12 agosto 2014

Ai as sensibilidades e as manchetes... os Vítores, a formação, os fundos e os Ma(n)galas

Leio que Vítor está para rescindir com o Sporting. O rumor já tem meses mas parece confirmar-se que mais um jovem está destinado a sair de Portugal, dizem que pode ir para o estrangeiro. Será porventura um dos da dita "melhor formação de sempre", quando se alude aos licenciados que, amiúde, são como professores in the making, cometendo erros de ortografia, de pontuação e até sintaxe. Bom, disto apanhei eu num alegado teste de "Português" num concurso público que o Estado anulou e assobia para o ar quando peço que me reembolse por despesas incorridas quando concorri a uma prova estúpida pela qual o Estado não assume responsabilidades.
 
O Vítor de que se fala, embora pouco e baixinho, é aquele que, à maneira do protetorado lisbonense para os seus emblemas de proximidade, o Rascord dizia há um ano, quando arribou desde Paços de Ferreira, ser um patrão (mais um) in the making, precisamente no seguimento de demonstrações que o jovem médio teria feito... num treino à porta fechada.
 
As sensibilidades tugas inflamam-se por pouco e por nada. Do Vítor nada mais se dirá, nem sobre o fracasso nem sobre a previsão de um "jornal generalista especializado em desporto" como passaram a rotular o pasquim que já foi o maior de Portugal, chutando a bola para canto. E Vítor, como muitos licenciados que deviam abençoar a oportunidade e deixar de lacrimejar com as saudades antes de partirem, vai para o estrangeiro porque, entretanto, mesmo incógnito, passou pelo Sporting. Citaria dezenas de exemplos iguais de quem nada mostrou mas "vai para o estrangeiro". Há aí um Vítor Gomes que andou pelos principais campeonatos europeus mas tem só o nível de Rio Ave de onde se lançou, ou lançaram bem, para uma Europa fora das suas capacidades. Ou o lateral-direito ex-Rio Ave que nem deu no FC Porto nem no Sporting e está no Lyon sem jogar nem mais nem menos do que jogava cá. Enfim, os Vítores de que se fala são os Manéis que o Jesus poria a jogar, claro, mas há Manéis e Manéis, como há formação e formação. Vai das sensibilidades dos treinadores, dos críticos, dos especialistas, dos criadores de mitos e fazedores de imagem.
 
Discutem-se as incidências financeiras do Bes, e do Besfica já agora, como as verbas das transferências. Mangala "vale" 30M por metade do passe ou "custa" isso na mesma proporção?
 
Com tantas tangas e entendidos de fio-dental que parece revelar muito mas continua a esconder o essencial, percebi que o tema Mangala entroncava nos Fundos e, daí, nos fundos sem fundos em que alguns se encontraram no fundo da história, veja-se o Stars Fund que será abruptamente descontinuado pela derrocada do Espírito Santo. Ou o Fundo do Vieirista ou o fundo do túnel em que se vê o Besfica seguir o caminho do abismo, graças ao mesmo pastor do rebanho, do Alverca ou Obriverca ou lá como se chamava.
 
Os fundos são um cancro que em Inglaterra não se aceita. Até aqui, ai que não podem acabar com os fundos que tanto fundo (financeiro) dão a clubes com falta de ar. Agora que foi preciso aclarar o fundo de que se revestia a partilha do Mangala, percebe-se a razão de ser de a Inglaterra não admitir fundos e coisas encobertas. Não há Lim da Indonésia que ponha lá o pé, nem Jorge Mendes que se atravesse. Para lá da Mancha, já lhes chega as nódoas very british, nada de importações em quem ostenta orgulhosamente a libre esterlina. Nunca percebi que, mesmo dando jeito a clubes aflitos ainda que campeões, se defendesse os fundos. Fundos são as traseiras de qualquer coisa e há que fazer luz sobre o assunto. Em Inglaterra o papel comercial nunca foi assinado por uma ministra das Finanças em prol de clubes nem se aceitam Op(a)s fictícias por putativos chineses. Só na informação condicionada, sub-reptícia e de directores de sub-informação é possível todas as manigâncias informativas adequadas e justas ao fato do fado tuga.
 
Aos que se preocupavam com o que o FC Porto gastava em jogadores emprestados (alguns), agora deve dar para discutir como se vende bem como sempre apesar do 3º lugar que devia envergonhar a SAD portista? São as sensibilidades, as manchetes, as manhas, os Vítores, os do Espírito Santo, os fundos e a falta de clareza. Todos a querem mas poucos lutam por ela.

