09 fevereiro 2012

Jogou o Barça, não pude ver mas fico feliz por não haver mourinhaços...

Passei todo o dia fora, em bolandas, e não pude ver o Barça-Valência. Ao chegar tarde a casa vejo que correu bem, houve grandes golos e o Barça ao seu melhor nível. O treinador do Valência elogiou o vencedor e repete-se a final Barça-Athletic de há 3 anos quando os culé ganharam todos os troféus.
Este ano ainda pode ser igual, embora a arbitragem tenha inclinado a Liga para o Madrid. Falta só a Liga e a Champions, com a curiosidade de poder haver um bicampeão consecutivo que a prova rebaptizada nunca teve.
Mas feliz mesmo é saber que não houve confusão, nem mau-perder, nem artilharia mediática nem portugueses do fair-play da treta a avinagrarem a coisa. Se em Espanha começam a ficar fartos das parvoíces do Mourinho, mais a do palmarés que do lado de cá deita as suas bacoradas numa manobra concertada bem definida como fogo de artilharia e morteiros pesados, ao menos desta vez ninguém se lembrou de tugas insurrectos, insolentes e impunes. Já basta os que são levados ao colo pelos brutos dos caixões que por lá andam.
Entretanto, cá, depois do andor do campeonato, lá temos o Sporting na final, não sei se jogou bem e mereceu, mas na 1ª mão o Paulo Vigarista inclinou aquela merda toda em Alvalade. Nem de propósito, ao passar lá ontem à tarde, aquilo de tão grande quase já nem se vê com tanta construção à volta e barulho como na Síria ou Líbia do antigo coronel Khadafi.

adenda
Ah, mas li por aí, entretanto, que não bastou a ajuda arbitral a evitar a derrota na 1ª mão, parece que o murro nos dentes do Proença, no início da época, fez efeito difusor ou chuveirinho para Alvalade.

É bem feita, o Nacional não quis fazer barulho com a pouca-vergonha da 1ª mão e agora leva com outra em cima.

Quem cala e consente, com a cambada de Lisboa, está sempre sujeito a ficar em permanência de calças em baixo e sodomizado por tudo o que é vira-lata. Continuem a calar e a deixar as coisas correr que a Imprensa do regime não tuge nem muge. Se não fizerem barulho, se quem é filho de boa gente não se sente, não estejam à espera de benesses.

Para mais depois do bronco presidente encarnado dizer que, sim senhor, a arbitragem está um mimo. Um mimo, nem se compara com outros anos, pois não? Até deu uma de fair-play da treta a dar como bom o título portista da época passada...

Topo-os todos à distância!...

ACT: vi os lances do Nacional-Sporting e o Proença portou-se, de facto, como um vulgar árbitro do sistema corrupto que se move na arbitragem. Expulsão de um jogador que corta a bola - onde já vimos disto esta época? Um penálti por teatro de Insúa? Onde já vimos disto esta época?

08 fevereiro 2012

Rascord

Em casa de ferreiro, espeto de pau e para isso me chamaram a atenção de no pasquim de referência haver um responsável qualquer editorial que tem um blog a defender o Barcelona.
Acho que a imagem tirei-a da Porta19, mas o Jorge poderá confirmar que eu não me lembro bem

Também não me interessa esse aspecto de aficionado culé, apesar de ali o escriba discorrer sobre a categoria do Barça, que eu partilho, e o massacre das arbitragens esta época reservado em exclusivo à equipa de Guardiola, que é uma evidência que só os basbaques de Mourinho não vêem...

O que me intriga é o capataz ao serviço do clube condal ser ou não capaz de falar de igual forma, e com semelhante conteúdo, nas acontecências da lusitana Liga. Pois, não deve ser capaz o rapaz, é farinha do saco de estrume costumeiro da capital e sobre o campeonato português nem se atreve a duvidar do massacre de arbitragens ao FC Porto.

