29 novembro 2012

Bolas de Ouro e peseteros

Os anteriores galardoados da Bola de Ouro FIFA/FF vão por Messi e Ronaldo perde 7-3, até Figo se abstém.

Entretanto, há minutos foram revelados os 3 finalistas ao FIFA Best Player of the Year 2012 para a cerimónia de 7 de Janeiro em Zurique. Iniesta, claro, acompanha os incontornáveis Messi e CR7. Sem surpresa. Resta saber se CR7 será 2º ou 3º disputando com Iniesta. Messi será provavelmente eleito o melhor pelo quarto ano consecutivo.
E, afinal, não é só AVB que foge por dinheiro do sítio onde é feliz

São só mais pregos no caixão da credibilidade dos tugas adorados.


Por fsalar em tugas adorados, o Marocas chulo de Abril importa-se lá com o vinho Salazar?; quer é mandar o Governo abaixo e se possível com deputados subscritores tão eleitos quanto os governantes - parabéns à prima e toda a confraria que já não engana ninguém.

28 novembro 2012

Vítor Pereira a rir

Ouvi qualquer coisa, que é basicamente o que costumo ouvir superficialmente... falando, num telejornal sobre Vítor Pereira ter-se rido de alguém ter dado conta de Jesus ganhar 4ME anuais (parece que brutos, como não poderia deixar de ser) e estar numa lista de mais melhor bastante ricos treinadores e, de chofre, à escala mundial, decerto arredores incluídos.
 
Acho que VP fez bem em rir-se e só rir-se do tema, da oportunidade da pergunta e da súmula do momento. Compreendo-o. Não partilho desse sentimento, mas percebo-o. Ou partilharia uma gargalhada conjunta se soubesse com ele a estória de uma alemã (as alemãs andam muito mal vistas) com 57kg e grandes mamas ser acusada pelo ex-amante de 82kg de querer sufocá-lo com essas armas...
Amanhã, senão hoje mesmo nessa premência do imediatismo também chegado às edições online dos pasquins cá da parvónia a rivalizarem com a pressão do momento em televisão, os jornais abordarão o assunto de forma grave e séria, para mostrar-se respeito pela coisa, algo que VP não terá tido e pode ser acusado de zombar da fortuna, quiçá da má sorte de não ser tão bem compensado no FC Porto?
 
Ficou, assim de repente, mesmo ouvindo superficialmente com a leviandade e ligeireza própria de todos os assuntos atirados para encher telejornais em vez de devidamente ponderados, enquadrados e expostos com fundamentação e até, porque não?, moral da história, plasmado um tema momentoso que acirrou (pelo menos) uma reportagem, banal e bacoca, de um Telejornal. Presumo, creio que bem, que a conferência de Imprensa do treinador portista foi ao fim da manhã ou pela hora de almoço. Logo, houve tempo para preparar o trabalho jornalístico, em vez de apresentar um achincalho que só diz de quem o preparou, apresentou e de quem o deixou, mais uma vez, chegar assim à pantalha. Ah, penso que ouvi na RTP-1 e está justificado o tal serviço público, a falar-se de treinadores ricos e de milhões para aqui e para ali, como bagatela, o que vai bem com o mastodonte RTP que sorve 1ME diários cuja grande fatia é paga por contribuintes, alguns dos quais nem vêem a RTP ou por acaso não viram este episódio de futilidade informativa nesta noite.
 