Anda muita gente preocupada com o Tetra do Besfica. Porquê? É verdadeiro, ninguém ganhou o que o Besfica ganhou em 2014. A sério. Ninguém! E depois? Foi com o Rio Ave 3 vezes? E depois? Agora, quem assim vitoria os Vítores são os que dizem que o Porto foi campeão europeu com o Mónaco (kkkkkk!) e intercontinental com um onze das caldas (fffffff!). Pois, mas foi um Tetra que ninguém em Portugal consegui ou quiçá conseguirá. E no mundo há muito poucos assim.

Descansem a pássara, conselho a repartir pelas meninas da voz-off dos anúncios das cuecas do Ronaldo e dos abdominais do Ronaldo e dos bólides do Ronaldo. Afinal, o Verão está chocho, não dá para esquentar e o futebol mal começou. Vejo hoje a Supertaça que conta na Europa e 6ª feira o arranque do campeonato com o FC Porto das "compras sem vendas" ou "das vendas por valores que não se acreditam", do poço de petróleo ou do dinheiro em caixa sem vender ao desbarato.

Por falar nisso, por quanto é que o Rojo sairá?

11 agosto 2014

O radical de esquerda Pinto da Costa

O PCP defendia a "nacionalização" do BES - como sempre foi sua "política" original "nacionalizar" tudo, incluindo os cidadãos a servirem o seu poder indiscutível - antes de a "solução" encontrada para o BES ser considerada, pelo PCP, um "fardo para os contribuintes".
 
Li no sábado no JN uma opinião de Pinto da Costa que, como qualquer outra, vale o que vale mas resume-se a um axioma da esquerda radical ou esquerdina baixa: "com este Governo e este governador do BdP a melhor solução era nacionalizar o BES", disse Pinto da Costa.
 
Não sei porquê, se por um passado obscuro de militante esquerdista fora das suas inúmeras autobiografias, se por um aproveitamento in illo tempore da "nacionalização" do Teatro S. João, se, quiçá, por fim ou talvez longe disso porque as estratégias nunca são descortinadas quando se anuncia qualquer coisa, espera Pinto da Costa uma "nacionalização" geral da banca que tire os clubes de futebol, retidos nos bancos depois de tantas prebendas do Estado totalitário capaz dessas benesses, da ruína financeira e do descrédito a par da banca propriamente dita - mas Pinto da Costa saiu da casca.
 
Também não percebi a inclusão de Pinto da Costa num lote de opinionistas de nível académico, mas lembrei-me da eleição, discricionária à moda marxista-leninista, de um conjunto de sábios que o ex-director do JN procedeu aqui há tempos. Por sinal, nenhum dos académicos, creio que 8, citados defendeu ou sugeriu uma "nacionalização". Será Pinto da Costa um acionista ferido do BES?
 
Pode ser que favor com favor se pague e o ex-director do JN apareça em breve no universo administrativo do FC Porto. Ou, helàs, um voto pronunciado à esquerda - de resto em tempos anunciado com o apoio a candidatos do PS à Câmara do Porto, fossem portistas como Elisa Ferreira ou nem isso como o Xico Assis, apesar dos votos de não politização do FC Porto - com a integração de Fernando Gomes na SAD com a pasta das Finanças (na saída de Angelino Ferreira), possa servir para tirar dividendos de uma previsível ascensão do PS ao poder para compensar os amigos, seja o "amigo Joaquim" ou "o amigo de Paris" como Sócrates se sugeriu a Ricciardi para um conselho de Espírito Santo de orelha com o primo Salgado.
 
Não falemos de promiscuidades.
 
A moral é sempre a mesma: quando toca a dinheiro há muita gente escondida. E a prudência manda que não se confie em ninguém, nem para dinheiro nem por opiniões aparentemente desinteressadas. A surpresa pela adopção de uma opção de "nacionalização" não pode ser casual, como não é académica, não é suportada por factos históricos que a justificaram no passado a não ser pelos histéricos que a admitem e não é sensata nem à luz do PREC cujo 40º aniversário muito animará o rectângulo em 2015.

09 agosto 2014

Dúvidas e dores de cabeça mas tudo bom!

