14 novembro 2012

Cabala contra o Reino de Leão e de Castela

Repare-se no argumento estapafúrdio, vertido no comunicado oficial, de apôr aos seus penaltis não assinalados aqueles a favor de outros rivais, como o FC Porto. Ou os cartões amarelos, sendo que todos vêem os leões a chegar tarde aos lances e com uma contratação de um idiota central, Rojo, que disputaram ao Benfica durante o Verão.

 
Por esse prisma, como podem ver pela tabela dos penáltis desde a instauração de três pontos por vitória em 1995-96, não se percebe, realmente e de facto, como o Sporting tem tantos menos golos, pontos, títulos, vitórias mas não menos penáltis do que o FC Porto que ganha por goleada em todos os capítulos mas tem menos penáltis que qualquer dos rivais que lhe ficam atrás de longe!
E isto tudo porque não se pode dizer que Proença ajudou à vitória sobre o Braga, com um golo anulado que, fosse ao contrário em desfavor do Sporting, traria outro tipo de cão... municado.
 
É uma cabala contra o Reino de Leão.
Temos, ainda, uma cabala contra o Reino de Castela.
Mourinho bem esgrime com o título espanhol e tal, a equipa dos 100 pontos e o CR7 que não é inferior ao Messi. Pois treinadores e jogadores dos campeonatos profissionais de Espanha deixaram não só o campeão nacional, o seu treinador e o seu melhor jogador e marcador de fora dos melhores nas respectivas categorias em Espanha.
A Imprensa tuga vai assobiar para o ar no primeiro caso, como fez com o Benfica encobrindo mais um roubo de catedral, e clamar contra a xenofobia dos espanhóis que não gostam dos amuos de Mou e da choraminguice de Cristiano Ronaldo.

ACT: Vi hoje à tarde O Jogo. Já antecipava que algum tuga ferido no orgulho iria falar de INVEJA dos espanhóis para com R7 e Mourinho. Não contava que fosse Jorge Maia, mas hoje já podemos esperar tudo de qualquer um. Outro argumento estapafúrdio: os tugas do Madrid não são simpáticos nem populares e os grunhos espanhóis votaram nos seus, incluso Messi, para não votarem nos tugas. Nunca aprendemos nada de nada, olhamos para o nosso umbigo e depois para o espelho, deitando as culpas nos outros. Pois como Mourinho discordou de Iniesta melhor na Europa por votação de gente de 53 países filiados na UEFA, um director de O Jogo duvida que gente do Atlético de Madrid, do Athletic de Bilbau, do Corunha, do Múrcia, do Espanyol de Barcelona, dos aragoneses do Saragoça, dos andaluzes de Sevilha e de Córdoba, até do Rayo de Madrid e da filial Castilla do mesmo Real Madrid conspiraram contra os portugueses. A cabala no seu melhor e os grunhos tugas no sítio onde bem são identificados. Não há pachorra para tanta idioticie. Vão ver quando for Messi eleito Melhor do Mundo em Janeiro alguém dizer que é inveja do Mundo contra a Madeira - nem que seja O Jogo a pôr o Jorge Mendes a falar, como já vem sendo hábito para puxar pelo Tristiano. Isto torna-se irrespirável, mas já sabemos o que a casa gasta e o cheiro que tresanda.

Não há nada como rematar a faena com o patriótico Viva Portugal! - e o melhor que tem para oferecer mesmo sem ninguém a quem o dar...

