15 janeiro 2010

O mal do adepto

Já ouviram falar do “mal da montanha” que, em altas altitudes como nos Himalaias, provoca dores de cabeça, náuseas, vómitos, cansaço evidente, stress extremo e até risco de morte. O futebol tem-nos mostrado o “mal do adepto”. O que é isso? É aquele sentimento de dizer mal de tudo quando as coisas não correm bem. É as finanças, são os reforços, obviamente os árbitros, cada vez mais o treinador e nenhuma exibição os contenta.


Tem-se passado isso com os adeptos portistas. Desconfiados sempre, só se a equipa engatar umas 15 jornadas sem perder, mas tendo de ganhar na maioria das vezes, os adeptos sossegam. Não é exclusivo dos portistas, é antes do mais uma maleita congénita nos portugueses. Aliás, na vida política e nas coisas públicas, que tocam a todos independentemente de partidarite ou clubite, os tugas votam à carneirada, seguem o rebanho, elegem os mesmos, não compreendem as opções políticas e temos o resultado de um cadáver adiado que parece ser Portugal.


No Sporting, a entrada de Carvalhal demonstrou que o inconformismo leonino da exasperante era Paulo “ventoinha” Bento fez baixar a auto-estima a níveis nunca vistos, transferindo para o novo treinador a senda de fracassos que nunca poderia ser-lhe imputada, na gestão dos recursos financeiros e nas opções do técnico antecessor.


No FC Porto, que acabou a 1ª volta com mais um ponto do que em igual momento da época passada, as coisas já deram para o torto no sentido de os adeptos torturarem-se, arrastando a equipa para essa autoflagelação, mesmo quando no campo os jogadores se soltam, marcam, superam os erros do árbitro e vencem, como sucedeu com a U. Leiria no domingo.


Porém, as incidências do jogo adulteraram, como vinagre, o que ele transmitiu: uma equipa segura, que fez 5 golos e sofreu dois indevidamente por lapsos (relapsos) dos árbitros, correu o risco de empatar 3-3. Uma exibição muito agradável do FC Porto merecia outra tranquilidade em vez de alusão a sorte na defesa final de Helton para assegurar os três pontos.


Não vou insistir nas incidências arbitrais de mais uma miserável demonstração de parcialidade, imbecilidade e incapacidade de Elmano Santos, na esteira de tantos e praticamente todos os árbitros portugueses.


O “mal do adepto” instalou-se nos mais “nervosos”, aqueles dispostos a prender alguém por ter ou não ter cão. Perdendo-se a noção das coisas, cai-se no exagero. Rui Moreira, por exemplo, falou das substituições de Jesualdo Ferreira como o mal da equipa nesse jogo. O grave nem é a sua interpretação, é ter dito que o fez a 15 minutos do fim. Não é verdade, como se comprova. A ganhar por 3-2, contra 10, em casa, após uma boa exibição, o FC Porto estava a 5 ou 6 minutos apenas de obter uma vitória suada, que se tornou difícil mas era digna de melhor diferença de golos.


Jesualdo tinha tirado um defesa para lançar um avançado: Miguel Lopes por Farías. Chegou ao 3-2. Tentou ampliar. Teve (mais) um golo mal anulado. E, entretanto, ficou a jogar contra 10. No futebol, como provou o penálti falhado de Ronny, nunca se sabe o que acontece. Se 11 contra 10, a ganharem a 5 minutos do fim, insistem na busca de mais um golo, pode-se sofrer o empate num lance imprevisto.


Adiantaria arriscar? Naquelas circunstâncias? Jesualdo meteu Mariano e Tomás Costa, repondo gente atrás e reforçando o meio-campo. Era segura esta opção. Normal nos termos em que foi assumida. Mas o futebol atraiçoa-nos sempre, mas não pode beliscar sempre as opções que se tomam. Saiu o imprevisto do penálti de Fernando, que fez um excelente jogo e em escassos minutos acabou expulso por acumulação de amarelos. O Leiria, entretanto, arriscando no desespero, lançou mais uma torre para a frente, meteu dois homens altos e fortes na área e buscou o jogo directo. Mais uma razão para o FC Porto se prevenir. Mas no futebol nada é certo, não é? Excepto os benefícios permanentes e gritantes dos árbitros em favor do Benfica até ao momento, tudo está em causa.


Pode-se discutir a qualidade de Tomás Costa e até de Mariano. Mas não a utilidade e o acerto de serem lançados para “acabarem” com o jogo no domingo passado. Era preciso gerir melhor a bola e Tomás Costa comprovou não saber fazê-lo. Mas isso é outra questão, não tem a ver com a opção de meter alguém de pendor mais defensivo, a 5’ do fim e a ganhar 3-2. A discussão, num jogo que a mereceu tanto por outros factores e com alvo principal na arbitragem hedionda que Elmano nos brindou de novo, não pode ser criticar porque se “defendeu” um resultado. Quantas equipas não o fazem em circunstâncias similares? Nem todas o conseguem, mas também nem todas assumem essa atitude mais prudente e depois pagam-no caro.


Mas quando o desassossego e desconfiança são grandes o “mal do adepto” vem sempre ao de cima.


Para já não se passa com os benfiquistas, que acreditam “no melhor futebol” da sua equipa mas recusam ver que só tem ganho com erros de arbitragem, alguns bem graves e chocantemente evidentes, a seu favor. Não é o “melhor futebol” que ganha campeonatos, embora possa ajudar. E quando esse “melhor futebol” dá mais golos de bola parada do que em jogo corrido, o “mal do adepto”, assimilado na Crítica em geral, funciona ao contrário: não vê que algo não está bem e, claro, muito menos enxerga que os árbitros ajudam mais do que o “melhor futebol”.


