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28 janeiro 2010

É o bater no fundo. É o abismo. É a barbárie total, bem à moda peninsular sulista.

Nota: O texto abaixo transcrito foi escrito pelo Soren.

Numa sequência infindável de pulhices, o “país benfica” exulta de prazer orgásmico. O clube de Lisboa e Portugal e bairro de Benfica, que paga as suas dívidas ao fisco com acções de valor zero, e compra e vende jogadores a si mesmo, continua a desenvolver o seu estilo comportamental híbrido, entre o sul-americano anárquico e o africano absolutista (Angola é já ali). Entretanto, está apurado o favor da EPUL através da Câmara de Lisboa: 65ME para fazer um antro que tem problemas nas catacumbas onde guardam droga e explosivos e os túneis são uma ameaça séria à sustentabilidade de tanta argúcia para se manterem de pé…


Ao controlo das instâncias de poder decisório do desporto em Portugal (incluindo aquelas que envolvem decisões de ética baseadas em conhecimento cientifico – vulgo controlo antidopagem), junta-se a conivência dos órgãos de soberania com uma violência sem precedentes contra a instituição FC Porto por parte do clube de Benfica. Tudo para não destoarem da protecção escabrosa a que se prestam todos os Órgãos de Comunicação Social (OCS) em Portugal na defesa desse mesmo clube de Benfica. A impunidade é total e o povo do Norte, que é vitima de roubos descarados por parte do poder politico, nada faz. Reelege, por exemplo, Rui Rio, que tinha deixado desviar fundos do QREN da cidade onde exerce a função de presidente da autarquia para a cidade onde quer residir num futuro mais próximo.

Perante o estilo barbárico do Sul, o Norte, incompreensivelmente, responde com silêncio e apatia.

É visível ano após ano, a evolução no estilo barbárico das gentes “civilizadas” da capital falida. Os primeiros motins organizados no início do milénio, que levaram Filipe Santos à sala de cirurgia, em risco de perder a visão, ocorriam em túneis de menores dimensões e de parca iluminação, no pavilhão da Luz, para onde eram arremessados “cocktails molotov”, sempre que um qualquer vulto de azul ali passasse. Túneis ainda sem instalação de “câmaras”.

Ora com o aparecimento de um histerismo de castração cerebral, baseado no “american bullshit” chamado Big Brother, o uso de câmaras nos túneis tornou-se uma “obrigatoriedade cívica”. Em túneis de gente civilizada, entenda-se.

Em conjunto com a patética acção da polícia portuguesa, conivente com os atropelos à liberdade de direitos dos cidadãos do Norte de Portugal, as gentes bárbaras civilizadas instigam os “defensores” da soberania, a deslocarem-se fardados para uma das portagens de uma qualquer auto-estrada nos limites do império lissabónico, a parar um grupo vestido de azul que quase passava a fronteira “impunemente”. Os instigadores terão alertado a polícia para o facto de o trajecto das gentes azuis não incluir a passagem em nenhum túnel. Não tinham ainda uma técnica apurada de arremesso de cocktails em espaço aberto, embora já o tivessem experimentado em várias ocasiões.

Dito e feito. Semanas depois, novo grupo azul desloca-se à capital falida para apoiar a mais galardoada equipa de sempre do hóquei em patins deste pobre país de Eusébios e Sebastiões. No intervalo de mais um festival azul em pavilhão vermelho, imagens de um autocarro azul a arder são transmitidas por um dos órgãos de comunicação do poder vermelho. A técnica de arremesso de cocktails em espaço aberto tinha sido aprimorada. Diz-se na capital falida que o instrutor de arremesso teria sido um dos assassinos de um adepto sportinguista numa final da Taça de Portugal. Até então a arma de arremesso era o “very light”. Very, very impressive.

Os treinos de arremesso prosseguiram num jogo de uma final de um campeonato de juniores. Um grupo de energúmenos do arremesso, entram pela Academia de Alcochete adentro e “ganham” sozinhos (ou com a ajuda da sempre competente Federação Portuguesa de Futebol) o campeonato nacional de juniores de futebol. Impressionante.

A passagem para a acção electronicamente assistida em túneis iluminados, foi um passo natural.

A contratação de indivíduos desconhecidos para provocar os jogadores do FCPorto no túnel da Luz é prática corrente, não foi iniciada em 2008.

Não pode o cidadão equilibrado, porém, quedar-se entre a apatia e a estupefacção perante as cenas dos túneis quando na mesma arena há tipos que saltam os curros e agridem o árbitro auxiliar. Que diabo!, Santo Deus!

O cidadão equilibrado não pode nem deve quedar-se entre a apatia e estupefacção quando em zona limítrofe da capital da barbárie, ocorre uma tentativa de assassinato do Presidente do FC Porto, nem quando pela enésima vez, o autocarro do FC Porto é apedrejado em terra de “tias” e gente do Jet 8.

Está na hora de dizer basta. Os apitos Dourados que não podem ser Encarnados, os casos dos túneis que não podem ser sequer apreciados para que os melhores interpretes do FC Porto fiquem de fora de combate, a violência repetida, que passa impune e a protecção e encobrimento fétidos que a Comunicação Social oferece aos prevaricadores têm que ter resposta. Queriam investigar e condenar Pinto da Costa, pois condenassem. Mas teriam de investigar e condenar todos os dirigentes primodivisionários do nosso pseudo-futebol.

O facciosismo das entidades que governam o desporto em Portugal e a protecção contínua dos OCS aos atropelos e perseguição ao Porto cidade e ao seu clube mais representativo não podem passar impunes. Ou as gentes do Porto continuarão a cavar a sua própria sepultura.

Já todos repararam que as elites da cidade do Porto estão vendidas ao dinheiro miserável do centralismo. Se não estão, provem-no. Faço aqui o mesmo repto que foi feito no blogue Renovar o Porto, aos comentadores desportivos que representam o FC Porto nos “debates” da Comunicação Social do regime. Saiam. Batam com a porta. Ou pelo menos ameacem sair em simultâneo. Se não o fizerem, são coniventes com a situação terceiro-mundista de ataque descarado ao Estado de Direito que vivemos actualmente.

Quanto à SAD do FC Porto, não há como qualificar nem a apatia perante esta situação, nem o distanciamento inexplicável em relação aos adeptos. A mesma SAD que não deu ao treinador soluções para substituir as pedras decisivas que perdeu em mais um Verão de milhões.

21 abril 2009

Prostituição intelectual

Três notas muito breves:

1- Não ouvi dizer, nem li, sobre o lance que deveria ter dado lugar a castigo máximo por falta claríssima sobre Lucho no passado Porto-Benfica (ocorreu logo aos 18 minutos), nada na comunicação social, similar ao histerismo associado à mão na bola de Meireles neste Académica-Porto. Que a história do jogo seria diferente. Que a agressão de Sidnei sobre Lucho 5 minutos depois da penalidade escamoteada por Pedro Proença, obrigaria o Benfica a jogar com 10, quando provavelmente já estaria a perder por 1-0.

2- Não ouvi, nem li, absolutamente nada, aquando da suspensão pioneira e ridícula a Lisandro, acerca do castigo máximo inexistente, provocado por uma rajada de vento que derrubou Moutinho, no Sporting-Porto, sob o olhar de um Lucílio Vigarista do costume. Situação semelhante, mas que, oferece comparação lisonjeira para Moutinho, uma vez que Lisandro sofre contacto humano enquanto Moutinho é derrubado por forças ocultas (da natureza). Uma coisa que em lei de contratos na América do Norte se chama de “Frustration”, quando o contrato tem que ser rescindido por motivos incontroláveis (ex. furacões, cheias, terramotos, etc.). Digamos que o contrato de honestidade entre Porto e Sporting naquele jogo, é quebrado por motivos de força maior, que estão para além do controlo das partes envolvidas. Os vendavais de Alvalade.

3- Espero igualmente, que a frustração motivada por mais uma vitória (justíssima) do Porto e que o azeite que parece cair da cabeça sebosa e encaracolada do anão, não o impeça de tentar vislumbrar uma qualquer falta de profissionalismo motivada quiçá, por dinheiros (também ocultos), oferecidos aos profissionais do Vitória de Setúbal, para que esse golaço na própria baliza que abriu o caminho para os golos no Bonfim, fosse uma realidade. Idem para a decisão suspeita, que se quer fazer parecer arbitrária, de treinar e não treinar, conforme a direcção de que sopra o vento lá para os lados da Reboleira.

Com tanta intempérie, espero que quem faz a defesa do FCPorto na comunicação social saiba apontar estas “falhas intelectuais”, a quem sofre do síndrome de “Frustração” que grassa nos espaços onde lhe oferecem o previlégio de poderem expor as suas ideias.