13 novembro 2012

Outro Pisa, Pisa impune

Não há como dar tempo ao tempo.
O Bruto do Caixão já foi despromovido, mas em Setúbal, onde os árbitros nascem como melões, há há outro bruto à vista.
Vamos vendo e não tardou em perceber a tendência do bruto da Esteva.
Expulsou James num Feirense-Porto, na época passada. E bem. Depois, meses depois, perdoou a expulsão a Bruno César no Paços-Benfica, havia 1-0 e o Benfica ficaria reduzido a 10 unidades a meio do 2º tempo. O Chuta-Chuta ficou como o Pisa, Pisa, aqui referenciado. Graças ao árbitro.
Entretanto, a nova época, esta, começa sob o signo da intransigência dos árbitros quanto a jogo violento. E muito bem. Viram-se aí expulsões em barda e às vezes logo à primeira entrada. Foi no Setúbal-Benfica, aos 7', com Amoreirinha. Muitos jogos tiveram esse pendor correctivo dos árbitros. Muito bem.
O bruto da Esteva lá deixou de assinalar um penálti para o Porto no empate 2-2 em Vila do Conde. Agora voltou lá e ao 1º minuto devia ter expulsado Enzo Perez, por entada violenta que em tantos jogos tem dado vermelho. Não deu. Outro Pisa, Pisa está protegido e o reincidente árbitro é o mesmo. Fixem a cara e lembrem o episódio. Voltaremos a ouvir falar deste moço com cara de sonso. É que a Imprensa do regime nada diz.

ACTUALIZADO

O Anti-Lampião recupera factos e imagens que não pude obter em tempo útil.

A propósito de vídeos que não há ou fazem por tudo e por nada, os factos tais como são e uma competente série de comentários de gente que sabe do que fala. Infelizmente, tipos que aparecem há anos na TV a dizer barbaridades continuam a ser muito "ouvidos" e "respeitados", quando são umas bestas com... "Boa Imprensa". Mas "Parolos de Ouro" E daqui ainda percebo que o burro Zorrinho continua a zurrar: "A ALEMANHA NÃO TEM EURO, OS MAGANOS ENGANARAM-NOS OUTRA VEZ!"
Pois eu também tenho VERGONHA que me queiram incluir no meio de burgessos e ignorantes como no vídeo patrocinado pelo missionário dos domingos à noite que só parolos se deixam ficar, quais basbaques, a servir de passador de publicidade/mensagens, senão mesmo caindo na sempre idiota figura de pé-de-microfone. Do prof Marcelo RS, de quem aqui há uns anos falei a propósito das suas saídas futebolísticas de mentecapto, ou de Miguel ST ou de tantos outros idiotas úteis que entretêm nas pantalhas o povo que se julga informado pela Televisão, este notável post e respectivos comentários do Blasfémias

11 novembro 2012

Jogar bem e ganhar é que é espectáculo

Não sei se por andarem a dizer - hoje em dia diz-se tanta coisa... - que VP está melhor até ao nível comunicacional - o que sempre me deixou perplexo porque nunca o ouvi maltratar a língua ou o nexo das suas palavras, mas talvez agora entendam que sim, está melhor, isto para quem demorou a ver a evolução do treindor e a responsabilidade no título - levou o treinador portista a prometer mais e melhores espectáculos. Não devia tê-lo feito (e dito). Primeiro porque soa a promessa difícil de cumprir, porque raramente há espectáculo no futebol hoje em dia: eu só espero espectáculo do Barcelona, porque garantidamente tem condições para fazê-lo, ou a Espanha. Depois, porque faz lembrar certo discurso político, tão mal encaixado por estes tempos., e devia evitar-se até por comparações escusadas e em que só se fica a perder. Por fim, porque o relvado do Dragão não ajuda e a Académica não é adversário que o permita.
 
Foi com alguma dificuldade e pouco brilho que o FC Porto ganhou, sem negar o mérito e o merecimento, e manteve a liderança. Voltou a sofrer golos em casa, desde a última visita dos estudantes em Março, mas pelo menos desta vez ganhou, ao contrário do 1-1 do anterior confronto. Na 1ª parte, a lentidão portista era tão causa própria como alheia, face ao posicionamento defensivo levado ao extremo pela Académica, a lembrar a Supertaça onde o campeão só ao 90º marcou. Já se sabia que ia ser complicado, requeria paciência a abordagem. E os golos até surgiram em contra-ataque, o que pode parecer ironia mas é algo que se deve aproveitar no futebol.
 