Talvez pressionados pelo online, por seu lado, os pasquins desataram a perder menos tempo em enquadramento, situação e reflexão sobre o salário dos treinadores. Amanhã trarão a coisa com a gravidade que merece o tema, oi abordá-lo-ão com a superficialidade costumeira que afundou a Imprensa em geral e a Desportiva em particular? Curiosamente, agora que se fala de dinheiro, parece que a Imprensa Económica, embora residual no contexto dos jornais em banca, tem sido o sector em ascensão. Ao invés, segundo a insuspeita APCT que controla as vendas dos pasquins, os desportivos perderam em méda 57 mil e tal jornais diários desde 2004. Como à APCT não se submete A Bola e O Jogo pouca variância sofreu nos seus números, parece que é o Record a perder basicamente 57 mil ou perto disso de jornais por dia. O que vai em conta, já agora, com o afundamento do jornal que em 2003 era líder com mais  de 91 mil jornais diários vendidos e, com esta Direcção que o tornou mais Rascord que nunca e até magazinesco ao ponto de se ler com o título ser um jornal de actualidade geral "especializado em Desporto" (sic), quando era o melhor diário desportivo  desde 1996 em tempo de todos os desportivos saírem diariamente, e agora o Rascord está nos 52 mil.
Mas, voltando a contas, amanhã alguém fará as contas a 1ME por cada Taça da Treta que Jesus ganhou no Benfica e que o saldo de cada troféu, olhó campeonato, é bastante modesto comparando para o destaque do dinheiro que se lhe atribui de vencimento anual?
 
A coisa, em vez de enfatizada tanto por soberba como por imbecilidade ao não ter tratamento informativo devido ao efeito salário-troféus, poderá ser vista de um binómio económico gasto-produção de forma ainda pior. Mas economia e finanças é coisa que a tv trata mal e porcamente, como se sabe...
 
Como sublinhei quando o Barça ganhou em Outubro na Luz, tratou-se, com Tito Vilanova, de Jesus perder em casa com mais um, depois de três treinadores ex-adjuntos ali terem subjugado o Benfica
Villas-Boas (duplamente, com 2-1 e 3-1 em 20 dias apenas)
Vítor Pereira (3-2 também com o FC Porto)
di Matteo (1-0 com o Chelsea)
Vilanova (2-0 pelo Barcelona)
 
É certo que di Matteo já saiu do Chelsea e não custa acreditar que estaria no top dos mais bem pagos.
Vilanova parece que está no top-10 e AVB uns furitos acima de Jesus.
 
De que se ri Vítor Pereira, então? Logo ele que após 2-0 em Braga foi apontado como não extravasando alegria por manter a liderança? Esta risota pelo menos sempre descomprime do facro de normalmente se apresentar sisudo, na esteira da Artur Jorge, António Oliveira, Fernando Santos, Jesualdo Ferreira, quiçá porque Pinto da Costa paga-lhes efectivamente muito mal...
 
Com o seu trajecto e sucessos, poderá em breve vir a passar para um patamar superior ao de Jesus. Mesmo que deixe para ele a Taça da Treta.
 
Por falar em jornalistas e idiotas na televisão, é confrangedor ver que a Judite de Sousa, esta noite de novo emparelhada com o Zé do Carvalho na entrevista a Passos Coelho, é cada vez mais estúpida, idiota e ignorante. Aliás, o programa que costumava ver "Olhos nos Olhos" por causa de Medina Carreira, deixou de me interessar pela impertinência e burrice da Judite que não aprende nada, desconhece coisas básicas sobre as matérias que aborda e, à maneira do jornalista tuga, fica-se pela espuma das coisas, o de recadeira leva e traz aflorando o que se diz por aí e apenas politiqueira barata com as tricas partidárias como única preocupação serôdia da sua intervenção. Qualquer estudante de jornalismo deve saber mais do que isso e ela até é tida como formadora ou professora na cadeira em cursos superior de Jornalismo. E já nem a penteiam decentemente, porque é difícil dar um ar bonito a quem não tem mais nada para mostrar. 


Vamos lá criticar os alemães...

Mais uma achega para se aponar o dedo aos alemães, desta vez não à Merkel mas ao Rummenigge. Muita gente esquece que, além da espectacularidade, popularidade e marca com as marcas nacionais presentes em força, a brand Bundesliga não tem a intoxicação de mecenatos e emiratos, fortunatas do Leste ou chinesices várias, os seus clubes concorrendo com a nata do continente alimentada com dinheiro de fora. Lido no Público

E tudo a gestão desportiva levou: as SAD dos três grandes em falência!

