19 janeiro 2012

O público Cérelac contra os hooligans que certos clubes publicitam

Em vez deste tipo de palermas, recorrentes mas felizmente menos frequentes nos estádios, a repetição do Ajax-AZ da KNVB Beker holandesa teve 20 mil crianças U-12 para um jogo entretido e para a História.
Mais uma vez, a Holanda acaba por saber dar a imagem do verdadeiro fair-play. Cortar o mal pela raíz. Corrigir decisões absurdas, ainda que escoradas nas Regras do Jogo, do árbitro Nijhuis, facilmente reconhecível por ter cabelo bem preto em vez de loiro, quando expulsou o g.r. Alvarado, do AZ, que agrediu o adepto invasor que tentara agredi-lo. Repetir-se a partida, obviamente. E sem reclamações de quem, à altura, vencia por 1-0 e paga pela estupidez de um palerma. Mas já não à porta fechada, como antes determinado.
A Arena, desta vez, teve a civilidade esperada de um povo que adora futebol, sabe colorir os estádios de laranja quando joga a selecção de van Persie e Sneijder e leva aos Mundiais e Europeus os melhores adeptos e a mais festiva, garrida e musical claque já premiada pela FIFA como Best Supporters no mundo.
A Holanda é isto e não o hooligan.

Portugal, ao invés, tem o diabo em Gaia, os invasores de campo em Alvalade e os caceteiros na Luz.
Os túneis em Lisboa andam pela hora da morte.
E até os corredores de acesso aos balneários podem ter imagens chocantes que os locatários não vêem mal e até se ofendem se criticam a coisa. Trocando trogloditas por miosótis e girassóis até dá para fazerem piada a perguntar se assim está bem.
Estar está, mas a fotografia em que ficaram mal, e até aplaudiram como boa prática e "sustentável" na civilização dos estádios ditos modernos, atractivos, cómodos e familiares, nunca será apagada.
Em Portugal os adeptos carroceiros têm o que merecem. Mas como assobiam para o lado...

São 11 de Madrid (mais um árbitro) e 11 do Barça, ganha o Barça (apesar do árbitro, de Pepe, de Coentrão, de CR7, de RC, de Mourinho...)

Vi mais, quase tudo, do Madrid-Barça do que do Porto-Estoril e também o Barça cumpriu a sua obrigação. Ganhou no Bernabéu, apesar do árbitro - os espanhóis também se contentam por Velasco Carballo (o da final de Dublin) ir ao Europeu, coitados... -, dos auxiliares, de serem 11 do Madrid e 11 do Barça, apesar de Pepe, de Coentrão, cada qual com as suas pantufadas em Messi que metem vergonha ao mais porco de uma quinta de animais. Apesar de Mourinho e ainda bem que Mourinho não é Vítor Pereira.
Mourinho voltou a pôr o Real Madrid em ferrolho na sua própria casa. Como na semifinal da Champions há um ano e há dois anos (pelo Inter). Quis evitar a humilhação do campeonato (1-3 com um banho de bola) em Dezembro, antes de ver pela tv o Barça campeão mundial com 4-0 ao Santos que reconheceu a lição de futebol e acatou com desportivismo.
Mas Mourinho já não evita cair no ridículo. Evitou humilhação, porque o Barça só ganhou quando quis e voltou a dar 1-0 de avanço aos blancos que não tinham a baliza de Pinto, o suplente, em mente. Mas não evitou mais de 70% de posse do Barça. Nem evitou a "remontada" de campeão, como os jornais de Madrid têm titulado as "viradas" dos merengues para esconderem um pouco a ajuda dos árbitros na liderança do Real Madrid na Liga espanhola.
 
Mourinho já tentou tudo e se ganhou alguma vez foi com ajuda de árbitros (Inter e Taça do Rei) frente ao Barça. A única vez, a dobrar, que quis impor força e mostrar futebol foi quando mais impressionou pela positiva e mais perto esteve de ganhar. Na Supertaça, em Agosto, mas nem o Madrid no seu melhor superou o Barça que vinha de férias e da praia (Rosell).
 
Cristiano Ronaldo, mesmo marcando golo em contra-ataque e de ângulo fechado (ao contrário das pernas de Pinto), pareceu mais um defesa-esquerdo de emergência, à moda de Eto'o pelo Inter em Barcelona, preocupado com Dani Alves.

Mas Mourinho não é Vítor Pereira.
Nem Mourinho é Carlos Queiroz, mas meteu Pepe a trinco para acolher Ricardo Carvalho a titular no eixo defensivo apesar de 113 dias de paragem física e psicológica. Um meio-campo de luxo, Pepe, Xabi Alonso e Lass Diarra, ao estilo de Octávio no FC Porto dos três trincos...

