21 novembro 2013

Lançar a confusão ou o regresso "casuals"

É o tema do Sporting-Porto na taça da treta a puxar pelo bronco do carvalho.
É o CQ a relembrar o que não vale a pena e a "provocar" o que está morto e enterrado [Mundial-2010].

 
Capas que não são inocentes e apelam à violência desbragada para depois averiguar mal os prevaricadores e limpar as mãos da merda feita. Uma dupla vergonha!
Mas a fineza de ouvir o presidente do Sporting por causa da (antecipada) visita do Porto a Alvalade fica, mais uma vez, como capa para a História. Negativamente. Até porque o bronco do carvalho não extravasou como a capa sugere, mas o que critico aqui é o pasquim e o descaramento escarrapachado, na sequência de outros bem recentes, que o gang leonino no Rascord não desarma para se fazer grande...
 
À beira disto, a "proximidade", ridícula, de Quaresma, acabado e também ele morto e enterrado como jogador por culpa sua, é uma brincadeira de crianças, ainda que, no fundo, sirva apenas de papel para embrulhar peixe. Conquanto só a capa de O Jogo traz uma notícia mesmo, ainda que embrulhada em considerandos que, face aos casos Liedson e Xizmailov, deviam o FC Porto poupar-se a refugos pelas más experiências para esconder a incompetência de fazer um plantel equilibrdo após mais um Verão de vendas milionárias.
 
Assim, todos os pasquins desportivos tiveram um mau 21 de Novembro de 2013. O Comandante Cristiano que praticamente nunca antes da fase final do Euro'2012 (Holanda e R. Checa, foi "poupado" nos penáltis com a Espanha numa aberrante decisão de Paulo Bento) decidiu um jogo "decisivo" de Portugal, é elevado a herói da Pátria. Pelo visto, há "patriotas" reumáticos dos maiores chulos do pós-25/4 a dar cum pau neste País, não sei como Portugal chegou à beira da bancarrota.
Saloios.

O desespero é do Real Madrid!

Posto isto, como sempre defendi, não dou importância de maior à Bola de Ouro, nem ao melhor jogador do mundo - que para mim continua a ser Messi e Maradona o melhor de sempre - nem ao melhor treinador do mundo. Aliás, mesmo alguns títulos de melhor equipa do mundo conquistando o Mundial têm verdadeiro significado, ainda que o título valha muito mais. Nunca dei para esses peditórios e a minha opinião não depende de troféus ou conquistas, ainda que estas legitimem quase tudo. Veja-se o frenesim por Portugal apurar-se, na repescagem, para o Mundial. Mais valia ser 1º do grupo fácil (mas não foi) e já não se falava mais nisso. A par, sucedem-se os espectáculos circenses, de psicólogos, sociólogos e tudólogos sobre a superação da crise - que fatalmente pessoa com dois dedos de testa desmente ser a bola a primeira das preocupações.
 
Já a Bota de Ouro, sim, reflete o mérito do jogador em termos concretos, de resto "amparada" em regulamento que, evitando subjectividades e diferenças entre campeonatos (principais têm mais cotação para os seus goleadores, pois marcar na Roménia não é o mesmo de Espanha), não deixam muita margem para dúvida.
 
Mesmo assim, na Bota de Ouro, há quem se espante por Ronaldo ter chegado aos 67 golos neste ano civil de 2013, quando Messi marcou 92 golos em 2012 e ainda falam que CR7 "bate todos os recordes"...
 
Messi, por sinal, recebeu ontem a Bota de Ouro de 2012 por ter marcado 45 golos em Espanha um ano depois de ter igualado os 50 golos, da época anterior, de Cristiano na Liga espanhola de 2010-11.
 
A entregar a Bota de Ouro, Stoichkov foi claro quanto à Bola de Ouro.

A importância da Bola de Ouro, fugindo à objectividade regulamentar e clareza desportiva da Bota de Ouro, pode ser demonstrada facilmente. Messi pode ser o "inimigo" de Cristiano, mas o pano de fundo é a subalternidade já permanente do Real Madrid face ao Barcelona.
 
As capas de ontem dos diários desportivos de Madrid dizem tudo, nem parece que a Espanha jogou no palco onde foi campeã mundial nem se imaginaria que o jogo da Roja fosse subalternizado pelo feito de CR7 por Portugal.
 
