15 setembro 2011

A nova edição vista da SIC com o famoso Falcao e sem o marreta do Marques

Eu não sei como o Portismo vai seguir a nova edição da prova esta época. Talvez com indiferença por não lá estarmos? Ou com curiosidade para ver o que fazem os outros, já que parece tão fácil?
Nas duas últimas vezes que o FC Porto a disputou venceu-as. Motiva algum desprezo, bah a gente se quiser vai lá e ganha outra vez?
Eu vou apoiar o Atlético de Madrid. Para todos os efeitos, deu-nos 45 milhões de euros, mesmo depois de lhes termos sucedido no trono e sacado o troféu das suas mãos de 2010 para 2011. E, lembre-se, os colchoneros ganharam-na depois de terem levado 0-3 no Calderon (depois de 2-0 no Dragão e um golo de calcanhar de Falcao, para eles terem tempo de tomar a decisão de o contratar), a sua pior derrota caseira na Europa e que os fez mudar de competição para salvarem alguma coisa lá com o sobrinho da Lola Flores que, descobri há pouco ao andar por lá, tem uma avenida com pompa em Puerto Banús, ao lado de Marbella, contígua a outra artéria dedicada ao Julio Iglésias, salvo erro, e um destaque no passeio das estrelas daquele pequenino principado ainda mais minúsculo do que o do Mónaco.
E sou Atlético pelo Falcao. Só por isso. E por lá ter jogado o Futre, por supuesto. Não fosse o FC Porto, o que seria do Atléti?
A SIC vai continuar a dar os jogos. Depois da vertigem com o Benfica há dois anos, até ao choque frontal com o pior Liverpool dos últimos 35 anos, na época passada dourou a pílula ao Sporting, depois virou-se para o Benfica outra vez e, por fim, a contragosto, não só teve de dar a final (por eles) indesejada Porto-Braga como assistiu a mais um êxito retumbante do FC Porto.
Hoje recomeça a competição a sério, apesar de já terem ficado pelo caminho, apesar de parecer uma prova fácil, a Roma ante os eslovacos do Slovan Bratislava e o Sevilha diante dos teimosos alemães do Hannover, mais o Partizan de Belgrado que perdeu em casa, no prolongamento, com os "celtics" do Shamrock Rovers de Dublin que se tornam os primeiros irlandeses a jogar uma fase de grupos. E Glasgow só não ficou sem Europa tão cedo porque, depois de o modesto Maribor afastar o Rangers - a quem Manzano, do Atlético, chama QPR http://www.marca.com/2011/09/14/futbol/europa_league/1316029141.html... - e o Sion eliminar o Celtic, os "católicos"... protestaram e viram sancionada a inscrição ilegal de jogadores pelos suíços! De resto, reeditando a semifinal da Taça dos Campeões de 1974, o Celtic visita o Atlético e ainda caem chispas das patadas do encontro de Parkhead onde só faltou cortar cabeças porque pernas escocesas rebentadas não faltaram.
E recomeça com o Zurique-Sporting, às 18h, e o Birmingham-Braga, às 20.05h. Estava curioso e fui, ontem, ao site saber que jogo daria a SIC. Hoje confirma-se nos noticiários da estação que é o Braga a dar em directo. Na época passada, só deu o Braga na semifinal, porque era com o Benfica. A estação de Lisboa, envergonhadamente a pensar no Porto de vez em quando, estraga o seu prime-time, antecipando o telejornal para dar o Braga. O Sporting, a jogar às 6 da tarde, ficou relegado, surpreendentemente, para segundo plano. Isto não obstante estar a ser colocada, à moda lisbonense, a questão de Domingos, ex-treinador do Braga vencido em Dublin, ser pressionado para ganhar a prova. Não é pela hora, decerto, porque quer com o Benfica quer com o Sporting na época passada, passaram jogos às 18h.
Não sei o critério. Também não interessa, como não importa quem fará o relato televisivo.
Mas a notícia, que soube esta semana, é que aquele marreta do José Alberto Marques já lá não trabalha.
Sim, aquele tipo que dava palmadinhas nas costas ao Luís Filipe Vieira em directo, supostamente numa entrevista-monólogo com grunhos pelo meio, antes de um jogo da Champions na Luz que a tv não podia dar. E ria-se, ria-se com as diatribes do pobre diabo analfabeto. O J.A. Marques, que saiu da SIC no âmbito da redução de quadros e pelo plano das rescisões com o pessoal que liquidou 70 trabalhadores do império do aflito Balsemão, era aquele idiota sem jeito nenhum para aquilo e ao pé de quem o Gabriel Alves era um barítono, um chefe de orquestra até.
O Marques que naquela semifinal de Alvalade para a Taça da Treta, nos dois penáltis inventados pelo Xistra que deram aos "bentinhos" a reviravolta no marcador depois da abertura do Tarik, disse que o Pedro Emanuel "tinha cara" de quem fez o (primeiro) penálti, uma suposta falta salvo erro desse mergulhador chamado... João Moutinho!
Bem, podemos sempre levar com o Rui Prantos a comentar, refugiando-se em 90% de paleio sobre o Benfica e 45% sobre o Sporting seguramente, mas acho um alívio não ouvir aquele marreta do Marques - logo quando faz 35 anos o programa dos Marretas...  O Balsemão também deve ter achado um alívio para as contas da SIC... que decerto não perdeu nada. Resta saber o que ganhou. Para já, ao transmitir o Braga, mudou de rumo. É um começo...

14 setembro 2011

Há bancos que não têm crise...

De Gea, Jones, Owen, Nani, Anderson, Berbatov, Chicharito Hernandez.

É o que faz pensar no campeonato e gerir as coisas nas calmas.

Porque domingo é que é.

Este homem é um Míster, carago!

Retiro do Maisfutebol, que merece a referência total e só sublinho duas ou três passagens que tudo resumem do jogo de futebol, do papel do treinador, enquanto desmascara parolos que dão ênfase à táctica e falam como se fossem treinadores:

«O meu papel é não estragar o talento que tenho em mãos»
Vítor Pereira sintetiza qual é, para si, a missão de um treinador: conduzir jogadores e deixá-los crescer.