Fábio Coentrão voltou a poder contar aos amigos, aos filhos, aos adeptos do Benfica (segundo) maior clube do mundo, que jogou contra o Barcelona e até traçou Messi levando apenas um amarelo... É o quarto jogo, em seis meses, de Coentrão no maior clube do mundo mas sem vencer a equipa que dá cabo do historial do Real Madrid em dois tempos.
Coentrão e Pepe distribuiram porrada, especialmente, como é timbre do Madrid, quando o Barça marcou e passou a 2ª parte a jogar no meio terreno do Real Madrid. Às vezes até com Messi no chão, como Pepe que pisou, depois de pontapear levemente, uma mão do argentino.
Ninguém do Barça reagiu às traçadelas dos caceteiros de Madrid. Nem quando Pepe simulou agressões na cara...
O Barça limitou-se a jogar e a ganhar com naturalidade. Acabou com 10, como se Alexis Sanchez agredisse adversários para ver dois amarelos. Mas enquanto os de Madrid violentavam os atacantes do Barça na sua táctica de guerrilha em casa, foi Puyol e Abidal que marcaram o 2-1 catalão.
A provar que, além das individualidades, o Barça tem muito mais equipa do que o Madrid. E fair-play. E uma classe ímpar que subjuga o Madrid cujo branco da camisola é sujo de tanta porcaria e mau perder já vistos na Supertaça.
Indiferentes aos árbitros, aos caceteiros, a Casillas a defender tudo na 1ª parte e a duas bolas nos seus postes, o Barça lá jogou e ganhou.


O que os jornais desportivos espanhóis escreviam após o jogo:
Sport:
O Barça limpa o Madrid mais sujo, é um título de arromba que nenhum jornal português conseguiria igualar



E sobre a forma como Pepe se distingue cada vez mais a bater em tudo o que mexe:
- foi distribuir lenha como trinco
- que nem a Rooney no seu Twitter passou despercebido e chama-lhe idiota!
- a imagem que marca
- e este é um título da Marca, que não é nenhum Rascord ou Bolha a brincar ao Photoshop ou a esconder incidências
- Pois é, ásí, así, así pisa el Madrid, dedicado a Pepe para fortalecer a boa imagem
- ... e Rooney também tuítadode outra forma
- este da Marca acha que é Pepe quem suja o Madrid, vê a árvore e não a floresta...
Passaram 1000 dias desde a brutal agressão ao pontapé a um jogador do Villarreal caído no chão depois de cometer penálti...

Nas tv's tugas da bajulação serôdia aos símbolos nacionais do parolismo agudo mal se vai ver disto ou saber do que se diz por lá dos portugueses que enchem de orgulho os basbaques de ocasião. De manhã cedo, esse antro de corrupção informativo que é a RTP, falava de Cristiano no onze da UEFA e nada do Bernabéu. A meio da manhã, o passe de Benzema para CR7 foi "sensacional" (sem obstáculo pela frente) e o de Messi "um grande passe". É claro que o golo de CR7 foi "um grande golo" (entre as pernas de Pinto). Nada de caceteiros, nada de Pepe a pisar Messi, nada de Coentrão a ceifar Messi, nada de Mourinho outra vez a barafustar contra os árbitros. A realidade do futebol tuga pela tv tuga do regime é só irreal, surreal e Real. Os responsáveis destas tretas todas não se dão conta, até atropelam a Lei, de que há muitos canais e acima de tudo muita internet, democratização verdadeira e globalização imparável que faz a Era da Informação.

18 janeiro 2012

Varela abate pardalitos de branco num jogo de sentido único

Apesar de um jogo fraco do ponto de vista individual, confirmando o eclipse total de Varela esta época num dos exemplos de muitos portistas sem fome de conquistas nem ânsia de voltar a brilhar, foi mesmo Varela a marcar o único golo na vitória do FC Porto sobre o Estoril que, numa prova parva como a taça da treta, ainda não dá qualificação porque, ao contrário do normal, o confronto directo não conta para nada... Para fazer de conta que conta para alguma coisa, há uma obrigação de meter não sei quantos portugueses sem se saber porque não impõe, a mesma Liga responsável pelas duas provas, uma quota também no campeonato. E lá tiveram de jogar Varela e Moutinho.
«O Varela fez, do meu ponto de vista, um belíssimo jogo. É um jogador de grande qualidade, com quem contamos muito para a segunda volta», quando Vítor Pereira se contenta com isto e conta com esse "reforço" saído do nada...