Aqui primeiro importa ganhar e interessa jogar bem, se e quando for possível. Espectáculo é algo indefinido, que pode cair do céu (5-0 ao Marítimo, sem ninguém estar à espera até pelo jogo complicado da época passada resolvido só no fim). e raramente se vislumbra, para além de cada um achar que dá mais ou menos espectáculo com melhor ou pior nota artística.
 
Torna-se complicado adiantar, então, um "projecto" de espectáculo com todas as condicionantes e mais algumas. Por exemplo, marcar e ter outras tantas oportunidades de golo (Jackson e Atsu isolados) em contra-ataque num jogo quase de sentido único e de ataque continuado infrutífero é tão surpreendente como ver Helton sofrer um frango monumental e pôr de novo a vitória em risco.
 
Daí que mais vale às vezes estar calado, porque pode já cobrar-se a VP a falta de espectáculo, embora não desprezando o estado deplorável do relvado que é o primeiro obstáculo, por culpa própria, ao desenrolar do bom jogo. A vitória é indiscutível mas lá se acabou com o receio de sofrer um golo sabe-se lá como, o que também ajuda ao desconforto a quem poderia, até pelo último jogo em casa, esperar mesmo espectáculo e ficar a lamentar, ao invés, ter comido gato por lebre, não sendo despiciendo que ganhar é o melhor remédio. E jogar bem é justificar o triunfo, podendo dispensar-se sobressaltos de última hora. Prefiro que o FC Porto cumpra esse binómio de jogar bem e ganhar, porque tudo o resto vai da interpretação e da sensibilidade de cada um.
 
Por falar em falar e ter um tom "garantístico", veja-se o golo incrivelmente anulado ao Braga a negar-lhe o empate em Alvalade. Salvador abriu a boca e ficou a perceber o que custa chegar a 3º, lembre-se o Boavista,, quando mais a 1º em Portugal. Só com muita força, muita massa crítica e muitos anos nisto.

10 novembro 2012

Abdoulá pois é e o futuro do jogo portista

Não me interessa se a defesa do FC Porto é a mais jovem da Europa, interessa-me é que defenda bem, conjugada com o filtro necessário à sua frente num objectivo comum e colectivo, e acrescente valor à equipa.  O labéu da juventude, como se sabe, é herdada dos viscondes e nem sempre tal significa equilíbrio, experiência e sapiência, senão jogaríamos com os juvenis. A maturidade traz outros argumentos.
Ora, sem Helton ter feito qualquer defesa difícil nem o Dínamo de Kiev criado uma ocasião de golo clara (mesmo o remate de Yarmolenko não o foi, apesar de algum frenesim), dois jornais desportivos elegeram-no como o melhor portista na 3ª feira (A Bola ficou-se pelo Lucho, comparativamente mais adequado, também para mim)..
 
 
Parece que, agora, andam as baratas tontas a contar as estórias do Abdoulaye, a grande revelação do jogo pela maturidade e frieza reveladas na estreia da Champions aos 21 anos.
 
Eu arriscaria a dizer que o FC Porto acabou de ganhar mais um jogador de 50 milhões para o futuro a médio prazo. No curto, a solução para a defesa é simplesmente extraordinária. O senegalês tem corpo, altura, velocidade, agilidade (leia-se genica) própria de africano, mas fantástica dada a estatura, demasiado versátil para um corpo desta natureza sendo, ainda, a sua natureza africana e, logo, não propriamente conjugando todos os factores na proporção certa. O rapaz entrou bem a render Maicon com o Marítimo mas estava 4 ou 5 a zero. Em Kiev, num jogo trepidante e muito rápido de área a área, ainda que com poucas oportunidades de golo (todas do FC Porto), Abdoulaye deu o click que acendeu a luz do interesse mediático ainda que não detectado logo pela pasquinagem dita especializada sobre a qual os clubes nunca poderiam contar para detectar talentos, muito menos precoces, à falta de tanto talento em desabono dos próprios pasquins: ou vão pelo óbvio (Lucho) ou pelo volume (Helton).

