"Pinto da Costa não vai a Julgamento
A acusação de corrupção desportiva activa contra Pinto da Costa relativa ao jogo FC Porto-Estrela da Amadora de 2003/2004 foi arquivada e o juíz concluiu que Carolina Salgado prestou falsas declarações.
O tribunal considerou que, ao contrário do que tinha declarado, Carolina Salgado não estava ao lado de Pinto da Costa quando este recebeu o telefonema do empresário António Araújo para combinar o encontro de árbitros com prostitutas.
O juíz de instrução Artur Ribeiro, após análise das escutas, concluiu que a ex-companheira do presidente do FC Porto mentiu porque, à hora do telefonema, não poderia estar ao lado de Pinto da Costa. O telefonema foi recebido às 13h00 e Carolina estaria, a essa hora, no cabeleireiro. Pinto da Costa estava a almoçar no restaurante D. Manuel.
O juíz ordenou que seja enviada ao DIAP certidão das declarações prestadas, em sede de instrução, pela testemunha Carolina Salgado, com vista a eventual procedimento criminal por testemunho agravado falso.
Carolina Salgado pode incorrer numa pena até cinco anos de prisão."
in JN
O esperado
Como seria de esperar este processo (chamado processo da “Fruta” e que respeita ao jogo FCPorto-E.Amadora) foi mais uma vez arquivado dado que a testemunha chave, e que foi a bandeira da super-equipa do ministério público, mentiu, sendo que até irá ser acusada disso mesmo, de prestar falsas declarações em tribunal.
Para quem anda atento não era difícil de prever que tal viesse a acontecer, e o caso do jogo com Beira-Mar, que também foi reaberto com base nesta testemunha, só vai para julgamento pelo facto de na realidade Pinto da Costa ter cometido o enorme erro de ter recebido um árbitro em casa antes de um jogo que pouco interessava para o desfecho do campeonato, algo que terá de
ser muito bem explicado em tribunal, mas que de um modo geral é um processo que está também ferido de morte, já que está assente, tal como o processo arquivado, nas declarações da mesma testemunha que poderá ser acusada por mentir à justiça.
O que se espera
Para já, e apesar de saber que o Ministério Público continuará a sua campanha anti-FCPorto e irá recorrer deste arquivamento, há algo que me salta à vista imediatamente e refere-se exactamente ao Conselho de Disciplina da Liga e ao castigo que impôs ao FCPorto. Ora, este castigo foi quase na sua totalidade baseado no crédito dado às declarações da tal testemunha em tribunal (tal como o Zé Luís oportunamente nos informou), já que esta nunca prestou declarações no CD da Liga, tendo este condenado o FCPorto antes mesmo de qualquer tribunal cível e à revelia da própria constituição portuguesa, ficando assim o seu incompetente e parcial presidente também completamente descredibilizado com esta decisão, tendo um só caminho a seguir, que é voltar para os braços de quem lhe dá as ordens, abandonando de imediato a Liga.
Quanto à reposição da justiça, o recurso de Pinto da Costa no Conselho de Justiça da Federação, que posteriormente terá incluído o clube, deverá naturalmente ser decidido em favor do FCPorto e os seis pontos indevidamente retirados deverão voltar a quem os fez por merecer, sendo que o resultado desta decisão acabará por ter efeitos imediatos na UEFA que ficará sem qualquer motivo para castigar o FCPorto.
Entretanto o FCPorto, que é uma instituição pública e em que a sua imagem é algo importantíssimo, deverá pedir responsabilidades aos que constantemente a têm vindo a manchar, tendo já atingido repercussões internacionais, sejam eles o estado e as suas super-equipas, carolinas, presidentes de conselhos de disciplina, ligas ou seja quem for, processando todos os que têm contribuído para denegrir e brincar com o FCPorto. É, mais uma vez, e embora muitos portistas pareçam não se preocupar com ela, uma questão de honra e defesa do bom nome do clube que, numa instituição com a dimensão do FCPorto, nunca deveria ser colocada em causa.
Aos poucos as máscaras vão caindo, o FCPorto só terá de lutar para que quem as usou não fique impune.
PS: Como seria de esperar o nojentos jornais anti-porto da capital remeteram para um cantinho minúsculo este caso, dando ainda assim mais destaque ao facto do ministério público recorrer. Enfim, o esperado. (A excepção é mesmo a capa colocada em cima)


