Num jogo de sentido único, com alguns (poucos) titulares de fora, mas com empenho de todos ainda que sem brilhantismo que esta equipa não tem condições de garantir, a vitória do FC Porto é normal até pelas dificuldades sentidas ante um opositor fechado e que pouco viu Bracalli de perto.
Vítor Pereira geriu o plantel, teve de tirar Kléber porque já não se pode esconder mais as suas limitações técnicas reprovadas pelas bancadas meio abertas para quase 16 mil pessoas. Também Souza continua a não corresponder, por exemplo, e James voltou a estar bem longe de fazer um jogo esclarecido. E Danilo, nem vê-lo... vá-se lá sabê-lo... que o FC Porto não dá a conhecê-lo...
Mas como Vítor Pereira não é Mourinho, qualquer badameco tem prosápia para criticar o treinador do FC Porto que não se queixa das dificuldades de fazer o trabalho nas condições que tem.
No conjunto, porque é o colectivo que tem valido e vai continuar a valer, foi um jogo de superioridade sem desbaratar o adversário estimulado enquanto não sofreu o tiraço de Varela.
Mais uma arbitragem fracota, para não dizer pior, seja pelo penálti não assinalado por braço na bola de um estorilista ou pelos maus auxiliares de Gralha na acção dos fora-de-jogo.
Se os clubes grandes não disfarçam que esta competição só serve para rodar jogadores, a prova só se afunda com arbitragens a cometerem erros básicos que mais comprometem o desprestígio e a fraca aceitação da taça da treta. E da arbitragem tuga.

Dan(aqu)ilo para a época de transição

Foi convocado à condição e já deve jogar hoje. Ao preço de um ponta-de-lança razoável que devia ter sido garantido em Agosto, Danilo vai estrear-se hoje pelo FC Porto, frente ao Estoril, num improvável jogo de "campeões" na Taça da Liga, sendo os canarinhos os líderes da Liga de Honra e tendo já vencido o V. Setúbal no grupo, tal como o FC Porto venceu o Paços de Ferreira (2-1) na 1ª jornada.

Ainda bem que tudo foi desbloqueado a tempo, ontem. Parece, contudo, que a última peça encaixada num negócio chorudo para o "Peixe", o FC Porto livra-se, finalmente, de Fucile. Tudo indica que, no empréstimo sem custo para o Santos, o FC Porto paga ainda o salário. Ou seja, o uruguaio pesa ainda na folha salarial e se não fica é porque não se portava bem. E nem será apenas pela falta de empenho nos treinos, tal como Sapunaru, conforme verificado e denunciado por Vítor Pereira. Sapunaru deve ir pelo mesmo caminho. Estão à vista, como noutras situações, os motivos por que não eram convocados, apesar das interrogações, inocentes, que muitos colocavam... 
O FC Porto, que inventou Maicon a lateral-direito com algum sucesso - de momento não se pode exigir mais da experiência, a não ser o contento de para já correr bem -, despacha os dois laterais-direitos, depois de comprar dois laterais ao Santos, um deles para a esquerda (Alex Sandro que mal tem jogado, agora lesionou-se e não pode jogar hoje).
Provavelmente, um par de alas/extremos seguirá o mesmo caminho. Varela provavelmente e Cristian Rodriguez pelo menos no fim da época (livre). Ou vamos ter mais novidades nesse sector ou num futuro próximo terá de mudar-se o paradigma do sistema portista assente em alas/extremos poderosos. O meio-campo está também em reparação, com Guarin a afirmar que esta semana deve ficar tudo decidido com a Juventus, apesar de em Itália falarem da intromissão do Inter...
É curioso. Porque desde o início da época falta um bom avançado-centro e ultimamente houve que adaptar o jogo à falta de Falcao. Continuo a não crer que chegue algum para o ataque. Por falta de liquidez, por falta de oportunidade/alternativa, mais do que por falta de vontade. Vítor Pereira diz que "o clube está atento" e que "o mercado está aberto". Claro. Diria o quê?
O que não lhe perguntaram é se, vindo alguém para "matador", e se vier só pode ser para jogar mesmo, é se teria problemas em alterar as rotinas já instaladas. Ele bem diz que sem Hulk e com ou sem Kléber a equipa tem de atacar de forma diferente. E mesmo sem Walter (já no Cruzeiro) e sem um avançado ninguém sente isso como uma falta.
Eu tenho dito isso muitas vezes e estou ciente dos problemas de inserir alguém novo, que se adapte à equipa e, ainda, ao jogo europeu. Porque a vir só se vislumbra da América Latina. Já passaram uns dias da minha exposição sobre o tema, enquanto cresce a impaciência à volta de quem tem de decidir com o que há e não com o que se sonha ter mas não se vê. A impaciência deturpa o raciocínio e campeia por aí a vontade de ver algum D. Sebastião em dias tão claros de sol e céu límpido. Comprar por comprar para depois criticar é o mote dos que "pressionam" em vez de apoiarem, limitando-se a compreender o "entorno" e as contingências de um mercado que muitos acham dever ser fechado.
Os mesmos que acham que Iturbe devia jogar mais, quando ele mostra que deve jogar "moderadamente" como o fará hoje à noite. Os mesmos que pensam que o James joga sempre bem mas nem sempre o faz da melhor maneira e não pode sobrepor-se aos imperativos tácticos de um jogo, como em Alvalade.
A equipa precisa de um reforço no ataque mas vai arrumando a casa de excedentes que se revelam pesados, mesmo que subsista a marca na folha de pagamentos.
Para o balanço da 1ª volta, necessário e oportuno quando se percebe em que modo o clube se movimenta no mercado, para quem estiver atento, o que salta à vista é que este é apenas mais um ano de transição. A operação de revigorar a equipa supercampeã de 2010-2011 não foi feita, mais uma vez, na hora devida e o PREC (Processo de Reestruração em Curso) já é iniludível. Com o esforço acrescido de se fazer em andamento num campeonato a esmifrar até ao fim com o Benfica. E o risco inerente. Aquele que o FC Porto, ao fim e ao cabo, sempre tem corrido. Normalmente corre bem.
Creio ser a análise possível neste momento, já com dados na mão que indiciam as jogadas subsequentes. Se derem para o título ninguém ligará aos solavancos e os que criticam à toa vão dizer que a "estrutura" é do melhor que há...