Diria até mais: com um tipo à semelhança de Pepe, esperando eu que não descambe para a pujança animalesca que só a pusilanimidade dos árbitros não condena e o proteccionismo mediático minimiza mal maior, o FC Porto pode fazer um jogo mais à frente, pressionar mais alto e ganhar metros ao adversário num estalar de dedos. Não é para já, no domingo, mas mesmo no curto prazo. Um tipo veloz atrás deixa os da frente mais posicionados à frente. Foi assim, reduzindo até a 3 a defesa, que Adriaanse potenciou Pepe e o FC Porto ganhou o campeonato quase em 3-4-3 e mesmo 3-3-4, com uma garantia defensiva de tomo com Pepe e complementada com Bruno Alves. Pois bem, não me escandalizaria que com os centrais que temos, Mangala incluído, algo pudesse ser repetido pelo menos no campeonato, como foi com Adriaanse e este já depois de perdida a Europa mas garantindo uma segunda volta empolgante - lá está, com uma equipa muito jovem... - que até fez a dobradinha.

Se Danilo, que não me convence nada a lateral, "quiser" e Vítor Pereira quiser jogar a médio, pois uma boa solução para escolher três de quatro (nem contando com Rolando, apenas com Mangala, Otamendi, Maicon e Abdoulaye) e reformatar a equipa. Isto é um devaneio meu, reconheço, que aponto como tal e não como uma inevitabilidade. Porque sei que VP precisa de consolidar a equipa e, ponderado o avanço já registado, e natural, de uma época de aprendizagem para outra de afirmação, e natural também, não é de crer em tal cenário. Mas não é futurista como se de ficção se tratasse. Até porque raras são as equipas em Portugal que têm e jogam com extremos. Porventura o Benfica, agora com o John a par do Sálvio flanqueadores por vocação, será o único a impor essa precaução de laterais defensivos, acabada a ideia de Gaitan e o Pisa, Pisa irem à linha. Como não percebo nada disto não faço, obviamente a campanha para denegrir VP porque eu é que sei. Mas no caderno de encargos pode ficar uma folha em branco para ponderar uma emergência. E de tal forma que, redesenhando a face do ataque portista, Danilo a correr o flanco do meio para a frente retiraria James do flanco e poderia concentrá-lo no meio, com Moutinho, Lucho, Fernando/Defour e James, dando espaço e corda a Danilo onde mais rende (a defender é fraco). Mais: com esta variedade é de lembrar a tendência ofensiva de Alex Sandro como mais um a dar outras virtualidades a uma equipa de ataque, e de posse, como quer VP. Reitero que este cenário nasce do pressuposto de três centrais a actuarem no campeonato. De resto, Helton ele mesmo é um bom líbero, como mostrou em Kiev.
 
A bluegosfera também não primou pela perspicácia, o que também não admira. Está demasiado formatada na leitura da Imprensa que diz abominar mas de insindicável consulta. Por isso foi preciso, com alguma antecedência, A Bola dizer que o jogo 1000 de Pinto da Costa vinha aí no campeonato. Ou que a inútil Lusa venha dizer, hoje, depois de A Bola na sua edição em papel mas que não dispensou o JN de reproduzir a coisa, que o FC Porto é desde ontem a única equipa europeia sem derrotas entre as envolvidas também nas eurotaças. São os pequenos pormenores, que se não dispensam o muito trabalho de casa, agenda e reflexão, mostram os constantes falhanços em que andamos, perdendo-nos em coisas estéreis e até idiotas. Vão ver que o outro marco milenar do presidente vai escapar por aí, se alguém mais atento não der o lamiré ou o pasquim mais ordinário e odiado não ajudar a fazer manchetes a posteriori.

09 novembro 2012

Benfica pode salvar honra lusa na LE mas o golo da jornada é de um Anji negro

O golo de Óscar ao Shakhtar nem foi o melhor do género nos últimos tempos. Dejan Stankovic marcou um igual, mas de mais longe e de melhor efeito, além de ter sido num remate de primeira desde o meio-campo sobre Manuel Neuer, num Inter-Schalke (2-5) há duas épocas. Mas a parolada da TVI que repete "golos bonitos" e o "melhor futebol do mundo", ostracizando o Barcelona e babando-se orgasmicamente com o Madrid, tem memória de ratazana, por muitos paineleiros que reúna entre gente desmiolada.
 