Crónica semanal do blog Portistas de Bancada para o Futebol "O desporto rei"

14 janeiro 2010

Xistrema

A propósito de meios tecnológicos, opiniões desviantes como linhas enviesadas, um golo leiriense no Dragão, um mesmo árbitro-auxiliar, o Xistra do costume e a coerência vestida de vermelho

Muitos adeptos, portistas e talvez outros, interrogaram-se porque razão o árbitro-auxiliar do Porto-Leiria deixou passar o primeiro golo leiriense no domingo, com um "atacante" na linha de "fora-de-jogo" com os últimos defesas portistas; e o mesmo "auxiliar" invalidou, em circunstâncias idênticas, um golo ao FC Porto, em que Farías, apontado como em infracção posicional, assistiu Falcao para o que seria o 4-2
Já agora, realçando este e outro ponto, o da arbitragem e o dos meios tecnológicos (já disse tudo sobre eles, incluindo o que direi a seguir), vou explicitar bem:
- primeiro, ainda bem que tal aconteceu com o mesmo árbitro-auxiliar: aí deve enquadrar-se a falta de imparcialidade (diria incompetência malévola, ou burrice primária) que aponta o "chefe dos árbitros" Vítor Pereira ao seu séquito. Na 1ª parte, o outro árbitro-auxiliar negou um golo a Falcao, supostamente em fora-de-jogo quando estava apenas em linha e nenhum humano, à distância, vê a diferença de uma ponta de cabelo para situar um jogador em posição legal ou ilegal. O José Leirós tentou fazê-lo há um ano no Braga-Porto, por causa de golos validados e invalidados, ambos aos portistas, por um mesmo árbitro-auxiliar. Não adianta. Até a tv nos trai, quanto mais os humores e a inteligentsia que nos rodeiam...
- segundo, ainda a respeito do 1º golo leiriense, os habituais palradores televisivos dizem que o marcador do golo está em linha e o golo é bem validado, o que eu concordo. Mas apontam que, à frente de Diego Gaúcho, há um outro leiriense, por sinal em fora-de-jogo mais evidente, mais adiantado do que Diego Gaúcho, e este faz toda a diferença, pois participa na jogada, faz-se ao lance (livre, de resto de falta inexistente, convém lembrar, com bola bombeada da direita para a área), há um fora-de-jogo activo, mas o senhor árbitro-auxiliar não viu. E estão três paspalhos a ver aquilo sem algum contestar e decifar tudo como é suposto quererem fazer.
- terceiro, a linha de fora-de-jogo da SportTV, a mesma imbecilidade editorial e técnica de sempre e em que a reincidência nos erros (levando aos comentários pouco conscientes e muito enviesados), no golo anulado a Falcao na 2ª parte, pelo "mesmo" árbitro-auxiliar, está tão enviesada como as opiniões e mesmo assim não conseguiu "pôr" Farías em fora-de-jogo. Já tinha avisado que isto é recorrente na tv, no Leixões-Porto de há duas épocas o Tarik isolou-se e marcou o 1-2, houve dúvidas no limite do fora-de-jogo, traçaram a linha (imaginária) como se provasse alguma coisa e as referências espaciais fossem incontestáveis para asseverar da exactidão dessa linha mas isto foi na TVI, como podia ser na SIC e na RTP, e não impediu o imbecil do balde mar Duarte de dizer, vendo à 4ª e 5ª tentativa, que era golo ilegal.
Agora, voltando ao início, à imparcialidade dos árbitros que o seu "chefe" questiona.
Muitos adeptos, portistas e talvez outros, perguntar-se-ão se Carlos Xistra anulou bem um golo de Roberto no Guimarães-Benfica de ontem, nos instantes finais.
Mas estavam à espera de quê, se:
- primeiro, Xistra apontou uma falta sobre o guardião Júlio César com este fora da pequena área, num cruzamento da esquerda, estavam lá dois defesas benfiquistas e Douglas entalado e encolhido entre ambos sem interferir no lance e o único em baixo entre papoilas saltitantes; e não queriam que não apontasse uma carga sobre o g.r. na pequena área?
- segundo, não foi assim, com um golo idêntico anulado ao Belenenses nos instantes finais, que encerrou a fase de grupos do Benfica na época passada nesta mesma Taça da Treta, sendo o árbitro o amigo Bruno Paixão?
- terceiro, quanto a matéria disciplinar, ou em faltas ou na contestação das suas decisões, a tv não nos mostra linhas imaginárias e as expressões faciais e leitura dos lábios dos protagonistas só podem ser interpretadas por quem sabe, tipo Carolina Salgado, de matérias mais complexas e cifradas. Mas Carlos Xistra olhou de soslaio para quem o interpelou, uma vez até quis pôr a mão atrás da orelha para ver se ouvia melhor, mas ainda bem que não houve Hulk por perto para insultar a sua mãe e agravar um castigo em expediente de relatório como fez em P. Ferreira.
Palavras para quê? São artistas portugueses, palhaços segundo Olegário e "não me importo, se me pagarem bem".
ACT. (19.35h) : Gosto disto, como é apresentado:
Novidades da Liga
Árbitros para a 16ª jornada
Divulgados os juízes para a Liga Sagres e Liga Vitalis
no site da Liga
Bacilo Baptista no Académica-Braga; João "Pode vir o João" Ferreira no Marítimo-Benfica. Novidades da Liga, dizem eles. Ai o Porto achou insensata a nomeação do JF para Coimbra: tomem lá o Lucílio Vigarista também. Aos pares é mais seguro. Não vá a coisa correr para o torto. Há assaltos que acabam frustrados, podem correr mal. Esta Liga é um primor.

13 janeiro 2010

Quanta pobreza

Académica 0 - 0 FC Porto

Equipa: Nuno «cap»; Miguel Lopes, Maicon, Nuno André Coelho e Fucile; Tomás Costa, Prediguer (Orlando Sá 58')e Guarín; Valeri ( Sérgio Oliveira 74´'), Farías( Yero 86') e Mariano

Além de, proporcionarem ritmo de competição a alguns jogadores menos utilizados, dos estádios vazios, dos regulamentos que são mudados a meio da prova, das arbitragens encomendadas, ( ainda nesta jornada tivemos direito a mais uma, com o beneficiado ser sempre o mesmo) os jogos da Taça da Liga servem para ver o quanto pode ser constrangedor ver futebol quando ele é mau jogado, ou pelo menos, jogado a ritmo de passeio.