17 janeiro 2012

Como se fala das arbitragens em Espanha

É claro que o Barça, agora que falou, põe Madrid em sobressalto e não só pela superioridade esmagadora que os de Guardiola têm tido sobre os merengues de Mourinho, mesmo nos despiques directos e em pleno Bernabéu.
Por cá sabe-se como, no futebol e na política, a subserviência campeia sem vergonha, os media estão reféns dos interesses dos seus patrões que os usam para outros "jogos de tabuleiro" e vários interesses que não a boa Informação desportiva, a credibilização que garanta a vitalidade do título, uma imagem perene de confiança e respeito e vendas que não hipotequem o futuro. Tal como no futebol jogado, tudo em nome do que chamam "el respectable", o público da bola, do estádio e das bancas de jornais. Mas não só estão reféns disso, cá. E nem todos. O Público continua a cheirar a só cretinismo que arrepia e, contudo, o patrão Belmiro só queria ver o socialismo de pacotilha dos últimos seis anos pelas costas e bem longe. Os pasquins ditos desportivos cá da parvónia, além de adequadamente paroquiais na linguagem destinada ao público-alvo que é o que é, só se armam em valentes com os mais fracos e ao mais forte desprezam em nome de um mercado no qual as vendas caem a pique só a par da perda de credibilidade generalizada e incontornável.
Tenho referido aqui alguns casos de mesmo os jornais de Madrid não escamotearem como o Barça tem sido prejudicado pela arbitragem esta época. Além dos casos citados por Alfredo Relaño, que me parece um tipo equilibrado e justo mesmo que "precisando" de vender os clubes de Madrid, muito acima do nível ronceiro da Marca talvez por este jornal de há muito estar mergulhado em "vassouradas directivas" que o descaracterizaram apesar da liderança indiscutível de vendas no país, ainda falta o golo mal anulado a Messi em Getafe. O Barça não perdeu só "quatro pontos", mas sete, e mesmo descontando "lo de Anoeta", como diz o director do As.
Reparem, contudo, no desassombro com que um importante, conceituado e reconhecido director de um jornal desportivo fala do tema que levou ao topo da capa as declarações de Xavi. O melhor construtor de jogo do mundo há quatro anos seguidos também disse o que disse de forma desassombrada e frontal como sói ser em Espanha dentro e fora do campo por treinadores, jogadores e jornalistas.
Resta saber duas coisas: se o Barça precisou mesmo dos erros dos árbitros pontualmente a seu favor para se guindar ao estatuto de melhor equipa de sempre do futebol mundial, do que pode inferir-se das declarações de Xavi mas não nesse sentido lato e tão amplo; ou se os erros dos árbitros, hoje para o Barça e noutro dia para o Madrid, são meramente casuais, como acha Relaño, para além de assumidos pelos mesmos árbitros sem problemas/receios de se equivocarem.
Eu posso compreender um ou outro erro de um árbitro, avaliando-o no momento, mas não uma tendência. Uma tendência é uma marca, perdurará ou não mas releva uma trajectória inconfundível e decerto não casual. É como um gráfico, com linha bem definida ou barra claramente acima da média. Mesmo que seja uma questão de percentagem reduzida numa variação cambial ou crescimento de procura ou de relação de preços, às vezes a curva acentuada parece assustar, mesmo que seja por umas décimas. Causa impressão, tem um impacto visual mesmo para um leigo na matéria.
Tenho insistido num tratameto disciplinar, e de mera marcação de faltas em barda, dos árbitros em desfavor do FC Porto que em jogos mesmo com equipas de menor nomeada tem assinaladas muitas faltas e faltinhas. Não houve muitos casos clamorosos de influência nos resultados, à parte o caso de Olhão, apesar de ter sido numa vitória com o Marítimo que Pinto da Costa se "atirou" a Duarte Gomes como gato a bofe.
Da mesma forma, Xavi saiu a condenar uma tendência já marcante, depois de mais um penálti negado ao Barça que tornou o jogo com o Bétis muito difícil e resolvido quase no fim. Mas falou após uma vitória. Sempre disse que é nessas alturas que mais se deve falar de arbitragens. Mas nunca calar nas outras ocasiões quando os erros são flagrantes e persistentes. Esta tónica é que preocupa. Cá e lá. O Barça já não se cala, como era pedido há dias no Sport,, de Barcelona. Porém, agora até Stoichkov põe o dedo na ferida e comenta a opção catalã de "falar menos e jogar mais"
E estamos em vésperas de um duplo clássico Madrid-Barça para a Taça do Rei. O único troféu - com o golo de CR7 na final de 20 de Abril em Valência, no prolongamento, a Pinto que faz a capa do As acima - que o Madrid de Mourinho conseguiu sacar das mãos do Barça à custa de uma arbitragem desonesta e bafienta a permitir toda a violência de Pepe e Cª contra Messi e Cª.
Um clássico que já tem árbitros nomeados para os dois jogos, amanhã e na 4ª feira seguinte, um deles, Teixeira Vitienes, para a 2ª mão depois de um roubo descarado ao Barça em Getafe (golo mal anulado a Messi) e que já em San Sebastian na época passada lhe anulou um golo limpo antes de a Real Sociedad ganhar ao Barça e interromper o recorde de 28 jogos sem perder.
Não há como falar na hora e parece que até aqui Xavi soube impor o "jogo" do Barcelona. E por já tudo passar das marcas toleráveis. Falta saber se Pinto da Costa voltará a chatear árbitros como Pedro Proença - que foi ruim para o FC Porto em Alvalade - mais preocupados com os investimentos que os dirigentes devem justificar perante os seus sócios e uma eventual derrapagem desportiva do que em justificar como os árbitros erram sempre em linha com uma tendência de impunidade dos clubes da capital.