Por João Tiago Figueiredo2011-09-13 23:15h
«Treinar é uma descoberta constante. Eu não me iludo com o táctico, julgo que treinar é conduzir jogadores. Quem vai dar a dinâmica são os jogadores, são eles que promovem o modelo do jogo. É algo que vai acontecendo, são os jogadores que nos levam para um caminho de posse ou de transições. Eu não acredito em «futebóis» em que o treinador assume o papel fundamental. Acredito no talento dos jogadores e que quanto mais qualidade tivermos e se o treino estiver à altura da qualidade deles, eles próprios vão à procura do jogo em que se sentem mais confortáveis e mais acreditam. Se eles não acreditarem é o treinador que está a impor e se o treinador impõe é o jogo do treinador e não o jogo dos jogadores.»
[Qual o sector que está melhor?] «O meu conceito de jogo é colectivo, não é sectorial. Evoluímos como equipa, não é o sector A, B ou C que está melhor ou pior...Temos de ter consciência que estamos numa fase prematura, inicial, mas estamos a crescer para dominarmos mais e sermos mais agressivos. Agora, não consigo dizer se será contra o Feirense, se será no próximo jogo da Liga dos Campeões. Não sei dizer se a criança já caminha ou corre aos dois ou aos três meses.»

[Sobre James Rodríguez]: «O James tem um talento muito grande e vai ser um futebolista de nível mundial. Mas é ainda um menino que está a crescer e que tem um talento acima da média. Temos muitos jogadores de qualidade. O meu papel é não estragar o talento que tenho em mãos e deixá-los desfrutar do jogo e crescer como equipa, sem muitas amarras tácticas. Espero não estragar o talento que tenho em mãos.»

13 setembro 2011

Bomba de Hulk e Baile de James na Patuscada de Helton

Porque gosto de saber e não me incomoda rever, analisar e reavaliar, continuo sem perceber o que aconteceu naquele golo anulado (pareceu-me que bem, mas não tenho certezas e gostava de ter algumas...) aos ucranianos. Não revi imagens, a repetição não aconteceu durante ou no final do jogo, já li crónicas de jornais e lances avaliados na tv, mas esse mistério permanece. Não acho que Lucescu tenha razão quanto ao árbitro, nem acho justas as críticas que em geral lhe foram dirigidas, especialmente na bluegosfera. Não se queixem se este episódio, de somenos mas com importância ética e informativa relevantes, se parecer com aquilo que muitos criticam quando as tv's e os jornais encobrem lances em jogos de Benfica e Sporting. À excepção da minha dúvida deixada num parágrafo aí em baixo a esse respeito, não vi imagem alguma e muito menos li sequer a descrição, quanto mais a explicação para a decisão do árbitro, desse lance. Continua a falta-me informação, sem prejuízo de nada alterar quanto ao jogo e todas as outras incidências das quais dou conta. Mas isso sou eu que sou esquisito e irrequieto, seja nesta ou noutras situações mas em que casos como este me dão sempre força moral para criticar sempre e não só quando me dá jeito, enquanto uns criticam aqui e calam ali, habituados ou amistosos com esse tipo de informação. Isto para não falar de certas avaliações como a única, no Rascord, de um imbecil iluminado e único a falar de "brilhantismo" portista (são mais papistas que o Papa, que até nem aprecia lambe-cús) que francamente mais ninguém viu, nem em jornais nem nos blogues. - actualizado às 15.30h de 14/9/2011.

E, ainda, http://www.abola.pt/nnh/ver.aspx?id=287253 - como eu percebo a dificuldade de Kléber, há quem entender esses problemas e ajudá-lo a "crescer", mas não pela via do "estamos servidos"...




O FC Porto lá ganhou, com muita dificuldade e pouco esclarecimento apesar de merecidamente, vergando o Shakhtar mas ficando a dever a si próprio outro "conforto a respirar" num grupo que muitos avaliaram como fácil mas que se confirma poder causar problemas e deixar dúvidas a todos. Até porque o APOEL também deu a volta ao 0-1 e venceu 2-1 o Zenit e tudo pode voltar à primeira forma se na ronda seguinte, no fim do mês, prevalecer o factor - só o Marselha, graças a Lucho Gonzalez, ganhou fora e nem o Barça logrou segurar o 2-1 em casa ante o Milan deixando-se empatar no fim.


Obtido o mais importante, importa, agora, respirar fundo, sabendo que tudo pode ficar complicado em caso de derrota em Sampetersburgo ou dar o passo de gigante se os dragões triunfarem no Petrovsky. Os russos, que perderam também Bruno Alves por duplo amarelo, terão de jogar já tudo com o FC Porto e ou se assumem como candidatos ou perdem de vez as hipóteses de qualificação, até porque depois vão a Donetsk.


FC Porto e Shakhtar são os favoritos no grupo, mas os campeões nacionais deveriam ter assegurado, hoje, um triunfo importante e melhorado o saldo de golos. Faltou mais contundência na área, quando ela abundou nos disparos de Hulk e nas investidas de James mas de longe, os destaques de um jogo que não é fácil descrever desapaixonadamente. E acabamos o dia, inesperadamente, sem nos destacarmos na classificação, quando tudo parecia deixar o FC Porto confortável logo à 1ª ronda.


Um frango de Helton parecia complicar mais a vida aos dragões, depois de Hulk falhar o seu primeiro penálti no FC Porto. Depressa emendou a mão, com um pontapé tremendo mas que não deixa de constituir, também, um frango de Rybka, pois não só formou barreira curta como, tendo pelo menos aberto o ângulo para ver Hulk disparar, lançou-se tarde e foi a morte do artista para deter aquele míssil do Incrível.


Pode dar a ilusão, por três bolas nos ferros no total, de domínio esmagador portista. Mas ainda com 0-1 e Eduardo da Silva marcou um golo que não percebi se foi anulado por fora-de-jogo, que me pareceu, ou mão de Luiz Adriano, que viu amarelo por protestos.