Reparem no pormenor superior da Marca, enquanto atirava a derrota da Roja para o fundo da página. Benzema também é destaque, joga no Real Madrid, ainda que tenha marcado um golo em claro fora-de-jogo...


O que serve, ainda, para desmentir Mourinho sobre a opinião que os espanhóis têm dos portugueses... Mas porque, acima de tudo, está a projecção que querem dar ao Real Madrid - até porque o campeonato parece escapar de novo aos merengues. E há que puxar por alguma coisa, veja-se o exemplo do ronceiro Roncero do As e as pantominices habituais descobertas, como diletantes, por algumas tv's tugas... O exemplo pátrio e prático disto, por cá, pode ser visto nos blogues extra-futebol a pegarem na coisa de que se lembram de ano a ano...

Compreensível é os jornais portugueses fazerem esse papel. Mas, afinal, apesar do jogo extraordinário feito, os golos de Ronaldo foram, em correria, força e remate, típicos de Ronaldo, bendizendo a pasmaceira e amadorismo suecos ao deixá-lo sempre sozinho. Porventura, os passes de João Moutinho (2) e Hugo Almeida, bolas metidas no espaço e à distância, foram muito mais difíceis e brilhantes, diria mesmo à Barcelona, do que a conclusão forte e feio das jogadas sem oposição. Mas, enfim, é o que há.
 
A Imprensa faz o trabalho de qualquer agência de Comunicação. Estas tanto podem fazer o que faz a Imprensa como acções falhadas de marketing ao jeito da Pepsi. Também já corre a petição para não se comprar Pepsi, como se a Coca Cola fosse melhor e a "marca branca" de uma qualquer cadeia de supermercado pudesse ser alternativa. E já não há petição nem para defender o escândalo que a FIFA permite de "rever-se" a votação para a Bola de Ouro - sinal do descrédito total.
 
Com papas e bolos se enganam os tolos. Acho que a capa de ouro da idioticie será sempre do Rascord com aquele Jesé que, interessando ao Benfica, marcou 3 golos a Portugal nos sub-20 ou sub-21 e foi o destaque... porque interessava, só, ao Benfica, mesmo que hoje continue no Real Madrid.

20 novembro 2013

Muito bem lembrado... falta medir a "ofensa à honra" que os juízes da CD não têm!


 
A Justiça Desportiva deve continuar nas boas graças de alguns - nem recorrem (se o caso subisse ao Conselho de Justiça poderia ser agravado, mas o recurso talvez impusesse a suspensão da sentença).

Mas esta Justiça Desportiva, com estes ou outros, tem sempre rabos de palha. Então, indiferentes às agressões físicas verificadas, doutos juízes convêm que Jesus agrediu, sim, mas a "honra" dos ofendidos.

Serão os mesmos juízes que, julgando a "ofensa à honra", só castigaram Jesus com 11 dias de suspensão (cumpridos numa paragem do campeonato pelas selecções) por causa do que disse de Pedro Proença na derrota de 2-3? A "honra", ao menos, parece valer mais, mas não pela dignidade dos juízes, apenas pelo avolumar dos casos de ofensa do arguido truculento.

Mas a Justiça Civil, mais uma vez, deve dar uma sentença exemplar. E não deve melindrar-se com actos de efectiva agressão, para já impune e claramente verificáveis nas imagens difundidas.

Blatter dá uma mão de ouro a Cristiano?

Portugal e França não se podem queixar da FIFA: os árbitros ajudaram e o presidente tem ideias de ouro...

Imagine-se que Blatter nem saudava sequer os 3 golos de CR7 e ao mesmo tempo a FIFA destrocava em miudezas as coisas de bastidores que os tugas tanto criticam... como não alargar, afinal, a 5 os finalistas, como pretendia e o próprio anunciou, mantendo 3; e permitir que os jogos do play-off sirvam para votar, até para alterar votos já consignados numa votação já encerrada.

Como seria? Que catástrofe não se adivinharia? Que Portugal não se atiraria ao mar com tanta fantochada?

19 novembro 2013

Extraordinário!

Mas os suecos são muito anjinhos e o treinador deve ter errado na profissão para deixar o Cristiano à solta.

Deve ser engano porque "ele não agrediu ninguém"

Mutatis mutandis.
Alguém se esqueceu de dar o castigo, agora, na altura certa dos jogos da Selecção.
O seu clube, conhecendo a peça e os andaimes dela, tanto o defendeu que o deixa entregue aos bichos. ACT: Parece um exagero, 30 dias sem verificar-se (a sério?!) agressão. UM Cristo!