¿Por qué este cambio? ¿Por casualidad? Para algunos, los árbitros se equivocan sin más y lo mismo te toca para bien que te toca para mal. Para otros, entre los que me encuentro, los árbitros tienen, según cuándo, dónde y contra quién, mucho o poco miedo a equivocarse, porque saben que los que llegan lejos son los que se equivocan de la forma que conviene. Hasta hace nada había mucho miedo a equivocarse contra el Barça. Ahora ya no hay tanto y se nota., escreve Relaño.

Os árbitros sabem como, quando e onde convém errar? Assim, sem ser por acaso... - e enfie a carapuça quem quiser, eu subscrevo e tenho-o dito.

16 janeiro 2012

O que é um recorde? Há 5 meses antevia-se a resposta!

O FC Porto leva 54 jogos sem perder no campeonato. Um recorde do clube, superando a marca do tempo de Bobby Robson.

A 13 de Agosto, com vista para o arranque do campeonato, já deixara aqui a pergunta e houve até quem acertasse na resposta.
Isto sim, o de ontem é um máximo atingido. Igualado foi em Alvalade, com os 53 jogos sem perder. O recorde nacional absoluto pode ser atingido dentro de três jornadas, com dois jogos em casa e um fora (Gil Vicente). Os jogos em casa serão com o V. Guimarães, na próxima ronda, e frente ao Leiria (depois da viagem a Barcelos). Ou ante o V. Setúbal (antes da viagem a Barcelos), se for antecipado para dia 25 a partida a desencravar entre os jogos europeus com o M. City (20 de Fevereiro). Algo que não é (ainda) oficial mas é plausível que suceda, tal como na época passada com o Nacional retirado de entre as partidas com o Sevilha.


Ora, há gente que continua a sem saber o que é um recorde. Por exemplo, ouvi que o Benfica já não perde um jogo da 1ª volta há não sei quantos anos. E que não era líder isolado há não sei quantos anos. Isto não é um recorde, ou dois recordes, para o treinador da chiclete mascar e salivar. São trajectos que podem ser equiparados ao do FC Porto: tal como na época passada, acabou a 1ª volta sem perder.

Já agora, só para acabar, fiz aquela "one million dolar question" com a ideia de não ver equipa alguma em Portugal capaz de bater o FC Porto. A 1ª volta comprovou-o. Aquela noite miserável da Taça, em Coimbra, lembra apenas que qualquer coisa é possível em futebol, se os jogadores o permitirem, como foi infelizmente o caso.

Continuo sem ver equipa alguma capaz de derrotar o FC Porto em Portugal. E digo-o, agora, sem termos Falcao, que a 13 de Agosto ainda tínhamos e só depois do jogo de Guimarães, na 1ª jornada, deixámos de ter. Naquela altura, o FC Porto era claramente mais forte. Agora não é tanto, já falei dos problemas e das soluções ao longo destes meses em que muitos abdicaram de analisar em tempo e devidamente, e hoje continuam absortos em divagações e alheados da realidade de não haver dinheiro para um ponta-de-lança e de termos Hulk perfeitamente para a função.