 

A criação das Sociedades Anónimas Desportivas (SAD) pelos denominados três grandes do futebol português prometia o advento da modernização da gestão do futebol profissional. Aspirava-se um real equilíbrio entre o objectivo primário de sucesso desportivo com a sustentabilidade económica e financeira dos clubes, desígnio que, perante o exemplo de sucesso relativo do modelo seguido pelo FC Porto, parecia fazer sentido para os restantes. Só que o sonho não resistiu à realidade das contas de 2012. Após 15 anos de resistência, a FC Porto SAD associou-se aos maiores rivais de Lisboa no grupo das SAD em falência técnica. O resultado da gestão nas três SAD é elucidativo: 438 milhões de euros de prejuízos acumulados!
Como é que os clubes chegaram a esta situação? A resposta é óbvia e conhecida: resume-se à ambição desmedida por títulos que os tem levado a gastarem muito para além daquilo que é comportável pelos rendimentos gerados na sua actividade. Ao que toda a gente parece indiferente é ao facto de, nas últimas quatro épocas, o volume de negócios ter registado um crescimento médio anual de apenas 4,2%, face a gastos com pessoal, fornecimentos e serviços externos e amortizações do exercício dos passes dos jogadores que aumentaram a uma taxa média anual de 8,8%, 2,9% e 15,5%, respectivamente.
Os clubes alemães da Bundesliga gastam em média 53% do volume de negócios nos salários com jogadores e restante staff, enquanto em Portugal esse rácio se situou nos 67%. Esta prática teve o auge na recente época, com a Sporting SAD e a FC Porto SAD a apresentarem rácios de 104% e 93%. E a FC Porto SAD justifica tão comprometedora prática de gestão afirmando que "a sociedade apostou no investimento da equipa com jogadores de elevada qualidade (...) que exigem remunerações adequadas ao seu estatuto". É pena que esta preocupação não seja extensível aos accionistas, de modo a proporcionar-lhes uma rendibilidade positiva do capital investido.
As amortizações e perdas por imparidade do exercício relativo a passes dos jogadores ascenderam a 88,9 milhões euros, reflectindo uma política de investimento que passa à margem de projecções realistas e, pior ainda, ignora por completo o período de recessão económica que o país atravessa. Na última época, as três SAD fizeram um investimento recorde de 144,2 milhões de euros na aquisição de novos jogadores, através de fundos destinados essencialmente ao mercado da América Latina. O que sobra é uma taxa de crescimento do investimento superior à evolução do volume de negócios, o que representa uma perda de produtividade dos activos. Por outro lado, as mais-valias na venda de jogadores não têm chegado para cobrir o nível de gastos. Nas últimas quatro épocas, os prejuízos operacionais antes e após amortizações e transacções com passes de jogadores e treinadores ascenderam a 113,2 e 133,6 milhões de euros, respectivamente. No entanto, na Alemanha, os clubes geram, em média, 9,5 milhões de euros de lucros sem os efeitos da venda e amortizações dos passes. Esta discrepância entre as duas realidades ilustra bem como a eficiência operacional dos clubes portugueses tem sido um mito alimentado por uma gestão que não criou bases sólidas na relação de equilíbrio entre performance desportiva e financeira.
Até que ponto a situação patrimonial é inquietante? A resposta clássica dos dirigentes é de que o valor de mercado do plantel é superior ao valor contabilístico e que algumas vendas de última hora não foram reconhecidas. Admitindo que o valor de mercado dos direitos económicos dos jogadores detidos pelas três SAD a 30 de Junho de 2012 ascendia a 515 milhões euros, o ganho bruto potencial de 284 milhões euros é insuficiente para recuperar os prejuízos acumulados. E aqui justifica-se um parêntesis para dizer que as mais-valias de 245,2 milhões de euros registadas, nas últimas quatro épocas, pelas SAD do FC Porto, Benfica e Sporting, poderiam ser bem superiores, caso os clubes não estivessem tão dependentes dos agentes de futebol. Na última época, a FC Porto SAD suportou 26,8 milhões euros com comissões de intermediação, prémios de assinatura e outros encargos associados à compra de jogadores.
O modelo de gestão usado nas três SAD só tem sido viável porque as instituições financeiras têm possibilitado o crescente endividamento dos clubes. Apesar da dificuldade de acesso ao crédito, a dívida financeira contraída com o futebol aumentou em 59,8 milhões de euros, atingindo o valor recorde de 411,9 milhões de euros (não incorpora a dívida relativa à construção dos estádios e dos valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis da Sporting SAD), dos quais 274,4 milhões de euros de curto prazo. Aparentemente, esta dívida não representa "activos tóxicos" no balanço dos credores, pois, para além das garantias dadas, estes investidores conseguem taxas de juro certamente atractivas. Por exemplo, a Benfica SAD tem um financiamento com uma taxa de juro de 10,35% e a taxa média dos empréstimos bancários da FC Porto SAD foi de 7,62%. Tendo em conta o custo do capital alheio e uma rendibilidade do activo negativa de 9,3%, facilmente se conclui que as três SAD não estão a criar valor para os accionistas. De nada adiantam os slogans proclamados pelos dirigentes, do tipo "o clube é dos sócios e não de um qualquer investidor", pois o principal accionista de referência (o clube) ainda não recebeu qualquer dividendo da "brilhante" gestão das SAD.
Os clubes de futebol exigem uma gestão eficaz e eficiente, que requer competência, rigor e responsabilidade, requisitos que muitas vezes parecem ausentes das decisões dos gestores desportivos. Aos sócios e aos accionistas compete vigiar e pugnar pela defesa dos interesses do seu clube, que agora, mais do que nunca, não pode deixar de ser encarado também como a sua empresa!

