equivalente aos sub-21 e utilizando prioritariamente os juniores ou em transição para a primeira equipa.12 agosto 2009
63, 64, e a contar...
equivalente aos sub-21 e utilizando prioritariamente os juniores ou em transição para a primeira equipa.18 fevereiro 2009
Ouro sobre azul

Atleta do Ano: Lisandro López (Futebol)
Futebolista do Ano: Jorge Fucile
Atleta de Alta Competição do Ano: Nuno Marçal (Basquetebol)
Atleta Amador do Ano: Mariana Marinho (Bilhar)
Atleta Jovem do Ano: Ricardo Dias (Futebol de Formação)
Atleta Revelação do Ano: Paulo Santos (Natação)
Técnico do Ano: Franklim Pais (Hóquei em Patins)
Seccionista do Ano: Carlos Carneiro (Basquetebol)
Dirigente do Ano: Fernando Oliveira (Atletismo)
Funcionário do Ano: Vítor Pombo
Quadro do Ano: Daniel Pereira
Sócio do Ano: Jorge Martins
Filial/Delegação do Ano: Casa do F.C. Porto de Espinho (Nacional) e Casa do F.C. Porto de Pretória (Estrangeiro)
Recordação do Ano: Adolfo Roque (a título póstumo)
Dedicação do Ano: João Manuel Barros
Dragão de Honra: Ilídio Pinto e Manoel de Oliveira
22 janeiro 2009
FC Porto já “pagou” o Dragão com as receitas da “Champions”

"O FC Porto já arrecadou 109 milhões de euros nas 14 presenças na Liga dos Campeões, valor que representa 2,1 por cento do montante total distribuído pela UEFA nas 17 edições (5,065 mil milhões). Além de partilhar com o Manchester United o recorde de presenças na “Champions”, o FC Porto lidera destacado as contas portuguesas e supera mesmo largamente o somatório dos ganhos dos outros três clubes com participações na prova, Sporting (36,7), Benfica (33,9) e Boavista (14,1), que perfazem 84,7 milhões. As contas referem-se aos números totais das primeiras 16 edições (prémios por resultados e verbas referentes às transmissões televisivas), mais os euros distribuídos na presente temporada exclusivamente pelas prestações desportivas, que no caso português renderam 10 milhões a FC Porto e Sporting, ambos qualificados para os oitavos-de-final. Só com as verbas arrecadadas na Liga dos Campeões, o FC Porto, 14º clube com mais rendimentos na prova, conseguiu “pagar” o Estádio do Dragão (98 milhões) e a manutenção do mesmo recinto, inaugurado em Novembro de 2003, durante quase quatro anos (três milhões estimados por cada ano). Se fossem contabilizadas as receitas de bilheteira, então o FC Porto teria conseguido “suportar”, com alguma folga, a polémica construção da Casa da Música, um empreendimento com um orçamento inicial de cerca de 33 milhões de euros e que acabou por custar mais de 111 milhões. Quanto ao Sporting, os 36,7 milhões ganhos até ao momento, num total de cinco presenças, permitiram ao clube de Alvalade “cobrir” 42,6 por cento dos custos do novo estádio (89 milhões), enquanto o Benfica conseguiu “saldar” 21,1 por cento (33,9 milhões) do Estádio da Luz, o mais caro dos três grandes, com um custo total estimado em 160 milhões de euros. Foi também com o FC Porto que Portugal conseguiu o único título na história da Liga dos Campeões, na época 2003/04, um feito que rendeu na altura aos portistas 18,7 milhões de euros. A façanha da equipa orientada, na altura, por José Mourinho compensou, em parte, o registo histórico, pelos piores motivos, da época anterior, a única que, até ao momento, não contou com nenhum representante português na Liga dos Campeões. No sentido inverso ao da temporada 2002/03 ficaram as épocas de 2006/07 e 2007/08, nas quais o futebol português conseguiu o recorde de três representações, nas duas ocasiões a cargo de FC Porto, Sporting e Benfica."
