos os quatro, nunca! Os quilómetros de fita das minhas chamadas gravadas talvez dêem para ir à Luz - não ao hospital! - e voltar. Mas desafio alguém a encontrar uma palavra mi­nha sobre o Gondomar. Nunca me interessou se o Gondomar subia ou descia, nunca vi um jogo, nunca emprestámos um jogador ao clu­be e eu ia almoçar, tomar o pequeno-almoço ou encontrar-me numa esquina para combi­nar os árbitros do Gondomar?! Ridículo.

As investigações na sua imobiliária e nas transferências de jogadores
Ela diz que uma imobiliária da qual sou o accionista maioritá­rio serviu para se fazerem lá transferências de dinheiro de Jorge Mendes e Joaquim Oliveira. A PJ fez uma busca à contabilidade. Por mim, podem levar tudo. Não existe nada que não se­jam movimentos de compra e venda de casas. Mas se ela disser que tenho um poço de petró­leo escondido, talvez venham os procurado­res e a PJ de Lisboa fazer um levantamento...

Os processos na Liga
Estou tranquilo. A Liga baseia os argu­mentos no depoimento da dita senhora, tal como o Ministério Público. (...) Não aceito perder pontos. No meu caso irei até às últimas instân­cias internacionais. Se calhar, terei oportuni­dade de revelar muitas coisas. (...) Não admito sequer ser condenado.

A obrigação de baixar o nível no futebol
É difícil não baixar o nível com certas pesso­as. Se mantiver o nível, elas não percebem. Não vou citar o José Régio ou o António No­bre com alguém do futebol senão ainda me perguntam se são presidentes da Firestone ou da Goodyear. E eu de pneus não percebo nada (risos).

Asas têm os passarinhos e os milhafres, como aquele do Estádio da Luz. Dizem que é uma águia, mas é um milhafre...

A receita do sucesso
É tudo uma questão de regras. Uma das minhas vantagens foi chegar ao FC Porto há quase 50 anos. Percorri as secções, dirigi as actividades amadoras. Vivendo por dentro, compreendi o que estava mal. A dada altu­ra, até os directores do ciclismo e do ténis de mesa decidiam se um jogador de futebol ficava ou não no clube! Não podia ser. Hoje, as regras são as mesmas que segui quando tomei conta do futebol: treinador escolhido por mim, jogadores escolhidos por mim e pelo treinador, balneário blindado - só entra o director do futebol e o presidente — treinos a mesma coisa. Como correu bem, a tradição mantém-se.

Quem não respeita as regras e a disciplina, não vem, nem fica. Não interessa ser só bom joga­dor. No passado, os jogadores estavam sem­pre bem porque, se corresse mal, o treinador é que ia embora.

O rival da Luz se continuar mal...
Não acontecerá nada. O Fernando Seara con­tinuará a falar na SIC de penaltis com vinte anos e a fazer a defesa do presidente e dos jo­gadores. O senhor António, do Trio da Ataque, vai continuar a dizer que o Benfica é um clube nacional e o maior. E os sócios continuarão sempre à espera do próximo ano, que será melhor.

Se dissesse [qual é o problema do Benfica], eles ainda o resolviam! Estão bem como estão.

As Diferenças entre os rivais de Lisboa
Distingo-os completamente. Com pessoas do Sporting sou capaz de conversar.

Os jogadores dos rivais de Lisboa
(...) Gostava que viesse o João Moutinho [para o FCPorto]. E um jogador «à Porto». Não penso contratá-lo. Sei que para o Sporting é um jogador inegociável.

O jogador mais di­fícil segurar
É o Quaresma, porque tem cláusula de rescisão. Quando leio que o Real Ma­drid está disposto a dar 120 milhões pelo Ronaldo, não é exagerado pedir 40 pelo Quaresma.

O Baía e o seu futuro
Baía já é um elemento directivo e pode vir a ser muita coisa no FC Porto. Não digo que não seja o mesmo que Rui Costa no Benfica, mas, no imediato, está a ser inteligente: gere o seu pres­tígio e está na faculdade a tirar um curso de gestão desportiva para aspi­rar a outros lugares.

As recordações
Escreverei algo sobre as minhas recordações, talvez ainda durante o meu mandato: o lado positivo — os títulos, as vitórias — mas também o lado negativo do que me aconteceu. Quan­do esse livro sair, talvez as pessoas percebam que havia razões para me perseguirem.

A Liga
A Liga preocupa-se com muita coi­sa, com a Taça da Liga, a Carlsberg e os pa­trocínios. Mas a Liga não serve para fazer contratos com as cervejeiras. Sou solidário com o Boavista e clubes com dificuldades, mas é inadmissível que a Liga permita situ­ações destas. É concorrência desleal. Se eu puder contratar jogadores para não pagar, vou já buscar o Cristiano Ronaldo. E quem vier atrás que feche a porta.