Isto causa-me tanta confusão quanto o discurso em Trilogia dos "Diálogos da Religião Natural", de David Hume, uma obra pequena mas tão simples e fenomenal.

A "suspensão do juízo" varia entre a irredutibilidade do Pirronismo e a normalidade natural do Epicurismo. E por aqui me fico, não vá fazer elucubrações majestáticas em foro de Justiça, duvidando entre a terrena e a divina. Ou, para alguns confusos, a terrinha e a vizinha.

Como é que se perde uma autobiografia?

 
Descobrir 45 erros, factuais, no livro de carreira de Alex Ferguson merecia mais do que pagar ao leitor-detective o reembolso (e os portes de correio) da obra - que afinal é tanto do leitor como do autor.
 
E ao fim de 115 mil e tal cópias vendidas para um recorde britânico, acho que nem alguém lembrar ao José Rodrigues dos Santos a sua fantástica descoberta de Cristo, afinal, não ter sido católico, mas judeu...


18 novembro 2013

O jogo do gato e do rato

No dia em que se celebra o "nascimento" do rato Mickey, há 85 anos, há coisas de fazer espantar o mundo só em Portugal. A curiosidade é que este rato, ao contrário de outros ou similares (o "Coyote" do Blade Runner ou o Silvestre do Tweety ou os gatos destroçados pelo Speedy Gonzalez), nunca foi ameaçado por um gato. Uma espécie de gata borralheira sem miasmas ou um rato tão humanizado quanto a sempre educada e muito senhora a namorada Minnie.
 
Os juizes criticam apelo a advogados para denunciarem polícias e magistrados. É um permanentemente jogo do gato e do rato, sem se saber quem viola o segredo de Justiça, infracção que pode dar jeito a qualquer das partes.
 
O jogo do gato e do rato sucedeu, ainda, também hoje, no Campus da Justiça, em Lisboa, onde Jesus, de manhã, mesmo com uma hora de atraso segundo o relato televisionado em directo, não deu com a porta. Resta saber se do Inferno ou do Céu. Porém, num processo mediático irracional, sem interesse noticioso e muito menos justificativo do espalhafato sem conteúdo informativo algum, à saída o seu advogado falou, falou, falou para dizer, sem o dizer, que Jesus é inocente.
 
O advogado falava, vi num telejornal do almoço em directo (!) - os directos devem custar, digo eu, muito dinheiro, mas as tv's usam e abusam de directos, especialmente em futebol, que são um desperdício de dinheiro e uma inutilidade jornalística de pôr os cabelos em pé - antes de desligar a tv, de um caso excepcional por um crime eventual ter sido transmitido em directo (o jogo e o seu final turbulento). Quanto à conduta do arguido, nada de nada e espera-se que os juízes, tão cientes dos seus privilégios´régios como de mordomias inacessíveis a qualquer outro mortal, porém sem aceitarem que se belisque a sua idoneidade e até experiência para a função e casos melindrosos que lhe cabem julgar e decidir, não fazem disto também um jogo do garo e do rato. Do advogado, falou, falou em figuras mediáticas, em pressão, em redes sociais e exposição mas, no fundo, não se percebeu puto do que disse ou queria dizer, entre manipulações, coacção e pressões sobre a Justiça que ele,  convenientemente, deixou veladamente expressas.

Outro é aquele que o socialismo, feição tipo democrata para estar de bem com Deus e o Diabo, neoliberalismo ao que dizem, impõe em Portugal para não comer criancinhas assustar velhinhas irritar meninges violentadas de jornalistas que não sabem a ponta de um corno receber ameaças da Oposição como se a Democracia as dispensasse. Um socialismo neoliberalismo que olha, agora, parvo para a Irlanda que vai deixar de receber assistência e onde não se jogou ao gato e ao rato para perder pau e bola como ocorre em Portugal e tudo graças ao Portugalório que fala mas não decide nem se impõe. 
 