Em "O Jogo"O FC Porto em Portugal, é inigualável.
Esta é uma noticia que não deve passar em claro, ou cair no esquecimento.

Representa o que deveria ser o jornalismo desportivo. Factual, imparcial, verdadeiro. São factos, indesmentiveis, que demonstram a diferença abismal de qualidade de resultados desportivos e financeiros entre os chamados grandes de Portugal.
Esta noticia demonstra que no momento, apenas existe um grande em Portugal: o FC Porto.
O FC Porto não beneficiou de alterações de PDM's para poder construir integralmente, o seu estádio, com dinheiro dos contribuintes, como é apanágio de muitas "cestas sem tinta" que por aí andam.
O FC Porto não beneficiou para além do que é razoável em situações semelhantes, de ajudas para a construção do Dragão, ao contrário de outros que estão envolvidos em negócios escuros com "empresas de betão armado" que se vangloriam em textos vergonhosos pela ajuda que a que se permitiram prestar a "mui nobre" instituição da capital deste "grande" império da praça do comércio.
O FC Porto não foi multado pela CMVM como uns "Calimeritos" que por aí andam armados em virgens ofendidas, que conquistaram em mais de duas décadas dois míseros campeonatos: um conquistado com muita Paixão em Campomaior e outro com o recorde mundial de penálties assinalados a favor da pleiade de mergulhadores de então. Os dois roubos, alentejano e número de penálties, constam do livro de recordes do Guiness.
O FC Porto, não está envolvido em casos estranhos de financiamento de eleições no clube, discutidas por entre um qualquer copo de Vinho, que permitem a um banco "usurpar" património do clube e tentar obter "voto" nas decisões regadas com azeite de directores
desportivos "fabricados a fato Armani" de um dia para o outro.Enquanto uns se vangloriam com feitos inexistentes, aquisições de "achados coxos" e exemplos ilusórios de gestão desportiva que se diz inovadora e competente, mas que é anedótica e ruinosa, outros preparam projectos reais de vitória, a longo prazo. Coisa rara em Portugal.
O que não é raro na nossa imprensa desportiva e nas correntes de opinião é apresentar uma visão distorcida dos factos para desgraçado ler por entre uns comprimidos de Metalist. Aquilo que é determinante para o sucesso consistente com resultados reais de qualidade, que se prolongam no tempo, não interessa por norma valorizar.
Eu sei que é quase motivo de tristeza, sentir admiração ao ler um texto destes. Mas correndo a nossa imprensa, onde até artigos económicos na actual conjectura, aparecem com falhas graves, ou atrasos de semanas, "isto" tem que ser considerado um verdadeiro "achado".
A situação mundial com que agora nos deparamos, relembra-nos que a factura dos erros comissionistas pode levar ao abismo.
Relembrar que criámos uma estrutura inigualável, ao longo do passado mais recente, permite encarar o futuro sabendo que estamos a investir em projectos de longo prazo, condizentes com a realidade actual e deve ser o mote para entrar no novo ano com a confiança de um campeão.
Para todos os Portistas de Bancada um 2009 repleto de vitórias.
20 novembro 2008
Prestígio...
"Vítor Baía, antigo jogador do F.C. Porto e actual director de relações externas do clube, vai ser distinguido pela Confederação do Desporto de Portugal com o prémio «alto prestígio».
Para além do ex-guarda-redes, o prémio será também entregue à selecção portuguesa de hóquei em patins que conquistou o primeiro título mundial, em 1947. O galardão vai ser entregue a Correia dos Santos, único elemento dessa equipa que ainda é vivo.
Os prémios serão entregues na Gala do Desporto, que se realiza esta quinta-feira no Casino Estoril, e que vai estar subordinada ao tema «amor à camisola»."
...do Portistas da Bancada
Não é todos os dias que se atingem números destes de páginas vistas num blog:
E isto em pouco mais de dois anos, o que para mim é deveras prestigiante.Mais uma vez, só tenho de agradecer a todos os Portistas que enchem esta Bancada.