Só pude ver com atenção a 2ª parte do FC Porto em West Bromwich, a norte de Birmingham, onde acorreram muitos portistas e a equipa repetiu o equipamento rosinha já visto no Everton. A 1ª vi muito a espaços mas pareceu pouco interessante, apesar da tónica de domínio portista mas sem contundência na área. Após o intervalo, com algumas trocas à saída do balneário e outras pelo jogo fora a conta-gotas, houve domínio mais acentuado e golos e muitas oportunidades mais.
 
Em resumo, parece subsistir algumas dúvidas quanto ao melhor 11 a estrear o campeonato na 6ª feira com o Marítimo. Mas dores de cabeça destas deve ser bom para o treinador, pois há muitas soluções, resta acertar com a melhor escolha. Naturalmente, os processos começam a ser assimilados mas ainda vai levar o seu tempo, esperemos que com vitórias para animar a malta e apressar a evolução com elevação de ritmos, porém a equipa começa a ficar definida ainda que sobrem ainda uns para emprestar mas não lanço palpites até por nem conhecer a fundo o plantel sem ter acompanhado a pré-época.
 
Os tópicos essenciais do que parece ser o futebol definido já patente e bem:
- boas trocas de bola, triangulações rápidas, normalmente tudo a dois toques, recebe e passa, todos em progressão;
- resulta não só o envolvimento total da equipa, a chegada à área de muitos jogadores, viu-se o lateral sempre com o extremo nas acções de flanqueamento e daí as inúmeras jogadas de envolvimento e pressão bem à frente na perda de bola;
- acima de tudo ressalta, por ser marcante diferença para a época anterior, uma certeza maior no passe, bola redondinha e boa recepção dela, dá tranquilidade quando dantes se partia e enervava a equipa incapaz de sair a jogar e pegar a sério no jogo;
- raramente um jogador fica só, a não ser em 1x1 ofensivo em que o desequilíbrio individual tem de ser a nota dominante em flanqueadores como Tello e Quaresma; a pressão ofensiva parte, por sua vez, o adversário ao meio e facilita a tarefa de quem está atrás; e frequentemente as jogadas de 2x1 nos flancos resultam em bons cruzamentos, quando não passes para a entrada da área ainda que os médios tendam a segurar e passar de novo fazendo bascular a defesa contrária ensaiando pouco o remate frontal. Daí dois golos fáceis de Jackson após boas jogadas, em apoio, com bons cruzamentos e tudo parece de facto fácil.
- parece que a equipa ainda é algo vulnerável nos cruzamentos (vide o 1-1) mas também mais perigosa nas suas bolas paradas, algo a confirmar no ca´pítulo ofensivo porque vamos já ter um Marítimo defensivo para começar a faina.
- apesar de o WBA ser equipa que luta pela manutenção - há 40 anos despachava o Braga de Quinito com 8-0 nas duas mãos como qualquer Tottenham -, as equipas inglesas levam a sério mesmos os amigáveis, são competitivas e tornam-se bons sparring partners e esta voltou a obrigar o FC Porto a jogar numa rotação já elevada, como convém.

08 agosto 2014

Qual é a notícia do Lille?

Saiu o Lille ao FC Porto, um inédito confronto europeu com um pequeno clube, na fronteira com a Bélgica, em ascensão nos últimos anos. Trata-se do acesso à fase de grupos da Champions e poderá significar muito para o resto da época de clubes que ficaram em 3º lugar nos seus campeonatos da época passada. Talvez por isso, talvez (se alguém imaginar que tal possa ocorrer às diversas ignorâncias que pululam na informação em geral) por ser potencialmente acessível o 3º lugar francês ao 3º lugar português até por Portugal estar à frente da França no ranking da UEFA, talvez por uma série de coisas inexplicáveis que denotam a falta de sintonia com a realidade, a coisa tem sido levada muito na "desportiva" ou, se calhar, nem isso, deixando patente a irrelevância que Lille e FC Porto suscitarão em certos meios em Portugal.
 
