Tal como prometido neste texto debruçar-me-ei sobre o trabalho táctico que Jesualdo teve que fazer ao longo destes quase 3 anos que leva de clube e em que cumpriu totalmente com os objectivos pedidos pela direcção.
A parte de ter que defender o clube numa fase difícil, e a sua importância numa época atribulada do clube, já a deixei bem clara. Pela forma como ele defendeu o clube contra tudo e todos e numa fase em que mais prejudicados fomos em muitos anos, ele conseguiu ainda assim ganhar o campeonato. Só isso já torna Jesualdo se não um dos melhores treinadores pelo menos um dos mais importantes da história do clube pelas condições difíceis em que, teve que chegar, ver e vencer numa época que, mais que nunca, o clube tinha mesmo que provar a sua força no campo, por mais prejudicado que fosse.
O primeiro desafio táctico de Jesualdo no F.C. Porto.Chegado ao F.C. Porto e ainda sem tempo de conhecer os cantos à casa, já Jesualdo tinha títulos para disputar, jogos importantes a ganhar e uma herança muito pesada.
Numa recente entrevista Carlos Queiroz dizia que era mais fácil herdar uma equipa sem resultados do que herdar resultados sem equipa. Não foi totalmente o caso de Jesualdo mas quase. Jesualdo herdou um grupo campeão com Adrianse mas uma herança táctica muito difícil de tornear e um plantel além do mais planificado para essa determinada táctica. Uma táctica totalmente desadequada e irrealista para o que é o futebol actual e os desafios que oferecem a alta competição. Uma equipa que jogava com 3 defesas, com uma mentalidade ofensiva sem dúvida mas perfeitamente lírica e muito pouco pragmática. Um treinador de escola holandesa que queria muitos golos mas que se esquecia que o equilíbrio de uma equipa para que possa atacar bem passa exactamente por ter uma retaguarda segura. E uma táctica que tinha outra condicionante. Extremamente dependente de um central que fosse muito veloz e capaz de não ser surpreendido com bola nas costas como era Pepe. Sem um só jogador e tendo no seu lugar um central mais lento já toda a estrutura defensiva ia por água abaixo.
Para além disso pedia-se a Jesualdo que restituísse o orgulho portista numa competição como a Champions. Sim muitos dizem que Jesualdo é medroso, nada sabe de táctica etc., etc.. Mas esquecem-se que com Adrianse fomos totalmente humilhados na champions. Últimos classificados no grupo e com direito a derrota humilhante em casa para o Artmedia.
Era isto o Porto de Adrianse. Capaz de dominar em Portugal porque efectivamente não havia equipas capazes de explorar a táctica de 3 defesas de Adrianse porque eram apanhadas de surpresa pela avalanche ofensiva e eram demasiado medrosas para explorar os enormes espaços que essa táctica permitia. Mas já nos jogos com equipas do mesmo calibre, com equipas grandes, Adrianse via-se e desejava-se para ganhar um jogo e o F.C. Porto com alguma sagacidade táctica era acessível a qualquer equipa minimamente grande.
Os que hoje criticam Jesualdo por quererem que a equipa fosse mais ofensiva e dominadora, lembrem-se que a de Adrianse, era ofensiva e dominadora... E depois perdia com o Artmedias...
Os números nos clássicos e jogos grandesNa altura fomos campeões ganhando apenas um único clássico, em Alvalade e por 1-0 num jogo apertado. Perdemos em casa 2-0 com o Benfica já depois de termos perdido na Luz e com o Sporting. Aí sim dominávamos e atacávamos como loucos, mas nos jogos grandes era o que se via. E supostamente o Jesualdo é que é medroso e o Adrianse é que devia ser bom, pois ele era super ofensivo e adorava dominar os jogos.

O engraçado é ver agora gente a criticar Jesualdo quando ele neste ano já venceu o Sporting em Alvalade dando um banho de bola e não perdeu para o campeonato um único clássico, enquanto que Adrianse para o campeonato perdeu 3 clássicos e ganhou um. E ainda foi humilhado na champions. Mas como ganhou uma tacinha já acharam mais piada. Jesualdo que logo no seu 1º ano foi campeão e também só perdeu um clássico, para o Sporting em casa. De resto ganhou ao Benfica no Dragão e só não ganhou na Luz porque fomos prejudicados e depois de um grande jogo ainda vimos o Renteria mesmo no final a falhar um golo escandaloso que nos daria a merecida vitória.