Acho que é hora de dizerem de vossa justiça: o que acham deste blog? Digam o que está bem, o que podia estar melhor, o que está mal, o que deveria estar e não está, o que está e não deveria estar, etc. A caixa de comentários é toda vossa, aliás, como sempre foi.
Obrigado a todos.
07 junho 2008
Mais um...
... título para Baía
Finalmente alguém ou algo relacionado com o FCPorto irá merecer o devido reconhecimento da presidência da republica e isto depois desta receber e condecorar perdedores, como foi o caso da selecção portuguesa segunda classificada no último europeu, tendo ao mesmo tempo esquecido o campeão
europeu de clubes desse mesmo ano de 2004 e que tanto prestígio deu ao futebol português pelo mundo fora. Vitor Baía foi o eleito e irá receber o seu primeiro título depois de ter terminado a sua belíssima carreira. O jogador mais titulado do mundo, agora Director de Relações Externas do FC Porto, irá ser distinguido no próximo 10 de Junho pelo presidente da republica, desta vez com o Título de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, entrando para um restrito lote de jogadores que já possuem essa condecoração, como são, por exemplo, Eusébio e Luís Figo.
Este título, mais um para Baía, é atribuído como uma distinção que premeia a prestação de serviços relevantes a Portugal, seja no próprio país, seja no estrangeiro. Todos nós, portistas, já o tinhamos reconhecido como uma bandeira do FCPorto e de Portugal pelo mundo inteiro, faltava, finalmente, o devido reconhecimento da nação. Parabéns Vitor Baía.
... jogador do FCPorto na selecção
"Nuno Espírito Santo a caminho da Suíça
Portugal actuou de acordo com os regulamentos e solicitou à UEFA a substituição do guarda-redes Quim que contraiu uma fractura num punho no treino de ontem, portanto antes do início do Euro 2008 e chamou para o substituir Nuno Espírito Santo, guardião do FC Porto, que viajará amanhã de manhã para a Suíça. No jogo de hoje, frente à Turquia, estará no banco de suplentes o jovem guarda-redes do Sporting, Rui Patrício."
In O Jogo
Em relação à selecção de Portugal deixo uma curiosidade. Com a inclusão do Nuno, o número de jogadores que são ou já foram do FCPorto são 11 e dariam para fazer a seguinte equipa:
12 maio 2008
Antigamente era assim
"Há horas em que as palavras não saem, por isso prefiro recordar aqui pelas palavras do Dr. Sardoeira Pinto, registadas na História Oficial do FC Porto - Alfredo Barbosa - Edição O Comércio do Porto, um episódio que vivendo-o na infância sempre me deixou orgulhoso do FC Porto e das suas cúpulas. Este episódio, foi para mim um exemplo para a vida, de luta pelos ideais, de perseverança. Hoje sinto-me atraiçoado.

Corria o já mais ou menos longínquo ano de 1983. Ainda soprando com força os ventos de da Revolução de Abril de 1974, a Federação Portuguesa de Futebol, ao tempo presidida pelo Dr. Silva Resende, deliberara no princípio da época, atendendo à então existente plena igualdade dos cidadãos, deve ser a Final da Taça de Portugal disputada no Estádio das Antas, de modo a poder ser a Festa do Futebol levada às gentes do Porto, como prémio à sua dedicação e ao seu entusiasmo pela modalidade.
Foi-se desenrolando a época, sucederam-se as eliminatórias e surgiram como finalistas o F.C. Porto e o Benfica. Rebentou então a bomba! Na verdade, dando o dito por não dito, a Federação passou a entender dever ser a Final disputada no Estádio de Oeiras e não no do F.C. Porto, alegando como argumento essencial ter aquele um aspecto helénico, uma beleza olímpica e constituir o melhor ambiente para a realização do jogo. Pasme-se!