Mas mesmo sem Falcao acho que o FC Porto foi melhor nos confrontos com Benfica e Sporting, esteve mais perto de ganhá-los do que de perdê-los. E essa sensação de força a equipa não pode deixar de a manter (corrigido) e de ter esse auto-respeito ou convencimento próprio de ser melhor e de poder ganhar o campeonato.

Campeão sem derrotas outra vez, dois anos seguidos, isso sim seria um recorde. E está perfeitamente ao alcance.

15 janeiro 2012

Capela das expulsões fechada para leões

Mais uma vez com um jogador poupado a expulsão, numa entrada de pitões de Insúa a Custódio que só justificava o vermelho directo, o Sporting não ganhou. Acaba a 1ª volta em 4º lugar, ultrapassado pelo Sp. Braga no confronto directo e cujo 2-0 só foi amenizado num erro de Quim. É o Braga, e não o Sporting, o terceiro candidato ao título, ao contrário do que Jesus dizia há uma semana, considerando apenas os leões como "ameaça" além do FC Porto.
Com a outra equipa de Lisboa fora dos lugares da Champions (o 3º dá acesso ao play-off), há duas desvantagens para as equipas do Norte.
Os pasquins vão enfunar as velas a empurrar o Benfica para o título. O Sporting, a equipa de todas as maravilhas que se esgotou na derrota imerecida da Luz, recomeçara a época a seguir ao Natal e no regresso das férias só havia títulos para os lagartos vencerem o Porto.
Como se vê, não são as capas que dão títulos a sério, podem é mascarar as situações e vender ilusões aos pacóvios do costume. Mas o Sp. Braga que não descanse, pois todos os erros de arbitragem vão ser contabilizados pelos mesmos que andaram a esconder os favores permanentes ao Sporting nos últimos jogos.
Terminou a 1ª volta e vamos ter uma 2ª volta em cheio.
Em Espanha será igual. Com o Real Madrid escandalosamente protegido pelas arbitragens franquistas de antigamente, negando o 2-0 do Maiorca num contra-ataque anulado por fora-de-jogo de um ilhéu saído do seu próprio meio-campo, acabando os de Mourinho para dar a volta ao marcador sem Mourinho poder, mais uma vez, queixar-se dos árbitros como ainda não fez está época, a semana começa com um clássico na Taça do Rei, 1ª mão 4ª feira no Bernabéu.
O Barça, que passou de 2-0 a 2-2 e a 4-2 com o Bétis que assumiu sempre o jogo olhos nos olhos, lá teve de superar mais um penálti negado sobre Iniesta, que viu amarelo por suposta simulação, tem uma oportunidade para confirmar a superioridade já mostrada no confronto directo de antes do Natal para a Liga.
Mas sem esconder os prejuízos ao Barça em vários penáltis por marcar nos jogos não vencidos e revelando como o Madrid foi protegido nas Baleares, a Imprensa madrilena já exulta com o título de "Inverno" ainda sem a 1ª volta terminada em Espanha.
Os clássicos de Portugal são só para Março, na Taça da Liga e no campeonato. Como o leão está fora da corrida, o 1º lugar do benfas é que dá para vender enquanto se pode.
O Sporting prefere seguir a política do demagogo Vieira rodeado de gente de croquete em vez de courato. Já quanto a Domingos, será sempre "assediado" pelo FC Porto até um dia se cumprir a profecia de António Oliveira e Vítor Pereira não chegar ao 1º lugar de novo.

Ah, Domingos ainda, sob o olhar dos experts leoninos, um must. Não sei quem vai ser mais massacrado pelos próprios adeptos daqui para a frente... De resto, da consulta da blogosfera leonina, esta noite, fiquei impressionado com a vontade de um lagarto: "Que venham os chineses meter dinheiro nisto. Já me tou cagando para o associativismo". Muito bom para quem investiu 40ME e, soube por eles e se calhar a pasquinagem não vai fazer capa disto, acaba a 1ª volta igual à época passada, dizem ainda, sob o comando do Pal Serge...

14 janeiro 2012

O seu nome é James, (bis) James bom!

Dois belos golos de James, com classe e nervos de aço para definir individualmente duas situações de golo em fintas a Tiago Pinto antes do remate certeiro para o canto mais distante, com pontapés colocados de pé esquerdo e do direito, bastaram ao FC Porto para vergar um equilibrado Rio Ave que teve um par de situações de golo finalizadas com a ingenuidade e parcimónia do costume por Yazalde.
Mas se na 1ª parte, onde entrou sem Moutinho (castigado, Defour no seu lugar de formiguinha do entrejogo defensivo) e acabou sem Hulk (lesão muscular que pode dar mais de uma semana pelo menos, se tiver uma gravidade no momento impossível de avaliar), o FC Porto impôs o ritmo mas não usufruiu de claras ocasiões para marcar, após o intervalo os campeões nacionais chamaram os vila-condenses para mais longe da sua área e construíram uma mão cheia de oportunidades ingloriamente desperdiçadas.
Perdidas duas das suas maiores referências organizativas e determinantes, o FC Porto "entaramelou" um pouco o jogo e um diálogo com a bola pouco fluente, mas rodeou sempre a área contrária com mais consistência. Belluschi, de novo problemático e errático no remate com a baliza à mercê em duas ocasiões, continua a não engrenar como nº 10 em potência e foi rendido pelo jovem Iturbe que, muito precipitado, não melhorou o esclarecimento.