Para terminar a contabilidade: no ano passado para além de batermos o record de número de pontos para o 2º e dizimar-mos totalmente a concorrência em Portugal, em termos de clássicos, o Porto de Jesualdo ganhou os dois jogos ao Benfica, ganhou ao Sporting um e perdeu outro. Ou seja, dá 3 vitórias e apenas uma derrota.
Adrianse o homem do domínio, da coragem, do futebol ofensivo, etc. ganhou apenas um clássico em Alvalade por 1-0 e perdeu outros 3. Uma vitória e 3 derrotas em clássicos fora as derrotas e empates com potências do futebol como Artmedia e Rangers na Europa e um humilhante 4º lugar atrás do Artmedia após sofrermos 3 golos deles em casa e perdermos no último jogo. Isto sim é ter ambição e ser ofensivo. Isto sim é o que todos deveríamos sonhar para o nosso clube...
Jesualdo “o medroso” o que não tem ambição e não sabe nada de futebol tem o seguinte balanço:
1ª época - 2 empates, uma derrota e uma vitória
2ª época - 3 vitórias (2 ao Benfica ainda por cima, o maior rival) e apenas uma derrota
3ª época (a presente) - Não perdeu um único clássico. 3 empates e uma vitória em Alvalade com um belo banho de bola. Nenhum dos dois candidatos ao título nos venceu.
E o Jesualdo é que se amedronta nos jogos grandes. Então comparem os seus resultados nos jogos grandes com os de Adrianse e a sua campanha na champions com a de Adrianse.
O regresso do F.C. Porto EuropeuJesualdo devolveu a dignidade que o F.C. Porto merece na champions qualificando-o sempre para os oitavos tal como já a Adrianse era pedido e ele não cumpriu. O Professor não só cumpriu como ainda acrescentou dois inéditos primeiros lugares na fase de grupos na frente de equipas como Arsenal e Liverpool e excelentes exibições valorizando uma série de jogadores na grande montra do futebol que depois nos valeram grandes vendas. Caímos de pé com o Chelsea num grande jogo em Londres em que fomos traídos por um frango do Helton e ano passado todos os portistas sentiram que a eliminação para o Schalcke foi tremendamente injusta num jogo em que o Porto fez tudo para passar e o sorte virou-lhe a cara, num jogo em casa que vimos um guarda redes fazer a exibição da sua vida e uma equipa a ter a maior sorte que alguma vez terá.
Outra curiosidade é o de Jesualdo ser chamado de defensivo mas curiosamente as suas equipas marcaram mais golos que a de Adrianse. Teoria facilmente desmontada portanto essa do medo dos jogos grandes e da falta de ambição.
O que Jesualdo é, é um treinador equilibrado. Que sabe melhor do que ninguém que uma equipa tem que ter harmonia. Não pode ser nem só ataque, nem só defesa. Mais importante que pensar em marcar 3 ou 4 golos é importante tornar a equipa capaz de ganhar em qualquer campo mas também saber trancar o resultado quando assim é necessário e é algo que o próprio Mourinho faz.
O Primeiro anoNa 1ª época Jesualdo pegou num grupo com sérios desequilíbrios e preparado para uma táctica capaz de vencer jogos a equipas pequenas da liga nacional, - equipas essas que já estariam agora mais preparadas para combater esse sistema - mas que claramente não servia os interesses do clube na Champions onde era imperioso fazer boa figura e assegurar um lugar

entre as 16 melhores equipas da Europa para além de ser constrangedor a dificuldade em vencer jogos aos denominados 2 grandes para além do Porto.
