18 julho 2009

Aí estão os equipamento para a época 2009/10


Estes equipamentos serão mostrados aos sócios mais logo no jogo de apresentação entre o FCPorto e o Monaco, jogo este que, além de marcar a estreia do plantel principal no Dragão, servirá para trazer há memória a explendorosa final de Gelsenkirchen de há 5 anos que os Dragões conquistaram ao vencer os franceses por 3 a 0. O jogo de apresentação decorrerá a partir das 21h15.

17 julho 2009

Falcao, sem til nem o saco de caramelos…

O Lyon levou Cissokho pela verba que o Milan quis repensar: exemplos da pobreza dos barões de antigamente e da riqueza de palavra que poucos honram actualmente

Não sei se Falcao é bom ou não, mas pelo menos não se vendeu por um saco de caramelos, que é a versão oficial reconfirmada mas antes não difundida que marca a triste história do Benfica alegadamente moderno.

Como este o Vieira não foi buscar, cruzando o Atlântico como fez com Moretto, nem pelo qual montou guarda no aeroporto com o primo do empresário a distribuir estalos, lá ficou o Rui a fazer figura de coitadinho sem o dizer muito alto nem merecer a compaixão devida pelos basbaques das suas operações de marketing e acção executiva própria do seu alto cargo.

Falcao será apresentado amanhã no Dragão, a par de Valeri que o FC Porto privilegiou, pelo visto sem ter o temido interesse no Buonanotte alegadamente desejado pelo Benfica – ainda à cata de um Perdigueiro qualquer nas Pampas - e também aparentemente cobiçado pelos dragões.

O “saco de caramelos” foi a imagem utilizada por Toni para falar do seu fracasso como director-desportivo do Benfica, há uns 12/13 anos, num cargo em que foi entronizado com meses de antecedência enquanto se contratava o Jorge Jesus brasileiro que até foi campeão sul-americano, Paulo Autuori. Tudo assente no papel desde Janeiro, mas o final de 1996 não passou, além do afastamento precoce do título, sem contratações de vulto por falta de dinheiro, assumidamente, nem os habituais ataques ao “sistema” que o treinador louro do Brasil protagonizou.

Ao anunciar desistir de contratar Falcao, e sem entrar aqui a discussão da qualidade do jogador ou o merecimento de tal disputa por dois clubes rivais, Rui Costa quase chorou tal a impotência, balbuciando como um menino a quem tiraram a bola para jogar que o Benfica qualquer coisa em relação a jogadores que interessavam ao FC Porto... Enfim, uma lastimável atitude, de resto alicerçada no pasquim regimental que titulava serem as pretensões de Falcao coisa de garoto, abrindo demais a boca. O jornal a fazer a voz do dono.

Entre esse exemplo da falta de grandeza, polvilhada com casos de contratações fracassadas alegadamente por “culpa” do FC Porto e interesses não confirmados em jogadores por quem o FC Porto não mexeu uma palha (Buonanotte foi o mais recente), ecoavam ainda a chacota de adeptos mal formados, envieirados e escarafunchosos de que os 15 ME da venda de Cissokho não tinham razão de ser pelo recuo do Milan que aparentemente ninguém censurou.

Mas se o Milan não teve dentes para levar Cissokho, querendo repensar a maquia a largar, como o Benfica (e o Sporting) não têm dinheiro para fazer cantar um cego, o Lyon apareceu, perguntou a Pinto da Costa se queria sempre os 15ME para levar o lateral francês e face à resposta afirmativa os dirigentes do clube francês não tiveram receio de a palavra dada ser incumprida. E Cissokho, para mal dos “avaliadores das vendas” dentro e fora do FC Porto, lá foi para o Lyon, por muito dinheiro e porventura mais do que valerá mesmo, mas acima de tudo por uma questão de palavra, de honradez e de estatuto dos clubes em causa.

Fora a questão da valia dos jogadores a comprovar em campo, seja Cissokho, Saviola ou Falcao, de nada disto podem gabar-se muitos fidalgos arruinados. Só com crédito bancário, muitos cheques passados e memórias distantes de um passado que hoje é glorigozo. Para piorar a imagem decadente destes antigos barões, há clubes que gastam menos e ganham muito mais. E toda a Europa conhece os pobres, os infelizes, os remendados, os desesperados.