Mas o FC Porto passou a jogar contra 10, por expulsão acertada de Rakhytskyi com entrada de pitões à canela de João Moutinho. E acabaria a jogar contra 9, por outra entrada violenta de Chygrynskyi sobre Djalma. E não fosse o génio de James, que tanto tentou marcar mas pecou na finalização desastrada, e o FC Porto lamentaria uma noite de desperdício ofensivo, pouco esclarecido e nada efectivo, sendo fácil a Kléber empurrar para a baliza deserta que o colombiano lhe escancarou escandalosamente de forma tão formidável em finta e cruzamento mortal da esquerda.


Porque, na verdade, salvo um ou outro tiro de Hulk, o FC Porto não criou grandes oportunidades e não aproveitou a superioridade numérica. Rybka defendeu só um remate de James, desmarcado por Belluschi. Contra um opositor fechado com a expulsão da 1ª parte, retirado Eduardo do apoio a Luiz Adriano para Kucher fechar a zona central do expulso Rakhystskyi, o FC Porto fez por circular a bola, lateralizou mas fê-lo em demasia porque não foi incisivo nas entradas na área. Também por mérito do Shakhtar que manteve coesão defensiva. Para ser o mini-Barcelona teria de penetrar e abrir espaços na área. E, aí, faltou o "punch" definitivo para dilatar e conseguir uma margem melhor para um eventual desempate final no confronto directo. Inclusive, Luiz Adriano chegou ameaçar empatar, fugindo a Maicon mas atrapalhando-se na hora h ante Helton.


Não gostei muito da forma como o FC Porto não foi impositivo na área de decisão. Até acabou atrapalhado nos remates de Djalma, Varela, Moutinho e James. A vitória não se discute, mas o jogo não foi brilhante e notou-se, mais uma vez, que Kléber, apesar do golo (fácil), é muito pouco, por muito que disfarce e festeje com o treinador que lhe confiou, com um cheque em branco, a posição 9.

Se mérito o FC Porto teve foi mais em não se enervar pelo penálti falhado e o frango de Helton, do que em explorar a superioridade numérica. Até porque controlar o jogo não é o mesmo que dominar, ainda que tenha valido a pena não correr demasiados riscos, nem defensiva nem ofensivamente. Não era contra 9 que fazia falta um ponta-de-lança na área (e saiu Kléber) e não se podia prescindir de Hulk para dilatar o marcador? Compreende-se a gestão, até de esforço físico, do Incrível, porque o FC Porto sentiu o jogo ganho e o Shakhtar mostrava a impotência à espera de um milagre de Luiz Adriano que esteve para acontecer. O 2-1, nestas condições, sendo essencial é apenas suficiente, porque podia ter sido melhor, apesar de se admitir algum nervosismo das estreias e se defrontarem as melhores equipas do grupo. Foi o que o jogo deu e, como dizia um tio meu, é melhor (ganhar) Peru(m) que dois frangos...


Quando vemos o confronto de Kléber com um craque total como Luiz Adriano, que há um ano fez miséria em Braga, não só nos lembramos da falta de Falcao como temos de remoer a falta de uma alternativa a Kléber, encostado Walter, melhor alguém que entrasse para ser titular. A pecha atacante do FC Porto passou por não reconhecer, a equipa, a referência na área, inexistente no 1º tempo e que, na verdade, só James num momento único ajudou a mostrar, porque no jogo nunca se viu a preponderância de um ponta-de-lança adequado a ser servido pelos flanqueadores de categoria que o FC Porto tem - além de um miolo onde, reentrado Fernando e bem, voltou a ser forte e ofensivo só com o tridente Defour-Moutinho-Belluschi, como destaquei na 6ª feira com os sadinos.


Não é a vitória, mesmo com o golo de Kléber que se torna, com Maicon, o jogador mais "discutido" apesar de ter o lugar praticamente resrvado, que fará alterar esta visão do jogo e da equipa, embora o resultado tão importante conseguido decerto fará muita gente dizer que não tem dúvidas e que chamar a atenção para isso é ser do contra - contra o que estou bem a borrifar-me. É certo que as expulsões foram justas, até há mais um penálti (sobre Hulk) por marcar e ele foi derrubado ilegalmente algumas vezes, mas o 11-9 no jogo não permite ter avaliação mais concreta sobre quem ganhará o grupo. Se tudo ficar igual na 2ª jornada com vitórias caseiras, ficará tudo em aberto e parece que, apesar de ter obtido agora a sua 1ª vitória na Champions, já andam esquecidos dos problemas que em 2009-10 o APOEL (derrotas tangenciais com o FC Porto) criou, começando por 0-0 no Calderon e quase vencendo o Atlético de Madrid em Chipre (salvo por um golo de Simão), cipriotas que estiveram até com 1-2 em Chelsea e quase se classificavam para a Liga Europa para a qual, só com 3 empates e margem mínima de vantagem na diferença de golos com os cicpriotas, os colchoneros se apuraram para vencer a prova...


Agora é vencer o Feirense e esperar que o Felix Brych possa apitar o jogo com o Benfica, para punir os caceteiros da Luz como merecem e por cá se habituam a malhar no FC Porto da forma mais grosseira e ostensiva.


CORRECÇÃO: a provar que a minha memória regista muito melhor o que os olhos vêem, merecendo os elogios amiúde por aqui, pois o Hulk não falhou o primeiro penálti pelo FC Porto, já tinha falhado há um ano com o Genk, mas eu não pude ver o jogo e, assim, escapou-me. Fica a rectificação.

12 setembro 2011

Brainstorm?