06 março 2009

Mais uma derrota Orelhuda

«O Comité de Competições de Clubes da UEFA aprovou segunda-feira alterações ao artigo que quase excluiu o F.C. Porto da Liga dos Campeões em futebol, faltando agora o aval do Comité Executivo, que reunirá a 24 de Março.

"O artigo (1.04) em causa foi analisado, mas a sua versão final só será pública depois de aprovada pelo Comité Executivo", disse à Agência Lusa fonte do organismo europeu.

Na reunião desta segunda-feira, e segundo a mesma fonte, o Comité de Clubes definiu outras "emendas ao regulamento de competições" em vigor, insistindo que as mesmas também só serão públicas após a reunião de Março do Comité Executivo.

Como já tinha confirmado à Agência Lusa o director de comunicação da UEFA, William Gaillard, no final do ano passado, o organismo já estava há algum tempo a discutir eventuais alterações ao artigo 1.04 do regulamentos de competições, que define os critérios de admissão dos clubes e mereceu críticas do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS).

A alínea d) do ponto 1.04 do regulamento de competições da "Champions" determina que um clube "não pode estar ou ter estado envolvido em qualquer actividade destinada a viciar ou influenciar o resultado de um jogo, a nível nacional ou internacional".

Foi esta alínea que excluiu, numa primeira instância, o FC Porto (condenado em Portugal em dois processos de tentativa de corrupção) da Liga dos Campeões, mas que mereceu posteriormente reparos do TAS no acórdão que confirmou em definitivo a participação dos portistas na "Champions".

Na apreciação dos recursos, entretanto rejeitados, de Vitória de Guimarães e Benfica à decisão da UEFA em apenas reapreciar o processo do FC Porto após a época desportiva 2008/2009, o TAS deixou muitos reparos à alínea que desencadeou toda a polémica.

A mais alta instância jurídica desportiva internacional ressalvou que, se levada à letra, a norma excluía perpetuamente todos os clubes comprovadamente envolvidos em actos ilícitos, já que não estava previsto qualquer período de exclusão.

Outro dos reparos feitos pelo TAS apontava ao desrespeito pelo princípio de igualdade de tratamento, pois só haveria sanção em caso de qualificação para a prova. Sem apuramento, não haveria condenação.

A mesma fonte da UEFA confirmou também à Agência Lusa que o Comité de Controlo e Disciplina, a mesma instância que chegou a excluir o FC Porto da Liga dos Campeões, vai mesmo reapreciar o processo dos "dragões" numa das próximas reuniões.

A próxima está agendada para 19 de Março, não sendo certo que o caso do FC Porto seja um dos temas a debater, enquanto a seguinte será apenas em Maio, uma vez que este órgão costuma reunir-se com uma periodicidade de dois meses.»
In Jornal de Notícias

Derrota dos trapaceiros, em toda a linha.

Não deixa de ser curioso o facto de, num só mês, a iniciativa circense promovida pelo poder centralista e pelo benfiquismo de garrafão, poder vir a ser desmontada de vez, lá fora e cá dentro.

Parece que depois da estalada em directo no aeroporto de Lisboa a contar para o caso "Moretto" (esse grande guarda-redes), ocorreu uma outra para os lados de Gaia a uma alternadeira, heroína de batalhas centralistas e prémios "Pulitzer Lisboa", a contar para o caso "como assassinar uma figura pública que não pactua com as fantochadas do Terreiro do Paço".

Parece que a técnica teve uma evolução, deixou de ser televisionada.

Mas espera lá, não é de Gaia também esse grande ícone do verdadeiro benfiquismo que tem uma técnica de "calduço" inconfundível? Não me digas que os gajos têm ali a Sul do rio uma equipa B do Benfica? O "SL Chapada de Gaia"?

18 fevereiro 2009

O momento da equipa

O futebol de Jesualdo nunca foi atraente, mas foi-o quase sempre eficaz, salvo momentos de puro azar como o do ano passado nos oitavos de final da Liga Milionária. Estou com o treinador (que às vezes faz de relações públicas e elemento da SAD), até ao fim (eu que cheguei a pensar que o melhor era ele ter dito adeus em Outubro). No entanto penso que é muito importante trazer para a discussão algumas questões que devem ser analisadas.

No último jogo, em que um qualquer Coentro desmioladinho fez uma festa galinácea por ter marcado um belo golo, o Porto mais uma vez não teve meio campo e o que mudou verdadeiramente o rumo da partida foi a entrada de Lisandro. A provar que quando se mexe na equipa deve mexer-se bem e não mal.

Tal como em Belém, onde Lisandro entrou e fez um passe de morte para matar o jogo, as suas movimentações são e foram decisivas para partir a defesa adversária. Sem Lisandro a equipa é uma sombra de si própria, pelo que ele joga e faz jogar, pelos espaços que cria para que os outros dois da frente tirem rendimento do seu repentismo e da sua explosão.

As asneiras tácticas foram desta vez diferentes das do jogo com o Benfica mas igualmente castradoras do futebol da equipa e do domínio que esta pode ter do jogo.

Já fomos testemunhas de muitos erros posicionais. Todos nos lembramos decerto dos primeiros meses da época. Primeiro foi o posicionamento do Rodriguez. Depois foi o do Hulk.

Encontraram-se as posições ideais para os dois e a certa altura o futebol da equipa (antes do Natal) tinha ligação e velocidade, mesmo com o Lisandro e o Lucho em sub-rendimento. Já muitas vezes falei do posicionamento dos dois em Istambul e em casa com o Arsenal.

Já se viu onde podem render os dois (Hulk e Rodriguez), mas neste momento, regressamos a um fosso antigo, entre as linhas de meio campo e ataque que fazem do Porto uma equipa lenta e sem explosão ofensiva. Lembremo-nos que o nosso meio campo não tem transportadores de bola e nem "panzers" de primeira linha. Na hipótese ínfima de o treinador decidir de uma vez por todas juntar as linhas e colocar estes dois jogadores onde eles podem render, então pode ser que voltemos ao rendimento pré-natalício, senão prevejo muitos dissabores até final da época.

A gestão disciplinar do plantel é uma lástima. Estamos com 4 jogadores, habituais titulares, em risco de exclusão. Isto leva a uma gestão obrigatória, mas quase cómica do plantel. Por isso tantas dificuldades, apesar do Lucho estar a subir a olhos vistos e do Meireles estar a voltar à sua melhor forma (será que a subida de rendimento de um ter a ver com a do outro?).

A somar à juventude de muitos e à gestão agora necessária de alguns, as falhas de posicionamento revelam-se suicidas.

A importância dada ao Farías esta semana é justa, mas não deve ser menor que a dada às opções do treinador. Farías não é o avançado de que o Porto precisa. Rendeu mais porque jogou na sua posição natural mais de 90 minutos e porque São Bruno se lembrou, numa jogada de raça, bem à central do Porto, de subir pelo flanco e arrancar um cruzamento com conta, peso e medida, que o rato de área aproveitou. Estas ocorrências intermitentes são próprias de jogos contra uns Coentrozitos, não acontecerão contra Atléticos de Madrid. A falta que não faz Adriano...

Quando olho para Guarín e Tomás Costa, vejo dois jogadores que nada evoluíram desde que chegaram ao Porto. Não por falta de valor, mas por falta de minutos e de quem os faça evoluir. Quando olho para o nosso banco e vejo Guarín, Tomás Costa, Farías e Mariano e depois vejo outros quatro jogadores como Adriano, Ibson, Alan e César Peixoto, que foram esquecidos ou emprestados, facilmente descortino a diferença de valor e de soluções que o nosso banco teria. No jogo com o Benfica, na falta de nervo do treinador para modificar o posicionamento do meio campo, soluções para partir a defesa contrária precisavam-se.

Não vou aqui falar do caso do Luís Aguiar, porque sinceramente para mim a sua situação é algo confusa (alguém da bancada que explique por favor de uma vez por todas se o passe ainda é do Porto ou não) e um ano a jogar com regularidade está-lhe a fazer muito bem. Não vou perder tempo a falar do Renteria porque acho que não é opção que venha acrescentar algo ao plantel. Pode ser que esteja enganado. Mas há “muito boa gente” a jogar por outros emblemas que seria muito útil a este plantel.

Tem sido uma época difícil, muito irregular. Situação expectável dada a inexperiência do plantel. Mas não é com as opções que o banco oferece, as substituições que temos operado e a ridícula gestão dos cartões amarelos que se verifica, que podemos ver os jogos com a certeza de que tudo corre com estabilidade e com a confiança habitual de que se à equipa faltar engenho, a estrutura e a raça tratarão do resto.