Basta, aliás, não estarem um ano (Milan) na Champions. Imaginem não estar dois anos. Ou estarem dois anos fora da Europa, de todo. Estes ecos correm o mundo. Até à Roménia, onde o desconhecido Álvaro Pereira posou com uma camisola de clube mas assinou por outro em “quatro minutos”. E à Argentina, onde de “falar à Benfica” só por conhecer Saviola e Aimar que também jogaram no River Plate, o tal Falcao percebeu a diferença entre jogar num 3º classificado remetido para pré-eliminatórias da Liga Europa e num tetracampeão que faz boa figura na Liga dos Campeões e na mesa de negociações.

Isto de Falcao para não falar do saco de caramelos que lhe ofereceram, propondo-lhe salários inferiores aos que auferia no River Plate, de Buenos Aires, na margem do Rio da Prata e num clube onde falta “plata”, precisamente, para se ter bem a noção do dinheiro que muitos anunciam aos quatro ventos.

16 julho 2009

Hulk fala do penta e já pede protecção dos árbitros

«De certeza de que vamos ser campeões de novo. Somos tetra em busca do penta». Avançado sem dúvidas, desde que os jogadores «trabalhem todos juntos»

Depois de Nuno Gomes, ontem, só ter conseguido balbuciar que o FC Porto é "campeão, bicampeão, tricampeão", visivelmente "gagá" e incapaz de ir mais além como se fosse algo de fora deste mundo, Hulk lembra que o "FC Porto é tetra em busca do penta".

Hulk não tem dúvidas de que o F.C. Porto vai ser campeão, se os jogadores «trabalharem todos juntos». O avançado mostra-se confiante, mas rejeita a ideia de que seja agora a referência dos «dragões», face às saídas de Lisandro e Lucho.
«Já dizem que o F.C. Porto é favorito há muito tempo. Quando cheguei do Japão já ouvia isso. Não podemos ouvir o que os outros dizem, temos de estar focados no trabalho. Somos tetra e vamos em busca do penta, respeitando toda a gente e trabalhando forte», começou por dizer Hulk, em conferência antes do treino dos «dragões».

Quando se pergunta se o F.C. Porto está mais forte ou mais fraco, Hulk puxa dos galões: «Todos os anos o F.C. Porto está forte, porque é uma equipa que trabalha em grupo e trabalha sempre forte. A equipa técnica está a fazer tudo para estarmos ainda mais fortes este ano.»

O avançado rejeita de resto reclamar protagonismo para si. «Não é só o Hulk, é toda a gente. No ataque, no meio-campo e na defesa. Temos de trabalhar todos em conjunto, porque se trabalharmos todos juntos de certeza de que vamos ser campeões de novo», defende.

O título de melhor marcador, conclui, não é a sua prioridade: «Acima de tudo quero ser campeão. Se o F.C. Porto for campeão, todos nós jogadores vamos sair a ganhar individualmente.»


Assim é que é falar!

Ja agora, notei que, em Aveiro, mesmo em pré-época, valeu tudo para parar o "Incrível", incluindo as placagens tipo râguebi. Que os avisos do final da época passada, de Jesualdo e não só, não tenham caído em saco roto, embora seja indiferente para Paulo Bento outra equipa placar Hulk ou deixar que Pedro Silva o faça pelo Sporting...

Até porque, nesta peça do "Maisfutebol", falta ainda o lamento de Hulk por "os árbitrtos não marcarem  as faltas sobre mim" e até pede "se faz favor" para que tal não passe impune.

Há que denunciar, até por todos já saberem que é humanamente impossível travar o "Incrível", as faltas violentas, persistentes e à margem das leis sobre o mais fenomenal jogador que alguma vez passou pelo campeonato português, pela sua potência invulgar, arranque imbatível e velocidade supersónica.