Pois é, subitamente parece que todos recordaram, por si mesmos, o penálti de cabeça da Roubalheira. De repente, um, dois, três, passou um dia e já vamos no segundo Day-after e mais blogues falam no assunto, evocando sempre o mesmo penálti de cabeça. Até o Rui Prantos, nesta minha catarse de voltar a passar por toos os locais para rever o Portugalório após uma quinzena longe disto tudo, começou o seu tempo largamente excedido para se lembrar daquele penálti que, na verdade, ninguém mais precisou na data. E, contudo, o problema naquele jogo da Amadora foi da indicação de José Lima, o assistente que deu a indicação a Duarte Gomes de que Wagnão jogara a bola com a mão. Duarte Gomes levou com a culpa e até pediu desculpa, o que é mais fácil quando se entende que a culpa é de outrém mas o chefe de equipa assume a responsavilidade pelo colectivo. Parece bonito...
Entretanto, as capas dos pasquins, sejam de Lisboa ou do Porto, nada falam do roubo. Do assalto e sem assistência. Desta vez, Duarte Gomes precisará de muita coragem para assumir a responsabilide, pois só ele decidiu consoante o que estava a ver ou pensava que via.

Toda a gente glosa agora o momento e evoca o penálti de cabeça. Todos não, os pasquins, no segundo dia do Day-after, não acordaram para a situação, tão atreitos a visionarem imagens e escarrapacharem discursos de flash-interview ou, à falta deles, assumindo as dores pelas suas cores e os seus leitores. Lendo daqui e dali, alguém descobriu que o pobre Magalhães do Rascord dé crédito ao árbitro porque decidiu logo e mostrou determinação como se tivesse a certeza absoluta do que via e decidia.

Já tínhamos ouvido na tv alguém, estúpido como um tal JA Marques da SIC, falar em culpa mediante a expressão do rosto de um defesa acusado de fazer penálti. Sucedeu com Pedro Emanuel num Sporting-Porto da mesma Taça da Liga onde todas as experiências são permitidas e o Carlos Xistra tornou-se mais um a marcar dois penáltis, para mais inexistentes, no mesmo jogo contra o FC Porto.

Mas ainda há mais de que me admiro e muito: leio em vários comentários por aí que até os vimaranenses não se lembravam do penálti de cabeça. Seguramente não se lembrarão de um V. Guimarães-Benfica (2-4), apitado por Duarte Gomes e que ficou célebre por o 4º árbitro dar indicação para Romeu ser expulso por agredir Simão. Inácio, então a treinar em Guimarães, revoltou-se por o João Ferreira ter consultado as imagens na câmara de tv ali ao lado para ver uma agressão de Romeu a Simão muito longe do local onde o jogo decorria.

E, contudo, nesse jogo, Duarte Gomes negou um penálti ao V. Guimarães que daria o 2-2 eventualmente, para assinalar falta contra o V. Guimarães 15 metros à saída da área do Benfica quando os encarnados iniciavam a sua jogada a meros segundos após um derrube claro na sua área de um jogador dos minhotos em falta rigorosamente idêntica.

É claro que os jornais do regime são como são e moldam as pessoas, já de si iludidas por discursos eloquentes e imagens amiúde manipuladas na televisão. Vejam o que se tem passado em Espanha, onde a TVE é sempre posta em causa por proteger o Real Madrid. Por cá, bico calado que a máquina de propaganda do Benfica está atenta e até reparou num penálti por marcar.

Mas espanta-me, sim, que mesmo os adeptos que não dão crédito ao que se lê e ouve sejam tão fracos de memória quando os roubos acontecem mesmo à porta de casa.

Agora, se quiserem, vão procurar esse penálti negado ao V. Guimarães por uma falta que o árbitro Duarte Gomes a seguir marcou a favor do Benfica exactamente do mesmo tipo de infracção, só que favorável a outra equipa e por acaso nem grave para a economia do jogo.

Quanto aos 3 penáltis em 12' que por aí se fala, e o Reflexão Portista dá destaque em poste alusivo, peguem em 10' de terror arbitral de Duarte Gomes num Sporting-Nacional que ficou 5-1 porque subitamente passou de 0-1 para 2-1 num piscar de olhos mas do que ficou apenas os quatro golos de um argentino que ninguém lembra um dos quais encavalitado num defesa madeirense e depois de um penálti puramente inventado que Liedson desperdiçou.

Se quiserem mais, vão ao Totta...

11 setembro 2011

De volta ao Portugalório - e o Duarte Gomes do "penálti de cabeça" a marcar um penálti de barriga mas para Jesus todos os milagres são poucos





Atravesso a fronteira em Vilar Formoso. Cada situação similar, há muitos ou poucos anos, deixou-me sempre com a ideia de sentir dois países diferentes. Em Espanha noto sempre melhorias. Em Portugal está cada vez mais igual, em cada regresso a casa, o que significa atraso, não avançar. E querem saber porquê por ali? Porque há uma A66 nova, excelente e grátis de norte para sul do outro lado da fronteira e até Vilar Formoso faz-se 800kms em 6 horas com facilidade e sem ameaças de radares como ainda existe numa curva da A25 em Viseu-norte para a qual não serve a prevença do sinal de aviso de curva perigosa, tem de subsistir a caça à multa a quem pisar o risco dos 80km/h...


Ainda por lá ouvi que o combustível do lado de cá ia subir 3 ou 4 cts., enquanto
para lá atestei em Salamanca com o gasóleo a 1,236 e
1,293 em Málaga. Quinze dias depois, lá continua 1,293, atestei em Cáceres a 1,281 e a Galp
logo do lado de Espanha tem a 1,266, a BP a seguir um poucochinho mais caro e do lado de cá apanho logo 1,481, mais ou menos confirmado no Porto. Pode ter sido da subida do crude no mercado internacional, como ouvi lá do que sucedia cá. Mas lá no pasa nada.

Sintonizada a rádio lusa, um flash de um congresso albanês, em Braga onde há meses o vigarista-mor foi entronizado com 95% de votos e, agora, presente sempre ausente nas inocente, ouço clamar que alguém quis atribuir, sabe-se lá porquê, o estado a que isto por cá chegou, ao PS, onde os mesmos votam agora a 75% noutro chico-esperto, rodeado dos governantes do último ciclo a dizerem que, ao contrário do que se diz por aí sabe-se lá porquê, o estado a que isto chegou não é o que andam a dizer e nos anda a tramar a todos. Mais tarde, o sempiterno deputado poeta, já bem dentro do séc. XXI, ainda fala em "centro-direita", "mais à esquerda" e "neoliberalismo". E o novo dirigente-mor da coisa que, em 13 dos últimos 15 anos, afundou esta coisa ainda chamada Portugal e cada vez mais Portugalório, foi capaz de apear um entrevistado do mesmo partido em directo, como quem não quer a coisa e o periodismo que liga 24h diárias por um fim-de-semana completo a esta treta do século passado quando o "Partido" mandava na vida das pessoas, alegrou-se por um momento-Chavez que Sócrates não desdenharia...