Mas como o FC Porto até já recebeu a comitiva oficial e regional do pasquim que agora se mudou para a vizinhança da Luz que editorialmente ocupa por muito sangue lagarto que ali escorra no topo hierárquico entre Gordos, Carecas e Barbas como chamava o Carvalhal, está tudo bem. Hulk até deu um exclusivo e o cabotino director decerto caiu nas boas graças pintistas, apesar de anterior diferendo judicial de lana caprina por questões domésticas, veja-se lá, ainda do tempo da criolina Carolina, ao dizer que, apesar de toda a merda do Rascord, o FC Porto é grande por sujeitar-se a receber tal comitiva e conceder tamanho exclusivo, tendo o pasquim o passado que se sabe e a desconsideração que é diária em concorrência com a bolha a ver qual o pior...

Quando há elogios de certos quadrantes, mais vale desconfiar do Papa e da Cristandade. Mouros cheiram-se à distância...

ps - escrevi de véspera porque tive de ir à capital do império falido mas que manda mais no reino pacóvio do que nunca marquês algum conseguiu parta além de sacrificar os Távoras...

Guimarães

A Capital Europeia da Cultura de 2012 acabou de arranjar uma mascote para o clube local com o ridículo inerente (ao lado) a associar-se ao facto. Esquecida a celebérrima doutora que ali pastoreou o autarca socialista local até se chatear com a presidenta que ganhava na ordem dos 14 mil euros mensais fora mordomias várias como era bom tom no regabofe socialista sócretino, deparei há tempos com a dita senhora, muito formada e cheia de nove horas, a discorrer qualquer coisa na RTP que acolhe sempre toda a pândega, mais uma comentadora-residente. Parece que ninguém ligou ao facto ou associou a sinecura, digna do regime, à dra. Cristina Azevedo e Guimarães engalanou-se como se nada se tivesse passado e no dia festivo ninguém evocou a cena.

Este tipo de tragicomédia lusitana é cíclica e não se estranha porque se entranha. Não quero ferir susceptibilidades sequer aos adeptos vitorianos que acho dos mais bairristas do País, defendendo o seu clube até ao fim e passando por cima de quem seja a servi-lo momentaneamente. Também não interessa invocar as razões para o descalabro nem me preocupa o que vai por aquela casa que, em memória de servidões antigas, tem certos epígonos para defender outras dinastias naquele reino...

É, por isso, mais uma triste ironia da história que, a pouco mais de uma semana de receber o Benfica, na 19ª jornada, o Vitória Sport Club de Guimarães tenha visto cair a sua Direcção que há uns anos fez uma aliança espúria com o Benfica para afastarem o FC Porto da Europa. ão longe vai a ajuda (des)interessada do capital da capital, a não ser com jogadores enjeitados e lesionados como Urreta...

Desta feita, como de outras feitas, o presidente do Sindicato dos Jornalistas não vem falar em desvirtuamento da competição por força dos salários em atraso que grassam também em Guimarães. Em ano de Benfica, de andor e de regime no auge, com o Portugal feliz de que falava o maritimista Luís Olim após mais um massacre insular na Luz, no domingo passado, nada há que perturbe a competição. Se não chega às consciências, não tem audiências... 

ps - escrevo de véspera por ter de ausentar-me à capital do império falido que quer reinar no Carnaval...

Oliveira de Azemeis

Não sei, tão-pouco me interessa, se a Oliveirense passou à final da Taça de Portugal pela primeira vez ou a Académica volta ao Jamor depois de 1969. Não sabia, até ontem à tarde e que me levou a escrever isto, que a 2ª volta da semifinal entre as duas equipas seria jogada em Santa Maria da Feira e não em Oliveira de Azemeis. Não sei a razão da mudança de campo, mas acredito não ser de monta.



Lembro, a propósito, que uma vez os pacóvios de O. Azeméis queriam forçar o FC Porto a jogar lá, num campo sem condições e, naquele dia, alvo de vendaval invernoso. A imagem ficou (ao lado) e a minha memória também. A FPF, por fim, lá aceitou mudar o jogo, realizado depois a 2 de Janeiro salvo erro, para S. João da Madeira, se não me falha a memória. Lembro ainda que um certo Miguel Teixeira quis meter-se comigo aqui por querer à viva força que os ricaços do FC Porto, de que ele é supostamente adepto, deveriam meter os pés no lamaçal e jogar sea como sea...