15 julho 2009

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FC Porto, 3 -- Leixões, 1
Golos: Belluschi, Meireles, Mariano

1ª parte: Nuno; Fucile, Maicon, Nuno André Coelho, Cissokho; Fernando, Tomás Costa, Belluschi; Mariano, Hulk e Varela.
2ª parte: Beto (aos 50'); Nuno André Coelho, Rolando, Bruno Alves, Álvaro Pereira; Tomás Costa, Meireles, Guarín; Mariano, Hulk, Varela (Benitez 62, avançou Álvaro Pereira para o meio-campo).

Digam de vossa justiça que eu não vi a 1ª parte (falhei o golo de Belluschi), assisti à 2ª em grande parte mas muito ao ralenti (pela internet), apreciei a garra de Meireles e Mariano a marcarem golos por insistência - e a fibra da época passada - e denotei muita movimentação e especialmente coordenação global: jogadas alinhavadas com coerência (e até alguns passes óbvios denunciados), a toda a largura do campo e com profundidade e busca incessante da saída rápida para o ataque, alongando o jogo (Meireles) para os avançados bem mexidos com Hulk a aparecer na zona do ponta-de-lança e a sofrer faltas como se fosse já campeonato.

Evito, portanto, destaques individuais por razões óbvias e Belluschi se calhar merece algum, a maior expectativa centrava-se no jogador que pode fazer de 8 ou 10, isto no dia em que Falcao está confirmado e Valeri idem ao fim do dia. Gostei do pouco que vi e notei um Hulk soberbo no passe "a rasgar" (vide o 3º golo, similar na jogada a um passe também para a direita: Guarín).

Falcao a chegar ao Dragão

FC Porto anuncia acordo por Falcao

A FC Porto – Futebol, SAD anunciou ter chegado a um acordo de princípio com o River Plate para a aquisição dos direitos desportivos do Radamel Falcao, avançado internacional pela Colômbia.

COMUNICADO

A Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD vem comunicar, nos termos e para os efeitos do art. 248º nº1 do Código dos Valores Mobiliários, ter chegado a um principio de acordo com o River Plate, para a aquisição dos direitos de inscrição desportiva do jogador Falcao.

Esta aquisição foi realizada pelo montante de 3.930.000 € (três milhões novecentos e trinta mil euros) sendo que a Futebol Clube do Porto – Futebol, SAD adquiriu 60% dos direitos económicos do jogador.

Informa-se ainda que o jogador acordou com a sociedade um contrato válido para as próximas 4 temporadas, ou seja, até 30 de Junho de 2013.

Mais se informa que o acordo relativo a esta transferência será formalizado assim que o atleta concluir os exames clínicos a que se vai submeter.

O Conselho de Administração

Porto, 15 de Julho de 2009
In fcporto.pt

14 julho 2009

Empresta…dados

Justificar completamente
A lógica dos emprestados, custos e dividendos para o FC Porto. Quem pode, pode, além de ser legal mas também alvo de uma campanha moralista algo… imoral. Porque todos fazem por esquecer a origem do que era uma solução de transição para os jogadores (equipas B aniquiladas pela… FPF) e acabou num problema

Qual a lógica sobre os emprestados, uma apreciável quantidade de jogadores que o FC Porto tem sob contrato, que lhe faz jeito negocial e custa ao orçamento (3,5 milhões em 2008) mas neste Verão já rendeu uns 10,5 milhões de euros em… vendas?

É um tema actual, até por o FC Porto estar hoje a “mexer” mais nele, vendendo activos, do que antes e por ser alvo de debate na Nação portista. Com e sem razão, mais do que com ou sem razão. Porque há vantagens e desvantagens, resta saber o que prevalece. Alguns amigos instaram, por estes dias, a lançar o tema, e já tinha isto preparado há algum tempo. Enquanto não vem Falcão (e Valeri), aí vai tudo o que acho sobre o assunto, incluindo a origem histórica do que era uma solução e passou a problema, algo que muitos nem lembram e outros nem sabiam.

Há-os para todos os gostos, de guarda-redes a avançados. E para todos os feitios que acedam a comentar a situação. Alguns não chegam a ser utilizados: comprados, vestiram a camisola para a fotografia e nunca calçaram no Dragão (e nas Antas, já vem desse tempo). Outros são emprestados, emprestados e sempre emprestados até “morrerem”, perdendo vínculo ao clube. Destes, uns foram comprados, mas outros “nasceram” emprestados depois de saírem das camadas de formação portista.