De resto, nesta ronda europeia, o golo do dia podem ver aqui.
 
Para mais, nem em dia de S. Patrício o Sporting se safou e até pode agradecer ao árbitro um penálti perdoado que os grunhos da SIC nem coragem têm de dizer que existiu, como se isso mudasse o resultado.
 
O Sporting, onde Rojo é uma nódoa e o meio-campo não existe, está praticamente fora da Liga Europa, de resto tal como o semifinalista Athletic Bilbau que tem ainda menos um ponto...
 
Em dia de a Académica registar a sua 1ª vitória na Europa ao cabo de 43 anos, o Atlético de Madrid detentor do troféu e do recorde uefeiro de 16 vitórias consecutivas levou uma lição em Coimbra, confirmando que os segundos planos não dão para tudo. Das anteriores três vitórias europeias, só uma (2-0 ao Magdeburgo, em 1969) deu para seguir em frente. Provavelmente, esta também não dará, mas o próximo visitante do Dragão, domingo às 18h para o campeonato, terá hipótese de mostrar se é melhor do que o Viktoria Plzen ao qual um empate bastará no Choupal.
 
Se Lacina Traoré foi um Anji negro a marcar ao Liverpool um golo maravilhoso, em dia de aniversário de Guus Hiddink e quando pude confirmar que Eto'o está acabado apesar da reforma dourada de 20ME por dois anos nos confins do Mar Cáspio, a Mancha Negra pode também não ir longe na Europa, mas já fez falar de si, mesmo com as "reservas" dos colchoneros de novo sem Falcao.
 
O Marítimo também não vai longe, pelo que ou o Benfica salva a honra do convento ou não haverá equipas portuguesas na Liga Europa. E sempre poderá ter Portugal inteiro a torcer, tal como Pinto da Costa, por uma final europeia.
 
É da maneira que a SIC pode continuar a dar futebol europeu sem sujar as mãos com Marítimo e Académica, porque isto de equipas fora de Lisboa é uma chatice - como se devem lembrar da final de Dublin. A SIC, que só transmite os jogos sem futebol do Sporting abaixo de leão, só pode dar o jogo do adeus do Sporting em Basileia e não enjeitará a hipótese do adeus em Alvalade mas com o brinde de Paulo Sousa na última ronda.

08 novembro 2012

O "Dia de Drácula" e um assassino reencontrado em casa

O Google decidiu hoje homenagear um autor seguramente muito menos conhecido do que a sua obra.

Em Portugal temos um fenómeno tão recorrente quão verdadeiro e adequado ao tempo, ao local e aos personagens. É caso para dizer Os criminosos voltam tanto ao local do crime como são achados em casa. mas também o autor é sempre menos conhecido do que a sua obra e há o costumeiro vício de achar filhos de pais incógnitos, como são algumas peças jurídicas aí perdidas pelos tribunais.

E este pateta alegre, na esteira da corja afundadora do País, continua a dizer e a fazer disparates. Com esta corja vermelha não vamos a lado algum, mas sabemos bem onde estamos.
Ah e ainda temos esta pérola.
Moral da história: se é o cão o melhor amigo do homem, mais vale ter um Boby e se possível um Tareco. Milhafres? Livra!...

07 novembro 2012

Raramente uma derrota do Barça me deixou tão satisfeito - e o FC Porto é único imbatível!

Happy 125º aniversary, Celtic!
Este trio de mágicos posou com a camisola original do Celtic FC, cujo lema é: "Fundado em 1887, a vencer desde 1888".
 
Em 2003, antes da final de Sevilha, comprei uma camisola do Celtic, cujas listas horizontais (Hoops) verde e brancas perfaziam 100 anos no equipamento que passou a eternizar. Fui sempre fã do Celtic, a primeira equipa no mundo a usar números nos calções e lembro-me disso desde os anos 70.
 