A verdade é que nem se percebe se a notícia é o Lille ser adversário e obstáculo do FC Porto na Champions ou a RTP Informação não ter dado minimamente uma informação sobre o assunto logo após o sorteio. Nem em rodapé, quando os misturam com outras informações e uma série caleidoscópia de confundir e não informar as pessoas, que é a formatação estúpida como se fazem as coisas em geral na TV da Tugalândia. Mas os portistas não se podem queixar: por acaso segui a transmissão no Eurosport, apesar do parvinho que nada percebe daquilo debitar vulgaridades e rematar a sua ignorância sobre competidores e os próprios sorteios, e logo sintonizei a ver o que davam os canais de informação tugas. O Torto Canal passava alegremente culinária, como podia passar uma merda qualquer alheio ao mundo que nos rodeia. Nem informação em rodapé, como na RTPI, o que indica como o mimetismo se pega porque se pega numa merda de gente que tem passado nos dois lados e é isto a Comunicação e o apelo aos adeptos por parte do FC Porto. Haver portistas que defendem o Torto Canal e até dizem que o vêem, mesmo que seja ocasionalmente, é como os socialistas pegarem no BES com a amnésia do BPN...
 
De resto, a merda que a RTPI fez continuou no jornal do almoço, onde o idiota Carlos Daniel sempre tão preocupado com o Besfica disse que o Origi, "estrela do Mundial", era uma das referências do Lille. Ora, eu que até ando normalmente desligado do mercado das transferências e raramente vejo para além dos títulos, sei que ainda há dias foi noticiado que Origi tinha sido vendido, creio que por 13ME e creio que ao Liverpool. O Carlitos de Paredes anda a precisar de férias e a trocar mimos com colegas de reportagem mais ou menos em férias no Algarve, como fez em directo com a Rita Marrafa de Carvalho numa estonteante manobra informativa da RTP a deslocar em Agosto para o Algarve uma "cobertura das férias dos portugueses" como se ´lá estivessem "1 milhão de portugueses no Algarve" conforme proclamou um dia o ex-PM António Guterres: sobre o adversário do Nacional, o Dínamo de Minsk, na Liga Europa, disse ser a equipa bielorrussa mais conhecida, quando o BATE Borisov é o crónico campeão com presenças assíduas até na fase de grupos da Champions e há poucos anos defrontou o Besfica na Europa... 
 
Do Lille, enfim, basta lembrar as dificuldades do FC Porto na apresentação com o St.-Étienne para perceber como será difícil superar uma equipa francesa montada no registo de contra-ataque à italiana e com um técnico René Girard que, além de antigo internacional dos tempos áureos da França de Platini jogador, muito sagaz e que tem registado o melhor palmarés nacional nos últimos anos mercê do seu trabalho em vários clubes. O campeonato francês arranca este fds, o PSG começa até esta noite a prova defendo o título, as suas equipas estão normalmente num adiantado estado de preparação porque desde sempre foi o primeiro dos campeonatos dos principais países da Europa a arrancar a nova época, e tudo se configura para uma eliminatória equilibrada, para mais com um FC Porto em reabilitação estrutural total.

07 agosto 2014

Transferência a anunciar

Li por acaso no JN, creio que de 3ª feira, a despedida de Manuel Tavares do JN, onde foi director nos últimos 3 anos. O choradinho do costume, do JN e do ex-director, no paleio habitual. Porque sai não se sabe nem interessa, faltava acertar a compensação financeira que os jornalistas costumam criticar nos CEO de grandes organizações mas todos saem com algum no bolso também nos jornais. Pode não interessar muito, mas também quem se interessa?
 
Falta saber se a próxima transferência a anunciar pelo FC Porto é mesmo o do futuro director ou mesmo administrador da área de Mé(r)dia do FC Porto, como aqui prognostiquei e como é falado à boca cheia em Gonçalo Cristóvão: um segredo de Polichinello, mas alguma coisa deve ter de importante para merecer tamanho secretismo.
 
Pode não saber-se sequer, à semelhança de tanta opacidade nas SAD, e pode nem interessar sequer. Ou talvez não. Não falta muito.
 
Entretanto, O Jogo mudou de visual. Li também a justificação do director artístico, um espanhol que era provável vir a seguir o modelo gráfico de jornais espanhóis mas que me parece ter adoptado, pelo menos no logótipo, algo entre um desportivo de Valência e o argentino Olé. Nos jornais, nada se inventa e tudo se transforma, mas a verdade é que O Jogo foi mais sujeito a mudanças gráficas do que a concorrência. E, para mim, além da seriedade do jornal e a credibilidade dos seus jornalistas, gostava muitíssimo do grafismo interior, muito à semelhança do Mundo Deportivo, e acho que ficou agora bem pior, mais maçudo, muito negro dos títulos e corpo de letra ao texto, mais difícil de ler e até de perceber quem são os autores dos textos, sendo que a pretensão era dar visibilidade aos jornalistas o que me parece também não ter sido salvaguardado.