Também mais uma vez a ligação a Kléber pede outro entendimento. Cristian Rodriguez e James Rodriguez, este mais por dentro que pela direita, deram muito que fazer ao Rio Ave, o primeiro acabou substituído por Varela que precisa igualmente de ritmo e a Taça da Liga ajudará já na 4ª feira com o Estoril.
Com a lesão de Hulk, só com um ponta-de-lança que pode forçar o regresso do jovem Atsu de Vila do Conde, será mais uma oportunidade para alguns adeptos acenderem velinhas por um ponta-de-lança. Será seguramente o tema candente nos próximos tempos, muito mais do que preocupações estéticas sobre a beleza e articulação do jogo portista que não deixa de ser concretizador ainda que a custo de muitas perdidas mas assentando cada vez mais na solidez da manobra colectiva.
Isto numa altura em que Guardiola pedirá Hulk no Barça para ele mesmo ficar em Camp Nou...
O FC Porto faz volume de jogo, tem o défice do ponta-de-lança desde a venda de Falcao, como se sabe, o contratempo de Hulk pode criar uma certa emergência ou ser ultrapassado a tempo e a contento. A defesa, o filtro do meio-campo e a rotina alternadamente atacante dos dois laterais, com Maicon de novo bem, vão fazendo um dragão mais paciente em campo que na bancada, que gere os ritmos e a bola com mais segurança sem perder o pendor ofensivo claramente vincado e que, obviamente, também dá uma ou outra hipótese de o adversário aproveitar para criar perigo.
Uma arbitragem imbecil, como de costume, para não passar impune, a punir todos os toquezinhos portistas e mais alguns. Nada a dizer da expulsão (último defesa) de Rolando. Mas de novo um adversário a teimar nas faltas já com um amarelo (Tiago Pinto) sem ver vermelho. O livrinho da arbitragem tuga foi escrito por um mestre da provocação permanente aos jogadores do FC Porto que só não se arreliaram e destrambelharam psicologicamente porque o jogo esteve sempre dominado.

13 janeiro 2012

Não acredito em bruxas...

Estava para nada escrever hoje, deleitado com as notícias de Montalegre e a primeira sexta-feira 13 do ano. Um ano potencialmente trágico, com o fim do mundo anunciado, pelos maias, para 20/12/2012, sendo que nem permite a entrada do Inverno, no dia seguinte que era suposto marcar o inverno da nossa existência.
Ouvi relatos de macabras refeições na noite das bruxas nos altos do Barroso mas fiquei pelas gracinhas.
Não esperava era ao fim do dia, depois de distante de todas as notícias, saber que, afinal, os 40ME de televisão para os gajos dos 6 milhões aqui e 14 milhões na parlavónia e mais não sei quantos milhões da treta lá vão ter de ficar-se pela prata da casa, isto é, apesar do azedume de António Oliveira, a SportTV do Joaquim Oliveira.
Para relembrar que a parada estava nos 9ME, já agora. E que na renegociação pelo menos o FC Porto pode subir a parada dependendo do que for concedido ao Benfica.

Somando mais parcelas, isto numa altura em que o novo presidente da Liga que advoga a centralização dos direitos televisivos acaba de ser eleito e tomar logo posse como se estivesse com pressa, dá pano para mangas mas retira o tapete a Mário Figueiredo. Então é eleito pela maioria dos pequenos - que querem voltar aos 18 clubes na I Liga, como eu sempre defendi ser o correcto e do agrado de todos -, quer ter a voz do patrão dos patrões para negociar os direitos tv do futebol maioral e não tem Porto, Benfica, Sporting e Braga do seu lado? Com cada um deles a querer negociar individualmente para não deixar migalhas para os pequenos?

Não vai longe, o novo presidente da Liga, apesar das boas intenções. E se foi eleito contra o "Sistema Olivedesportos", feita FMI do futebol, o mano Joaquim não lhe vai tirar o tapete? Logo numa altura em que o futebol profissional, com Arbitragem e Disciplina, foi com Fernando Gomes da Liga para a FPF?
Vitória de Pirro, talvez. Previsível, mas tal como as consequências.
Pois não há bruxas?...
nota final: estava para nem escrever, mas lá tive de o fazer. Isto enquanto o Portugalório se entretém com as tangas de que fala o António (Oliveira), das zangas daqui e arrufos dali. Agora, a comentadeirice lá vai desancar no que ganham gestores de uma empresa privada (EDP). Portugal quer mudar mas para que tudo fique na mesma. Depois vem a inveja, a politiquice, a parlamentarice, a idioticie...