Lá ouço coisas da bola e vejos umas imagens ao fim da noite. O Sporting continua a queixar-se, agora é Domingos a lembrar-se se algum dia jogou contra um tal Paulo Baptista que julgou intencional um passe de Rodriguez para Rui Patrício. Domingos já tem a demagogia que é marca da casa. Ele nunca conseguiria fazer um passe daqueles, como se fosse difícil, com ou sem o peito do pé. Um intrépido repórter, ouço na A1, pergunta a Domingos o que achou do lance do 1-0, mas não perguntou se o defesa pacense que cortou a bola fez algo para falta e, pior, para amarelo que o levou à expulsão por reincidência. O Sporting perdia 2-0 e, embora uma expulsão não possa justificar a reviravolta, lá contribuiu para a vitória imprevista do Sporting que não precisou das capas dos pasquins de hoje para "roubos de arbitragem".



No outro jogo, de que só vi imagens muito tarde, três penáltis em escasso tempo. Todos bem marcados pelo árbitro, se considerarmos que o segundo leva a bola à barriga de um defesa vitoriano, mas como no penálti da Roubalheira, Reboleira, já vimos um penálti de cabeça marcado pelo mesmo Duarte Gomes, nada de anormal. Poderá ser que, de vez, os benfiquistas deixem de lembrar o golo anulado nas Antas a Kandaurov, por dominar a bola com a barriga antes de marcar com o árbitro a ver uma mão inexistente e anulando um golo limpo que a memória vermelha escusa de repetir porque é verdade e nos lembramos todos disso, mas talvez mais este penálti sem falta possa igualar esse golo não contado a Kandaurov.

Ah, eu sei, até porque ninguém o comentou, e a Imprensa é igualmente relapsa, que não se lembravam daquele penálti da Taça da Liga no último minuto na Amadora e que deu o 1-1 por esse portento chamado Adu. Decerto também não se lembram que, uma vez, para a Taça de Portugal, o Bruno Caixão Paixão teve de marcar 3 penáltis para a Oliveirense ser eliminada na Luz... Pois... só falta virem aí os benfientos evocar um jogo de 3 penáltis pó Porto, seguramente todos mal marcados...
Mas Jesus, que tudo sabe e vê, especialmente em penáltis, diz que sim, senhores, foi tudo certo, haja quem conteste que será excomungado. Aquele penálti flagrantíssimo da 1ª jornada em Guimarães a favor do FC Porto é que para Jesus não existiu. Ainda bem para ele que as faltas de N'Diaye existiram e valeram dois penáltis, porque as faltas dele em jogos com o FC Porto costumam passar despercebidas, depois de uma vez ter sido (bem) expulso num jogo do Dragão.




Mas o mestre das tácticas, que diz que os penáltis são para se marcar existam os que existirem, embora se for a favor do FC Porto possa não ser bem assim, até fala ainda em prejuízo, porque a sua secretaria de apoio, precisando até o minuto 26º do jogo, reparou numa mão de Alex, meramente casual e que foi de bola na mão num cruzamento da esquerda, e pediu um 4º penálti, que milagres até para Jesus podem ser poucos.


O eterno retorno a esta coisa dá-me sempre vontade de, como o outro, gritar que quero voltar para a ilha. Seja lá onde for, mas pelo menos longe deste manicómio.



09 setembro 2011

True blue ou papa don't preach?

Escrevo ainda com o Porto-Setúbal a terminar e a "Madonna" de volta ao palco, já com 3-0 inapelável, depois de ter cantado "True blue" quando Joao Moutinho abria o marcador ante os defensivos sadinos. O Moutinho que, bem a tempo, Pinto da Costa definia como "jogador à Porto" e prova-o a cada jogo. Desbloqueou o jogo e o resultado, entrado ao intervalo por troca com Souza. Acho que ficou 3-0 mas acabo isto sem ter confirmado o resultado, porém avaliando o que lhe subjaz.

Vítor Pereira geriu o plantel, como tem de fazer e tem-no feito bem. Moutinho na 2a parte, depois Hulk nos 25' finais para dar a assistência do 2-0 com James, de novo em foco. Ainda Hulk, na posiçao de ponta de lança até porque rendeu o apenas esforçado Kléber, a dar a Belluschi para o 3-0 contundente. Pode-se provar muitas coisas com tudo isto, de tudo o que a situaçao portista tem sugerido diversas reflexoes que só alguns parvalhoes nao entendem, porque sao burros como portas, mas de novo nao é a questao do campeonato que está em causa, muito menos em aberto, porque nao se vê equipa que possa derrotar o FC Porto. Ponto.

Depois de "True blue", a marcar a reacçao do imponente campeao nacional, a "Madonna" convidada cantou "Papa don't preach" e, uma vez mais, podia discorrer sobre tudo e mais alguma coisa, a começar pelo que se deve exigir, de facto, no campeonato onde as atençoes se dispersam com pequenos jogos de poder agora com uma inusitada corrida concorrida à presidência da FPF, com tudo e mais um par de botas mas só com cromos destas tropas que infestam o futebol português e o avaliam tao mal.

O discurso deve, mais uma vez, na minha opiniao, no sentido de penalizar as equipas que nao querem jogar e o V. Setúbal deu pena de ver jogar quando pode e já mostrou ser capaz de fazer muito mais. Depois, o árbitro, absolutamente lamentável, embora o jogo nao suscite críticas de maior mas sem que o bacoco Marco Ferreira tenha deixado de mostrar ser mais um sem estaleca para estas coisas. Depois de amarelos patéticos a portistas, dar um a Álvaro sem falta e a proporcionar um livre que Zé Pedro quase convertia em 1-1 é só mais uma acha para esta fogueira em que arde apenas a paciência de quem espera nao só bons árbitros mas acima de tudo melhor futebol.