Na altura até lembrei como a cidade do autarca que era também tasqueiro no esterco da Liga podia candidatar-se ao Mundial-2018 que Portugal, então, se candidatava com Espanha.



Não sei, repito, as razões para os pacóvios oliveirenses, de quem lembro o ronceiro falar do presidente indignado por o FC Porto, em comunicado, ter dito que em O. Azemeis não jogaria, terem aceitado jogar em S.M. Feira. Pela tv não foi, de certeza, porque também o jogo com o FC Porto era para ser transmitido daquele chiqueiro, sem condições para transmissão televisiva nem para os espectadores que naquele sábado invernal se fizeram à estrada e ao campo inclinado pela água...



Sei, e vejo, que com o tempo se descobre sempre quem tem razão. E os desafiadores de um tempo acabam com o rabo entre as pernas. Indo ou não ao Jamor - aliás, outro pechisbeque do regime imutável na FPF intemporal, como siempre...



ps - escrevo de véspera, pois vou à capital doi império falido e já venho...

07 fevereiro 2012

Dar na bola e esconder o jogador

O Google evoca hoje os 200 anos de Charles Dickens e um dos seus romances, Oliver Twist, parece adaptar-se integralmente à situação de engano e (má) percepção vivida pelo jovem que uns bandalhos tentam transformar, sem sucesso, num ladrão.
Acho giro que muitos adeptos do FC Porto, e nem questiono a bondade dessas opções, aproveitem elogios de onde menos se esperam.
Este caso não é único. Há escritos em A Bola replicados por aí, talvez, talvez, mais do que de outros pasquins ditos desportivos. Será por ser um título em devida conta? Será pela publicidade, mesmo que tomada por cada tiro no pé, que o FC Porto faz a cada título, tomada de posição ou simples escrito no jornal igualmente popularizado pelo endereço da Travessa da Queimada?