Todos os anos, com lista que parece nunca mais acabar e sujeita a interpretações sobre a bondade do seu vínculo ao clube, o debate era e é: para quê?, e mesmo porquê?

Não tenho resposta certa, se é que existirá algo de concreto, lógico e até “inteligente” a assumir esta “política”. Mas este Verão, eis que Ibson rende 5 milhões, Paulo Machado também uns razoáveis 3,5ME, Vieirinha e Bruno Gama também rescindiram. Nova política do clube? E, sem quantificar mas presumindo ter ido de borla, até o afamado Zequinha lá acabou no Olhanense um ano e meio depois, desgraçado em Penafiel por mais uma arruaça com um suplente adversário no banco deste, de aterrar no Gondomar a dizer que queria ser “o futuro avançado do FC Porto”.

Porém, estes proventos que triplicam o custo anual do lote, agora parece passarem despercebidos, tal a teima em criticar o rol extenso dos ditos assalariados inúteis, para muitos. Um valor “mastodôntico” que, afinal, é menos de 10% do presumido orçamento para cada época (cerca de 40ME). Mas quem pode, pode, e o FC Porto há muito usa os meios legais para montar a sua própria estrutura e ter regras de comportamento internas e no âmbito das cedências a certos clubes com melhores relações com os dragões.

Solução e… problema: questões legais
É claro que se a Liga decidir acabar com o que muitos consideram uma “pouca-vergonha” e questionam, com argumentário falacioso, se tal não adultera a verdade desportiva – que pode ter uma cor por fora e outra por dentro, conforme a faca que a esventre… -, o FC Porto terá de adequar-se e “extinguir” essa secção que funciona como um braço do plantel que veste de dragão ao peito.

Uma coisa é concordarmos, ou não, se “isto” devia acabar. Outra é especular-se se chega para, cedendo jogadores a outros clubes na mesma divisão (e se for diferente o escalão mas obrigando ao reencontro nas provas de taça?), desvirtuar as competições. É um exagero, um absurdo e uma imoralidade de quem prega tal moral.

O que muitos, convenientemente, esquecem é que este sistema esteve ao alcance de todos os clubes e foi usado por muitos. Aqueles com meios para sustentar uma segunda (ou mais) equipa. Porque esta aludida “praga” começou há uns 10 anos, quando existiam as equipas B, multiplicaram-se loas ao projecto que esteve em discussão na Liga e foi aprovado. Posteriormente, até por pressão da FPF que deu mais um exemplo de como castrar as etapas intermédias da formação/transição dos jogadores para o escalão sénior, as equipas B acabaram. E os clubes, que podiam ter esta despesa extra, lá foram extinguindo os seus excedentes. Por não ter razão plena para formarem uma equipa B – ou clubes-satélites que o Braga teve no Maximinense e o Sporting no Lourinhanense, por exemplo – ou escassearem os meios financeiros.

Ora, o FC Porto não só teve sempre meios para sustentar tal plantel “extra”, como foi obtendo dividendos pelos empréstimos: com o objectivo de rodar jogadores para poder aproveitá-los se possível. No passado, Jorge Couto, Folha, Fernando Couto (mesmo campeão nacional em 1988 com Ivic), Mariano, Morgado, Paulo Alves, Rui Barros até e muitos outros jogadores rodaram e o FC Porto aproveitou-os plenamente. É claro que num processo destes muitos se perdem pelo caminho, às vezes não por falta de jeito ou talento mas porque, simplesmente, não apareceu a ocasião certa na hora melhor.

Há vantagens patrimonais e não-patrimoniais, de pura estratégia desportiva em vários níveis (relacionamento com clubes, aposta num jogador devidamente acompanhado para ver se é possível inseri-lo no FC Porto). E não foi por causa disso (aliás, era de 1,5 milhões o orçamento para este lote em 2007) que o passivo do FC Porto aumentou nos últimos anos, ao contrário do que muitos catastrofistas vêm defendendo.