Espero que a maioria dos cartões seja “limpo” na véspera da primeira mão da meia-final da taça de Portugal e que a partir desse momento o núcleo duro da equipa se mantenha. Seria quase caricato e amador que uma equipa que levou tanto tempo e esforço para ser trabalhada se visse agora, novamente “amputada” e a perder processos que tão bom resultado deram no passado, porque imagine-se, a questão dos cartões amarelos não foi bem equacionada.

Tanto tempo para encontrar estabilidade táctica e uma equipa base, para depois essa estabilidade se perder, ou porque a posição de algumas pedras fundamentais volta ser o que não deve ou porque as substituições são uma lástima, ou pela impossibilidade de utilizar A ou B porque as questões disciplinares não estavam na agenda.

Estabilidade precisa-se.

P.S. Apesar de devermos ser críticos, devemos apoiar quem entra no campo para representar as nossas cores. O público do Dragão é manifestamente uma vergonha. Um bando de burgueses ignorantes. O Mariano e o Tecla podem não ser os jogadores que o Porto precisa, mas quando jogam devem ser acarinhados e apoiados como qualquer outro. Com tanto assobio e falta de apoio não há aquisição que resista.

22 janeiro 2009

FC Porto já “pagou” o Dragão com as receitas da “Champions”

"O FC Porto já arrecadou 109 milhões de euros nas 14 presenças na Liga dos Campeões, valor que representa 2,1 por cento do montante total distribuído pela UEFA nas 17 edições (5,065 mil milhões). Além de partilhar com o Manchester United o recorde de presenças na “Champions”, o FC Porto lidera destacado as contas portuguesas e supera mesmo largamente o somatório dos ganhos dos outros três clubes com participações na prova, Sporting (36,7), Benfica (33,9) e Boavista (14,1), que perfazem 84,7 milhões. As contas referem-se aos números totais das primeiras 16 edições (prémios por resultados e verbas referentes às transmissões televisivas), mais os euros distribuídos na presente temporada exclusivamente pelas prestações desportivas, que no caso português renderam 10 milhões a FC Porto e Sporting, ambos qualificados para os oitavos-de-final. Só com as verbas arrecadadas na Liga dos Campeões, o FC Porto, 14º clube com mais rendimentos na prova, conseguiu “pagar” o Estádio do Dragão (98 milhões) e a manutenção do mesmo recinto, inaugurado em Novembro de 2003, durante quase quatro anos (três milhões estimados por cada ano). Se fossem contabilizadas as receitas de bilheteira, então o FC Porto teria conseguido “suportar”, com alguma folga, a polémica construção da Casa da Música, um empreendimento com um orçamento inicial de cerca de 33 milhões de euros e que acabou por custar mais de 111 milhões. Quanto ao Sporting, os 36,7 milhões ganhos até ao momento, num total de cinco presenças, permitiram ao clube de Alvalade “cobrir” 42,6 por cento dos custos do novo estádio (89 milhões), enquanto o Benfica conseguiu “saldar” 21,1 por cento (33,9 milhões) do Estádio da Luz, o mais caro dos três grandes, com um custo total estimado em 160 milhões de euros. Foi também com o FC Porto que Portugal conseguiu o único título na história da Liga dos Campeões, na época 2003/04, um feito que rendeu na altura aos portistas 18,7 milhões de euros. A façanha da equipa orientada, na altura, por José Mourinho compensou, em parte, o registo histórico, pelos piores motivos, da época anterior, a única que, até ao momento, não contou com nenhum representante português na Liga dos Campeões. No sentido inverso ao da temporada 2002/03 ficaram as épocas de 2006/07 e 2007/08, nas quais o futebol português conseguiu o recorde de três representações, nas duas ocasiões a cargo de FC Porto, Sporting e Benfica."
Em "O Jogo"
O FC Porto em Portugal, é inigualável.

Esta é uma noticia que não deve passar em claro, ou cair no esquecimento.

Representa o que deveria ser o jornalismo desportivo. Factual, imparcial, verdadeiro. São factos, indesmentiveis, que demonstram a diferença abismal de qualidade de resultados desportivos e financeiros entre os chamados grandes de Portugal.

Esta noticia demonstra que no momento, apenas existe um grande em Portugal: o FC Porto.

O FC Porto não beneficiou de alterações de PDM's para poder construir integralmente, o seu estádio, com dinheiro dos contribuintes, como é apanágio de muitas "cestas sem tinta" que por aí andam.

O FC Porto não beneficiou para além do que é razoável em situações semelhantes, de ajudas para a construção do Dragão, ao contrário de outros que estão envolvidos em negócios escuros com "empresas de betão armado" que se vangloriam em textos vergonhosos pela ajuda que a que se permitiram prestar a "mui nobre" instituição da capital deste "grande" império da praça do comércio.

O FC Porto não foi multado pela CMVM como uns "Calimeritos" que por aí andam armados em virgens ofendidas, que conquistaram em mais de duas décadas dois míseros campeonatos: um conquistado com muita Paixão em Campomaior e outro com o recorde mundial de penálties assinalados a favor da pleiade de mergulhadores de então. Os dois roubos, alentejano e número de penálties, constam do livro de recordes do Guiness.

O FC Porto, não está envolvido em casos estranhos de financiamento de eleições no clube, discutidas por entre um qualquer copo de Vinho, que permitem a um banco "usurpar" património do clube e tentar obter "voto" nas decisões regadas com azeite de directores desportivos "fabricados a fato Armani" de um dia para o outro.

Enquanto uns se vangloriam com feitos inexistentes, aquisições de "achados coxos" e exemplos ilusórios de gestão desportiva que se diz inovadora e competente, mas que é anedótica e ruinosa, outros preparam projectos reais de vitória, a longo prazo. Coisa rara em Portugal.

O que não é raro na nossa imprensa desportiva e nas correntes de opinião é apresentar uma visão distorcida dos factos para desgraçado ler por entre uns comprimidos de Metalist. Aquilo que é determinante para o sucesso consistente com resultados reais de qualidade, que se prolongam no tempo, não interessa por norma valorizar.

Eu sei que é quase motivo de tristeza, sentir admiração ao ler um texto destes. Mas correndo a nossa imprensa, onde até artigos económicos na actual conjectura, aparecem com falhas graves, ou atrasos de semanas, "isto" tem que ser considerado um verdadeiro "achado".

A situação mundial com que agora nos deparamos, relembra-nos que a factura dos erros comissionistas pode levar ao abismo.

Relembrar que criámos uma estrutura inigualável, ao longo do passado mais recente, permite encarar o futuro sabendo que estamos a investir em projectos de longo prazo, condizentes com a realidade actual e deve ser o mote para entrar no novo ano com a confiança de um campeão.

Para todos os Portistas de Bancada um 2009 repleto de vitórias.

19 novembro 2008

No país da inveja, os seguidores inveterados do mal educadíssimo Gaúcho, parecem preferir que a selecção perca, a testemunharem o êxito de Queirós.

As Marias Amélias agradecem.

Portugal é um pais pequeno com um talento imenso. Quando trabalhamos com afinco num produto que amamos e trabalhamos em conjunto o resultado é a exportação de produtos que raramente têm rival. Sem entrar em questões muito técnicas, reparem só no vinho, no azeite, no queijo e nos jogadores de futebol. Todos do melhor que há no mundo. Somos nós que temos a matéria prima e que a trabalhamos de forma inigualável.

O problema é que o jogador de futebol não é um produto inerte. Por isso é também necessário (e muito) trabalhar-lhe a mente. Sem ir aos estudos de antropologia morfológica do Jorge Dias, onde está bem explicado de onde vem e o que representa o homem português, e dando o devido desconto motivado pelo enorme número de misturas que esta raça Portuguesa contém, é fácil de ver, que o Português tem um grande defeito: a incapacidade de trabalhar em conjunto.

Quando esta incapacidade é ultrapassada, os resultados são por norma estrondosos. E todos além fronteiras ficam admiradíssimos como é que um país tão pequeno pode alcançar resultados deste nível, alguns fazem comparações e dizem mesmo que nunca conseguiriam fazer “tal coisa”. Mas nós conseguimos. Talvez porque conseguimos, torna-mo-nos excessivamente competitivos entre nós.

Portugal tem jogadores de luxo. São portentos de técnica e alguns são jogadores que fisicamente nada ficam a dever a outros que provêem de futebóis directos como os do norte da Europa. São jogadores experientes, jogam ao mais alto nível nos melhores campeonatos da Europa e nas competições com maior visibilidade no mundo. Têm cultura táctica suficiente para saberem ler um jogo e adaptarem-se às vicissitudes do mesmo. Os jogadores Portugueses têm portanto capacidades de sobra para lutar por títulos Mundiais e Europeus e para adoptarem uma atitude solidária e altamente competitiva em qualquer jogo, contra qualquer adversário. Têm portanto, a obrigação de saberem actuar como um grupo coeso.