Não sei, como não sei onde muitos destes portistas leitores assíduos de A Bola, renegando-a como o muçulmano, ou judeu, foge do toucinho, aceitam passivamente mesmo o escrito onde se insere uma verdade por tantos adeptos negada. António Simões dizer que Walter e Kléber não valem uma perna de Falcao é capaz de ser exagero, mas essa expressão - ou similar, como "não valem meio Falcao" - é-me familiar. Tão familiar, para mim que sou distraído e demonstro frieza própria de quem vê as coisas à distância e essa expressão já me parece perdida no tempo, como a confiança crescente, para não dizer cega (e parva, ignorante), que quase todos tinham, alguns ainda enfatizam que têm e, sim, acreditam, de Kléber ter potencial e vir a ser um grande jogador ou pelo menos um ponta-de-lança visível e não aquele que se esconde.
Ainda há dias em conversa com um amigo da Gandra Herzegovina, por acaso a propósito de outras Paixões e Roubos de Catedral, falávamos da fé num ponta-de-lança de jeito.
Da mesma forma que uns pategos acham que a Comunicação Social não quer nada connosco e, ao arrepio das obrigações dos tempos modernos de captar atenções num mundo competitivo, o clube nada faz por tê-la, também esse meu amigo de visões um tanto ou quanto exacerbadas até para o meu gosto dizia que em Barcelos só um cruzamento de jeito chegou ao Kléber e no fim do jogo. Eu, que até só vi, mal, a meia hora final, podia perguntar-lhe do sucesso desse cruzamento de jeito. Mas preferi falar com dados mais gerais e não com um casuístico, e lembrar que normalmente eu via o Kléber escondido atrás dos defesas contrários e quem cruzava para a área decerto, ao nível do relvado, não devia vê-lo sequer, pois seria difícil entre tantos defesas e ele atrás deles... OK, o Jorge gosta sempre de ver as coisas pelo lado lúdico... mas é notório que o homem não se via. Os que ainda não leram bem o escrito de A Bola e aqueles que esperam ver Kléber no futuro a marcar muitos golos talvez aprendendo com Janko o que não pôde com Falcao, divertem-se com outros rodriguinhos. Quando dão por ela, dois dias depois, ainda estão a falar da expulsão do maritimista na Luz. Tivesse sido Duarte Gomes, e não Artur Soares Dias ou Bruno Paixão, a fazer aquilo e o FC Porto far-se-ia ouvir e os mastins a latir por consequência que é bom seguir a voz do dono...
O meu amigo, exagerado como sempre, que também gostava pouco do Lucho com a agravante de dizê-lo mesmo ao meu lado no Dragão, acaba por aceitar que, afinal, não é por coincidência o que se tem passado com Kléber e o seu desaparecimento da equipa do FC Porto onde apesar de tudo vinha apresentando alguma contabilidade de golos.
Poderia este amigo fazer mais fé nos escritos de A Bola - não faz, estou seguro -, por serem pontualmente convenientes e tratar-se do jornal em questão. Faz-me lembrar, nos tempos em que não se ganhava nada, quando A Bola bissemanal chegava ao Porto às 7 da tarde de 2ª feira (e 5ª feira), só para lerem o que diziam os chamados "mestres" do periodismo daquele tempo, anos 70.
E talvez por estarmos já a brincar ao Carnaval com o "feriado" cortado liminarmente pelo Governo - indignando aqueles que só pensam no "não-trabalho" e em especial essa casta da Função Pública que tem a vidinha organizada e sabe de cor como as coisas decorrem -, é giro ver como se "engole" coisas que custaram meses a deglutir, mesmo que enfiadas à força de onde menos se espera. Mas com um arzinho poético e mansidão de maneiras até óleo de fígado de bacalhau vai. É que entre tanto enlevo e aceitação do que ali vem porventura os iletrados nem entendem o que lá está, clara e explicitamente ou mais dissimuladamente (o que dificulta a percepção aos menos atentos).
A máscara actual tem a cara de um austríaco alto e tosco de quem o ex-treinador, de Janko no Twente e do FC Porto também, obviamente só podia vir a dizer coisas bonitas. Qualquer brasileiro também fala do compatriota ou colega de equipa como se fosse campeão mundial. Só não sei, porque me interessa pouco para além de um "fait-divers", se Adriaanse, hoje em O Jogo, lembra o Vennegoor of Hesselink que pediu ao tempo ou se o jornalista lho perguntou. Porque os velhos vão perdendo a memória, às vezes até a desfaçatez, e não sabem o que disseram antes.
A mim só me preocupa por caminhar para lá... E não pensem que pretendo apoucar a autora do post remetido acima. O resto é Carnaval. Até o facto de reentrarmos na Liga Europa só com... Kléber a ponta-de-lança. Ninguém leva a mal.

06 fevereiro 2012

Sinais dos tempos

Não vi os jogos da taça da treta, apenas os minutos finais do galo que saiu desta vez ao Sporting e a expulsão de um maritimista por alegada cotovelada num animal com a camisola 6 de vermelho.
Ouvi falar muito bem do Lucho e nem por isso do Janko, cada qual com o seu golito na estreia, e temos então o Benfica-Porto já depois da decisão do campeonato a 2 de Março na Luz.
Quanto ao FC Porto, vê-se bem, até eu sem ver nada do jogo, que Vítor Pereira já se pôs a fazer experiências. E Kléber, ouvi na rádio, foi de novo substituído. Para experiências entramos em Fevereiro, com as posições a definirem-se no campeonato e os reforços a chegarem no limite, esgotado Janeiro para acertar agulhas como seria desejável e previsível, um mês e um fartote de jogos para inserir os reforços e adaptar sistemas e ensaiar jogadas. Nem sei como a SAD se deu conta que era Janeiro...
Ainda bem que Lucho parece ser mesmo como o vinho do Porto e acredito no que leio. Quanto ao poste, pelo que já li por aí confirma-se também que é tosco mas alto e para o choque, qualidades que Kléber não consegue satisfazer em nenhum item a não ser a altura mas ser grande nem sempre é ser grande coisa.
De Alvalade, ficou bem ao Paulo Alves não torcer o nariz a um penálti reclamado pelo Sporting - e que me pareceu não existir, Matias fez o teatro costumeiro naquele palco só que Liedson desempenhava muito melhor... Paulo Alves, do alto do seu imenso nariz, andou a rodear o tal penálti, uma semana depois de não admitir sequer falar de arbitragem quando teve um penálti indevido a favor e dois perdoados contra. O jovem treinador deve achar-se capaz de ser o novo Domingos já caído em desgraça naquelas bandas...
Na Luz, mais uma vénia de um árbitro, portuense e internacional. Cheguei a casa a tempo de assistir a mais uma farsa. Expulsar alguém por disputar, sem falta ou pelo menos sem "agressão", um lance aéreo com Javi Garcia e não ser este o expulsado só uma ironia que tem poupado a besta benfiquista a danos maiores com intenções explícitas bem mais gravosas e sempre impunes. A ironia acresce ao amarelo da marrada na 1ª jornada em Guimarães...