Entrou, como naturalmente seria de esperar, em ebulição a gente portista, justamente indignada por tamanha injustiça constituir mesmo uma espoliação! Como era sua competência, a Direcção, com Jorge Nuno Pinto da Costa à frente, protestou contra a arbitrariedade e após muitas palavras ditas, litros e litros de tinta gastos nos jornais e variadas intervenções levadas a cabo na Rádio e na Televisão, a Federação, reconsiderando, tomou uma nova posição: a Final seria disputada em Coimbra, sensivelmente a meio caminho entre as cidades dos dois finalistas... e encerrar-se-ia o assunto!
Não se convenceu o F.C. Porto e, sem desfalecer, insistiu na defesa do por si considerado seu direito absoluto e natural. Manteve o órgão de cúpula do futebol a sua posição e, para saber o pensamento dos sócios, pediu-me a Direcção para convocar uma Assembleia Geral Extraordinária.
Em noite memorável, realizou-se ela no agora inexistente Pavilhão Dr. Américo de Sá e tal foi a afluência que me cheguei mesmo a arrepender de não a ter feito em pleno estádio. Foi a maior de sempre até hoje na História do Clube e a Nação Portista compareceu em peso para, honrando o Poeta Manuel Alegre, dizer como ele "haver sempre alguém que diz não" à prepotência, à ditadura, a tudo que é tirania!...
Era extremamente delicada a situação pois cominavam os Regulamentos Federativos - e cominam! - que uma falta de comparência implicaria a descida da equipa de futebol à 3ª Divisão... e era intenção portista não ir à Final se esta não fosse realizada na nossa sacrossanta casa! Não ficou um lugar vago no Pavilhão e milhares de associados quedaram-se no exterior ansiosos por conhecer o desfecho da Assembleia. Vários oradores falaram durante horas e depois, por unanimidade e aclamação, foi votado que ou a Final se realizava como fora inicialmente deliberado ou a equipa do F.C. Porto não comparecia, sucedendo o que sucedesse!
No final da Assembleia, o abraço público que com Jorge Nuno Pinto da Costa troquei mostrou urbi et orbi ser total a unidade existente entre os corpos gerentes e a massa associativa, a mais devotada, a mais querida, a mais interessada e a mais fiel de todas.
Alguns dias depois, mais uma vez a Federação retrocedeu e, voltando novamente com a palavra atrás, remarcou a Final para o nosso estádio.
Final, diga-se em abono da verdade, que o F.C. Porto, perdeu nas quatro linhas porque nesse jogo o adversário se superiorizou. Todavia, o facto em si mesmo constitui, a meu ver, uma das maiores vitórias de sempre do Clube. Acordado pouco tempo antes de um sono de décadas, o F.C. Porto, qual guerreiro despero, espreguiçou-se, exibiu a sua força e obrigou os outros, todos eles, a mostrar-lhe o respeito que lhe é devido inteiramente. Penso mesmo que, ao contrário do que alguns, poucos, por aí vão dizendo, o grande Clube azul e branco não se portando como um mito, assumiu-se como enorme, transcendente e incomensurável realidade desportiva realidade regional, nacional e mundial como os tempos ulteriores vieram a confirmar inteiramente!
Dos entre os muitos grandes momentos vividos nas Antas durante estes 50 anos passados considero, com inteira justiça, creio, este um dos maiores..."
Sei que os tempos mudaram muito desde o ocorrido neste relato e que demonstrava a força de um monstro chamado Dragão em grande crescimento, mas como não acredito que Pinto da Costa tenha mudado assim tanto, acredito piamente que a decisão tomada de não lutar até às últimas consequências contra a sentença imposta pelo CD da Liga foi completamente contra a vontade do presidente, já que, como o próprio disse em entrevista há uns dias atrás à revista Visão, no futebol manda ele, mas na SAD tem de responder por toda a administração e não apenas por ele próprio, tendo ficado então atado de pés e mãos.