Pena é que os pregadores (mais de pregos no caixao do que de outra coisa), de inflamados discursos sobre as coisas da bola e cada vez mais trôpegos e patéticos a falarem delas fora do campo, nao castiguem as equipas que fazem mal ao jogo; ao invés, pregam contra a falta de competitividade, que nao ajudam a melhorar com mais exigência de jogo e atitude ofensiva em vez de louvarem o futebol defensivo de vez em quando premiado com um pontito, o que ajuda a tornar mal sano o ambiente no futebol. E já nao basta o campeonato, temos de novo a selecçao entregue aos mais variados desvarios em que me sinto acompanhado por Rui Moreira nas suas excelentes crónicas em A Bola que de alguma maneira corroboram o que tenho escrito sobre vários assuntos, agora sobre a vergonha de Paulo Bento, a FPF e o inexorável Amândio de Carvalho que foi tao lesto a enterrar Queiroz e tao trôpego a tratar de um assunto que lhe diz directamente respeito.

Aproveitem isto apenas em talhe de foice, por nao ter tempo, em férias, nem atençao suficiente, para comentar o que por aí vai, pondo um mínimo de escrita em dia, com o pouco que posso fazer com o que tenho disponível para dar mas alguns pensam poder e saber cobrar.

Na 3a feira conto estar mais operacional e em campo para o regresso à Champions, aquela onde penso que muito se jogará desta época, especialmente com a questao pendente de Kléber, de novo em aberto neste jogo e com as consequências em aberto, igualmente, pelas opçoes da SAD que devem ser saudavelmente discutidas e nao aberrantemente obedecidas como alguns pategos infelizmente fazem mas para os quais, em férias ou de "serviço" (gratuito, é bom lembrar), nada contribuem a nao ser zurrar contra quem tem opiniao formada e sustentada e nao argumentam em seu favor.

Talvez seja a altura de os "papas" que apregoam coisas boas voltarem a pegar pelo lado errado da competitividade e interesse do campeonato, quando o FC Porto segue vitorioso e se destaca no comando. Mas os caes ladrarao e a caravana passará, triunfante como tem sido, sujeita a alguns solavancos e , esses, o treinador do FC Porto tem superado com distinçao. Apesar de a Supertaça no Mónaco suscitar de novo interrogaçoes que o ultrapassam e este novo jogo ressaltou: tivesse Álvaro jogado no Mónaco, com Fucile à direita, e talvez o equilíbrio defensivo e as acçoes ofensivas tivessem outra profundidade e quiçá outra efectividade. Nao há dúvida que os dois em campo dao outra força e dimensao.

Da mesma forma, no melhor plantel, com os melhores jogadores, as diversas opçoes do meio-campo dao para muita coisa e a junçao de Defour a Belluschi e, depois, Moutinho na 2a parte fazem um sector inatacável. Fica, entao, e mais uma vez, a dúvida do ataque e centrada no ponta-de-lança, porque Rodriguez esteve percutante na esquerda e com Hulk e Djalma depois as variaçoes atacantes sao de tal forma válidas que só temos pena, mais uma vez, de termos perdido Falcao, ainda e sempre um pomo de discórdia e um ponto de interrogaçao que deixa, mais no capítulo internacional.

E sem rever isto, com pressa e em tempo de voltar a casa, espero que avaliem com atençao o que está escrito e nao o que nao está, como muito estúpido faz amiúde fazendo-me perder tempo e paciência, para discutirmos coisas que valem a pena. Como portistas a sério e sem apregoarmos demagogia barata.

06 setembro 2011

Isolados, sozinhos, sem ninguém

Pronto, a equipa só com vitórias ganhou, naturalmente, à equipa só com derrotas. O FC Porto fica sozinho na liderança do campeonato, com certeza para surpresa da RTP, e na 6a-feira pode dilatar a vantagem antes do teste a sério da Champions. James estreou-se com dois golos, Kléber estreou-se nos golos apenas, o primeiro é uma confirmaçao, o segundo nao afasta as dúvidas e o jogo com o Shakhtar permitirá avaliar em concreto a aposta de risco de... só apostar nele na Europa.

Nao consegui ver o jogo a nao ser alguns flashes no fraco streaming da net, aliás vi apenas o 2-0 por Kléber. Várias alteraçoes no onze, Àlvaro voltou e Fucile foi para a direita, Maicon por Otamendi (na selecçao), Fernando por Souza e Belluschi por Guarín mantiveram o nível elevado e nao é no plano interno, como tenho repetido, que o FC Porto se debaterá com rivais à altura, acredito que possa, deste modo, fazer até 100 jogos sem perder. A questao, como se sabe, é para o nível da Champions mas nao quero forçar o que pode ser visto como pessimismo quando apenas pretendo ser realista. Nao faltará, seguramente, quem assegure que Kléber é mesmo a soluçao e Falcao poderá ser esquecido, até pela leitura variada que se pode ter, como tenho, da sua transferência no plano económico e que tem suscitado um alegado debate patético sobre o assunto. Entretanto, também fomos capazes de sofrer dois golos de uma equipa fraca, como já antes sofremos do campeao da II Liga apesar do valor gilista que realcei e que até justificou mais golos...

Onde estou tive de resignar-me a ver a medíocre Inglaterra entre uma mancheia de bêbados britânicos entre os quais um perguntou, no final, como tinha ficado o jogo...

Depois, là se mudou para o Espanha-Lichtenstein onde, uma vez mais, apesar de um opositor sem história, a TVE conseguiu ser profissional e dar uma amplitude do momento impossìvel de replicar em Portugal. Tenho a certeza de que a RTP, além das outras tv's tugas, possui gente que viu mais tv no estrangeiro do que eu, mas impressiona-me como em Portugal os programas desportivos sao tao maus e as transmissoes tao bàsicas. Com o jogo espanhol em Logroño, ao intervalo a TVE recapitulou os bons momentos da I Divisao com o Logroñés, algo que ninguém seria capaz de evocar se um jogo da selecçao fosse disputado em Faro ou mesmo Viseu...