O jogo do FCPorto, frente à Académica, teve momentos entre o aborrecimento e a irritação por ver uma partida tão fraca, com tão poucos momentos de emoção.Uma exibição muito à imagem da competição para o qual o jogo se disputou: pobre.

É certo que o relvado não se apresentava nas melhores condições, como o FCPorto também alinhou com um onze maioritariamente constituído por jogadores com pouco ritmo, que muito dificilmente poderiam constituir como um verdadeiro conjunto, mas a equipa portista esteve globalmente tão fraca, tão sem ideias, tão lenta, principalmente ofensivamente, que a única oportunidade de golo aconteceu aos 81 minutos quando Sérgio Oliveira, apetece perguntar quem mais do que ele, esteve a um pequeno passo de marcar o golo da vitória.

Esta partida, como todas as partidas da Taça da Liga, servem para ver com que Jesualdo Ferreira pode contar para o resto da época, e se os jogos do Leixões e da Académica serviram para alguma coisa, foi para ver que jogadores como Tomás Costa, um jogador que quase nunca acerta um passe em condições, Guarin, Mariano Gonzalez, Prediger, são jogadores de quem se pode esperar muito pouco, ao contrário de Maicon, Nuno André Coelho, Sérgio Oliveira, a equipa melhorou significativamente com a sua entrada, e, se for trabalhado mais fisicamente, Valeri, são opções a ter em conta.

Da partida, apenas se pode dizer que as equipas se anularam uma à outra, estiveram bem defensivamente, mas no ataque quase nunca tiveram oportunidades. Sempre que elas pensavam em vir para a frente, quase sempre os ataques eram anulados, com maior ou menor dificuldades pelo seu adversário, aproveitando apenas os lances de bola parada para proporcionar algum perigo.

Por isso, foi um jogo muito disputado a meio campo, com mais luta pela posse da bola, alguma, por vezes demasiada, virilidade por parte da Briosa, mas com pouca emoção e com poucas coisas boas para serem lembradas.

O FCPorto agora tem a possibilidade de carimbar o apuramento às meias-finais, na próxima partida frente o Estoril. Espera-se com melhor futebol, mais apelativo e agradável, porque ver a equipa jogar mal, com titulares ou com a segunda linha, já começa a ser demais.

A lição da segunda linha

Desta vez, a palavra foi dada a João Pinto:
«Depois dos resultados conseguidos pelo FC Porto e pela Académica na 1ª jornada, todos nós sabemos que a equipa que vencer ficará praticamente apurada. Todos os jogos são difíceis e este não foge à regra; de qualquer forma, vamos partir para este desafio com a intenção de ganhar.

A escolha de João Ferreira é uma insensatez
. A nossa preocupação é ganhar jogos. Tentamos fazer o nosso melhor diariamente nos
treinos para chegar às partidas na melhor forma possível. Neste momento, pensamos única e simplesmente na Académica e é nesse sentido que temos trabalhado."


Mais uma vez, o jogo para a Taça da Liga vai servir, e muito bem, para dar minutos de competição a jogadores menos rodados. Embora n
a convocatória estejam incluídos alguns juniores, penso que as opções de Jesualdo Ferreira apenas irá recair nos jogadores da equipa principal.

Contudo, gostava de voltar a ver Sérgio Oliveira a jogar 90 minutos, mas desta vez com um adversário a sério, fiquei particularmente impressionado, positivamente, com o enorme à-vontade com que ele esteve na partida frente ao Leixões. Não se deixou impressionar por estar a jogar entre os "grandes" tratando sempre bem a bola. Mas, sinceramente, penso que Jesualdo ferreira não me irá fazer a vontade. O adversário é dificil, vai ser necessário uma aplicação mais forte, decidindo-se nesta partida quase o apuramento.

ACADÉMICA - FCPORTO

2ª JORNADA D
A TAÇA DA LIGA
ESTÁDIO MUNICIPAL DE COIMBRA
19 HORAS, SPORTV
ÁRBITRO: JOÃO FERREIRA



11 janeiro 2010

O balanço do Vi-te, ó Pereira































É fácil fazer a resenha da 1ª volta da Liga? O homem dos árbitros, desta vez, admite culpas - e, contudo, a "verdade desportiva" abafou o ruído pelas arbitragens num proteccionismo descarado ao Benfica que retira a primazia do destaque absoluto que merece o Sp. Braga

"A maioria das críticas às arbitragens são justificadas e significam que houve desempenhos que não cumpriram com a missão de garantir imparcialidade no jogo" - Vítor Pereira


Não sentem nada de estranho no ar? Não, não é porque o Benfica deixou de ser beneficiado pelas arbitragens, porque nunca o é. Não é por outra vitória do Benfica ter sido marcada por um penálti negado ao Rio Ave e mais dois mergulhos de Saviola terem passado impunes. Depois das "cabazadas", o Benfica notabiliza-se pelas vitórias magras sempre com ajudas de arbitragem, ou com golos irregulares, ou com penáltis negados aos adversários ou com expulsões perdoadas a alguns sarrafeiros da equipa de Jesus que muitos, crentes, apontam como paradigma do bom futebol.


Não é, sequer, por mais um jogo de inacreditável arbitragem, uma "reprise" de Elmano nos jogos entre Porto e Leiria:


- primeira expulsão de Lucho em Portugal, no tempo de Adriaanse;


- derrota no Lis com dois penáltis negados aos portistas e golo leiriense de falta inexistente e expulsão de Quaresma a iniciar a 2ª volta do primeiro ano de Jesualdo;


- dois golos invalidados ao FC Porto no domingo, dois golos leirienses de falta e de canto inexistentes.