A selecção
Portugal já ganhou não sei quantos jogos, mas também perdeu uma oportunidade única de ser campeão da Europa perdendo uma final em casa com a Grécia. Se um treinador do FC Porto perdesse uma final da Liga dos Campeões, no Dragão, com o campeão grego, já cá não estava de certeza absoluta.

A capital do império
Gosto da zona das «partidas» no aeroporto (risos)...Lisboa tem coisas bonitas e sinto-me bem na cidade, onde tive e tenho muitos e grandes amigos. Um deles era o actor Artur Semedo, fanático benfiquista. Era visita de nossa casa.

Extractos da entrevista do Presidente Pinto da Costa à revista Visão

Nota: Títulos da responsabilidade do administrador do blog

28 março 2008

O Presidente falou... agora em Marrocos

O tri
"Não acredito no título esta semana, mas espero que seja já na próxima. Acho pouco provável que Benfica e Guimarães percam. O Guimarães tem uma bela equipa, joga em casa e deve vencer. E, por muito que goste do Paços de Ferreira, não os vejo a vencer na Luz"

"Cada título é um título, sem ligação com os anteriores. (...) Tenho um enorme prazer em proporcionar condições para que os jogadores possam ganhar títulos e este será o primeiro para muitos. Quando os jogadores vêm para o FC Porto é para serem campeões e não para ficarem em segundo ou terceiro. Tenho ainda mais vontade de continuar para proporcionar aos outros algumas alegrias. É um prazer ver as pessoas felizes, a festejar as nossas vitórias nas ruas"

Casa do FCPorto de Tânger
"Vale a pena. Senti que havia uma grande expectativa pela inauguração desta casa e é um motivo de satisfação ver que o FC Porto continua a sua grande expansão. (...) É um sinal da universalidade do clube. (...) Esta tem um significado particular, porque temos no plantel um internacional marroquino [n.d.r. Tarik]. É uma coincidência interessante."

Sevilha no caminho para Marrocos
"Já tinha passado por Sevilha, mas lembrei-me da final da Taça UEFA e também de um torneio que ganhámos lá e cujo belo troféu está na sala de jantar do Dragão. (...) Sevilha é uma cidade que nos traz boas recordações."

Lisandro na selecção
Parece-me um absurdo que o Lisandro só tenha jogado quatro minutos. (...) Não éramos obrigados a autorizar a ida dos jogadores, mas fizemo-lo com boa vontade, até pelas expectativas do Lisandro. Agora, viajar do Porto ao Cairo para jogar apenas quatro minutos é um absurdo. (...) Se o seleccionador tinha mesmo interesse em vê-lo, deveria colocá-lo mais cedo em campo."

Renovação de Jesualdo
"Curiosamente, a renovação era para ter sido oficializada hoje [quarta-feira], mas, com esta viagem, ficou adiada para a próxima semana. Está tudo tratado, espero que não seja o último ano."

Taça de Portugal
"Fico preocupado por nos ter calhado o Setúbal. Dos três, não podia ser pior, ainda por cima em Setúbal. Não tivemos muita sorte. Seria mais bonito encontrá-los na final (...) É uma equipa muito bem orientada e fico feliz pelo trajecto que tem feito, porque sou um admirador do Carvalhal, que finalmente conseguiu construir uma equipa à sua imagem."

Declarações de Pinto da Costa em Marrocos na inaguração da Casa do FCPorto de Tânger (123ª Delegação).
Extractos retirados d'O Jogo

26 março 2008

O Presidente falou

Sinto-me como me sentia ontem, quando não estava pronunciado e era um dos muitos milhares de arguidos deste país.(...) Espero tudo porque quando nasceu o Apito Dourado, quando ouvi as primeiras acusações, pareceu-me um filme de ficção.

Falo tranquilamente ao telefone embora com cuidados porque não sabemos se do outro lado não pode estar uma rasteira.

Na justiça divina acredito e hoje quando soube que era pronunciado pedi a Deus é que se é verdade que eu dei um envelope ao árbitro, como descreve esse senhora, não no livro, no inquérito na judiciária em Lisboa, inquérito feito por um senhor de quem a irmã daquela senhora disse que a instriava naquilo que havia dizer. O que pedi a Deus foi que quem estiver a falar verdade que prove a sua inocência e quem estiver a mentir que lhe caiam as maiores desgraças e que nunca mais na vida consiga dormir com descanso. Quero que as pessoas tenham o tormento de não conseguirem dormir por estarem a fazer uma coisa que não corresponde à verdade.