Mais curioso ainda este sarcasmo. Mas no pasa nada, parece que em Espanha é igual com o andor de Madrid...
Diz bem da arbitragem tuga de calças arreadas perante os senhores que fazem as coisas por outro lado. Reincide mais um caso idiota de arbitragem na competição da taça da treta que nem nome de patrocinador agora pode ter. E comprova como o campeonato ficou inclinado e está mais do que definido.
O grunho que acha que a Imprensa encobre e não há nada a fazer com a sua parcialidade já deve saber em exclusivo, do diligente gabinete de cãomunicação portista, da bateria de conferências de Imprensa e divulgação de vídeos no Dragão para os pasquins falarem dos casos diariamente. Além, claro, da nota artística dada ao Bruto do Caixão.

05 fevereiro 2012

Pequenos luxos

Lucho está de volta sem nunca ter partido. Pena não ter vindo com a companhia devida.

Agora, não me perguntem quem é Aquerontes, mas só posso partilhar o sentimento de retorno do Bruno Sena Martins, não aquele Sousa Martins aparvalhado dos domingos da bola tarde e a más horas que ninguém vê para não se chatear com o cretino do ex-árbitro a comentar as parvoíces que ele sabe como se fazem por outro lado...

Eu sei que pequenos luxos estão para o futebol como ajudas de profilaxia social que ajudariam a esquecer a crise se fossem mais adequadas a quem acusa poucas posses para outros vícios. Até lá, outras alegrias menos sentidas trazem alguma esperança que a iliteracia e o aprisionamento político condicionantes de um cidadão livre e pensante não perspectiva nem que lhe façam desenhos (já nem digo contas de aritmética simples)...

Mas é o que há, veremos se El Comandante está como o Vinho do Porto!


03 fevereiro 2012

O Godinho de Setúbal anda de Fiat?

Prontos, os programas estão cheios de pena dos velhinhos que morrem sozinhos e de Lisboa perguntam a todo o País porque é que a ti Belmira de Freixo de Espada à Cinta e o Manel das couves de Fornos de Algodres não acodem. Os preços dos transportes aumentaram porque todos têm de pagar os prejuízos acumulados e, como (não) se vê em Inglaterra, França, Bélgica, Alemanha e Holanda, não faltou reportagem de rua que não fosse perguntar a cada potencial cliente quanto iria pagar a mais como se a factura não seja cobrada a todos nós. E mais uma greve que de vitória em vitória seguirá até à derrota final do sindicalismo decadente já não serviu para perguntar aos grevistas se achavam bem deixar as pessoas apeadas quando ainda elas mal faziam as contas ao aumento sentido nos passes. Ah, um chico-esperto a fazer greve pediu foi "deixem-nos trabalhar"...