Este professor madeirense desmente a teoria de os pequenos serem sempre prejudicados face aos grandes e o elenco de erros atrás citado, só de memória, é exemplar. Elmano, que nunca dá a impressão de saber o que apita, tem entrada directa nos maiores escândalos de arbitragem e é relapso.


O estranho, na verdade, é esta declaração de Vi-te, ó Pereira, o inefável árbitro dos árbitros da não menos inefável Liga dos compadrios, vícios salazarentos de arbitragem pró-Benfica e tenebrosas maquinações justiceiras na CD do Ricardo Bosta - só possível na pior das espeluncas, que os cronistas do regime exaltam como paradigmática actuação do regulador do futebol profissional, do tasqueiro Hermínio numa casa mal frequentada e com os apoiantes mafiosos que se sabem, aqueles que fazem as coisas por outro lado, preferem homens na Liga do que bons reforços, ameaçam não participar numa prova e são escandalosamente beneficiados ate´a ganharem, barafustam e lançam suspeitas para depois tirarem partido dos favores do poder estabelecido e inquinado.


Como interpretar esta declaração do senhor dos árbitros?


- por um lado, tem-se falado pouco de arbitragens, porque a maioria dos escândalos têm sido branqueados de forma mais nojenta e salazarenta possível pelos pasquins desportivos, copiados pelos generalistas sem rei nem roque e as tv's imbecis do "pão e circo para o povo";


- não obstante, Vi-te, ó Pereira reconhece que as críticas (que ainda têm sido) feitas são justas, sem perceber-se bem em que jogos estará a pensar mas decerto não recuando ao início do campeonato, antes atendendo aos sucessivos escândalos das últimas jornadas;


- curiosamente, quando nas últimas épocas mais se falou de arbitragens, graças ao Paulo "ventoinha" Bento que só via prejuízos para o Sporting e até falou de um campeonato perdido por um golo com a mão; e graças ao Vieira e sus muchachos, com eco nos amigos da Imprensa, o arcanjo Gabriel, o barulho dos últimos anos e em particular o do Natal de 2008; pois foi nessa altura em que Vi-te, ó Pereira disse que era o "desespero de quem sabe haver só um lugar certo na Champions" e a gritaria e desconfiança fariam com que "quem não acredite que não vá ao futebol".


Pois, que melhor balanço fazer da 1ª volta deste campeonato onde, ao contrário dos últimos anos:


- não se falou tanto de arbitragens, com o ruído e nonsense que se viram de Benfica e Sporting graças aos amigos dos jornais e as tv's do regime sempre lampeiras a amparar o choradinho de quem só gosta de colinho dos árbitros, isto contado em "escândalos" de resultados nas 1ªs páginas da Imprensa dita Desportiva;


- também não se questionou a "competitividade", mesmo que os dois primeiros empatados em pontos tenham um avanço importante e a diferença para os dois últimos é a maior dos últimos anos;


- nem outro famoso e imperdível personagem apareceu por estes dias, refiro-me o presidente do Sindicato dos Jogadores a falar de salários em atraso (de repente deixou de haver) e a ameaçar com "tomadas de posição" junto dos plantéis profissionais.


Parece que vivemos no melhor dos mundos e, no entanto, os escândalos entram-nos pela tv adentro, ainda que silenciados em directo ou minimizados pelos jornais dos ditos "escândalos" quando toca a defender a honra dos lisbonenses a que o patético O Jogo já aderiu no concurso do "Omo lava mais branco".

Arsenal moralizado com vitória fortuita sobre o FC Porto

É, porém, extremamente injusto para o garboso líder Sp. Braga destacar o câncro das arbitragens em vez do seu inegável mérito e até categoria como líder imprevisto.


Porém, convém lembrar que os arautos benfiquistas da "verdade desportiva":



- primeiro, anunciaram que os arsenalistas iam sendo favorecidos pelas arbitragens nas primeiras jornadas (citando jogos com uma ou outra decisão que caiu bem aos minhotos);



- ultimamente, batem na tecla de que o balão bracarense vai esvaziar, ou por não aguentar a pressão, ou por o plantel ser curto ou, agora, por estar a delapidar o património humano como se o presidente Salvador, o director Carlos Freitas e o treinador Domingos não soubessem cuidar dele (o episódio João Pereira é apenas isso, a excepção e não a regra).



- já só falta lembrar que estes três artífices são... portistas, algo que, também aí, não faltou em dado momento, quando o túnel de Braga fez do da Luz e a "peixeirada" da Pedreira era atribuída a conluio com o... FC Porto.



Sobre o Braga, para não desmerecer a sua competente liderança dentro e fora do campo, além de denunciar nos gabinetes os dois pesos e duas medidas da incoerente CD da Liga e clamar que toma decisões favoráveis ao Benfica e sobre pressão dos seus dirigentes, limito-me a referir que foi a sua vitória, muito feliz, sobre o FC Porto que animou a equipa.

O golo casual de Alan, que era um cruzamento e saiu um "chouriço" a sobrevoar o indefeso Helton após desvio em Álvaro Pereira, acicatou os minhotos que, depois, venceram com autoridade o Benfica. Sem dúvida que a ausência da Europa, afastada precocemente pelos então rodados suecos do Halmstad a meio da sua época competitiva e na pré-temporada portuguesa, não pesa na equipa de Domingos. E tal como se pode aludir ao seu plantel com pouca "profundidade" de soluções (a colmatar neste período de mercado), o alívio do fardo europeu concorre a seu favor de Fevereiro em diante...



Mas, infelizmente, mesmo sem influir na inegável liderança do Braga, as arbitragens marcaram de forma flagrante o relativo sucesso (só esteve uma vez na liderança a par do Braga e até perder na Pedreira) do Benfica e atrasaram um pouco o FC Porto que teria uma época de ajustes difíceis pela frente mas com a equipa ainda na Champions, na Taça de Portugal e já vencedora da Supertaça.