06 agosto 2014

Como safar o BES e o Besfica?

Quem tem amigos não morre na prisão e fora dela abundam os que deviam estar atrás das grades.
Temos que o Ricardo da Salgalhada já devia há muito, se não foi corrido a pontapé do seu banco de traficâncias com o modo de estar das elites governantes e governadas da Tugalândia, ter os bens arrestados. Não acautelaram, também aqui, o dinheirinho e aí está ele pronto a bater os 3ME para se livrar da "pildra".
O Benfica está à rasca? Por causa do BES? O Besfica treme a vender ao desbarato e a deixar o refugo para o Jesus se armar em catedrático da bola? Nada melhor do que o Roubarte Gomes para uma equipa em dificuldades e numa crise de tesouraria e de lavandaria de dinheiro.
Quem tem amigos não morre na prisão.

05 agosto 2014

A vírgula é uma chatice

Sabemos que pode mudar integralmente o sentido de uma frase e alterar da casa de dezenas para coma e mesmo para baixo um simples número. Errar por uma vírgula pode originar uma conta mal feita ou deturpar uma ideia escrita. A vírgula não é um ponto, de resto é uma curva pequena em que muitos podem espatifar-se conduzindo mal a escrita ou a álgebra.
 
Isto a propósito de tudo estar bem quando acaba bem, seja o caso feliz do BES - apesar das reticências da esquerdalhada insana que é uma permanente vírgula com zeros à esquerda além de uma jacobinice relegada para a sepultura da História - ou até do desenlace Cardozo.
 
Inclusive a afamada prova de professores em que alguns reprovaram e em que uma maioria cometeu erros de ortografia e até de sintaxe, decerto com vírgulas mal colocadas. Não admira que os novos sejam sujeitos a provas e os velhos, no velho Portugal, se sintam sempre acomodados. Contei no ano passado um "teste de Português" num concurso público para vagas no consulado de Portugal em Zurique. Uma prova infame pela qual ninguém pagou e a mim me fez gastar mais de 500 euros, o concurso acabou anulado mas ainda não fui ressarcido apesar de me reconhecerem razão. Como numa vírgula mal colocada, não olharam para a minha prova em concreto mas preferiram ver o abstracto de um concurso absurdo que é igual a tantos outros que vi ao mesmo tempo. Agora, nem o MNE que tutela consulados e embaixadas, nem sequer a Provedoria de Justiça que fez anular tudo sem que o MNE assumisse responsabilidades e me respondesse como prometera, ninguém paga pelo sucedido. E houve muitas vírgulas mal colocadas numa revisão de prova criminosa mas impune.
 
Ainda de vírgulas, a venda de Cardozo é um paradigma. Lembremos que chegou a ter uma cláusula de 60ME! Ainda há um ano e picos o Benfica recusou ceder o paraguaio ao Fenerbahce por 12 ou 15ME. Agora, leio, entre 4,5 ou 5,6ME chegam para evitar mais encontrões com a verdade, a seriedade e a hombridade. Passa à História talvez como o maior desconto alguma vez feito numa transferência de um jogador. Não sei em que patamar fica a venda, que tudo isto é muito nebuloso e nem a CMVM se preocupa com a credibilidade da informação, seja na ordem dos 4 ou dos 5ME, vá lá perguntar-se como poderia ser melhor a supervisionar coisas da ordem dos milhares de milhões de euros. O que resta, para além das palavras de circunstância que se aplicam a qualquer féretro apesar dos desmandos feitos em vida pelo defunto, é um negócio fantástico deste Verão acalorado das contas do campeão que corre o risco de desintegrar até o treinador profeta que já sacode a água do capote. Depois do empurrão do Jamor, isto nem é nada, é só mais uma coisa e ponto e vírgula.
 
A redução do valor de Cardozo quase chegou ao ponto do BES: quase tudo para o banco mau e uns trocos para o banco bom que o Benfica contenta-se com qualquer migalha. E faz lembrar a história do bêbedo que queria discursar e deleitar os convivas:
- Setecentos monos...
- Setenta monos...
- Sete monos...
- Sentemo-nos...
 