Por isto me virei e continuarei sempre a virar contra os SADicos administradores que rodearam o presidente naquela conferência de imprensa de triste memória e que pouco ou nada se preocupam com os sentimentos dos adeptos, com a honra ou com a dignidade do clube, olhando apenas e sempre para os seus interesses financeiros. Por isso aquele Pinto da Costa da conferência de imprensa, triste, quase sem reacção perante as injustiças a correrem-lhe à frente, não é o Pinto da Costa combativo que todos conhecemos e aprendemos a respeitar. Por isso, apenas ele na sua pessoa, irá recorrer.
Há quem confunda a vontade de Pinto da Costa com a esta decisão da SAD e esses são precisamente aqueles que parecem não conhecer o presidente que elevou o clube ao que ele é hoje, porque quem o conhece bem sabe que nunca aceitaria de ânimo leve uma sentença que tanto põe em causa o bom nome do FCPorto. Assim, concordar com esta tomada de posição da SAD é precisamente estar contra o Pinto da Costa que conhecemos e contra os valores que ele sempre defendeu e continua a defender para o nosso clube, aliás, ele próprio deu isso a entender ao afirmar que colocava os interesses do FCPorto acima dos seus.
Mas é o novo mundo do futebol, um mundo sem dúvida mais triste para os adeptos e para o próprio Pinto da Costa. A mim, depois de muito reflectir e que mais poderei fazer, resta-me ter de aceitar esta triste decisão, embora muito desiludido e ferido no orgulho, mas não peçam nunca para me conformar.
Agora é olhar para a frente, já que no próximo fim de semana temos mais uma troféu para conquistar, mostrando mais uma vez a este país invejoso que ganhamos, simplesmente porque somos os melhores.
06 maio 2008
F.C. Porto: troféu com taça inesquecível!
Ele (o troféu) chama a atenção pela sua imponência e invulgar qualidade artística: o troféu com taça comemorativa da vitória por 3-2, em 1948, sobre o Arsenal, de Londres.
É um autêntico monumento a esses grandes dragões de 1948. É a celebração de uma das grandes vitórias do F. C. Porto, mas é antes de tudo a celebração do espírito apaixonado de um imenso conjunto de portuenses (portistas) sedentos de glória para o clube de cores azul e branco.
A vitória sobre o Arsenal ocorreu a 6 de Maio de 1948, numa altura em que os ingleses assumiam um domínio absoluto na prática do futebol. Vinham ainda com a fama de terem sido os inventores do futebol, e entre as suas equipas encontravam-se alguns dos melhores praticantes a nível mundial. Por isso, quando no ano de 1948 se anunciou a realização do jogo, no Estádio do Lima, entre o F. C. Porto e aquela que era então o mais mítico dos clubes ingleses, o Arsenal, cresceu uma expectativa desmesurada na cidade do Porto e um pouco por todo o país. Os ingleses chegavam ao Porto no seguimento de uma digressão vitoriosa pelo continente europeu, o que, se por um lado incutia mais receio, por outro lado fazia aumentar a apetência pelo jogo. Assim foi. O público esgotou o estádio do Lima e assistiu a um espectáculo fabuloso.
Com uma exibição para recordar a letras de ouro, o F. C. Porto venceu por 3-2, com dois golos de Correia Dias e um de Araújo (pois... o F. C. Porto já então era um grande clube europeu).
O jogo era particular e não estava nenhuma taça 
Uma comissão de sócios e admiradores do F. C. Porto tratou de angariar fundos e encomendou a taça à Ourivesaria Aliança. Os artesões da Aliança materializaram magistralmente o projecto de João Antunes e a concepção escultórica de Marinho Brito e Albano França.
A 21 de Outubro de 1949, mais de um ano depois do jogo, o troféu era entregue à Direcção do F. C. Porto, na sede social do clube, então na Avenida dos Aliados.