Arbítrios e vermelhices

Eu socorro-me do "Vermelhices" porque retrata, com ironia e por vezes de forma chocantemente agressiva e denunciadora, o que se passa na maior parte dos jogos do Benfica e não resisto a pôr aqui alguns destaques que dispensam legendas.



O que se tem passado esta época ultrapassa todas as marcas admissíveis, seja em favorecimento do Benfica seja em branqueamento da Comunicação Social.


Se Calabote fosse vivo nada transpiraria, como aconteceu na Imprensa da época salvo os flagrantes desencontros de factos que levaram a antiga Comissão Central de Árbitros a irradiar o nefasto árbitro alentejano (teria de ser?...) nove meses depois, um infausto aniversário de como era a "verdade desportiva" há 50 anos - mas a blogosfera portista assinalou de forma tão veemente que a imunda corrente vermelha quis contrariar com um revisionismo histórico estalinista de feição que só podia ser da cor das papoilas...


Esta 1ª volta tem trágicos acontecimentos de arbitragem, desde o Xistra a expulsar Hulk em P. Ferreira e a atribuir-lhe insultos para agravar o castigo logo na 1ª jornada, à vista grossa de Artur Soares Dias às agressões que passaram impunes logo de início a David Luiz e Aimar e marcariam toda a senda de proteccionismo aos jogadores tanto caceteiros como fiteiros do Benfica.


Tivemos o penálti de Leiria, por dedução de Jorge Sousa em mais um mergulho de Aimar; vários jogos com adversários expulsos e com o Leixões logo desde os 27' até acabar com nove tal como sucedeu ao Nacional também vítima das quedas teatrais dos argentinos do Benfica. Quando a bravata de golos amainou, Lucílio Baptista apareceu a garantir 6 pontos frente à Naval (penálti perdoado a Maxi Pereira e livre inexistente que dá golo aos 89') e ao FC Porto - aqui com uma jogada de manual, de fora-de-jogo de quilómetros a anteceder a jogada fortuita do golo, uma daquelas coisas que não requer equipamento especial mas nenhuma câmara de tv nem qualquer opinador paineleiro ou encartado de outro modo a denunciar a irregularidade, salvo a blogosfera portista no dia seguinte ao infame jogo que prosseguiria com as manobras obscuras do costume no túnel; agora, depois do interregno para mais do mesmo do Olarápio na Taça da Liga com mais um rol de inacreditáveis situações de prejuízo para o Nacional, mais um penálti perdoado ao Benfica, desta feita por Bruno Paixão.


Se não se marcam faltas e penáltis ao David Luiz, não se marcam ao seu substituto e Miguel Vítor lá escapou de um empurrão ostensivo e flagrante na área a um vila-condense. E Saviola voltou a mergulhar, a simular um penálti sem ver cartão e a sacar uma falta inexistente com o árbitro a poder ver sem problemas que o argentino simulou e devia ter sido admoestado mas o livre foi marcado em Vila do Conde.


Sinceramente, acreditando no Penta, vejo difícil que se impeça o título do Benfica se tamanha ROUBALHEIRA prosseguir na 2ª volta. Não há penáltis contra o Benfica, não há expulsões, não há sumaríssimos por muito que Javi Garciar faça faltas e agrida adversários que derruba, atropela, ataca fisicamente muito acima do que as leis permitem, mas algo nesta época favorece o Benfica, David Luiz, Luisão, Cardozo, Carlos Martins, Maxi Pereira... Será uma época de excepção? Se não tivesse havido a infame Taça da Cerveja...

Xistrema em linha, não passa nada para o FC Porto

Ao FC Porto, a quem importava cortar o ritmo desde o início e Xistra lá accionou o Xistrema da ordem, a falta de fluidez atacante pela alteração dos mecanismos ofensivos sem Lucho e Lisandro foi prejudicada não pela inaptidão de Falcao, que cedo mostrou ao que veio e quanto vale, mas pela inépcia dos árbitros, especialmente os "assistentes".


Podemos ter um parolo com óculos e caracóis com gel a comentar um possível fora-de-jogo de Farias no 3-1 à Académica, enquanto o mesmo energúmeno não viu os dois golos academistas precedidos de mão na bola. Entretanto, por muito mal que jogasse o FC Porto, Farías viu um golo mal anulado frente ao Belenenses e o jogo deu empate. A questão da linha do fora-de-jogo e a recomendação, superior e já antiga, de favorecer-se quem ataca não tem valido ao FC Porto. Ao Benfica, ao invés, valeu dois golos no limite no Restelo.


Ao ritmo de negar penáltis aos dragões, dos dois de Olhão; ao ritmo de sofrer pancadas violentas a partir narizes sem punição para os prevaricadores (Olhanense e Setúbal, ambos com Pedro Henriques a arbitrar com total cegueira e absoluta imbecilidade face ao sadino Djikiné que fez faltas para 4 expulsões e nem um amarelo viu); ao ritmo de anular golos por fora-de-jogo que não se deve marcar, tivemos no domingo o mesmo "áuxiliar" a validar (bem) o golo leiriense de Diego Gaúcho e a negar (mal) um tento a Falcao após "amorti" de Farías. Mesmo na incrível má exibição no Marítimo, o FC Porto podia ter visto Mariano isolar-se, mas lá saiu um fora-de-jogo cirúrgico mas assassino a impedir uma acção de golo e, mais uma vez, sem razão.


Por muito que a tv mostre a evidência, os desesperados pelo títulos, os obcecados pela hegemonia portista, os frustrados por não verem a equipa com mais adeptos a ganhar troféus a não ser por artifícios arbitrais em que Lucílio Vigarista se notabilizou tristemente, estes cegos iluminados seguem a fanfarra encarnada e malham no tetracampeão.