Como tal, Jesualdo deu confiança total a um jogador então muito criticado pelos adeptos... Um tal de... Bruno Alves. Deu-lhe oportunidades, trabalhou-o tacticamente mas acima de tudo preparou-o melhor para que controlasse mais durante os jogos a sua impetuosidade e o seu tempo de entrada aproveitando no entanto o seu grande poderio físico para fazer uma forte dupla de centrais com Pepe que até então jogava sozinho no meio e voltou a adaptar-se para um sistema normal de dois centrais.
Mas Bruno Alves não foi o único jogador que Jesualdo fez crescer. Também Bosingwa que jogava na posição de defesa a descair para a direita na táctica dos 3 defesas e que pela sua velocidade era uma espécie de apaga fogos na defesa portista (até porque do lado esquerdo jogava um tal de Pedro Emanuel (curiosamente agora Jesualdo de vez em quando o coloca de lateral esquerdo numa missão de menor risco que a que Adrianse lhe colocava mas todos lhe caem em cima).
Bosingwa fixou-se então finalmente como lateral direito, aprimorando os cruzamentos, a sua grande pecha e tendo maior liberdade para fazer aquele louco vaivém no flanco direito permitindo a que o F.C. Porto jogasse num 4-3-3 dissimulado em que Quaresma podia se fixar na esquerda e desequilibrar desde aí com as suas trivelas enquanto que Bosingwa corria todo o flanco direito permitindo-nos jogar com um falso extremo que em situações ofensivas encostava no ponta de lança, ora fosse ele Lisandro ou até Hélder Postiga.
Com Jesualdo, Lisandro que com Adrianse era um jogador ainda meio perdido e claramente desenquadrado, batalhava mas encantava pouco. Com Jesualdo começou a ganhar um espaço próprio na equipa e a conhecer-se si mesmo e onde podia ser mais perigoso e efectivo para o jogo colectivo. Sim também foi Jesualdo que a certa altura na época seguinte o fixou a ponta de lança tornando-o o melhor marcador do campeonato e descobrindo o tal ponta de lança de qualidade pelo qual Adrianse queria gastar tanto dinheiro e afinal sem o saber já o tinha no seu próprio plantel.
Com Jesualdo volta uma táctica consistente e voltam os laterais. E pelo caminho no lançar de um grande Bosingwa ainda lança um tal de... Fucile. Um jogador que aparece no Porto e que ninguém conhecia de parte alguma e que Jesualdo trabalha e o aproveita para a equipa quando repara que Marek Cech não lhe dava garantias do lado esquerdo da defesa e aprimora e estimula a polivalência de Fucile que ainda hoje é tão importante quando há lesões, podendo ele cobrir bem quer um flanco, quer outro e tendo-se tornado naquilo que gostamos de chamar de “jogador à Porto”.
Pelo meio disto ainda teve a coragem de dar a titularidade a um pequeno fenómeno chamado... Anderson. Adrianse colocou-o na equipa B e nas suas entrevistas dizia coisas estapafúrdias como que via Anderson como defesa esquerdo ou Extremo esquerdo. Perderíamos nós e o futebol mundial um talento enorme para jogar no meio campo. Infelizmente para nós ele não pôde jogar tanto como gostaríamos, mas Jesualdo não teve medo em dar-lhe a batuta.
Dá para rir quando se fala de um Jesualdo defensivo. Nessa época o F.C. Porto chegou a jogar com um meio campo com: Raul Meireles, Lucho e Anderson. Lucho que actualmente é até o jogador mais avançado do meio campo do Porto, chegou a jogar até um pouco mais recuado numa espécie de 8 enquanto

Meireles que agora joga mais ou menos nessa posição jogava de 6 sabendo-se do seu pendor ofensivo e Anderson era um 10. Se isto é defensivo... Infelizmente Jesualdo não pode desfrutar muito de Anderson e como tal mostrou a sua sagacidade táctica adaptando a equipa a jogar e a ganhar sem ele.
O F.C. Porto jogava um bom futebol e tinha uma estrutura equilibrada finalmente, coisa que não tinha no ano anterior e mesmo chegando já com o ano a correr e tendo que alterar todas as rotinas de um estranho 3-4-3 para um 4-3-3 em que eram essencialis as transições ofensivas e em que a filosofia nova de ter menos bola mas tornar essa posse mais produtiva e num ataque com processos mais directos e eficazes foi assimilado em pleno campeonato a decorrer com resultados a terem que ser apresentados.