Mas raramente o fazem.

Posto isto, há questões a colocar:
Porque terão sido sempre, os jogadores Portugueses, um bando de Marias Amélias mimadas, que “fabricam” grupinhos na selecção e que privilegiam objectivos pessoais acéfalos em vez de privilegiarem o bem comum, os resultados do grupo e os títulos internacionais?

Porque será que a selecção nacional sempre se portou como uma entidade fragmentada com querelas individuais e clubísticas a sobreporem-se ao interesse nacional?

Porque será que depois dos casos Saltillos e Paulas, depois de passeios em olivais lavrados em vésperas de meias-finais de Euros em 84 (em vez de preparações profissionais ajustadas) com as Amélias a dormir em pisos de hotel separados consoante o clube que representavam, depois dos actos xenófobos de alguns dos eternamente adorados pela nossa comunicação social analfabeta aquando da nacionalização de Deco (que é um dos poucos jogadores que não é uma Amélia), porque será pergunto eu, que a degeneração das meninas continua?

Porque será que os Portugueses são tão invejosos e quezilentos consigo próprios? Qual é o objectivo primordial de uma gente que se odeia a si própria?
A realidade é esta: a grande maioria dos jogadores Portugueses é imatura e mal formada. São rodeados por gente mal preparada e por um ambiente de total indisciplina em que os prevaricadores são todos os dias elevados a deuses do Bananal por essa comunicação social analfabeta e mesquinha que tão bem conhecemos. Quando se educam crianças não se devem enaltecer nem ignorar as atitudes de falta de respeito.

E é precisamente isso que a maior parte da comunicação social faz. Quando Scolari obteve resultados tão fantásticos como as derrotas com a Itália, Espanha, (0-3 em casa num jogo humilhante para Portugal em Guimarães), Grécia (por duas vezes em casa), Rep. Irlanda, França, Alemanha, Dinamarca, Polónia, e os excelentes empates com o Lichtenstein, a Polónia, a Sérvia e Finlândia (estes 3 últimos todos em casa), nunca se vislumbrou nenhuma capa de jornal a chamar burro ao seleccionador.

Talvez pelo facto de os nossos jornalistas sofrerem do sintoma de “invejosis acéfalus”, logo ao 4º jogo Queirós é apelidado de burro.

Enfim, Queirós provavelmente não terá tido pulso para tomar conta de tanta Maria Amélia mimada e imatura, mas não tem uma equipa base preparada por Mourinho e não pode entrar dentro de campo com um chicote e obrigar as meninas a comportarem-se como homens.

A preparação mental dos nossos jogadores tem sido tão mal feita ao longo dos anos, que neste momento não existe sequer um líder dentro do campo. Existem estatutos. Ora agora o ataque de mimo deu-me a mim e por isso quem marca o livre sou eu.

O lixo da Federação ainda não foi varrido e o ciclo ainda não se completou. Até lá só com outro milagre Mourinho se poderá sonhar com títulos e qualificações sem sobressaltos Albaneses. Para mim, o seleccionador nacional deveria sempre ser estrangeiro. Só um estrangeiro estará imune a determinadas pressões e só um estrangeiro não terá pejo em insurgir-se contra determinadas atitudes, que para nós Portugueses parecem normais de tão recorrentes, mas que para ele são uma novidade completamente inaceitável.

A não ser que haja para aí outro Sargentão. Mas tem que ser um a sério, de carreira, que isto de fazer correr Amélias tem muito que se lhe diga.

03 novembro 2008

Mudança precisa-se, antes que o barco se afunde de vez

Todo o Portista vê que algo vai mal no nosso clube. E o mal vem de cima.

Não vou perder muito mais tempo a tentar vislumbrar as falhas tácticas do nosso treinador ou a alimentar o desgastado debate sobre as qualidades de alguns dos reforços. Vou apenas reafirmar que Mariano, Benitez, Bolatti e Farias estão a mais no plantel. Que para mim Sapunaru, Tomás Costa, Hulk, Rolando, Pelé e Guarin são bons reforços.

Também o eram Ibson, Fabiano e Seitaridis e nunca tiveram uma verdadeira hipótese de mostrar o que valiam. Foram assobiados e desmoralizados na primeira época de Dragão ao peito. Isso comprometeu a evolução de jogadores que hoje seriam titulares importantíssimos da nossa equipa. Precisam de ser trabalhados convenientemente e necessitam de tempo para evoluir tacticamente e minutos de jogo nas suas posições de origem. Como precisaram Bosingwa, Pepe e Bruno Alves.

Parece-me evidente que o Tomás Costa é um belo jogador que não pode voltar a perder minutos na posição de lateral esquerdo. E que Hulk é o único jogador capaz de desmoronar as defesas adversárias, na falta de um modelo de jogo conseguido que permita à equipa fazê-lo em conjunto. Poderoso, explosivo, muito forte no um para um, é um diamante por lapidar, muito verde tacticamente, que precisa de um treinador de nível mundial que o leve ao patamar que o Porto precisa.

Parece-me consensual que falta no plantel um defesa esquerdo com qualidade para actuar ao nível exigido a um habitué na Liga dos Campeões.

A equipa não tem bola, falta alguém com qualidade para a fazer circular no meio campo. O nosso miolo não tem explosão nem alguém que consiga esconder a bola quando precisamos de a guardar.

Estas são para mim as principais deficiências do plantel. Outros adeptos terão outras opiniões, mas penso que estas duas falhas são evidentes.

Estes problemas conduzem-nos para duas discussões. A incompetência e a falta de pulso gritantes do nosso treinador e a “indecência” que grassa na SAD do nosso clube.

A SAD
A nossa SAD não tem vergonha na cara. Nenhum Portista entende como é que uma terceira posição dá lugar a bonificações avultadas aos seus administradores. Não vou aqui escalpelizar o conhecido relatório e contas aprovado na passada semana, nem falar das ridículas gratificações que esses senhores recebem bem ao estilo “Wall Street”, aquando da chegada dos camiões de sul-americanos que não servem à equipa.

Nem vale a pena ir mais longe, só gente mal formada é que pode ter o desplante de apresentar um relatório com o passivo e as “bonificações salariais” decorrentes de falhanços desportivos (estamos a falar de uma colectividade desportiva). Parece mentira mas é verdade.

A nossa formação está de rastos. Já observámos uma dezena de jogadores oriundos das camadas jovens que não têm o mínimo de qualidade para integrar o plantel principal.

O projecto que deve em 2011 trazer frutos e ajudar ao rendimento do plantel principal é uma prioridade que demonstra que a visão do nosso Presidente não está tolhida. Antes pelo contrário.

Mas então o que se passa na SAD? Onde estão os homens como Reinaldo e Pinto da Costa? Onde estão os sucessores desta direcção? Onde está o sangue novo que precisa de se formar para preparar “a sucessão”? Vítor Baía não vai certamente poder fazer tudo sozinho.

O Treinador
Porque é que Jesualdo continua à frente do plantel?

As culpas das contratações têm forçosamente de ser repartidas entre SAD e treinador. O treinador deve ser o elemento primordial nas contratações, tal como o foram Adriaanse e Mourinho.

O melhor defesa esquerdo do Porto imagine-se é Leandro e nem está no plantel. Farias treina com equipa e Adriano vai para o desemprego? Ibson não tinha lugar neste plantel? Bolatti é-lhe superior?

Depois meus caros Portistas, é muito difícil avaliar a qualidade de um jogador quando a equipa não tem rumo, não tem fio de jogo, ninguém sabe o que fazer dentro do campo dado o deserto de ideias que é o nosso treinador. Disse aqui logo no princípio do campeonato que Jesualdo deveria procurar um sistema que se adaptasse às características dos jogadores que tem. Não o fez convenientemente. Agora tenta fazê-lo, tarde e a más horas. Sem capacidade para o fazer, está agora a destruir por completo a equipa. A confiança não existe e a desmoralização é quase anedótica.

Se queremos campanhas consistentes na Europa e um projecto a longo prazo, precisamos de um treinador de nível mundial, que não existe na velha guarda de treinadores do nosso país. Não é a ressuscitar fantasmas do passado ou antigos jogadores que vamos formar uma equipa vencedora. Esses ex-jogadores devem ser representantes da mística nas diferentes camadas e modalidades, mas nunca vão ser os gestores de um plantel ou os artífices das nossas próximas vitórias.