Não há, hoje, merda de jornal ou imundo programa televisivo que se destaque pela sobriedade, isenção, idoneidade e profissionalismo. A informação assume o "show-off" dos donos do espectáculo, enquanto o Paulo Bento calou-se depois de mais uma noite de péssimo mau perder no Dragão e um futebol medíocre de há muitos anos que exasperou o leão, e o leviano Vieira pensa falar para parolos além dos do seu séquito de adeptos primados em iliteracia.


Palhaços, mas profissionais
E, contudo, por muito que queiram abafar as más arbitragens, elas existem, multiplicam-se e estão à prova de profissionalismo em que muitos artistas do apito já vivem, como Olarápio que assume chamarem--lhe palhaço desde que lhe paguem.


É cada vez mais o tempo de se apregoar "quem não acreditar no futebol que não vá aos estádios", mas Vi-te, ó Pereira reconhece, não obstante o pouco ruído que os agitadores profissionais da maledicência na Imprensa Destrutiva, que os erros são muitos, quase sempre da mesma ordem, seguramente no mesmo sentido e começam a afligi-lo, sem disfarçar o desconforto. O grande defensor da profissionalização do sector percebe a fraca qualidade da arbitragem em geral. E mesmo defendendo a introdução de meios tecnológicos para ajudar os árbitros, Vi-te, ó Pereira reconhece que sem matéria-prima humana de um género superior ao que patenteia o mercenário Olarápio será impossível fazer melhor.


Resta a (desdobrada) pergunta, final:

os árbitros erram porque são burros?; porque as coisas escapam-lhes na vertiginosa velocidade a que decorre o jogo (mesmo sendo os auxiliares instruídos com algum poder importante de influenciar, mas aplicam-no mal, e o quarto árbitro poder intervir com conselhos ao juiz do desafio)? porque têm medo de, beneficiando o Porto no limite, serem sacrificados na opinião publicada?; porque têm no ADN a matriz de ajudar o Benfica, financeiramente desesperado e desportivamente moribundo, pois não são os adeptos que ganham jogos mas podem pressionar os árbitros e a mole humana levar na onda os críticos geneticamente inclinados para a paixão vermelha?




















Mas é indiscutível a marca das arbitragens, favoráveis ao Benfica, nesta 1ª volta em que se pretende eleger, ainda, Saviola como jogador do campeonato com tantas expulsões e vigarices perdoadas quantos os seus golos marcados.

Uma notícia para os contabilistas da bola

A propósito de títulos, vendas milionárias e lucros registados vs. lucros expectáveis ou de mercearia...

Manchester United lucrou cerca de 54 milhões de euros na época passada

O Manchester United obteve lucros de cerca de cerca de 54 milhões de euros, durante a temporada 2008/09. A venda de Cristiano Ronaldo ao Real Madrid por 90 milhões de euros, contribuiu e muito para o valor alcançado pelo clube inglês. Além da transferência mais cara do futebol mundial, títulos como tricampeão na Premier League, campeão mundial de clubes e finalista vencido na Liga dos Campeões, levaram o Manchester a encaixar vários milhões de euros.

(adenda)
O clube anunciou ainda que pagou 46,5 milhões de euros em juros de um empréstimo de 565 milhões de libras.
Sem uma verba extraordinária como a da venda de Ronaldo, as contas do ManUtd não revelam grande saúde, razão pela qual o clube anunciou também um plano de refinanciamento que passa pela emissão de títulos no valor de 555 milhões de euros



Agora compare-se com o que se diz da actividade comercial do futebol portista, tetracampeão, vencedor da Taça de Portugal, vencedor da Supertaça, 1/4 final da Liga dos Campeões e vendedor de Lisandro e Lucho e Cissokho por cerca de 60ME...

E, note-se, compare-se com as análises de antiportistas, de bimbos como o Vieira e até de portistas muito estarrecidos por o lucro do final da época ter sido tão pouco...

10 janeiro 2010

Nas mãos de Heltón esteve a justiça

Equipa: Helton; Miguel Lopes ( Farías 59') , Rolando, Bruno Alves e Alvaro Pereira; Fernando, Raul Meireles e Belluschi ( Tomás Costa 86´); Varela, Falcao ( Mariano 84´) e Rodríguez.

Marcadores: Falcao ( 15´e 64´) e Bruno Alves ( 37´) e Diego Gaúcho ( 31´) e Ronny ( 52')

O FCPorto continua na perseguição aos líderes conseguindo uma vitória justa, mas com muito sofrimento, com a particularidade de ser, mais uma vez, auto-infligido, o que poderia ter custado bem caro. Valeu Heltón que, nos descontos, conseguiu evitar que o adeus ao título pudesse ter chegado no virar da 1ª volta, redimindo-se também do erro no primeiro golo do U. Leiria.

Apesar de esse auto-sofrimento, o FCPorto até nem esteve globalmente mal, foi uma exibição bem razoável, com muitos bons momentos, com boas reacções aos golos sofridos, embora ainda tenho um lado menos bom, a equipa esteve novamente muito perdulária, e defensivamente esteve desconcentrada nos lances de bola parada. No final acabou por ser feliz, mas procurou imenso essa felicidade.

Com a surpresa de Miguel Lopes de inicio para o lugar do lesionado Fucile, o FCPorto entrou muito bem, forte, a jogar muito rápido. Quando o primeiro golo acontece, já a equipa portista o tinha merecido marcar há muito tempo, visto que criou algumas oportunidades para isso, uma delas deu mesmo em golo só que foi anulado.

Além disso, a equipa parecia estar instalada no meio campo adversário, empurrando o U. Leiria para a sua defesa, Varela era um verdadeiro quebra-cabeças para o seu marcador, o meio-campo trocava bem a bola, Falcao trabalhava incansavelmente na frente, mas o golo tardia a aparecer. Aos 15 minutos, Falcao aproveitando uma sobra, depois de mais uma jogada muito boa de Varela, para marcar o primeiro golo que o FCPorto já merecia.