Três notas:
- O modelo de gestão usado nas três SAD só tem sido viável porque as instituições financeiras têm possibilitado o crescente endividamento dos clubes. (faça-se o paralelo com as pessoas e o Estado e percebe-se como se chegou ao estado em que estamos)
- a Benfica SAD tem um financiamento com uma taxa de juro de 10,35% e a taxa média dos empréstimos bancários da FC Porto SAD foi de 7,62%. (há quem chame a isto importância da marca e, não sendo nada como benchmarking, também deve dar que pensar)
- Os clubes alemães da Bundesliga gastam em média 53% do volume de negócios nos salários com jogadores e restante staff, enquanto em Portugal esse rácio se situou nos 67% (há quem se preocupe com o fim da copropriedade dos jogadores e alimente a especulação sobre os magnatas relacionados com clubes).

Sobre o FC Porto:
- é evidente que, dos três grandes, apresenta menores problemas e tem aliado sucesso desportivo, essencial no futebol, ao controlo orçamental; a última época foi um pequeno deslize, normal em... futebol.
- apesar de números mais favoráveis, numa altura de crédito difícil e encarecido, a última "Obrigação" portista (em curso) de pagar a mais de 8% em dois anos e meio significa, para melhor compreensão, que 8+8+4 (o último meio ano) dá 20 e se investir 1000 euros terá 200 de retorno, bom para o investidor (daí o cantado sucesso antecipado da operação) mas revelador do custo de capital que massacra a tesouraria (há que cobrir outro Empréstimo Obrigacionista para a semana) e coloca em órbita espiral quem envereda por este tipo de financiamento: o que revela a questão de ir ao Banco ser já insuportável para a SAD.

E a propósito de contas e contra os orelhas de burro da classe primária - até um cego percebe.