O Porto no final acabou por se complicar fruto de algumas lesões de jogadores importantes e porque não dizer de algum relaxamento da equipa, e em que Jesualdo teve culpas também, como é óbvio, mas ele próprio estava em processo de crescimento e aprendizagem a uma nova realidade, a um novo clube e a novas exigências juntamente com a equipa. E totalmente desamparado pela direcção convém não esquecer.
A segunda épocaJesuado depois de finalmente ter deixado uma base do seu trabalho já sedimentada e assimilada pelo grupo, perde duas pedras importantes como Anderson e Pepe. Anderson que apesar da lesão era sem dúvida o jogador mais capaz na equipa de transportar jogo ofensivo desde o meio e de desempenhar a função 10, que tantas vezes a equipa se ressentia de não ter em alguns jogos.
Jesualdo perde dois craques e recebe um descarregamento de qualidade duvidosa: Farias, Mariano, Bollati, Stepanov, Lino, etc.. Na altura ouvindo várias criticas por ao contrário dos outros grandes não colocar muitos reforços em campo, aposta na sua estrutura já campeã. Ouve muitas críticas porque todos estavam ansiosos para ver aqueles grandes craques contratados. Mas Jesualdo sabia o que tinha. Alguns jogadores com algum talento como Luís Aguiar ou Fernando mas ainda muito verdes para serem trabalhados no F.C. Porto e a precisarem de rodar e outros já mais experientes como Farias e Mariano ou Lino que simplesmente não estavam ao nível da equipa campeã e teriam muitas dificuldades em apanhar o ritmo, e como tal teriam que ser lançados aos poucos.
Assim perdendo 2 jogadores importantes, encontrou as soluções para os seus problemas dentro do próprio grupo. Apostando no capitão Pedro Emanuel e assim resolvendo também um problema premente que era a saída de uma referência como Vítor Baía do grupo de trabalho, reforçando assim a posição do Pedro e potenciando

ainda mais a ascensão de Bruno Alves na defesa em mais uma etapa no seu crescimento que seria poder aprender com a experiência de um jogador como Pedro Emanuel.
O problema de não ter um 10 pensou que se resolveria com Leandro Lima de quem se dizia maravilhas mas que afinal foi um barrete que nos enfiaram a todos os níveis. Assim sendo a solução passou por simplesmente deixar de ter um verdadeiro 10. Passamos a jogar com dois 8 que eram Lucho - numa posição mais adiantada e num estilo de jogo diferente e Meireles que já desde a lesão de Anderson gozava de maior liberdade na época anterior.
O meio campo funcionava com menor transporte de bola e explosão pela falta de Anderson mas compensava essa falha com uma maior liberdade dada a Quaresma de partir da esquerda para o meio e de Bosingwa de pelo flanco carrilar o jogo, deixando a Lucho o papel de cérebro na forma como geria os ritmos de jogo consoante interessava a equipa e sendo o autor do último passe que desposicionava defesas ao mesmo tempo que era o homem que aparecia de trás e surpreender para finalizar. Dava-se assim também chances a Meireles de aparecer mais na ajuda a Lucho na construção do jogo ofensivo. A linha do meio campo ficava mais junta e solidária na recuperação de bola e sem ter um vértice tão ofensivo como tinha quando jogava Anderson.
Deu ainda maior destaque a Paulo Assunção como pêndulo da equipa, senhor dos equilíbrios que dava assim maior liberdade ofensiva a Meireles e Lucho tal como em outros anos fazia Costinha com Maniche e Deco.
Apesar de á vista desarmada o plantel ser semelhante á época anterior, algo havia mudado. Já não havia Postiga e Adriano não era aposta porque supostamente Farias seria o grande ponta de lança que o Porto contratara. Como Jesualdo reparou que mais uma vez não lhe tinham dado bem o que ele pretendia, aí alterou mais uma vez rotinas de forma inteligente com a matéria prima que tinha á sua disposição, ainda do plantel que vinha de épocas anteriores.