A partir daí, o FCPorto não mais largou o domínio da partida, trocando sempre a bola de forma rápida, não deixando que o seu adversário viesse para a frente. O jogo até corria de forma agradável, só que, na primeira vez que o Leiria veio à frente fez um golo, num lance de bola parada, Helton fica a ver jogar, quando deveria ter saído porque era uma zona sua, vendo o defesa leiriense cabecear à vontade.

O FCPorto não desmoralizou e também de bola parada, numa jogada vista habitualmente nos jogos portistas, Raul Meireles cruza de forma perfeita a bola para a cabeça de Bruno Alves que com colocação e força recoloca a equipa portista na frente, repondo a justiça no marcador.

Na segunda parte, o FCPorto entrou querendo controlar, mas foi surpreendido, mais uma vez de bola parada, com o golo do empate leiriense, Ronny rematou forte e a bola embateu num jogador portista não dando hipóteses a Helton. Mais um golo que caía do céu para o Leiria.

A partir daí, Jesualdo arrisca, tira Miguel Lopes para colocar Farias, e o FCPorto começa um momento de pressão avassaladora, o Leiria quase nem conseguia sair do meio campo, tendo nesses minutos o FCPorto várias oportunidades para voltar a conseguir vantagem no marcador.

Vantagem que chegaria aos 64 minutos, numa marcação de canto, Rolando cabeceia, o guarda-redes do Leiria defende para a frente, a defesa leiriense não é afoita a tirar a bola da defesa e Falcao remata, voltando a recolocar justiça no marcador.

Aos 68 minutos, um lance polémico que vai dar para que os jornalistas de serviço estarem entretidos durante toda a semana, Falcao isola-se e tenta passar a bola por cima do guarda-redes, este corta a bola com a cara, mas Elmano Santos interpreta mal o lance e expulsa o guarda-redes leiriense. Toda a semana vamos assistir a um chorrilho de opiniões, especulando que se essa expulsão não tivesse acontecido o Leiria poderia ter dado a volta, mas o certo é que em nenhum momento do jogo, a equipa de Leiria fez por marcar.

A partir daí, o FCPorto baixou o ritmo, não mais dando o domínio da partida ao seu adversário, anda teve mais um golo anulado por fora-de jogo a Farias.Até ao final, FCPorto controlou a equipa do Leiria, amarrando-a num colete de forças, até que Fernando, que estava a realizar um excelente jogo, sempre a recuperar bolas de forma fantástica, teve um momento de infantilidade, cometendo uma falta estúpida dentro da grande área que poderia ter custado a vitória ao FCPorto.

Valeu Helton que defendeu a grande penalidade, não permitindo que do céu caísse mais uma vez o empate para a equipa do Leiria. Nas mãos de Helton esteve a justiça do marcador. A União de Leiria nunca foi capaz de criar jogadas de ataque perigosas para a baliza portista, apenas de bola parada só lá chegou, e o FCPorto acabou por fazer por merecer a felicidade dos últimos momentos.

A perseguição aos líderes contínua, agora a próxima missão é ultrapassar o Paços de Ferreira que na primeira volta roubou dois pontos ao FCPorto.

Para continuar a perseguição ao líder

“Na vida fui sempre solidário com as causas que entendo que são justas e corretas. Num comunicado, os meus jogadores marcaram uma posição e emitiram uma opinião. Em nenhum momento não marcaria a minha solidariedade com a equipa. Face a isto, encerro a minha presença na conferência” foram as únicas palavras de Jesualdo Ferreira na conferência de imprensa.

Tudo em nome da solidariedade com que, justificadamente, os seus jogadores merecem. Segundo a RTP, foram 40 segundos. O Record, único site português que conheço que utiliza um acordo ortográfico que ainda não se ensina na escola primária, diz que foram menos dois. Não calcularam quantos metros corria Usain Bolt no mesmo tempo.

A partir de agora, e sempre que alguém representativo do jornal ABola esteja presente, ninguém fala, ora como é provável que os jornalistas desse jornal estejam presentes em todas as conferências de imprensa portistas, é provável que, não se sabe bem até quando, elas não se realizem. É um black-out disfarçado, que mas mais valia ser um black-out à moda antiga. Ou então, usar o site oficial para que Jesualdo Ferreira falasse do jogo.

Quanto à partida, vai ser contra uma adversário difícil, que vem de um bom momento, tacticamente disciplinada, o FCPorto a jogar em casa apenas necessita de fazer aquilo que é obrigado, vencer para não perder de vista a liderança. Para isso, é preciso entrar muito forte, concentrado, dominador e eficaz. E, se for possível, aliar ao resultado positiva uma boa exibição

FCPORTO – UD LEIRIA
15ª JORNADA LIGA SAGRES
ESTÁDIO DO DRAGÃO: 20: 15 HORAS
ÁRBITRO: ELMANO SANTOS ( AFMADEIRA)

08 janeiro 2010

A memória de há 25 anos de quem fazia as coisas por outro lado...

Um Varzim-Benfica que de 1-0 em jogo abandonado por garrafada em "liner" ficou em 0-1 no jogo repetido em que, dantes como agora, se mandavam às malvas os regulamentos de disciplina... e a Verdade Desportiva

Evoquei aqui, a 18 de Dezembro último, para aquecer o pré-clássico que ferveria com o Bacilo Baptista e entraria em ebulição na parte escura da Luz, uma golpada benfiquista de 25 anos antes, em Dezembro de 1984. Uma história macambúzia que o Record trazia na sua edição de 5/12/1984 sobre uma denúncia feita por alguém que não se provou existir, tal como era falsa a eventual corrupção de árbitros por causa dos títulos portistas de 78 e 79 e até o alegado roubo de igreja que quiseram transferir de Benfica para as Antas era relativo a um ano em que o Porto não foi campeão.

Pois dias antes desse "nu... tícia", a 2/12/84, o Varzim-Benfica foi interrompido com 1-0 para os poveiros, golo de Júlio Sérgio (salvo erro) que havia sido formado no FC Porto (e vi-o jogar nos juniores).