Tem a palavra o nosso Presidente.

22 outubro 2008

45 minutos de avanço e um um autocarro em frente da baliza

Já estamos quase em Novembro e ainda não se vislumbra um modelo de jogo definido. Jesualdo ou está confuso ou com receio e perdeu tempo.

Como é apanágio das equipas Ucranianas o Dínamo fez um jogo com uma defesa altamente mecanizada e um bloco baixo que inviabilizou a profundidade do futebol Portista e retirou os espaços no último terço. Muita pressão sobre a bola, onze jogadores por detrás dela. Jogou para empatar e ganhou.

O Porto jogou para ganhar e perdeu. Perdeu por diversas razões. A razão principal foi um livre que acontece uma vez na vida. Pontapé violentíssimo, a bola leva um efeito caprichoso no final da sua viagem e surpreende Nuno.

O futebol praticado foi o dos últimos dois anos e meio, chato, não tem profundidade e é castrador da imaginação, principalmente no miolo do terreno.

Qualquer equipa que venha ao Dragão jogar desta forma, arrisca-se a não perder.

Porque o Porto ainda não tem um sistema bem implementado que combine Hulk e Lisandro.

Porque Jesualdo insiste no inconsequente Mariano, quando tem Hulk no plantel (tendo em conta que Tarik ainda não tem ritmo para 90 minutos). E porque o Porto não tem um abre latas. Não temos um patrão no meio campo que “parta” o jogo, que crie roturas com passes de morte e dribles que desequilibrem o meio campo adversário.

Já sei que alguns não concordam mas volto a relembrar Ibson. Esta é uma daquelas decisões do nosso treinador que nunca entendi. Lucho é um 8 e não é Meireles que vai assumir as despesas da organização ofensiva quando o meio campo se encontra menos povoado. Não tem características para isso e tem um desgaste defensivo enorme. Mas com Ibson no meio campo, fosse a 6, fosse a 8 a bola girava de outra forma.

Nas substituições Jesualdo fez o que pode.

Esteve muito bem na primeira. Mas não corrigiu a asneira (ilegítima nesta fase) Mariano, ou por outra, corrigiu-a tarde.

Pela primeira vez tivemos a oportunidade de ver o Porto a jogar num sistema mais dinâmico com dois avançados na frente e apenas dois homens no miolo.

E que diferença. Total domínio da partida com os Ucranianos acantonados. Que falta fez nesse período um verdadeiro 10 ou um Lucho com a frescura que se impunha. Traída pela falta de experiência a equipa perdia por consequência a clarividência e mostrava coração mas não demonstrava organização nos momentos chave.

Há claramente movimentos que ainda estão mal trabalhados. Hulk e Lisandro são compatíveis mas não combinaram com acerto uma vez que fosse. Hulk como sempre mudou o jogo e embora individualista deixa sempre a sensação que deve ser titular e que o treinador perde tempo e compromete resultados ao deixá-lo no banco. Há muita falta de trabalho na ligação entre estes dois jogadores. As discussões entre ambos, são elucidativas.

Mais uma vez o Porto entra com o sistema estático do ano passado, com dois alas a jogar a extremos que interpretam mal o sistema. Dando aso às suas características fogem insistentemente para o meio, procurando terrenos onde se sentem mais à vontade. Julgo que era tempo de acabar com a insistência em jogadores que interpretam mal o sistema do ano passado e, pior que isso, não têm características para jogar nele. Mariano não dá profundidade ao flanco e não é a solução ofensiva para o apoio a um lateral com a qualidade de Sapunaru (mais um belo jogo do Romeno, certo a defender e muito perigoso na área adversária).

Este ano os abre-latas não estão nas alas e o sistema não pode ser o mesmo. Quando Jesualdo dá o sinal em Alvalade que começa compreender isso pensei que entramos no ponto de viragem necessário, mas este jogo revelou que o treinador teima em desligar-se dos medos do passado.

Há que apoiar os jogadores porque abnegação não faltou. Há que insistir em Hulk, é um diamante e precisa de jogar com Lisandro. Há que discipliná-lo tacticamente e criar-lhe juízo e humildade. Haja pulso e coragem.

O resto não é novidade, existe já um estigma de incapacidade que cresce na equipa quando está em desvantagem. Isto porque a equipa sabe, que o sistema trabalhado não é um sistema que permita virar resultados. Os jogadores têm coração mas não têm ligação.

Mais 45 minutos de avanço com um sistema desadaptado às características dos jogadores que iniciaram a partida e mais 67 minutos com um jogador que não tem qualidade para ser titular. Pormenores destes podem ser fatais na Liga dos Campeões. Se juntarmos a isto a sorte, que só protegeu o adversário… enfim.

O Dínamo não mostrou nada sem ser acerto defensivo. Somos muito superiores tecnicamente e temos tudo para ir à Ucrânia ganhar. Haja vontade e uma pontinha de sorte que nos faltou.

03 outubro 2008

Uma equipa em construção. Haja coragem para a construir.

Com Adriaanse certos jogadores fizeram-se "Jogadores". Gostava que Jesualdo fizesse o mesmo. Mas ainda não fez.

Por entre o "descalabro de Londres" (mais um nessa ilha cinzenta), ficou uma certeza: a dificuldade do treinador para se adaptar a um sistema diferente do seu habitual e estático 433.

Há uma falta gritante de trabalho táctico nesta equipa.

Tendo em atenção a diferença abismal entre o orçamento das duas equipas, em vez de andarmos todos na histeria de pedir a cabeça do treinador e colocar em causa a valia dos jogadores, penso que podemos e devemos discutir “a sério” o jogo e o actual momento da equipa.

Das imensas opiniões que populam a caixa de comentários em dias de derrota ou empate, até agora muito poucas focaram (para mim) os problemas fundamentais deste jogo:
  1. O enorme fosso que separa o meio campo e o desamparado Lisandro;

  2. A dificuldade do meio campo do Porto em circular e esconder a bola.

As rotinas não estão criadas para o 442. Nem para a “espécie” de 451 que Jesualdo utilizou. Um meio campo muito novo, que nunca jogou junto, a jogar num sistema nunca antes experimentado e visivelmente mal trabalhado, deu no que vimos: meia hora de muito esforço que escondeu algumas das debilidades da equipa e uma hora de desnorte que as revelou de forma cruel.

Não me parece justo falar-se da condição física do Porto quando os jogadores passam uma partida inteira a tentar colmatar as falhas tácticas com correrias desenfreadas, tentando tapar as brechas visiveis e a chegar sistematicamente atrasados à segunda bola. A qualidade do passe advém do preenchimento dos espaços e da capacidade técnica dos jogadores. Se ninguém sabe bem onde deve estar… tirem as vossas conclusões.

Este meio campo com um 442 bem trabalhado, com o dispensado Ibson e o cerebral Lucho, ambos a esconder a bola e a criar passes de rotura, com jogadores raçudos e bons tácticamente como Meireles, Rodriguez e Tomás Costa a municiar jogo na frente para dois avançados móveis como Hulk e Lisandro, poderia dar uma equipa muitíssimo sólida.

O principal problema do Porto está no meio campo. O meio campo andou perdido todo o jogo. Fernando não foi o tampão de que o Porto precisava, não só pela sua inexperiência mas também porque não tinha tempo para respirar. O meio campo não escondia a bola e não fazia o adversário correr atrás dela. Foi impossível escapar à pressão alta do Arsenal.

Os centro-campistas tentaram, enquanto houve fôlego para (tanto) correr atrás da bola, encurtar o fosso que os separava de Lisandro, mas o esquema estava verde, mal trabalhado, não existem rotinas. Nem um desdobramento!

A diferença de trabalho táctico vê-se na velocidade a que a bola rola e na forma como os jogadores aparecem nos espaços criados pelas movimentações uns do outros. Um Arsenal veloz, inebriante, a jogar de olhos fechados e um Porto estático e previsível.

Parece-me evidente que não temos um lateral esquerdo ao nível de uma Liga dos Campeões, mas será justo culpar Benitez que jogou 90 minutos totalmente desamparado frente a um dos melhores extremos a actuar na Europa e que mesmo assim revelou bom sentido posicional a defender? Quantas vezes ele esteve em desvantagem numérica? Acham que assim, algum lateral consegue sair a jogar?

Será que o nosso treinador não conhecia o extremo direito do Arsenal?

Dar mais liberdade a Rodriguez significa “puxá-lo” de extremo para médio ala e não colocá-lo numa posição de vagabundo a defender unicamente uma determinada zona de construção do Arsenal. Especialmente se isso desampara defensivamente o lateral contra Sagna e Walcott.