Da mesma forma, começarm as reportagens sobre o frio à noite, a pena dos sem-abrigo e não tarda, no fim-de-semana, como há taça da treta a que ninguém Liga, Bragança vai andar apinhada de tv's a percorrer as lareiras e perguntar, entre as fumarolas dos caldos e os cheiros dos fumados, de que árvore vem a madeira de zinho ou as bagas de zimbro para a aguardente.
Fruta da época que não se aplica ao futebol. Melhor, aplica-se quando, como previ no domingo, só se fala da ameaça do Braga ao 2º lugar; ou, para quem tem boa memória como também ainda me accode, o País tem de saber por que é que o Pais (António) deu sinal ao Lucílio vigarista para o penálti da taça da treta de 2009 no Algarve.
Devem lembrar-se, até porque com os calimeros gravemente prejudicados - e foi apenas um penálti inventado, como conhecem muitos clubes visitantes em Alvalade com cartazes de boas-vindas nos corredores entre imagens de arruaceiros e de miosótis e borboletas - caiu o Carmo e a Trindade. Com o Paulo Bentoinha, hoje distinto seleccionador sem reparos ao passado de dizer mal de tudo e todos - menos da mão de Tonel que o Bruno do Caixão não viu na Supertaça de 2007 em Leiria, bem separada do corpo a parar uma bola na área -, a lançar merda para todo o lado, mais aquele sinal dos três dedos a significar, justamente, gamanço à maneira, mais os comentadeiros semidivididos pelos clubes do regime, o que não se disse e ficou a saber do auxiliar do árbitro?
Os jornais não demoraram a decifrar quem era o Pais daquele roubo: titularam-no de "Ferrari de Setúbal". Nem precisaram de saber a nota dada à arbitragem, até porque o vi-te ó Pereira acabou por sair-se - além de obrigado a justificar a coisa para revelar que não havia observações nem notas aos árbitros na competição sui generis com um acompanhamento à vista (pela tv) das cagadas dos apitos - a pedir a calma e o Lucílio vigarista a desculpar-se na SIC, comme il faut et pour cause. Essas desculpas, ao contrário do mea culpa de Duarte Gomes no Facebook pelo penálti recente não marcado no Porto-Marítimo, não foram criticadas por ninguém...
Escrevi isto ontem à noite e retardei a publicação na esperança de saber alguma coisa hoje de manhã mas já sabia que não ganhria nada com a expectativa de os pasquins trazerem a nota da arbitragem miserável ao nível do Bruno do Caixão, isto se algum se preocupar com isso ou se o FC Porto fizer a parte de divulgar a coisa, se é que pediu o relatório da praxe para saber como um observador qualquer mirabolou a coisa - porque já vimos coisas mirabolantes e ainda há um ano o AVB dizia ser lamentável a nota do Jorge Rouba do Sporting-Porto - mas talvez apareça só com uma dúvida num lance e fique por aí.
O que nenhum jornal trará é se o António Godinho anda de Ferrari ou de Fiat. O professor de Educação Física é novo, anda pela idade do Caixão e promete morrer a fazer merda na função.
No Campomaiorense-FC Porto de há quase 12 anos ainda havia Pôncio Monteiro a pedir a irradiação do cabrão do árbitro. Ninguém ligou. Todos escarneceram. O ex-dirigente deve dar agora voltas na campa, até por saber que não tardou o magano a ser promovido a internacional, com a benção do Papa...
A verdade é que lá em Lisboa mexem-se bem e acabam por saber as vidinhas dos árbitros. Do Porto é que nem uma ordem para lá saberem de que vive o Godinho que não viu um fora-de-jogo debaixo do nariz mas descobriu o corte com a mão de Otamendi para depois ter um cisco no olho e não reparar como Kléber foi derrubado por Adriano.
No Porto, está comprovado, os periodistas sabem pouco de árbitros. Tirando uma abencerragem que não distingue uma bandeirola de canto de um pontapé livre indirecto mas promove todos os árbitros do distrito e arredores, não sobre mais nenhum entendido de árbitros. Fica o idiota do Eugénio Queirós a dar lições de estupidez natural, agora que o abominável Marinho das Neves deixou de assessorar o Sporting para divulgar o "sistema" depois desvalorizado pelo Dias da Cunha que arregimentou os seus conhecimentos - isto para além de não se meter a receber por fora as assistências prestadas para amplificar o Pífio Dourado que sempre rendeu umas massas em contante para não deixar rasto...
Viram no Jogo ou no JN nas capas o enterro da bruxa perpretado pelo Bruno do Caixão?
O Pinto da Costa só gosta é de malhar no Duarte Gomes...