Ilusões, desilusões e opiniões como melões
São ilusões que se apagam cedo, mas a grande maioria destes jogadores não sentirá propriamente um desconforto: podem penar em divisões inferiores, mas normalmente não assumiram por si a ruptura do vínculo por sentirem alguma “protecção” e ajuda enquanto ligados ao FC Porto, quanto mais não fosse por obterem mais fácil colocação… como emprestados.

Enquanto dura, enquanto o clube pode e na perspectiva de alguma vantagem, patrimonial ou simplesmente estratégica, trazer ao FC Porto, esta política é passível de crítica, mas não pode ser leviana, ainda que suscite muitas dúvidas em casos que custa entender de renovar com jogadores, como o defesa-esquerdo Leandro, que comprovadamente nunca se viu como encaixaria na equipa do FC Porto. Pitbul é um caso recente em equação e sempre debatido, enquanto a resolução do caso Ibson apaga uma má relação do jogador com o modus operandi actual ditado pelo timoneiro da equipa e desfaz por fim as aspirações de uns quantos adeptos que viam nele algo que uma maioria, e eu que me incluo nela, não vislumbrava: ser titular no FC Porto.

Ironicamente, Ibson sai a valer tanto como saiu o mais consagrado Diego por quem muitos suspiram mas não entenderam que, em qualquer caso, não tanto a qualidade do jogador mas mais a utilidade e necessidade para a equipa, não “coabitavam” e a equipa passou bem sem eles. São coisas do mercado, de oportunidade, de valorização ou desvalorização pontuais, de urgência em eliminar um foco de problemas (Diego) ou adiá-lo (Ibson). Sem menosprezo do seu valor intrínseco e sem que as vozes sempre estranhas à corrente filosofia do clube tenham vencido e nem sequer terão acabado convencidas de que assim é e o FC Porto actuou da melhor maneira.

Confesso que me prendo pouco a discussões de preços de jogadores, muito menos o seu potencial valor de mercado, preferindo avaliar no campo e seguir a ideia de que o barato sai caro, amiúde, e um jogador que renda pode sair barato custe o que custar.

E nem gosto de entrar em palpites sobre que jogador encaixa ou seria recuperável para a equipa principal. Ainda nestes dias teima-se em lançar nomes que podiam ser úteis. Mas ninguém tem a ciência exacta e só o treinador avalia as qualidades que cada um pode dar que a equipa necessite. Falou-se muito, por exemplo, no Paulo Machado, até em comparação com Guarín. O português é limitado, o colombiano terá mais um ano para provar que melhora e é útil para o futuro, sob pena de deixar de interessar.

Eu gostei da época de Diogo Valente no Leixões, especialmente a última, e ele acaba por rescindir e vai para o Braga fazer uma dupla de flanqueadores com Alan, que eu defendi aqui mas foi escarnecido no Dragão pelos experts de bancada que depois o elogiaram na Pedreira. São, evidentemente, opiniões, mais ou menos válidas mas que se repetem amiúde e a que ligo pouco, digo: evitando dar a minha opinião, desde que tive de avaliar se, há quatro anos, o miúdo Ivanildo mostrou algo e aproveitou as inúmeras titularidades, comprovadamente excessivas e que chegaram a exasperar-me, no tempo de Adriaanse.

Alguns blogs de consócios dissecam estas questões, com sarcasmo escusado apesar da tentativa de humor, e no caso do “souportistacomorgulho” actualizam o quadro de excedentários e as “marés” da sua vivência, como repetiram há dias (ver aqui). Tem utilidade, o quadro para adepto ver, decerto mais do que muitos terão, daquele quadro, para o FC Porto. Mas é da quantidade que sai a qualidade e quem paga pode, tem legitimidade e oportunidade, conquanto alguns exemplos sejam tão enigmáticos quanto inelutavelmente inúteis.

O debate pode avançar, com mais dados do problema desde a sua génese e de quem - a incrível FPF - não se esperaria a letal facada nas costas. Também aqui o FC Porto sobrevive à táctica da “terra queimada”e acaba por ser, involuntariamente de início e estrategicamente agora, dentro da legalidade vigente, um bom empregador ainda que olhado de soslaio pelos seus adeptos. Com razão ou sem ela.