Sobre Sapunaru, sinceramente não entendo os comentários negativos. Fez mais um bom jogo. Bem a defender, menos bem a atacar. Sempre muito seguro no jogo de cabeça. Ajudado pelo Tomás Costa que tem um raio de acção enorme e parece ter 3 pulmões.

Sobre as substituições, nada a dizer, são iguais a tantas outras que Jesualdo já fez. Desfazendo de vez a equipa como é seu apanágio.

Não será a hora de esquecer as rotinas do passado que estão desfazadas com as caracteristicas dos jogadores contratados e apostar em Hulk definitivamente, sacrificando um dos homens do meio campo? Não será hora de trabalhar a sério um sistema mais móvel? Sem ter medo de praticar um futebol mais ofensivo, no qual a primeira zona de construção do adversário seja de facto pressionável?

Os jogos mais recentes mostram que a época foi mal planeada. O sistema que deveria ter sido trabalhado não o foi. Jogadores importantes para o novo esquema, como Ibson, foram surpreendentemente dispensados. Se Jesualdo não se superar a si e aos seus medos, a nossa sina nestes jogos a eliminar será a mesma dos dois anos que passaram. Mas acredito que se Jesualdo for corajoso ainda estamos a tempo de construir uma verdadeira equipa. Haja coragem.

19 setembro 2008

Pressionar como um bloco em meia hora e sofrer o dobro do tempo


Finalmente a Liga Milionária começou com uma vitória. E logo em ano platinado de queixinhas.

Foi um grande resultado, com uma exibição na primeira meia hora que deixa água na boca e permite antever periodos de grande futebol quando a equipa estiver mais entrosada e quando fisicamente se atingirem os niveis desejados.

Vencemos contra uma equipa recheada de valores e gente experiente que sabia muito bem o que andava a fazer em campo. Fomos das poucas equipas que conseguiu a espaços, um domínio tão avassalador nesta primeira jornada. Outros exemplos são o Manchester e o Real Madrid com este último a jogar contra um adversario muito mais fraco e que, apesar disso, não produziu um resultado mais volumoso que o nosso.

A profundidade nas alas não é a mesma do ano passado. Isto é apenas disfarçado pelos rasgos do Rodriguez. E é perfeitamente normal nesta fase. Os laterais e os médios-ala são todos novos. Acho que é um factor a ter em conta antes de se criticar o rendimento dos laterais. As alas são inteiramente compostas por jogadores novos e sem qualquer experiência de Liga dos Campeões.

Há muita coisa a melhorar defensivamente, principalmente dentro da área perante livres ou cruzamentos perigosos. Vimos muitas vezes os adversários aparecerem em vantagem na área para finalizar depois de cruzamentos bem medidos (saidos dos pés de grandes jogadores).

Lisandro falhou oportunidade soberana para sentenciar o jogo e ele próprio sabe, melhor que ninguém, que não pode voltar a ter um momento daqueles num jogo da Liga dos Campeões onde os pormenores tudo decidem. Isso não apaga a sua enorme exibição.

Como houve muito mais aspectos positivos que negativos importa salientar alguns dos positivos.

Este Porto é uma equipa menos previsível ofensivamente do que a do ano passado. Consegue jogar num espaço muito mais curto, em 30-40 metros, sem se desarticular nem esticar muito em campo. Isto foi para mim, o que de mais importante ficou deste jogo. Aquela primeira meia hora deixa antever um Porto mais compacto, porque é mais fléxivel. Todos trabalham para todos. Na primeira meia hora pressionámos alto e como um bloco.

E foi por isso que voltei a gostar do Tomás Costa, numa altura em que as pernas faltavam em ambos os conjuntos, e com o Porto a pagar a factura daquela primeira meia hora avassaladora, o jogo “estendeu-se”. Aragonés assim o pretendia nos últimos 10 minutos. O jogo partiu, com o factor sorte a poder ditar (mais do que a qualidade das equipas) o resultado. Tomás Costa entrou para evitar que, com o jogo partido e o campo a “alongar-se”, os dois do miolo turco não distribuíssem jogo nem fizessem passes a rasgar a nossa defesa. E foi ele que ajudou Fernando nessa tarefa (e muito bem) quando a frescura já não existia. Para além disso ainda saiu a jogar 2 ou 3 vezes com clarividência.

Estes dois últimos jogos confirmaram que ganhámos uma equipa. Jogadores muito novos como Sapunaru, Rolando e Fernando foram lançados às feras e apesar dos arranhões sairam vivos e mais capazes. No seu primeiro clássico e no seu primeiro embate Europeu, Rolando e Fernando estiveram quase irrepreensíveis e Sapunaru mostrou no lance do terceiro golo a sua capacidade competitiva. Bosingwa levou 3 anos para se fazer no lateral que hoje deslumbra a Europa.

Acabar o jogo com apenas 3 jogadores de campo (!) oriundos do plantel da época passada e apresentar este rendimento, é obra. E isso deve-se muito a Lucho. Pela primeira vez realizou uma verdadeira pré-época e o resultado está á vista.

Há obviamente muito a melhorar, mas esta equipa tem uma margem de progressão enorme e tem tudo para ser uma equipa muito sólida e compacta.

Sobre o público do Dragão não há muito mais a dizer do que já foi dito. Seria uma discussão para dissertações e teses sociológicas. O comportamento dos públicos no futebol tem muito a ver com factores sociais e com a cultura dos povos. O ambiente nos estádios portugueses é, na generalidade, assim para o pobre. Não fossem os Super Dragões e os funerais eram apoteóticos.

27 agosto 2008

A vitória do trabalho e da não invenção

O Professor não inventou, foi fiel ao seu esquema e ganhou. Como de resto estou convencido que teria ganho no jogo da Supertaça se não tivesse inventado. Lisandro no meio, homem do jogo. Raça, aproveitamento dos espaços, dinâmica, está lá tudo. Tudo o que ele não pode fazer numa ala. Depois, evidentemente, no meio campo e nas alas tudo gira de forma diferente. Já tinhamos observado isto nos 5 minutos após Lisandro ter saltado da ala para o meio no jogo com o Sporting. Falhou golos, é verdade, mas foi ele o farol da estratégia portista, à falta de um meio campo que conseguisse conduzir jogo.

Tomás Costa jogou pela primeira vez (!) na sua posição e fez um grande jogo.

Foi uma exibição muito segura de um jogador sem qualquer rotina e que jogou, pela primeira vez, com os habituais titulares. Ja aqui tinha dito que é um bom jogador e no Domingo confirmou-o mais uma vez.

O Guarin entrou bem porque entrou para a sua posição. Força, explosão e um trato da bola excelente.

Excelente para os críticos do costume, mas não para mim, foi a exibição do Hulk e o seu golo. Não porque o tenha visto jogar muitas vezes, mas porque ao contrário de certos portistas, sei ver como um jogador trabalha a bola e a forma como encara os lances para saber se está ali potencial ou não. E o Hulk é um jogador de facto, impressionante. Na força e na técnica.

Meireles veio provar o que muitos de nós andamos a dizer há um mês: se não há Fernando, deve haver Meireles. Muito seguro, embora na primeira parte ainda um pouco macio no choque, empresta muito maior rigor táctico e mais apoio defensivo aos laterais. Devem ser estas as duas soluções para a posição de trinco. Embora a meu ver Fernando deva ser a primeira escolha.

O Sapunaru com mais um bom jogo, a provar o grande lateral que é e a margem de progressão que ainda tem. Técnica anormal para um lateral com a sua envergadura, muito poderoso e perigoso a jogar de cabeça. Há arestas defensivas a limar e muitas melhorias a fazer nas subidas à linha para centrar. Por vezes faz a corrida pouco na diagonal e dá espaço ao médio ala adversário para fazer o que quer. Mas o potêncial está lá todo. So não vê quem não quer. Benitez, mais uma vez seguríssimo a defender e a aparecer a espaços e bem no ataque. Quase marcava. Portanto, o que mudou neste jogo foi a abordagem táctica com Mariano e Rodriguez muito bem nas alas, embora este sem a frescura do costume e o farol Lisandro no meio, que foi o homem do jogo com justiça.

Uma palavra para os sul-americanos que viajaram esta semana. Todos deram o litro e lutaram até à exaustão.

Casimiro Mior com o baixo nível e a decadência intelectual que se lhe conhece, queixou-se da arbitragem, quando o jogador que foi expulso o deveria ter sido muito antes e quando ainda na primeira parte viu o fiscal de linha roubar um penaltie claríssimo com consequente expulsão perdoada do guarda redes do Belenenses (numa das arrancadas do Sapunaru). Entradas sobre Lucho para amarelo, foram 4, 3 das quais sem nenhum jogador admoestado.