É claro que já houve muitos jogos interrompidos para o Benfica e repetidos depois. Por exemplo, aquele Belenenses-Benfica de 1959 que se jogou pela segunda vez mas acabou com o empate tal como o jogo (antes) protestado e cujo desfecho deixou, teimosamente, os encarnados em desvantagem face ao FC Porto à entrada da última jornada e do famoso Benfica-CUF do Calabote e o Torreense-Porto que deu o título por um golo aos indomáveis portistas.

Ainda há dias lembrei, a propósito de Pedroto, um Sanjoanense-Benfica, nos idos de 60, também ganho na repetição e com golo de penálti para ajudar à missa. "Eles" dizem, enfim, que não eram ajudados e tal, mas a gente sabe como é e a História não é reescrita a não ser por gente da tarimba estalinista.

Pois vou contar outra história, para não pensarem que é um caso ou outro isolado. A propósito da visita de sábado do Benfica e Vila do Conde, a 9/1/1985, cumprem-se (outros) 25 anos, e o Benfica teve direito a repetir o jogo na P. Varzim. E ganhou-o com golo de Diamantino.

Pedroto, esse, falecera no dia 7 de Janeiro e os poderes fátuos do futebol em Lisboa já tinham feito das suas, again and again.

Quando um fiscal-de-linha ou bandeirinha, como então se chamavam, levou com uma garrafa de cerveja de litro na tola, jorrando sangue abundantemente do crâneo do infeliz António Jorge, o 1-0 para o Varzim, pela meia hora de jogo, de nada valia.

Aparentemente, naquelas cruzadas pela Verdade Desportiva como o endurecimento de penas no Regulamento Disciplinar da FPF (então não havia Liga a organizar os campeonatos), uma coisa do género do que aconteceu na Póvoa estava assim tipificada no art. 106º:
- derrota
- suspensão (do campo do clube cujos adeptos fossem responsáveis pelos desacatos) de 6 a 12 jogos
- multa de 20 a 100 contos (100 a 500 euros hoje).

Era assim, mas não foi nada.

Entretanto, apurou-se logo no estádio que o "bêbado" era apenas um puto de 16 anos, guarda-redes nos juvenis do FC Foz. Tinha até jogado de manhã nesse domingo e foi ver o seu Benfica à Póvoa. Chamava-se Paulo Jorge e, claro, os papás garantiram que ele era incapaz de matar uma mosca e tal. Proteccionismo parental e proteccionismo federativo, não houve castigos e o Benfica lá voltou, há 25 anos, a ganhar um jogo que no momento da interrupção (32') estava perdido (desde os 23' com o golo de Júlio Sérgio).

Era assim nos anos 80 que diziam que o Porto controlava tudo mas os poderes, que Pedroto denunciava, estavam todos em Lisboa onde a tríade Benfica-Sporting-Belenenses se revezava na presidência da FPF.

Valeu que nessa época, falecido Pedroto e com o delfim Artur Jorge (e Futre...) a comandar, o Porto não deu hipóteses. Foi campeão com muita antecedência.

Curiosamente, a mostrar inegável compreensão para com a vítima António Jorge, a comissão que nomeava os trios de arbitragem nomeou-o, um mês depois, para um Porto-Portimonense. A curiosidade é que o jogo disputava-se... na Póvoa de Varzim. Tudo porque, além de uma suspensão nas Antas muito comum na época, o jogo tinha sido adiado em Dezembro porque 50 mil portistas acorreram à cidade poveira e o estádio rebentou pelas costuras.

A história do futebol português, no âmbito disciplinar, da moralidade, da Verdade Desportiva, foi sendo escrita assim. Vá lá que nem sempre se escreveu direito por linhas tortas.

Foi há 25 anos, faz amanhã, e até Pedroto devia ter dado voltas na campa.

Histórico para os gays... atrás do Braga

O Miguel Sousa Tavares esmerou-se esta semana a bater na jagunçada da Luz e da Liga. Mas teve o descuido habitual quando fala de cor do que não sabe. Escreveu na bolha que se o campeonato acabasse agora (à 14ª jornada...) o Benfica seria um meritório campeão...


Pois bem, cantam-se os méritos do futebol dos gayvotas.

E, hoje, 8 de Janeiro, escassos meses depois de o Partido Salazarista ter vetado no Parlamento onde tinha Maioria Absurda a proposta de casamento gay dos partidos à Esquerda, o Sócas acha que fica na história por querer fazer passar a legalização de gajos se enrabarem e lésbicas se lamberem, em bom português. Se o Cavaco der a sua parte (habitual) de fraco, é contar com o ovo no cu deles, mas quero que se f...m todos e não me chateiem.


Fica para o folclore nacional - o 6º País da Europa e 8º do Mundo a legalizar a coisa dos same sexers - no dia em que o anunciado campeão de Inverno, aquele que MST achava que seria o meritório campeão de tudo, que é o Sp. Braga, com todo o mérito e sem ajudas (por muitos zunzuns de início que era para desacreditar), a ganhar a 1ª volta.


Vale o que vale. Mas foi assim que o Boavista chegou a campeão. Em 2001, com a ajuda de Vítor Pereira no dérbi do Bessa a permitir um golo irregular (livre de Sanchez metros à frente do local da falta, com a bola a rolar e depois a finalização de Martelinho) no 1-0 final e a expulsar Deco e Folha com cartões por faltas idênticas às que os boavisteiros cometiam.

Viva o Braga, no dia em que os gayvotas ficam com dores de cu...tovelo.

p.s. - falam, falam, falam... e só por acaso, e na blogosfera, soube disto.
DIA HISTÓRICO
Hoje é um dia histórico: pela primeira vez 600.000 portugueses estão no desemprego.
Publicada por João Gonçalves em 8.1.10 portugal dos pequeninos.
Ó larilas...