Salvo as devidas proporções e distâncias, esta não é, para consumo interno, uma discussão muito profícua; e para o exterior, os maldizentes, serve a exaltação da identificação dos (tantos) males do futebol português mas não colhe.

13 julho 2009

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Ferguson cierra la puerta del United a Etoo y Agüero
EFE. Londres 13/07/09 - 17:24.

Sir Alex Ferguson, entrenador del Manchester United, no parece estar por la labor de participar en el mercado de fichajes y ha dado este lunes por cerrado este capítulo, además de haber decidido entregar el dorsal número 7 que dejó Cristiano Ronaldo al recién llegado Michael Owen.
Tras las incorporaciones de Owen, procedente del Newcastle, de Antonio Valencia, procedente del Wigan, y de Gabriel Obertan, procedente del Obertan, Ferguson consideró que tiene la plantilla que necesita tras la marcha de Ronaldo y de Carlos Tévez.
"Aquí se acaban nuestras negociaciones, así que todas estas historias acerca de a quienes íbamos supuestamente a fichar....olvidadlo", dijo Ferguson, quien consideró que la campaña de fichajes del Real Madrid ha instalado el mercado en una espiral inflacionista en la que el United no quiere entrar.
"Se está hablando de cifras increíbles, que no son realistas. Es difícil saber ahora el valor real de las cosas", manifestó Ferguson, quien admitió que aunque en un principio el fichaje de Ronaldo "no era negociable", el club ha encontrado cierto beneficio en su venta al Real Madrid por 80 millones de libras (94 millones de euros).
Com Owen a custo zero, Valencia creio que por 15 milhões e Obertan nem sei, penso que o M. United vai ter um de dois problemas com os seus adeptos:
- ou abate ao passivo e fica só com Owen, Berbatov e Rooney, além dos putos Macheda e Wellbeck, para tentar manter o título inglês e voltar à final da Champions, desta vez no Bernabeu;
- ou compra uns quantos craques para gastar o dinheiro, ainda que tenha recusado entrar na hasta pública por Benzema e também por Eto'o, apesar de ter acabado de vender Tevez ao M. City.

É que os adeptos contavam com um substituto à altura de Ronaldo e saiu-lhes um Owen talvez fora do prazo de validade...

Sol na eira, chuva no nabal


Ser competitivo custa dinheiro e pelo visto a sobrevivência custa os olhos da cara: mais uma explicação pública de Pinto da Costa e outra de Beckenbauer. Ou a posição em que se situa o Sporting, no meridiano do Benfica e nos antípodas do FC Porto


O FC Porto continua a ensinar aos adeptos em geral como é estar e triunfar no futebol. Os relapsos têm de ser sempre lembrados das verdades mais actuais, contra o “romantismo” de outras eras. O curioso é que mesmo os adeptos portistas que deviam conhecer a “cartilha” azul e branca são, muitas vezes, os mais distraídos e (alegadamente) críticos. Pinto da Costa acaba de dar mais uma lição à concorrência nacional e Beckenbauer uma alfinetada em Florentino Perez.

Leio hoje em O Jogo:
"Pela parte do FC Porto posso informar o doutor Bettencourt de que não gastamos em compras sequer 50 por cento daquilo que recebemos com as vendas de jogadores como Lucho, Paulo Machado, Lisandro ou Paulo Assunção, entre outros", palavras de Pinto da Costa por um remoque do homólogo leonino. E finaliza: "Achava [Bettencourt] que não havia dinheiro, mas pelos vistos há"

Confrontado com a questão de saber se esta seria uma gestão de risco, Pinto da Costa rejeitou a ideia e enfatizou o sucesso desportivo: "Não, não é uma gestão de risco e é a única possível para os clubes portugueses que queiram jogar ao mais alto nível" [negrito meu]. E acrescentou um exemplo: "O FC Porto recebe cerca de vinte vezes menos que o Milan em direitos televisivos e esta diferença de receitas só pode ser colmatada em termos de competitividade com a capacidade de comprar e vender criando mais-valias resultantes da valorização que temos feito dos jogadores".