Tudo na vida é assim, digo eu, e pode ser que esteja errado. Mas quando trabalhamos um sistema devemos ser fiéis a ele. Não podemos dar tiros nos pés e desatar a inventar à professor Pardal, por qualquer Sporting que apareça.

Uma nota negativa para o Helton nos cantos. Certamente que o seu ordenado não serve para combinar jantares na pequena área com o Zé Pedro. Certamente que lhe pagam, entre outras coisas, para liderar o posicionamento dos seus defesas aquando da marcação dos cantos. Desconcentrações gravíssimas que Jesualdo não deve deixar passar em claro.

Espero que a tendência de trabalho semanal e de não invenção se mantenha daqui para a frente.Espero que o erro crasso de colocar Lisandro numa faixa nunca mais seja repetido.Espero que de uma vez por todas o Professor dê um sinal aos seus jogadores que confia no trabalho que fazem. No deles e no seu.

P.S. - Aos Portistas que desatam a dizer mal dos reforços a torto e direito sem os conhecerem peço-lhes calma. Evidentemente muita coisa haverá a melhorar nos proximos meses. Mas é com tempo e paciência que se integram elementos novos. Não é a cruxificá-los ao primeiro erro. Os reforços são de elevado nível e devem ter o seu tempo para se integrarem.

29 julho 2008

O Novo Plantel


Foi bom jogar contra uma equipa de grande porte físico como o Celtic. E foi isso que mais me ficou na retina no jogo de apresentação: temos uma equipa muito mais forte fisicamente do que na época passada. Isso e os livres do Lino.

Se Quaresma ficar, e se Jesualdo o conseguir motivar para estar ao seu melhor nível (o que não acontece desde há um ano), temos um plantel de luxo. Mais forte do que o da época passada em muitos aspectos.

Mas, para estar ao nível dos melhores na Europa, temos problemas a resolver e muita coisa para
melhorar.

1- O Guarín ainda não é um trinco. Estou a ver que o Jesualdo quer fazer dele um trinco, mas não sei quanto tempo isso levará.

Guarín é um jogador muito potente e com muita técnica. Mete a bola onde quer, vai ao choque e é agressivo a atacar. Mas não tem posicionamento defensivo para jogar a trinco. Foi facilmente ultrapassado por várias vezes em zona recuada do meio campo. Está inadaptado naquela posição. Esperemos para ver no que ‘a coisa vai dar’ com o aumento de confiança e entrosamento. Como diziam em França, "um diamante em bruto".


2- Sapunaru, é um grande reforço. Muito forte fisicamente, quando embalado é quase impossivel de travar. Sabe conduzir a bola e aparece com muito perigo na área nos lances de bola parada, a fazer valer o seu porte físico e o seu bom jogo de cabeça. A nossa superioridade na primeira parte foi tal que defensivamente não foi possivel descortinar grande coisa.

3- Rodriguez, é outro grande reforço. Um verdadeiro jogador de equipa. Explosivo e com bom drible, muito trabalhador na recuperação. Faz um trabalho constante de pressão alta com Lisandro que vai dar muitas dores de cabeça aos adversários.


4- Tomás Costa, nunca pôde verdadeiramente jogar na sua posição e não acho útil andar a fazer perder minutos de jogo em outras posições do terreno que não a de médio volante ou a de trinco. Para além de ser tempo perdido não é bom para a moral do jogador, que nunca consegue actuar ao seu nível. Trata bem a bola e conduz o jogo com passada larga. Parece-me muito bom jogador.

5- Fernando, sabe transportar a bola e armar jogo. Adaptar-se-á mais rápidamente à posição de trinco do que qualquer outro jogador. Sinceramente, não entendo porque jogou tão pouco tempo. Especialmente quando Jesualdo resolveu dar minutos ao inadaptado Bolatti, que nunca será o pêndulo de que o Porto precisa.

6- Rolando, não teve muito trabalho e defensivamente esteve bem. Mas nota-se ainda, uma forma de jogar à “equipa do meio tabela”, quando sai para o ataque. Principalmente nos lançamentos longos. Com tempo, provavelmente fará a dupla de centrais com Bruno Alves.

7- Benitez. Uma contratação para o banco. Espero que se revele mais útil do que Mariano, Bolatti e Farias. Infelizmente estes dois últimos foram ainda mais caros. Tudo jogadores que nada acrescentam e pior, tapam o lugar a outros que tendo sido mais baratos ou formados no clube nunca terão assim uma oportunidade para mostrar o seu valor.

Os dois principais problemas
A posição de trinco
Já todos sabemos, é especialmente difícil avaliar o real valor de jogadores que para além de não jogarem nas suas posições de origem, jogam num sistema pouco ou mal trabalhado por Jesualdo como é o 4-4-2.


Se calhar, se Bolatti jogasse no habitual sistema e com os habituais titulares faria um jogo melhor. Se calhar, se Tomás Costa jogasse a trinco com os habituais titulares faria um bom jogo. Provavelmente será assim que o Guarín irá evoluir, já que
parece que Fernando não terá muita sorte. O que é facto é que temos um problema para resolver nessa zona decisiva do terreno. Será que, não querendo Jesualdo utilizar Fernando, não seria melhor soltar Guarín e experimentar Meireles a 6? Será que o professor terá coragem para criar todos esses novos automatismos entre Guarín, Lucho e Meireles? Ou achará que haverá demasiado a reaprender? Ele é que trabalha com eles todos os dias. Ele é que sabe.

A falta de profundidade ofensiva
Para mim este é um problema que já vem da época passada. No ínicio da época valeu-nos São Quaresma a colmatar aquilo que os automatismos de ataque (ou a falta deles) não resolviam. Este problema desvaneceu-se com a grande época de Lisandro e a sua adaptação (ou re-adaptação) à posição de ponta de lança.

Este ano, enquanto Lisandro não readquirir a forma necessária, vamos sofrer do mesmo mal. Este problema é mais visivel quando a equipa passa a jogar com dois avançados. Farías não tem porte físico para dar profundidade à equipa. Esta era a posição que precisava de um reforço de ‘peso’. Espero que Hulk seja o jogador que tanto precisamos e que assim nos tornemos numa equipa mais fléxivel e com mais soluções.

21 julho 2008

Um país de mentecaptos ou demissionários da verdade? Simplesmente, Serviço Público.

O Bananal está de luto. As expressões de enterro com que os jornaleiros da praça dão a conhecer os veredictos da verdadeira justiça são a representação clara da cultura dos pobres (de espírito), a inveja. As capas despidas da principal notícia são a prova da azia generalizada dos invejosos.

O destilar de ódio dos invejosos não tem fim. O ridículo a que chegaram os jornais desportivos é no mínimo humilhante para classe jornalística portuguesa. Como que o estrubuchar dos desgraçados para desgraçado ler e rezar. “Olhai, olhai, todos nos roubam aquilo que queriamos roubar! Mas tende calma irmãos, que a decisão é provisória! As decisões são todas provisórias quando são contra o centralismo vermelho!”

Horas depois, por entre mais um imigrante brasileiro esfaqueado mais a sul do Porto que a Norte de Lisboa e mais um tiroteiozito na tal capital perfumada e hiper-civilizada das obras faraónicas, vem a revelação: “Ora bolas, a decisão é definitiva…”.

Entretanto um tal Yebda, está plenamente convencido que vai jogar a Champions! Mas, “para o ano”. Um Pongolle já não vem, um Rodriguez já foi mas atenção, um Aimar chegou (mais um pseudo salvador da pátria, qual Adu, qual Mantorras, qual Di Maria). Valeu 8 capas de jornais nos últimos 15 dias.

No antro dos descomunicadores sociais da corja, o mais importante são falsas declarações e escutas indevidamente utilizadas (que duraram quase um ano e deram no que deram). As siglas CD, MJM, MP e PGR é que são boas. As siglas TIC, UEFA e TAS, não representam grande coisa. O que interessa é o acessório e o essencial não presta. Não interessa que a verdadeira justiça tenha arquivado um determinado caso duas vezes!

Ora, como isso não interessa, há que levar um qualquer orelhudo para a televisão, porque afinal quem manda nos jornaleiros tem direito a defender-se (com direito a entrevista- guião) ao vivo e a cores. Serviço público. Foram minutos hilariantes bem ao estilo TopoGigio. Consegui ver 5 até cair do sofá a rir. Desmentir-se 2 vezes por minuto. Outro recorde para o Guiness do clube mais grande. Espero que a Abóbora lá fique por muitos anos.

...Tal como um jornalista chamado Carlos Daniel entrevista Ricardo Costa como que elevando um ignorante a profeta, com um deleite nos olhos como quem se derrete com barbaridades. Dar tempo de antena a quem planeia circos. Serviço público.