Este 2012 fez 45 anos de ter-se tornado a primeira equipa britânica (sucedeu-lhe o M. United, a primeira equipa inglesa a consegui-lo) a sagrar-se campeã europeia, em 1967 no Jamor, ante o Inter (2-1), no que ficaram celebrizados como os Lisbon Lions.
 
Entretanto, o Barça deixa de ser uma das equipas europeias sem derrotas no que vai de época oficial (correcção, já perdera na Supertaça com o Madrid), mas tem tudo para seguir em frente na Champions, com o Celtic.

Já tarde, vi os golos de Glasgow, soube dos números e os postes além-Mancha não querem nada com o Barça: mais dois, parecia Stamford Bridge (mais incrível derrota com o Chelsea 1-0). A TVI, que tem orgasmos com o Real Madrid, continua a desprezar a melhor equipa da História do futebol, não deu resumo alargado do grande jogo da noite que ditou a 1ª derrota azul-grenã e, assim, passou ao lado da notícia de ser o FC PORTO A ÚNICA EQUIPA NA EUROPA SEM DERROTAS esta época, já que o Shakhtar também perdeu (nos descontos no Chelsea)!

Entretanto, pela net, obviamente, anos-luz à frente da pasmaceira intoxicativa portuguesa, vi Rod Stewart a chorar com a vitória dos católicos. Quando estive no Celtic Park vi lá a sua cadeira, com o nome gravado, na tribuna VIP. As suas lágrimas podem ser vistas na Sky Sports que transmitiu o jogo.

Para outro ídolo da minha adolescência, fica bem acabar a navegar num mar de lágrimas.

A música para acabar em bem.
 

06 novembro 2012

Melhor Abdoula i é também a exibição do que o resultado

Gostei muito da exibição do FC Porto em Kiev. E é caso para dizer o contrário do que normalmente se diz quando se ganha de forma menos convincente, ou conveniente segundo o parâmetro de casa um. Por exemplo, ouvir um paineleiro qualquer de Lisboa falar de um 0-0 do Porto seja onde for é saber, por antecipação, que ou vai dizer que o resultado e o objectivo mais importante foi conseguido ou que o futebol portista é baço, cinzento, cor de burro quando foge senão mesmo abaixo de cão. Naquele, mais um, inenarrável programa a que os pascácios da TVI nos habituaram desde os seus "Domingos Desportivos" pelas madrugadas de 2ª feira com a bola doméstica que, não por acaso, me apanharam sempre a dormir sem nunca ter visto alguma vez um pastelão televisivo-informativo-desestruturado, é mais normal, até pela coincidência do calendário, terem um orgasmo pelo Real Madrid do que entusiasmo pelo FC Porto.
 
Por sinal, o FC Porto, embora perdendo o registo totalmente vitorioso, passa à fase seguinte com dois jogos ainda por fazer e, enfim, torna-se a única equipa da Champions com uma das defesas menos batidas. Apurou-se com o Málaga, por antecipação, a outra equipa que também só sofreu golos num jogo apenas (hoje mesmo 1-1 em Milão). Pois acho que a equipa esteve defensivamente muito bem e Abdoulaye foi enorme na estreia, da mesma forma que Mangala se assume a lateral-esquerdo e ataca mais do que Danilo. Só o FC Porto, apesar desse acento tónico na qualidade defensiva que começou no acerto do meio-campo, teve oportunidades de golo e a vitória seria mais do que justa ante um opositor "nervoso", agitado, empolgado e com jogo muito directo, ao contrário do tiki-taka do Dragão. Achei que os portistas estiveram soberbos globalmente e o resultado não espelha a superioridade conseguida ante um opositor valoroso mas sempre posto em guarda por um FC Porto a gerir todos os momentos de jogo.
 