Questionado sobre se esta diferença de realidades resulta da dimensão dos mercados ou de falta de capacidade negocial, Pinto da Costa declarou: "Evidentemente que parte dessa diferença resulta da dimensão relativa dos mercados, mas uma outra parte resulta do facto de os clubes não se unirem, a começar pelos maiores".
Pode discordar-se, mas não negar a realidade. Pode argumentar-se, mas ninguém tem a verdade absoluta, logo a “outra versão” não é comprovadamente melhor e subsiste sempre a dúvida entre o gastar para ganhar ou o poupar para não ganhar. Pode pedir-se sol na eira, mas é difícil conciliar a chuva no nabal. É um equilíbrio precário manter a equipa tetracampeã e ganhar dinheiro. O último classificado da Liga inglesa recebe mais do que o campeão europeu de clubes, garantidamente acima de 22/25 milhões de euros anuais. E só precisa de estar lá, não necessita vencer algum jogo, basta participar. Em Inglaterra é assim. Mas o FC Porto joga em Portugal onde, como em Itália e Espanha, os clubes negoceiam os direitos televisivos isoladamente, ao contrário de França, Alemanha (o Bayern também queria estar só mas teve de alinhar com todos) e, claro, além-Mancha.

Ora, os clubes grandes deviam reunir-se em torno de um objectivo comum e, assim, obteriam mais dinheiro sob pena de as tv’s não terem acesso aos jogos. Sabemos como vale por cá a política de capelinha, o que é ridículo sabendo da residual dimensão do nosso mercado e de a Liga não ser “exportável” para outros países, via tv. Ora, esta Liga, também aqui, não trouxe nada de novo, aliás não há uma ideia genuína e válida que mereça ser discutida, mas o “sistema” vê virtudes onde não há centelha de imaginação e iniciativa e fica-se por aplaudir o folclore e escrevinhar banalidades da acção política e executiva da Liga de Clubes que nada resolve.

A este respeito, é interessante um paralelo que li ontem num jornal espanhol sobre Beckenbauer. O eterno “kaiser” que dirige o Bayern de Munique manda uma alfinetada em Florentino Perez, considerando “de loucos atirar dinheiro”, sobre a política de mercado do Real Madrid. E isto acontece com dois dos maiores clubes mundiais, sendo o Bayern a presidir à Associação Europeia de Clubes (AEC) e o Real, como o Bayern e o FC Porto, um dos integrantes do antigo e já extinto G-14, mesmo do tempo de Florentino na presidência merengue. Beckenbauer também diz que “teria remorsos se gastasse 60 milhões num jogador”, aludindo a uma pretensa oferta dos merengues por Ribéry. Já para não falar, como é normal num alemão que não anda alheado da realidade, na crise financeira mundial e as dificuldades de emprego.

Temos, portanto, três planos:
- o pobre do Sporting, sem dinheiro e capaz de recusar 15 milhões (em Janeiro) do Bolton por Miguel Veloso, entretanto reduzidos a 10… E, como já foi observado anteriormente, abdicou da sua política de compras, depois de ruinoso projecto imobiliário a que foi conduzido por um daqueles “gurus” modernos mesmo com nome antigo e de visconde, em favor de uma atenção maior à Academia, por necessidade e não estratégia, só por não poder fazer cantar um cego….

- o pobre-rico do Benfica que, como o Real Madrid, disfarça o estatuto decadente com empréstimos bancários, a subsidiar os seus fracassos desportivos, crédito mais acessível que nunca ao comum mortal mas com o risco hipotecário inerente, prova de que pode não se ter dinheiro sem deixar de ter vícios. O recurso à banca está difundido por todos os clubes, incluindo o FC Porto, mas há limites perigosos para ultrapassar.

- o desenrascado como o FC Porto, que aposta na marca da sua imagem e garantia de competitividade nos grandes palcos internacionais, valoriza jogadores e obtém mais-valias que deviam ser um orgulho nacional mas vai passando despercebido. Ou porque se acha, em contas de merceeiro, que o passivo nem devia existir, ou pelo folclore de Verão e as cigarras a cantar tomar o espaço circense necessário às agendas mediáticas e programações televisivas.