Este foi por sinal o mesmo jornalista que defendia no programa do provedor, há umas semanas atrás, que era de pleno direito da televisão do serviço público abrir telejornais com meia hora a falar de nada sobre a selecção dos Anti-Baías. Porque o público tem direito a saber que o autocarro movido a vontade de vencer, saiu mesmo agora do cruzamento 22 com a La Boheme e diz-se que Ricardo terá ido a casa de banho. Vamos então esperar que ele saia para concluirmos a reportagem. Serviço público. O mesmo serviço público que não transmitiu a meia final da Taça Uefa entre Porto e Lázio em 2003. E viva o Torneio do Guadiana.

Não haverá comprimidos suficientes para curar tanto ignorante. Depois de tanta propaganda anti-Porto e de tanta injustiça da pseudo-justiça desportiva, conseguiram novamente, humilhar-se. A sina dos nossos adversários nas últimas duas décadas: tentar fazer as coisas por outro lado como se o “regime” ainda existisse, e mesmo assim, sairem sempre derrotados. Que nulidades escabrosas.
E pronto! Falemos de futebol.
P.S. - Senhor Procurador Geral da Républica, já leu a carta enviada por elementos da Judiciária, sobre o Apito Encarnado? Já lá vão uns meses... e nada se ouve sobre o assunto. Estão a trabalhar em quê? Em mais uma montanha que vai parir outro rato? Esperemos ao menos que não seja um rato caro, daqueles a quem se tem de pagar indeminizações.

06 julho 2008

A República do Bananal

Ficou provado que no CJ da Federação Portuguesa do Bananal estamos em minoria e não teremos qualquer hipótese de ganhar o caso. Pelo simples facto de que a lei não interessa. Também pode ser que o não percamos.

Não interessa que o caso tenha sido arquivado (pela segunda vez!!) quando avaliado pela “verdadeira justiça” e que as testemunhas de acusação não tenham qualquer credibilidade. As tais testemunhas que foram a base da punição em apreciação.

Não interessa que a forma como foi deduzida a acusação e a punição ao FC Porto pela CD da Liga, seja possivelmente ilegal (com base na utilização de escutas). Quem forneceu essas escutas???

Estamos perante a revolução dos 5 estarolas (pode ser que sejam só quatro).
Imaginem um conselho de guerra. O Presidente delibera e ordena. O seu secretário assina. Os 5 generais da vida airada decidem então dizer ao seu Presidente “ó Presidente, esqueça lá isso, e se quiser vá-se lá embora e nós ao jantar decidimos a táctica de guerra, que você não pesca nada disto.”

Para onde vai este país? Não existe qualquer isenção nem credibilidade nas instituições democráticas desportivas. Ninguém acredita nelas. Só há uma solução. A criação de um Tribunal do Desporto que seja uma entidade desligada dos clubes e das figuras que os dirigem. O Estado não pode nem deve continuar a alhear-se desta decisão que urge ser tomada. Por muito que compense a um estado de um país corrupto, alimentar telenovelas para esconder os verdadeiros problemas económicos e sociais.

Quanto tempo mais, ficará entregue a justiça desportiva a esta gente? Não fará caso aos verdadeiros magistrados do meu país tamanha incompetência? Quanto tempo mais, perderá o desporto português (com repercussões na sua performance internacional), até criar um Tribunal do Desporto?

O que tem a dizer o sempre incompetente Presidente da Federação Portuguesa do Bananal sobre este caso? Um completo incompetente que nunca soube limpar nem arrumar a sua casa. Todos os clubes são responsáveis pela vergonhosa representação que têm na Federação (incluindo o FC Porto). Sempre apoiaram a sua reeleição. Na Liga o FC Porto é também responsável, nem que seja pelo afastamento permanente a que se ditou em relação a todas as decisões deste órgão.

Para quando as investigações aos atropelos, agressões, invasões de estúdios, coação sobre a Federação do Bananal (que parece estar a dar resultados), publicidades a casas de apostas desportivas, EstorilGates, decisões sobre jogadores mal inscritos que poderiam dar descida de divisão e já agora destruição de autocarros e agressões com direito a golpes de Karaté? Será que nenhum destes casos é passível de investigação da "justiça desportiva"?
Mas isso seria num país a sério.

Nunca na República Vermelha e Verde do Bananal.

30 junho 2008

Sobre a defesa mediática e institucional do nosso clube aos ataques da inveja

Devo dizer que escolhi este espaço para debater ideias porque sempre achei que podíamos discutir tudo o que quiséssemos, por muito diferentes que sejam as nossas opiniões.

O nosso jornalismo desportivo está de rastos e a blogosfera começa a ser o lugar de eleição para o debate de ideias e acompanhamento em tempo real daquilo que vai acontecendo no nosso futebol.

Há 3 ou 4 blogs Portistas, que suplantam largamente a qualidade de qualquer blog dos clubes adversários. Quando temos a razão do nosso lado e existe um ideal, eu diria histórico e social, por detrás da nossa paixão, só podemos ser mais fortes, até no debate de ideias. Os textos do Zé Luís são para mim um exemplo de como se devia escrever nos jornais desportivos em Portugal. Mas, valores mais altos se levantam. Vejo uma grande qualidade na blogosfera Portista. Há um grande debate e uma qualidade que vem colmatar as deficiências do sítio da Internet que o nosso clube apresenta.

Aliás, a política de imagem seguida pelo clube não tem ajudado em nada a garantir os nossos resultados desportivos, nem à blindagem do balneário, nem tão pouco ao sossego necessário para se preparar uma época que se apresenta como um grande desafio.

Existe claramente uma pecha na estrutura de gestão desportiva do clube, a falta de duas figuras que representem o clube na comunicação social. Figuras cujo papel seja o de defender e vender a imagem do clube na comunicação social e no mundo da Internet. Como se faz em qualquer empresa que esteja ligada a um produto especial com vicissitudes mediáticas diferentes. Gostaria que essas figuras aparecessem. Uma mais nova e desconhecida, outra mais experiente com créditos firmados. Caras presentes, a quem se possa associar a imagem do clube. Porque, meus amigos, não é com comunicados que se defendem os direitos a a imagem de um clube.

Gostávamos de estar a discutir exclusivamente as ocorrências do defeso. Mas não há espaço nem tempo para tal. É com pena que vemos todas as semanas os ataques desesperados daqueles que dentro do terreno de jogo não demonstraram qualquer qualidade para nos bater. Agora até autocarros queimam. Esses ataques derivam de um desespero provocado pela falta de resultados desportivos. Na instituição Benfica, faz-se como na política, desviam-se as atenções do fracasso (desportivo), com acções populistas de coacção sobre instituições que deveriam estar acima de qualquer pressão institucional ou mediática. Atira-se areia para os olhos dos benfiquistas, com a choradeira habitual suportada por uma comunicação social vermelha completamente facciosa, que por ironia, tem sido uma das traves mestras da desgraça que paira na segunda circular, ao esconder a verdadeira falta de qualidade que por ali vai e, ao atacar o FC Porto com mentiras e notícias falsas de jogadores que "rejeitam" jogar no Tri-Campeão nacional.

É a realidade da nossa nação.

A juntar a esta "resma" de futilidades, temos agora Platini. Falta de nível, ignorância, falta de preparação para assumir as responsabilidades da posição que ocupa, presunção de autoridade que não tem e não lhe é reconhecida.

Perante tudo isto, o que vai o FC Porto SAD fazer? Que respostas serão dadas?

Confio na lição aprendida no passado mês para ver um volte de face na estratégia Portista no que concerne à defesa dos direitos do clube na comunicação social e na Internet. Isto para já não falar na nossa representação e estratégia na Liga de Clubes. Temos provas de que o nosso Presidente é a pessoa certa no lugar certo e certamente que essa estratégia já estará a ser preparada.

Muitos criticaram a SAD e outros houve que até pediram a demissão do Presidente. Os primeiros falharam muitas vezes no conteúdo e sempre no timing, há tempo para tudo. Dos segundos nem vale a pena falar. Sempre fui apologista da união entre todos os Portistas. Por isso acho que devíamos debater estas questões sem histerias nem preconceitos.

Como Portista não espero senão uma estratégia concertada de ataque cerrado a quem nos tenta denegrir e tirar o mérito de tantas vitórias alcançadas com tanto trabalho e com recurso a tanto esforço e talento tão genuínos.

PS: Quero agradecer ao Zirtaev a oportunidade que me deu, para poder ser um elemento activo no debate de ideias sobre o nosso clube. Fá-lo-ei na medida das minhas possibilidades e disponibilidade.