27 novembro 2012

Os visionários guardiões das vacas sagradas do regime

A RTP já nem fala do Real Madrid. A correspondente rosa Veloso nem ao Atlético vai. Para ver algo do Real Madrid e do Barcelona continua a valer apenas a SIC. A RTP brindou-nos com um jogo de Moçambique entre solteiros e casados expatriados da "Metrópole", mais uns golos larocas na Holanda que tanto nos interessa. À noite, também ontem, a TVI do Carvalho e da Judite capricharam no dèja vu com Mourinho melhor de qualquer coisa e orgulho tuga. O Orelhas da RTP, por outro lado, entrava em onomástica muy, muy, muy como uma vaca a propósito do que Mourinho disse do presidente Florentino com quem se dá muy, muy, muy, muy bien. Uff, que alívio!
 
E, contudo, como sempre, o mundo gira e a bola acompanha-o. O serviço público da internet sai muito mais barato do que esse mastodonte anacrónico que amiúde identifico com o preto e branco dominante da história do servidor servidouro público.
 
Em Espanha, obviamente, onde hoje joga o Real Madrid na Taça do Rei beneficiando de ter jogado no sábado apesar das queixas de José Mourinho, não é um jornal "inimigo" ou de Barcelona que traz aqui o que há dias lembrei. Vem no Ás de Madrid a pôr os pontos nos ii.
De resto, numa altura em que o Barça, por mérito, e Messi, por génio, arrebatam tudo e todos, sucedem-se as coisas que a generalidade da Imprensa tuga esconde, glorificando pedaços de ocasião com os custos de oportunidade enormes que a economia das notícias acumula como défices de credibilidade e honradez editorial, a começar na tv do Estado.





 
Como parece ser tudo uma enorme cabala contra Madrid, eis que o Barça fica a 11 pontos do Real Madrid na altura dos dois anos dos Cincazero (27/11/2010), jogando com 11 canteranos, algo que Mourinho devia saber ser ideal barcelonista, pois foi adjunto de van Gaal quando Xavi lembra o que o holandês profetizava e preconizava. Esta até os de Madrid atiram à cara de Mourinho. Mas esta na RTP não passa sobre holandeses. Deixam-nos pérolas moçambicanas, como nos bons tempos da Metrópole e odes ao Portugal de Lisboa a Timor.
 
E o Melhor do Mundo parece ser um 2 em 1: MessIniesta.

Mourinho, ah essa vedeta lusa e vidente global que recalculará o fim do mundo maia a 20-12-2012, que protestou Iniesta como melhor da Europa e fez campanha, pateta, contra mais um FIFA World Player od the Year para Messi. Um visionário que há 500 anos não erraria na rota paa descobrir a América como Colombo nem o Brasil como o nosso Cabral.

26 novembro 2012

Sorte ou...ou...ou trabalho, formiga ou cigarra

Em 2009, já depois da vigarice maior do Sótraques de aumentar a FP em pré-campanha e depois de reconduzido cortar subsídios antes prometidos (natalidade, família, etc.) e congelar pensões dos mais pobres, apercebi-me do fundo do poço. Pela 1ª vez tive noção exacta de que o Estado, todo o Sistema, era sustentado com empréstimos, nada daquilo de que o Estado, Portugal, os seus dependentes directos, vivia era garantido pela sua produção. Ninguém melhor do que o sinistro dos Santos para dizer que sem empréstimo não havia subsídio de Natal. Puro e duro.
 
Isto retratado não é virtual, acontecia pelos idos de 1983-85, repescado pelo jose na Porta da Loja. O sobrinho de Mário Soares dizia o que aí está, embora o bispo de Setúbal falasse em fome a sério na península. O Marocas, esse, dizia que se se vivia mal é porque Portugal se habituou a viver assim: "Não é verdade que o Povo viveu sempre em extremas dificuldades?". Nu e cru para quem quiser comer.
Na bola cá da parvónia de ignaros e idiotas úteis, perguntem ao treinador do Benfica o que acha do penálti de sábado por agarrão, evidente, e comparem com o penálti que ele contestava no Guimarães-Porto, igualzinho evidente, na 1ª jornada da época passada. Pois, já ninguém se lembra.
 