O senhor está sujeito a que amanhã se alguém vier dizer e se interessar dar credibilidade a essa pessoa... No dia 14 ou 15 Maio de 2006, apareceu um sujeito no Correio da Manhã, ou no 24, a exibir coisas minhas, objectos meus, como tendo sido dados por essa senhora. São meus, não é nenhuma montagem, uma salva dada em Castelo de Paiva, fatos meus, e que ela tinha um plano para me extorquir 500 mil euros. Esse senhor ainda hoje não conheço. Essas peças foram entregues no tribunal e ainda não me foram devolvidas, apresentei queixa por roubo, a PSP de Gaia foi a sua casa e encontrou-as numa garagem, levou-as para a esquadra de Oliveira do Douro e devolveu-mas, inclusive foi fotografado no sítio onde tenho o museu e um busto meu que foi furtado. Está também pronunciado o indivíduo que chegou fogo ao meu escritório e ao de Lourenço Pinto a mando dela, está uma queixa na GNR com fotografias em que ela me devolve a casa da Madalena completamente destruída. Essa senhora também veio dizer que contratou indivíduos para matar o dr Bexiga. Mais do que para me incriminar a mim era para incriminar o Fernando Madureira por razoes que nada têm a ver com o assunto. Ouvimos declarações da irmã a dizer que ela era treinada por esse senhor da PJ.

Não tenho dúvida nenhuma que serei absolvido. Não quero que o assunto seja arquivado pelo facto de não haver provas, quero que o processo siga para a frente e que seja provada e que sejam ouvidas as pessoas e não é só a irmã.

Sinto-me importante porque sinto que há um plano para me atingir.

Como andaram a investigar a minha via verde, o meu cartão, andaram anos a fazer isto tudo para descobrir que houve um árbitro que ia arbitrar num jogo que não nos interessava nada porque o Porto era campeão, que foi a minha casa levado por um terceiro individuo para tratar de assuntos que nada tinha a ver com um jogo de futebol, no ano que o Porto é campeão da Europa...

Sei que há pessoas que tramaram isto.

Se fizer uma votação entre os adeptos do porto se querem que o Luís Filipe Vieira saia do Benfica, garanto que todos querem que ele continue.

Repare uma coisa, por falar no major, sabe quem é que o apoiou na Liga? Não fui eu, foi o LFV. O meu candidato era o José Guilherme Aguiar. A PJ descobriu os apitos dourados mas também havia lá facturas mais valiosas de relógios de outros clubes mas essas não interessavam.

Há pormenores que ajudam a compreender. Este processo em que fui pronunciado foi arquivado pelo MP, foi reaberto por causa de um livro mas no livro não diz nada, depois é que o livro foi rectificado num relatório da PJ por um tal senhor Sérgio Bagulho. Quando foi reaberto, há dois pormenores, no dia em que é nomeada Maria José Morgado para coordenadora do processo, o senhor LFV dá uma entrevista e diz agora sim, agora as coisas vão andar, não percebo porque, e nos dias seguintes o seu marido, Saldanha Sanchez, vai a SIC e diz que é preciso acabar com a corrupção no futebol porque o presidente do FCPorto disse em Gondomar que ganha 400 euros por mês e portanto há corrupção.

Nem conhecia o Dr. Almeida Pereira. Quando saiu a notícia de que estava indigitado para a PJ do Porto, o Sr. Cartaxana escreveu um artigo a dizer que ele era um habitué convidado do FCPorto nas viagens. Sei que o Dr. Almeida Pereira é benfiquista e assumidamente benfiquista, o que não quer dizer nada porque no Benfica também há boa gente. Essa impunidade em que os jornais vivem que faz com que as pessoas abdiquem dos lugares. O meu conhecimento com ele é cumprimentá-lo quando vai ao futebol, nunca falei com ele nem 30 segundos.

Nem confidencial nem sem ser, as únicas notícias para saber que vou ser arguído ou que vou perder esta acção é através do Correio da Manhã, não é lei, mas dão-me os resumos. O CM é que publicou oito dias antes de eu saber que era improcedente minha queixa contra o Estado, para além dos papéis que recebo a única informação que tem batido certo é a que sai no Correio da Manhã.

Quer pensem no Jorge Nuno quer pensem no Pinto da Costa ou no Lima, há uma coisa a que ninguém me associa: é a droga. Isso é que me dá uma grande tranquilidade de espírito, a mim ninguém associa o meu nome à droga.

Só queria aqui solenemente pedir a Deus que mostre a sua justiça divina e que as pessoas que inventaram esta história do envelope que nunca mais consigam dormir descansadas .

Extractos da entrevista dada ontem pelo presidente Pinto da Costa a Carlos Magno no Rádio Clube Português. Transcrições da entrevista retiradas do blog Bola na Área.