12 janeiro 2012

Einstein faria uma equação singular para o caso de estudo das arbitragens com o Sporting

Estive fora mas, depois do M. City-Liverpool, ainda espreitei o Sporting-Nacional. Em Inglaterra, uma semana depois de ter levado 3 secos, o Liverpool ganhou avanço na semifinal da Taça da Liga (1-0, 2ª mão dia 25).  Numa semana tudo mudou, com uma expulsão de Kompany (e deu quatro jogos de castigo) na Taça com o United no domingo, por entrada com "tesoura" mas sem tocar no adversário (Nani); e poupando-se, ontem, Johnson, do Liverpool, por entrada violenta a pés juntos que nem amarelo teve - assim tipo Lucílio Baptista, tão a ver?

Em Alvalade foi o escândalo do costume. Com o silêncio do costume da Imprensa que retém, nestas ocasiões, o grito de "roubo" e títulos quejandos. Sucedeu o normal no futebol português que, dizem, tem a 4ª melhor Liga do Mundo. Não é para rir, o normal é andar entre 6º e 9º lugares, como na UEFA, portanto isto é circunstancial. Mas no campo, com a arbitragem lusa no seu esplendor, é do mais corriqueiro possível. Numa semana nada mudou em três jogos.
Já vi que alguns blogs notaram alguma coisa no capítulo disciplinar do árbitro Paulo Vigarista Baptista. Eu já venho a notar há algum tempo. Pelo terceiro jogo consecutivo, o Sporting tem dois jogadores poupados a expulsão. Foi em Vila do Conde na Taça da Liga, com Polga e André Santos. Foi em Alvalade com o FC Porto para o campeonato (sábado), com Elias e Polga. Foi ontem na Taça de Portugal com o Nacional, com Oniewu e Schaars poupados a cartões que deviam ditar a sua expulsão.
Talvez Einstein pudesse sintetizar isto do Sporting numa equação simples: 3x(-2)=0-6,
ou seja em três jogos devia ter terminado com menos dois jogadores. Podia ter zero pontos, contando que na eliminatória da Taça de Portugal, que acaba por valer pontos em duas mãos, pode pontuar-se vitórias e empates como no campeonato ou taça da treta. Acabou por perder 6 pontos por ter empatado três vezes.
Desculpem, isto não parece fazer sentido, mas vai dar tudo ao mesmo: a impunidade dos rapazinhos de Alvalade. Aliás, no tocante a benevolência disciplinar, só tem comparação com a reservada ao Benfica e a esse exemplo de correcção e lisura que é o touro espanhol Javi Garcia que dá coices e marradas nos adversários.
Einstein teria muito que pensar para perceber isto. E resumir a metade a sua equação para fazer algo semelhante a E=mc2. Porque não conheceria os árbitros portugueses, os clubes do regime - e ele fugiu do nazismo - e as coisas da bola que ainda conseguem ter a Liga portuguesa como 4ª melhor do mundo.

Uma coisa é certa: o capitão América já deve ter ensaiado os treinos de Javi Garcia.
E o critério disciplinar dos apitos tugas não deixam de ser coerentes: marrada de Javi, dá amarelo em Guimarães; pancada de Onyewu dá amarelo em Alvalade; protesto de Hulk deu amarelo em Alvalade, protesto de Wolfswinkel não deu amarelo no mesmo jogo; protesto de um jogador do Nacional deu amarelo, protesto de Schaars não deu amarelo - ah, pois, e ele agarrou um nacionalista ostensivamente, puxando bem a camisola do adversário, e também não viu amarelo.
Para quem não percebeu o que se passou no clássico de sábado, também não deve ter percebido a coincidência no jogo de ontem,

Quanto a Einstein, lembrei-me que há um ano, passando pelo sul da Alemanha, dei um salto a Ulm. Não me ocorreu nada, simplesmente estava perto e fui espreitar. Notei um aviso sobre o berço de Albert Einstein, ali mesmo. Procurei, até dar de caras com uma espécie de três cubos, em mármore avermelhado mosqueado, empilhados mas desalinhados. Não percebi, só aproximando da pequena inscrição na base percebi que ali, quase em frente à Estação Central, houvera uma casa onde nasceu Einstein. Três cubos empilhados no início de uma área pedonal, tipo Santa Catarina ou Chiado. Só ao fim de algum tempo há coisas que começam a fazer sentido. A fórmula mágica reduzida à expressão mais simples é que ficou para a eternidade e sustenta o segredo do funcionamento, no fim de contas, do Universo.

Ah, mas de futebol Einstein não percebe nada. Se calhar, como a UEFA agora determina, mal visse as imagens do corredor dos visitantes em Alvalade, lá teria de fugir para os Estados Unidos...