Fixou Lisandro no meio, mostrando inteligência na forma como encontrou um espaço a Lisandro aonde este se tornou letal sem deixar de poder participar do jogo e aproveitou Tarik que todos nós pensávamos que nunca daria em nada já com uma idade para lá dos 30 e que com Jesualdo ainda fez um grande ano. Aí jogamos com um trio de ataque mais criativo, aberto pelas alas mas já sem o falso extremo da época anterior por falta de alternativas para esse estilo de jogo. Aí assumiu Lucho um papel diferente, algo que já Jesualdo havia feito de forma inteligente para substituir Anderson aquando da sua lesão.
Deu liberdade a Lucho para subir mais no terreno e aparecer ele como o elemento surpresa a finalizar vindo de trás e trocando uma organização de jogo em posse por uma em passe. Menos explosão menos transporte de bola, mas mais velocidade no passe e acima de tudo processos cada vez mais simples adaptando-se ás necessidades da equipa e á filosofia de Jesualdo de transições rápidas para o ataque que surpreendia os adversários e ainda por cima na champions podia ser fundamental para a obtenção do sucesso. O F.C. Porto tornava o campo para as outras equipas pequeno por uma excelente ocupação zonal e ao mesmo tempo era capaz de através de processos simples de 3 ou 4 toques na bola criar jogadas de perigo.
Tudo isto denota trabalho de treinador. Este tipo de automatismos demoram tempo a construir, requerem muita qualidade de treino e um modelo e projecto coerente apresentado aos jogadores de forma a que, estes o compreendam, o aceitem, integrem e trabalhem ao longo da época.
Criou então Jesualdo um trio fortíssimo no meio campo: Asssunção, Meireles e Lucho e descobria o ponta de lança que há anos procurávamos. Lisandro e ainda aproveitava recursos que já pensávamos perdidos como... Tarik. Tudo sem recorrer aos reforços comissionistas encomendados pela Sad para esse ano como possíveis grandes titulares da equipa.
Resolveu o problema mudando alguns aspectos da formula, alterando ligeiramente o desenho mas sem retirar as rotinas já criadas nem deitando fora o trabalho de um ano, acrescentando-lhe antes outros processos e fazendo com que a equipa crescesse ainda mais e se tornasse numa máquina de jogar futebol que dizimou a concorrência em Portugal e nos proporcionou bons jogos na champions e muitos elogios internacionalmente.
Isto demonstra coragem, ambição, capacidade e é indubitavelmente prova de um trabalho metódico, bem pensado e nada empírico. Isto é prova de que estamos perante um excelente treinador. Actualmente o melhor treinador português a seguir a Mourinho.
Epílogo Como o texto já vai longo fica para o próximo texto o que para mim foi em termos tácticos o maior desafio de Jesualdo no Porto a seguir á sua 1ª época. O mais uma vez ter que lidar com perdas importantes. Desta vez e ainda mais. 3 figuras chave da equipa. E mais uma vez ter a capacidade de encontrar soluções e de construir uma equipa diferente, com outras características, mais jovem e em que teve que incorporar em plena competição jogadores com os quais ainda estava a trabalhar no laboratório de Gaia para renderem o que actualmente estão a render.
Tudo isto com uma massa associativa sem paciência e ansiosa para assobiar e deitar abaixo ao mínimo erro e esquecendo-se de que se trata de uma equipa bastante jovem a que temos este ano. Mas até nisto Jesualdo foi sábio. Quando todos anunciavam a desgraça após a derrota em Londres já Jesualdo pedia paciência para com a equipa, que tinha vários jovens e que a equipa não tinha outra forma que não fosse crescer em competição e que, esse dissabor fazia parte desse processo, era mais que normal que ainda tivesse que limar muitos aspectos e a equipa muito ainda tinha muito para crescer e os novos ainda estavam a adaptar-se ao que é o F.C. Porto. Mas já na altura dizia Jesualdo que havia vários jovens que então eram criticados assim como a equipa e que com o desenrrolar da época iriam crescer e na fase decisiva a equipa seria capaz de apresentar qualidade suficiente para lutar em todas as frentes e mais uma vez ser campeã.
Isto é de treinador.