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14 junho 2008

Rui Moreira quer investigação a "casos" suspeitos do Benfica


«Rui Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, considerou hoje "previsível" a anulação da decisão de exclusão do FC Porto na Liga dos Campeões pela UEFA e instou as instancias desportivas nacionais a investigar os "casos" do Benfica.

"Foi a previsível vitória da verdade desportiva, que é o que mais gostamos. Porém, e face ao comportamento do Benfica neste processo, acho que o FC Porto deveria insistir junto das autoridades desportivas para que investiguem várias coisas muito suspeitas que o envolveram nos últimos anos", reagiu, em declarações à Lusa.

O adepto portista comentava a deliberação de Comissão de Apelo da UEFA que anulou a decisão de exclusão do FC Porto da Liga dos Campeões de futebol e remeteu o processo para reapreciação na Comissão de Controlo e Disciplina.

"Não sei se o FC Porto não tem explorado essas situações do Benfica por questões tácticas ou por julgar não valer a pena, por achar que o clube não lhe faz concorrência, mas julgo que está na hora de levantar essas questões sobre quem pretensamente quer moralizar o futebol português", vincou.

Rui Moreira referiu-se especificamente "às escutas com Luís Filipe Vieira sobre a Taça de Portugal - tal como o Conselho de Disciplina da Liga diz, tal não lhe diz respeito pelo facto da prova ser organizada pela federação -, ao que se passou no "Estoril-gate", que deve merecer muitas perguntas, bem como explorar o incidente de publicidade a uma casa de apostas feita por um jogador".

"O Benfica fica muito mal nesta história da UEFA. Habituou-se muitos anos a ser o clube do regime, sempre protegido. Agora tem dirigentes que não conseguem vencer nas quatro linhas e tentam, através destas formas menos claras, resultados na secretaria que não conseguiram em campo", criticou.

A decisão de hoje do Júri de Apelo foi classificada como "o triunfo da verdade desportiva" que, segundo Rui Moreira, poderia ter sido lesada "devido a uma informação incorrecta da federação que induziu a UEFA em erro".

"Esta é também uma derrota para a federação, na medida em que deu uma informação errada que colocou em cheque um clube seu filiado, quando tem a obrigação de o proteger. Até que ponto um fortíssimo descuido podia ter consequências graves para o FC Porto? Há que apurar responsabilidades. Agora está tudo dependente do recurso de Pinto da Costa para o Conselho de Justiça da FPF", disse.»

In notícias.sapo.pt

06 junho 2008

Estorilgate em investigação


"Liga de Clubes ainda aguarda mais dados da PGR

O "Apito Final" ainda não acabou. A Comissão Disciplinar da Liga de Clubes tem dois processos suspensos aguardando os resultados de um inquérito aberto pelo procurador-geral da República com base no dossier "Apito Encarnado". O documento tornado público em Agosto de 2007, foi entregue à PGR (e também à Liga, Federação e Polícia Judiciária) e pode colocar o Benfica sob a alçada da justiça desportiva no âmbito do processo "Apito Final". Alegadamente elaborado "por um conjunto de funcionários de investigação" da Polícia Judiciária, o dossier denuncia uma suposta dualidade de critérios da investigação do processo "Apito Dourado", e refere "factos" a que " por esquecimento não terá sido dado o devido tratamento". Algumas das denúncias dizem respeito à época 2004/2005, ano em que o Benfica conquistou o campeonato. "Reuniões secretas entre Luís Filipe Vieira e José Veiga com dirigentes da arbitragem" , "reuniões num restaurante de Penafiel entre José Veiga e vários árbitros e árbitros assistentes", "reuniões entre o dr. João Rodrigues com o sr. Pinto de Sousa num hotel de Lisboa" , " a promessa da contratação de um jogador do Estoril antes do "famoso" jogo Estoril-Benfica, no Algarve", são algumas das denúncias feitas no documento anónimo que mereceu a Pinto Monteiro, no entanto, a decisão de abrir um processo de inquérito.

Sabendo disso, a Comissão Disciplinar da Liga de forma a evitar a prescrição que poderia resultar da abertura de um novo inquérito, tomou a decisão de suspender dois processos. Os processos de inquéritos 02-06/07 e 13-06/07 , apesar do arquivamento dos autos na parte respeitante à matéria de facto da deliberação final mantêm-se suspensos por um período de dois meses, a contar da data de publicação do respectivos acordãos - 6 de Maio de 2008 - ( no dia 6 do próximo mês de Julho a situação será revista), conforme se pode ler nas páginas 38/39/ 40 e 110/ 111 dos respectivos documentos. "O prosseguimento do processo visa investigar e aferir do relevo jusdisciplinar da factualidade que possa resultar da informação remetida a esta comissão disciplinar pela procuradoria geral da República"."

In Diário de Notícias

PS: Negritos meus