05 setembro 2011

Leiria-Porto, circunstancialmente com Walter e como informar mal

O acerto do calendário do FC Porto, com a U. Leiria, pode deixar o campeao nacional isolado no comando, em caso de vitória. Mas quem ouvir o telejornal da RTP1 nao se apercebe disso, porque apenas é referido que "o FC Porto pode voltar ao comando" do campeonato.

Já devem ter reparado nisso, porventura, ou andam distraídos. E é dessas distracçoes que se faz a opiniao em Portugal e no Mundo, amiúde, por má informaçao. Noto-o após dois dias a aceder ao Telejornal em directo na RTP Internacional, em que passaram a mesma simplista nota de destaque relativamente a esse jogo da terceira jornada. Talvez a mudança de nome de RTPN para RTP Informaçao, por exemplo, ajude a disfarçar a coisa, mas depois de anos a fio a tratar mal os rodapés informativos no Telejornal e o Teletexto ser uma vergonha na matéria e até em português escorreito é só mais uma operaçao de maquilhagem da mediocridade televisiva de gestao pura que encobre a mediocridade de quem tem o dever de fazer e dar melhor informaçao, para mais de alegado Serviço Público.

Isto é como andar, por cada teclado que se encontre por aí, à procura dos acentos como os conhecemos, como o til que nao encontro neste que por acaso utilizo - e a 2 euros cada 40 minutos, apesar de me aparecer o ñ como é devido em Espanha e até ser fácil o ponto de exclamaçao ao contrário como eles sao únicos a fazer por aqui!...

Ouço, entretanto, como Walter está convocado e ainda nao digeri a sua ausência da lista da Champions nem sei se há explicaçao plausível para ter apenas Kléber como avançado-centro, algo que o esforçado mas aparentemente incomodado Vítor Pereira nao deu na conferência de Imprensa de domingo. Nem é pela falta de confiança num jovem reforço que mostrou nao ter a dita confiança. Basta surgir uma lesao e nao há ponta-de-lança... Parece que o FC Porto também "facilitou" na avaliaçao da dificuldade do grupo, mas as duas primeiras jornadas da Champions dirao se podemos safar-nos só com Kléber ou começará cedo o ataque âs opçoes, muito discutíveis, da SAD...

É que, entretanto, com o fecho do mercado, parece que alguém já percebeu que o "lucro" com Falcao foi muito inferior à famigerada cláusula, porque o FC Porto nem a totalidade do passe do Tigre possuía... Mas muita parolada portista vangloriou-se da operaçao, o que vale por dizer que muita gentinha reles está satisfeita com a informaçao que lhe chega, que tem ou apenas a que quer ver, seja ver por si - o que é muito pouco nalguns casos de senilidade precoce - ou quer ver pelo ainda discreto ponto da situaçao veiculado pelo Porto Canal em que muitos se fiam. Parece que Pinto da Costa disse qualquer coisa por estes dias, já nem sei o que li a respeito mas nao é certamente importante ou mais do que uma cortina de fumo. Na abertura do canal de informaçao alegadamente privilegiado do FC Porto o seu presidente tambèm tinha dito algo acerca de Falcao e parece que a realidade o ultrapassou...

Também está na ordem do dia a nega ao Chelsea por Álvaro Pereira. O FC Porto, defenitivamente, embirrou com o Chelsea. Ainda bem para o empresário do Palito, porque ele andava a solicitar uma carta de alforria para o seu protegido que outros tiveram, mas a diferença, como sempre nestas coisas, tanto pode ser de tratar-se da pessoa certa, como intermediário, ou da ocasiao propícia...

Certo é que, ainda hoje ouvindo que o FC Porto comprou a outra metade do passe de Otamendi (sem dizerem o valor, mas fixando o custo total da sua aquisiçao em 8ME), fico a pensar se, tudo somado, o FC Porto conseguiu em vendas o que gastou em compras. E se der saldo positivo, digo eu, ainda deve ser por a cláusula de rescisao religiosamente cumprida de André Villas-Boas para o Chelsea é que salva a onda de negócios dos portistas esta campanha... Mas há quem diga mal, sempre mal, seja da informaçao de certos OCS seja de negócios tratados sem subterfúgios ou dinheiro eventualmente sujo como consta por aí sobre transferências no mundo da bola cada vez menos redonda...

01 setembro 2011

Latrina e porcaria, vistas de Espanha

Álvaro, afinal, não vai para o Chelsea, o FC Porto achou pouco 20ME e está no seu direito, veremos se jogador e clube beneficiam com isso para o resto da época com este finca-pé portista tão aliviado noutras situações como no estranho caso de Falcao disfarçado em venda pela cláusula... Kléber não tem alternativa, que Walter não é a não ser para a Taça da Treta na Liga das tretas. Não sei o que o FC Porto ficou a ganhar para 2011-12, mas decerto não foram as melhores perspectivas na Champions, quanto ao campeonato interno deve chegar mas é pouco.




O jogador de 20ME de cláusula não foi inscrito na Champions, apesar das capas no dia da contratação e de lembrarem que Capdevila era "campeão do mundo". Urreta, um jovem de valor que não me importava de ver no FC Porto, vai para o desterro de Guimarães, pior do que outro dos cenários no estrangeiro com que se acenava, bovinamente, pela obediente Imprensa lusa ao serviço do regime e que, por isso, nada discute.




Postiga no Saragoça e Djaló no Nice, destinos e objectivos em consonância com clubes que lutam para não descer. O desvario no Sporting, a tal revolução em curso de que falava o Duque de paus mas que não voltará a encher Alvalade como na apresentação com o Valência, esfumando-se a surpresa e a expectativa reduzida a zero à primeira paragem do campeonato.