O espanto foi generalizado, perante tamanha beleza. Não era uma taça nos moldes tradicionais. Compõe-se de duas partes distintas, mas ligadas pelo significado: uma "taça da vitória e um escrínio". No interior do escrínio, com dois metros e oitenta centímetros de altura, fica guardada e exposta uma taça com
Para a concepção de tão bela obra de arte, foram utilizados vários materiais, como, por exemplo, ouro, prata, esmalte, cristal, madeira fina e veludo. O peso total de tão belo troféu é de 300 quilos e inclui 130 quilos de prata.
É, afinal, uma grande obra de arte, para assinalar uma vitória do "outro mundo"!
Texto de Mário Sousa chegado por email através de um amigo.
Hoje assinalam-se precisamente 60 anos desde a data desta vitória histórica e como adenda a este texto atente-se a algumas curiosidades históricas:
- O Arsenal em 1948 era campeão inglês acabado de coroar quando cá jogou, com 7 pontos à frente do M. United. Eram outros tempos em que muitos dos clubes hoje em voga não apareciam na tabela: o Burnley foi 3º, Derby 4º, Wolverhampton 5º, Liverpool 11º, Chelsea 18º e ainda clubes como Huddersfield e Grimsby no último lugar.
- Nesse mesmo ano o M. United (2º classificado atrás do Arsenal) ganhou a Taça (FA Cup) na única ocasião em que um vencedor da prova eliminou só equipas da I Divisão até bater o Blackpool por 4-2 na final.
-Em Janeiro de 1948, 83.260 pessoas assistiram ao M. United-Arsenal. É ainda hoje o recorde de público para um jogo da Liga inglesa ao mais alto nível e, com Old Trafford a reerguer-se das cinzas pelos bombardeamentos da II Guerra Mundial, o jogo que é recorde do M. United foi realizado no Maine Road, hoje inexistente e que era campo do Manchester City.
Foi há 60 anos.
11 abril 2008
1978-2008: Os passos do Dragão
A bola, chutada por Ademir, saiu meia enrolada, mas parecia levar vida própria, conduzida por milhares de adeptos que a tentavam convencer para, ao chegar junto à baliza, fazer um pequeno desvio para as redes. Na baliza do Benfica, Fidalgo, que substituía o elástico Bento, tentou esticar-se mas o lado hipnótico enganou a bola e ela entrou mesmo. Um simples lance que terá mudado o curso da história do futebol português. Um golo decisivo que reconquistou para as Antas um título que fugia há 19 anos e marcou o início de uma nova era na correlação de forças nos relvados lusos.

Já passaram trinta anos desde essa tarde histórica. Não é, no entanto, um mundo assim tão distante.
Entre 1978 e 2008 existe um elo de ligação poderoso que faz a força, corpo e alma do FC Porto "produto regional", insubmisso ao poder central. Num ápice, o onze azul-e-branco deixou de jogar como quem moía um sentimento, para, de sobrolho carregado, erguer um exército futebolístico que no fervor revolucionário de meados dos anos 70 encontrou o habitat perfeito para colocar uma bola no centro do confronto com os velhos poderes macrocéfalos da capital.
A “revolução azul” prolonga-se há três décadas. Todos os movimentos históricos são feitos por acção ou por reacção. O FC Porto foi, claramente, um movimento de reacção. Longe das sofisticações do Gambrinus ou do Maximes, mas cliente das opíparas tertúlias quase clandestinas do Orfeu e da Petúlia, hoje extintas mas cujo legado permanece ao ponto dos traços ideológicos do título do FC Porto 2007/08 serem, na essência, os mesmos de 77/78.
É este o segredo do FC Porto e de qualquer clube para manter-se no topo durante décadas: decifrar o seu ADN. Na génese, um homem, mestre em vários campos. Na arte da táctica e na arte do conflito, um estudioso do comportamento humano. José Maria Pedroto. Os traços do Porto “pedrotiano”, o Porto da “inteligência e da esperteza”, continuam vivos, das Antas para o Dragão, na mente e nos actos. Um forma de viver que se transformou numa forma de jogar.