Com vírgula mas apenas a marcar uma pausa numa frase que tem promessa de continuar num período feliz, o FC Porto vai fazendo o seu caminho. Não vi o jogo com o Everton, mas pelo resumo as ocasiões criadas indiciam que há ali pontos para concluir mas uma aventura por acabar. O enredo mal começou. O epílogo pode ser o que mais desejamos: viver felizes para sempre.

04 agosto 2014

«Arrecuas»

Quando se ouvia dizer ao Tózero inseguro que não aceitaria outro BPN no BES com nacionalização do banco+os seus prejuízos:leia-se vigarices, ninguém suporia que o deputado súcialista da anterior legislatura tinha votado pelo seu cacique partido na nacionalização do BPN, apenas sufragada com os votos dos sócretinos.

Da mesma forma, ouvindo Jesus dizer que na Emirates se viaja bem e come melhor a equipa a usar seria mais próxima da seguinte para o 1º jogo oficial, ninguém estranharia que desdissesse o que dissera.

Afinal, o Seguro mais uma vez enfiou uma carapuça mas o Jesus sempre acabou a proclamar que, apesar do nome, não é nem milagreiro nem interesseiro nem verdadeiro.

Vítor Pereira, de novo, estava cheio de razão. Jesus é um egocêntrico. Já de Seguro, sempre um zero, à esquerda e sem vírgula. Depois o Costa é que é alinhado com a corrupção os interesses instalados e a promiscuidade total que o Seguro conheceu por dentro.

02 agosto 2014

Falar de mais

O grunho do Carvalho fala pelos cotovelos enquanto distribui caneladas a eito mas acha que ha quem fale muito. Pior: nem terá direito a fazê-lo.
O Marques Mendes revelou a sua estatura de comentadeiro palrador. Não do seu Benfica. Mas do BES e gestão ruinosa de fim de ciclo salgalhado. A Maria da SIC nem tugiu mas o baixinho escapou sem lhe atirarem uma verdade ou herdade às trombas no último dia do consulado de Santana Lopes e os sobreiros que ja tinham ido abaixo e  BES nunca pagou...
Gozavam os vendas com as goleadas do Porto no Arsenal mas eram para a Champions. O 5lb continua glorigozo.

01 agosto 2014

A trampa desvia a sua pestilência

Na senda popularucha, mais do que populista que impõe que se escrevam os textos e alinhem os tópicos, o Zpórtem quis explicar a venda de Dier ao Tottenham com coisas feitas por anteriores responsáveis. O moço dos 20ME só valeu 5ME e foi logo com as malas todas para a Velha Albion, apesar de ser mais um produto da afamada Academia... O Zpórtem, tão inflexível que não vende praticamente ninguém e compra na loja dos 300 sem vergonha de lhes meter em cima cláusulas de 30 e até 60ME, esfarrapa-se - de novo o efeito BES e toda a famiglia de princesas a brincar aos pobrezinhos e duques falidos mas muito rosados e cheios de espírito santo - com desculpas de mau vendedor.
 
É o que vale ter Pinto da Costa por 31 ou 32 anos na presidência: não pode atirar culpas para a governança anterior. De modo que praticamente todas as caras novas, rejeito chamar-lhes reforços, da época passada são despachadas a patacos. Claro que a época passada foi um desastre de gestão desportiva que nem as expectativas altíssimas desta época apagarão. E um desastre com cartas ainda a dar por aí ao desbarato. Até pode achar-se culpado o director para o futebol Antero Henrique, que é mesmo e cuja mediocridade, não dependendo de fundos amigos sabe-se lá com que proveitos tem de ter o salvo-conduto de algum empresário mais empreendedor - para mais já com cagadas em carteira este ano, como o Evandro e o g.r. Ricardo da sua responsabilidade e que nem devem calçar no Dragão. Mas Pinto da Costa, como Ricardo Salgado, não pode passar pelos pingos da chuva. E como não passa, mesmo sem assumir o fracasso de 2013-14, ei-lo a dominar o dossier das contratações e a marcar presença notória neste Verão algo ameno mas sempre a fervilhar de surpresas como nunca no Dragão.
 
Não há melhor do que reconhecer um líder e poder, nem que seja de vez em quando, apontar-lhe os erros. Atirar responsabilidades para terceiros é feio. O grunho do Carvalho não para de meter gaffes e, mais uma vez, falou de mais...