Manuel Machado demitira-se, cobarde, em Guimarães após o 0-4 com o Atl. Madrid, alegando-se mil e uma coisas, entre elas a insustentável situação do técnico ante os sócios que percebiam que a equipa não jogava nada, apesar da aparente réplica nos jogos com o FC Porto. Machado foi um bluff, ou um balão que subiu pouco, capaz de falar grosso com os árbitros em Portugal e questionar o penálti da 1ª jornada com o Porto para encolher os ombros com o penálti cavado pelo saloio Sálvio e a não expulsão de regulamento náo decretada pelo árbitro do jogo europeu.




A Direcção do V.G. é um bando de imbecis, empata tudo e todos sem saída aprente e contrata Rui Vitória, outro que troca Paços de Ferreira por Guimarães, como antes Paulo Sérgio, na sedução pela vertigem e a saída para o caminho mais alto com os espinhos inerentes para os quais nem todos estão preparados.




Luís Miguel, leio por aí sem saber exactamente quem é, se um antigo jogador de Leiria e Sporting se o técnico da Oliveirense, vai para P. Ferreira, onde o risco é menor e a exigência "dos adeptos" não tão premente.




O Rascord, vejo na net, preocupa-se por Vítor Pereira e Jorge Jesus não se verem, em Nyon, onde pensei que importante era saber as reacções na UEFA, junto dos outros técnicos "de elite", quanto às opiniões sobre a data do mercado.




Vai tudo doido, em Alvalade não páram, na Luz fazem de conta, no Dragão vale a condição de campeão e de que, no final, pelo menos o titulo está garantido. É o benefício da dúvida, favorável ao campeão mas pouco credível a médio prazo. Recusar vender, agora, Álvaro Pereira, depois de 13ME desbaratados numa incógnita brasileira de nome Danilo, que até quer jogar a médio, é para vender mais caro daqui a um ano?...




Ah, e na selecção de Paulo Bento, com cuja porcaria todos contemporizaram, depois de Bisongwa, e de todos os que o antecederam, Ricardo Carvalho bate com a porta e manda tudo à merda, sem dar satisfações. Dasse, se isto não é culpa de Carlos Queiroz, pelo menos é do "ADN" portista, que infecta a equipa de Portugal onde se faz de conta que está tudo bem mas o responsável mor, o Amândio do carvalho, 25 anos depois de Saltillo, continua a dar a cara em nome da FPF, também é o último a saber, 25 anos depois de Saltillo. Já foi com Deco a portar-se porcamente no Mundial, não há mão em ninguém a não ser com a contribuição dos empresários e lá vem Jorge Mendes, omnipresente, à baila, para o bem e para o mal.




Enquanto isto, por Espanha, dá-se conta da "indiscrição" de Pinto da Costa a revelar o futuro de Mourinho, presumivelmente no Paris SG, como se esse o preocupasse e marcasse a sua atenção no dia-a-dia.




Se há alguma coisa que gostaria mesmo de saber é o das relações entre Pinto da Costa e Mourinho, por tudo e mais alguma coisa. Mas isso sou eu, desconfiado, porque na hora das perguntas ninguém se atreve ou está tudo esquecido...




Em Espanha, por supuesto, há a discussão, como em Portugal, dos troféus para aqui e das contas para acolá.




Leio agora no Mundo Deportivo, confirmando como na Andaluzia respeitam o Barcelona e por aqui ouvi gritar os seus golos na 2ª feira à noite, que o total de troféus está em aberto.




Porém, como em Lisboa, a contabilidade é patética. O MD afiança que o Barça tem mais troféus do que o Madrid. Contam as duas taças latrinas para os dois lados: partantos, não é 74-73, mas 76 (ou 77)-75. Sabe-se lá porquê. E desafiam os jornais de Madrid, a "mancha blanca" que tudo disfarça pelo clube maior da capital, pois Marca e AS não gostam das três Taças das Cidades com Feira que o Barça ganhou e, assim, põem o Madrid na frente...




Ora, como há dias escrevi e elucidei um leitor aqui, não só a Taça das Cidades com Feira foi um troféu oficial. Mas, inclusive, a 22 de Setembro de 1971, a UEFA e a FIFA patrocinaram um troféu oficial entre o primeiro vencedor da Taça das Cidades com Feira e o último, o Barça e o Leeds, com 2-1 para os catalães, faz parte da história do futebol e o secretário-geral da FIFA, Stanley Rous, entregou o troféu ao capitão catalão Rifé, no Camp Nou, para entronizar a entrega definitiva do troféu ao Barça.




Ora, enquanto o Barça tem direito a contar esse troféu, oficial, na sua lista, de resto com a conivência da FIFA, algo que os parolos do Rascord e da Bolha desconhecem por completo, também pode somar as Taças das Cidades com Feira, essa que os de Madrid querem negar ao Barça mas podem outorgar ao Valência, por exemplo, que ganhou também três delas, caso contrário os "chés" teriam o seu currículo a meio, como ironiza o MD. Mas se o Mundo Deportivo faz bem em achá-las oficiais, bem poderia riscar as duas taças latrinas que atribui ao Barça e, ao mesmo tempo, ao Madrid, troféus recusados pela FIFA como oficiais.




Sic transit gloria mundi, cá como lá (ou vice-versa). É preciso ver as coisas em perspectiva. Lá como cá.


Helàs, mais ou menos como em Portugal, em Espanha glosa-se o facto de Madrid e Barça terem goleado no campeonato. Queixam-se os da capital de que os 0-6 dos de Mourinho em Saragoça foram um hino ao futebol, algo ridículo face a correspondente oposição de "caca" que vi na tv no domingo à chegada. Bastou o Barça dar cinco a uma equipa de Champions para se falar em "porcaria" de Liga, assim a modos de falar-se de competitividade pelos Rui Prantos da terrinha parola virada para o Atlântico. Num dia é tudo bonito, no outro uma porcaria, pois então, umas vezes o campeonato é sem mácula, noutras uma nódoa. Não sabiam disto? A mim, que ando há muitos anos nestas andanças, fica só a dúvida se aprendemos com "estes" ou fomos "inventores" das mais estapafúrdias teorias da conspiração e da valorização ou não da coisa quando é ou não favorável.