No fds, a TVI quis fazer-nos acreditar o "drama" que alegadamente vivem as eventuais figuras públicas. Obviamente, sendo juiz em causa própria e acabada de passar por um processo de divórcio, Judite de Sousa, directora de Informação da estação, entrou em cena. Seria um jogo do gato e do rato o interesse mediático em tais figuras. Foda-se, esta gente nem se enxerga e julga-se com uma importância que não tem. Como jornalista, dizem que até com trajecto de formação na área para os futuros discípulos a 500 euros, ela devia saber que um jornalista nunca deve ser notícia por coisa alguma, mas as pindéricas de hoje em dia pensam que as redes sociais - e ela nem lê blogs, onde podia aprender alguma coisa de Informação e Comunicação de verdade que interessa a leitores ou espectadores, aliás segundo um concelho de Medina Carreira que a atura a cada segunda-feira - são o mundo virtual onde pairam como ideia de sucesso sem se perceberem a triste figura que se sabe. Por exemplo, esta lambisgóia só soube dizer que andou no liceu a subir e descer escadas "em que passou a vida de estudante"...
 
O Suécia-Portugal será outro, mas amanhã.

Xizmailov

O caso de Izmaylov desaparecido é paradigmático das relações dentro e do futebol. Apenas duas coisas simples, a segunda mais gravosa do que a primeira porque fere a relação dos adeptos com o clube (ou devia ferir, há pacóvios dispostos a aceitar qualquer ditame do clube mesmo em seu desfavor):
- o jogador e o clube não podem ter uma boa relação quando o caso se arrasta por tanto tempo;
- o clube e os adeptos não podem ter uma relação de confiança quando se esconde informação que dê tranquilidade aos adeptos a quem o clube pede ou espera que nele confiem.
 
A interrogação fica sempre, até por ser um tipo problemático - que estupida, quiçá voluntariamente, se fez auto-excluir do jogo com o Benfica num jogo com vitória assegurada no Nacional e que me levou a riscá-lo para sempre das minhas preferências - que não acrescentou nada à equipa, criou precisamente uma relação de desconfiança nos adeptos e o arrastar desta incógnita não faz bem a ninguém suscitando sempre notícias contraditórias e porventura não verdadeiras, ao que o clube não acede cobrir ou aclarar. Paz podre própria de uma maçã, esta sim, podre?
 
É um tema abordado em dois diários desportivos de hoje. Com tons diversos, nenhum tranquilizador.
Isto não faz bem a ninguém e, em nome da verdade e transparência, era bom alguém explicitar o que se passa. Suspeitava-se de um problema de saúde de um familiar do jogador, mas nem na Rússia pode ser tão secreto que dure dois meses manter, como deve ser, a esfera privada a salvo do escrutínio público. Mas tudo tem um limite e o limite do FC Porto não pode ser tão alargado quanto isso, até pela sua posição no mercado, quanto à divulgação de informações ao próprio mercado, sem esquecer os adeptos que são sempre os esquecidos e no FC Porto isso é crónico e maléfico.
 
Entretanto, no mundo insano da bola moderna, o que era um espectáculo de bancada com adeptos a formarem uma banda e incentivarem a sua equipa já pode ser uma "provocação" se os adeptos recebem os adversários com música na hora da sua visita.
 
Vá lá gostar-se de tudo o que se passa fora dos relvados.

16 novembro 2013

Imprensa ou agências de Comunicação

Tornou-se uma confusão danada. Curiosa e ironicamente, há duas vertentes:
- os jornalistas profissionais deixaram (?) de distinguir fontes e notícias de dicas e de agências de Comunicação;
- as agências de Comunicação afirmaram, sempre, que não são jornalistas e até dão conselhos a jornalistas para não tentarem sê-las, se se aventurarem, por precisamente não saberem distinguir uma e outra;
- de resto, como acrescento final, não só as agências de Comunicação são formadas normalmente por consultores especializados, como não "investem" propriamente em jornalistas, por saberem que um verdadeiro profissional pode não ser um profissional de Comunicação tal como as agências (se, o) definem.

Isto a propósito da coisa velhaca em que os pasquins tugas transformaram a Selecção de Portugal.

O vestir a camisola não é andar de caneta em punha em busca do Mata, Mata.
Ou tornam-se em tristes figuras mediáticas, quais palhaços menores de um circo em que cada vez menos não pertencem a não ser, fatalmente, tornarem-se artistas menores.

O jornalismo em Portugal é uma vergonha nacional. A Tugalândia estúpida, genericamente, não só não o compra nem satisfaz a sobrevivência da indústria da mentira e mistificação, como os mais bem instruídos, precisamente, viraram-se para escreverem a seu bel-prazer, até em blogues, imagine-se!

E de há muito só me informo em blogues, de confiança, e há muito mais deixei de ligar a jornais. Já dizia um amigo que nem para embrulhar peixe já serviam...