Anda muita gente preocupada com o facto de Jesualdo ter de refazer a equipa em cada época. É legítima essa questão, desde que não descambe para a tendência de criticar porque sim, sem atender à realidade financeira em que os clubes vivem. É a urgência do passo em frente. Rumo ao abismo? Talvez. Mas não há outro caminho, só o tal precário equilíbrio para não cair, precisamente se os clubes não estabelecerem regras que os protejam da ganância de alguns.

O Real Madrid deveria ser criticado por isso, pois rompe todo o protocolo com a ideia de ser “o mais grande” e fazer o que quer só porque pode. Aos poucos crescem os alertas para esta política de terra queimada onde se faz constar que só em direitos televisivos num ano o RM paga a transferência de Ronaldo, como se este fosse, também, o único jogador a pagar e os outros vivessem à borla.

Se Bettencourt, numa das pobres “generalidades” em que os portugueses se habituaram a conviver para não ferir susceptibilidades do vizinho, não sabe as diferenças entre Benfica e FC Porto, na gestão, no mercado e na verdade competitiva, então confirma que o Sporting gostaria de fazer como o Benfica, mas tem medo desse passo e não tem, reconhecidamente, legião de adeptos para satisfazer como no circo.

11 julho 2009

O caminho para o Penta


Calendário 2009/2010


1ª Volta

Paços de Ferreira -
F.C. Porto
F.C. Porto - Nacional
Naval -
F.C. Porto
F.C. Porto - Leixões
Sp. Braga -
F.C. Porto
F.C. Porto - Sporting
Olhanense -
F.C. Porto
F.C. Porto - Académica
F.C. Porto - Belenenses
Marítimo -
F.C. Porto
F.C. Porto - Rio Ave
V. Guimarães -
F.C. Porto
F.C. Porto - V. Setúbal
Benfica - F.C. Porto
F.C. Porto - U. Leiria

2ª Volta

F.C. Porto - Paços de Ferreira
Nacional - F.C. Porto
F.C. Porto - Naval
Leixões - F.C. Porto
F.C. Porto - Sp. Braga
Sporting - F.C. Porto
F.C. Porto - Olhanense
Académica - F.C. Porto
Belenenses - F.C. Porto
F.C. Porto - Marítimo
Rio Ave - F.C. Porto
F.C. Porto - V. Guimarães
V. Setúbal - F.C. Porto
F.C. Porto - Benfica
U. Leiria - F.C. Porto

1º teste da época 2009/2010


FCPorto 3-1 Tourizense

Bis de Hulk no triunfo sobre o Tourizense

Hulk esteve em relevo na sessão deste sábado do FC Porto, ao apontar dois dos três golos que deram a vitória sobre o Tourizense, em jogo-treino realizado no Olival. Mariano também marcou para os Dragões, que viram o plantel completar-se esta manhã, com a chegada dos nove internacionais que tiveram as suas férias prolongadas devido aos compromissos dos respectivos Países.

Jesualdo Ferreira aproveitou o ensaio frente à equipa da II Divisão para concretizar algumas ideias trabalhadas ao longo da semana, naquele que se afirmou como um primeiro esboço do que o treinador pretende para a época 2009/10.

Foram utilizados todos os jogadores de que o técnico dispõe nesta altura (Benítez, Belluschi, Cissokho, Fernando, Helton, Hulk, Maicon, Mariano, Nuno, Nuno André Coelho, Silvestre Varela, Stepanov e Tomás Costa), sendo a novidade a inclusão de Álvaro Pereira.

O internacional uruguaio apresentou-se esta manhã ao trabalho e já treinou com os novos companheiros. Os restantes atletas de Selecção (Beto, Bruno Alves, Cristian Rodríguez, Fucile, Guarín, Raul Meireles, Rolando e Sapunaru) limitaram-se a fazer exames médicos.

Quanto a Farías, Miguel Lopes e Orlando Sá, voltaram a cumprir os devidos programas de recuperação (trabalho de ginásio e tratamento para o primeiro; treino condicionado para o segundo; e trabalho de ginásio para o terceiro).

Os Tetracampeões tornam a reunir-se amanhã, desta feita para uma dupla sessão de treinos. O da manhã está marcado para as 10h00 (à porta fechada) e o da tarde para as 17h (integralmente aberto à comunicação social). Ambos decorrem no Olival.
In FCPorto.pt