Para além das diatribes que o ex-árbitro Pedro Henriques denuncia, tal qual quando apitava imbecilmente, a ênfase do programa é sempre para o Real Madrid. Com uma vantagem para mim: depois de ter visto, nalgum lado, os golos do seu jogo, deixar o resumo alargado dos merengues para o fim faz-me acabar o suplício mais cedo e dispensar-me de ver a verborreia à volta dos tugas de Madrid, sendo que CR7 não marcou para a orgia ser completa e a rapariga da boca de sapo inibida de se babar pelo canto da boca. Depois, o songa-monga do Martins, abécula como desde sempre, dá sonolência àquilo, o que nos faz ir para a cama mais cedo. O Baía e o ex-modelo do Sporting só estão ali como candelabros de luxo mas reduzidos a uma média-luz entre os flashes do "melhor futebol do mundo" tão anunciados como as vacas sagradas da Índia a pastar em Bombaim.
 
Voltando ao FC Porto, Defour esteve bem no lugar de Fernando, mas saindo (aparentemente) lesionado, tal como Abdoulaye em vez de Maicon. Este é só mais um caso de ninguém dar um tostão pelo jovem africano e pedirem pelo nome mais à mão, como Rolando, sendo que Abdoulaye Ba vai ser, de caras, um caso sério no nosso futebol!
 
O que quer dizer que todas as posições estão "cobertas", excepto uma boa alternativa a lateral-direito que Miguel Lopes não é sem Danilo entusiasmar minimamente. E, claro, o substituto de Jackson, que Kléber nunca poderia ser. Seguramente, Fabiano Freitas irá render bem Helton na baliza, um dia destes, e Mangala será boa opção enquanto Alex Sandro não voltar.
 
Este jogo que aparentemente seria para cumprir calendário e fixar o apuramento, como foi, tornou-se muito exigente, com jogo ríspido do Dínamo sem a classe de outrora quando Blokhin e Mikhailichenko jogavam com Zavarov, Belanov e Yakovenko. E com imensa intensidade, vamos ver se não cobrará factura para domingo, até pela recaída de Defour, pois Castro continua a brindar-nos com passe curto exclusivamente para trás e dali nunca augurei nada de bom. Porque nem tudo o que é português tem de ser enaltecido à viva força. 

02 novembro 2012

Já ninguém se lembra disto...

... e não me refiro a Hulk, mas recuo dois anos no tempo quando o tridente era este e desatava a marcar golos:
Varela reencontrou o lado afiado do remate, Jackson rende Falcao e James, ao tempo a amadurecer - tanto que o davam como a rodar no Espanyol em Dezembro de 2010 -, em vez de Hulk, sendo que o Bandido já era tido e já se assumiu também como substituto do Incrível.
 
Jackson bisou, agora a meta é superar Jardel (e Pena), James também, Moutinho bisou nas assistências para ambos, Varela fez o golo da noite ao dobro da distância da baliza do jogo e do golaço ao D. Kiev, foi um concerto de bola.
 
Porventura amanhã a bolha anuncia uma enchente na Luz e o Rascord dá mais um folhetim das virtudes de Vercauteren que ao fim de tantos anos já é Franky e se valhar sairá como Frankystein...
 
Voltando à vaca fria, o Vítor Pereira deve ter mais uns quantos aziados portistas a roerem-lhe pragas como no 5-0 de há um ano ao Nacional.
 
Porque, claro, como ele diz, ninguém agrada a toda a gente. Nem Jesus...
 
Voltando à vaca quente, já na época passada, quando descobrimos (eu não!) que não havia ponta-de-lança, e o treinador insistiu, com resultados, a meter Hulk no meio perante a rejeição generalizada - cujas opiniões, obviamente, não se retractaram... -, defendi que dessa forma, e para evitar a chamada Hulkdependência, a equipa teria de saber aprender a jogar sem Hulk na construção e para Hulk na finalização. Foi a salvação do título e do treinador, o único ou o primeiro a acreditar, depois o Hulk a acreditar e o título a cair de maduro, como nos golos na Luz e em Braga e mais um rol deles nas rondas finais.
 
É claro que os desmiolados, de emoção fácil e crítica de ocasião, não se lembram disto...

Até podem dizer que aproveitámos as ocasiões e o adversário foi macio. No Estoril o adversário foi duro, fechado só não foi goleado... porque não calhou. E tivemos a "sorte" de marcar de rajada. Apesar de duas bolas nos postes e dois golos falhados de baliza aberta...