De Duda, Gomes e Ademir, até Lisandro, Lucho e Bruno Alves, passando por João Pinto, Baía e Jorge Costa. Parece que jogaram todos na mesma equipa. Como aqueles trinta anos fossem sempre a mesma época.
O rosto mais “humano” do presente é apenas um “upgrade” estratégico, como a descoberta, em meados dos anos 80, do bicho mitológico no topo do emblema. Era o nascer do Dragão símbolo azul. Mesmo depois das grandes conquistas internacionais, a ideologia permanece intacta.
Jesualdo gosta de definir as exibições da equipa como “sérias” e “inteligentes”. Serão esses os melhores adjectivos, de facto, para definir o futebol portista a longo de três décadas, mas nesses percurso, também existiram os mágicos. Oliveira, Madjer, Futre, Deco, Quaresma. Toques ilusionistas suportes da visão táctica, como quando, no jogo de 78, Pedroto, a perder, tirou dois defesas (Freitas e Gabriel) e meteu dois avançado (Vital e Seninho) passando a jogar com três defesas. Hoje, os traços tácticos e técnicos têm sotaque argentino, os passos e os passes ritmados de Lucho, os remates guerreiros de Lisandro, e as diabruras de “gipsy king” Quaresma.
Ao longo de três décadas, nenhum outro clube entendeu tão bem as diferentes faces da táctica futebolística dentro e fora do campo, quase como se fosse uma extensão desportiva da frase imortal de D. João II: “tempos há para usar de coruja e
outros há para usar de Falcão”. É a história e uma bola de futebol.A marca de Jesualdo
Dois campeonatos, o “Dragão de Ouro”, a postura esfíngica no banco, o discurso destemido nas conferências. A marca do reciclado Jesualdo.
Chegou no Verão de 2006 com a pré-época já terminada. Encontrou uma equipa feita mas com ideias diferentes. Reequilibrou-a tacticamente à sua imagem (do aventureiro 3x3x4 de Adriaanse para o equilíbrio racional do 4x3x3) e cavou um abismo para outros grandes. Na segunda época mais do que na primeira. Dois títulos sem sombra de pecado.
Para o terceiro ano, o desafio da dimensão internacional. É o que falta para deixar uma assinatura própria incontornável no “casa do Dragão” onde muitos treinadores acabam com o tempo diluídos pelos méritos da “máquina azul”. Onde, dizem, “qualquer um ganha”. As exigências europeias são, porém, maiores. Saber defender mais à frente (memória de Pepe) e mais posse e controlo a meio-campo (saber jogar em 4x4x2). Mais qualidade individual para dar maior poder colectivo. No terceiro ano de Jesualdo, o supremo desafio europeu.
O jogador símbolo
Em todas equipas existem os chamados jogadores-símbolo. Quase como alter-egos do colectivo. Lucho, na táctica, Lisandro, nos golos, Quaresma, na magia, serão três símbolos deste FC Porto altivo, mas nenhum deles nasceu na era-Jesualdo onde nunca surgiram reforços de primeira página.
Por isso, teve de inventar, nas caves do laboratório interno, o seu jogador-simbolo. Aquele que possa ser apontado como obra do professor. Uma obra futebolistica com nome e duas pernas: Bruno Alves.
Antes de Jesualdo, um jogador preso a uma imagem de excessiva dureza, suplente cativo, pouco utilizado e olhado com desconfiança.
Depois de Jesualdo, um jogador de personalidade, chefe que manda e assusta, titular indiscutível, sucessor da herança dos centrais portistas que só de olhar intimidam avançados.
Existem muito tipo de jogadores para elogiar na hora da vitória. Nessa altura, sinceramente, tenho tendência a elogiar aqueles com os quais iria a qualquer lado. Bruno Alves é esse jogador-simbolo, uma paixão antiga de Jesualdo.
Luís Freitas Lobo in Planeta do Futebol