Por cá prometia-se quase o Euromilhões a cada um e praticamente todas as semanas. Na Alemanha, pela primeira vez na Europa mais próxima de nós, mas há uma década na Suécia e essa realidade tão fria e distante que às vezes nos deixa sonhar quando olhamos atentamente para ela dispensando os epítetos de socialismo e igualitarismo e distribuição de riqueza e benefícios com os inerentes sacrifícios e deveres, a tal sra. Merkel a quem muitos, estúpidos, apontam o dedo, anunciava um corte de 11 mil milhões de euros na Administração, no Estado, nas regalias sociais. É claro que os gregos já diziam que os alemães é que os exploravam e diminuíam, mas a Alemanha sempre assentou o seu desenvolvimento em planeamento, planeamento e planeamento, cálculos e ponderações.
 
Quadro do PIB e Vídeo da telegenia tirado do Insurgente
Agora, quando quem diz estar na merda e aflito até ao pescoço fala da culpa dos alemães, os alemães são brindados não com o aumento da idade da reforma, mas com mais dinheiro na reforma, porque a idade da reforma já eles assumiram também antes como um aumento inevitável para garantir a sustentabilidade do sistema de retribuição inerente ao trabalho dispendido.
 
Pronto, o que uns chamam sorte, no futebol, às vezes é trabalho, mas na vida o que chamam exploração é trabalho e planeamento. A história da cigarra e da formiga, de resto, é da literatura infantil e conhecida tanto na Alemanha como na Suécia e em Portugal. A verdade esvazia qualquer argumentação demagógica. Na vida como no futebol. Na Imprensa como na Realidade.
 

25 novembro 2012

Thriller põe fim ao suspense e Bandido sai herói

Somos os campeões, desculpem qualquer coisinha! E o FC Porto chegou a Braga para ganhar. Ganhou sem discussão. Foi melhor equipa, teve mais bola e lances de golo iminente e nunca desistiu de ganhar. Aos 90 marcou e aos 90 e tal confirmou. Num minuto e tal teve o golo pertinho logo no início, com bola no poste e depois uma ocasião no seguimento. Não foi no início, onde a credencial de campeão foi apresentada, mas foi a tempo de se fazer justiça, porque o campeão nunca desiste. Os cafeteros colombianos mantiveram desperto o interesse na partida até ao fim. James disse mata e Jackson esfola.
 
Não foi fácil, muito menos passeio, mas o FC Porto esteve tão por cima do jogo que o Braga limitou-se a querer controlar e não a pugnar pela vitória. Andou muito longe da baliza, só em cantos e livres perigosos testou Helton, não teve uma clara ocasião de golo. Pormenores decidiram? Sim, mas revelaram-se pormaiores. Ter melhores jogadores ajuda e muito. Mesmo que Moutinho tenha estado uns furos abaixo do normal e Lucho também mas menos notada a sua subprodução marcada pela inconstância, enquanto Moutinho esteve quase sempre sem rasgo e notou-se mais no desenvolvimento ofensivo a que não prestou a sua dinâmica e talento no passe.
 
Houve pouco Braga, quanto a mim, e espero até que haja mais na 6ª feira de forma a tornar o jogo mais de parada e resposta se o Braga assumir querer ganhar e posicionar-se mais à frente. Antevejo um jogo talvez mais facilitado se o Braga fizer o jogo pelo jogo de peito aberto, como é suposto numa eliminatória de Taça, até se quiser mostrar que, em seu entender, esta derrota foi imerecida. Podia ter dado empate, mas se não deu por algo foi e muito porque o FC Porto teve sempre a baliza nos olhos e jogadores perto dela. O Braga limitou-se a contra-ataques e remates de fora. Depois até fez mais contenção nas substituições e o Porto limitou-se s trocar apenas os três jogadores de menor rendimento: Varela, Moutinho e Lucho. Neste último caso, até meteu Kléber ao lado de Jackson e já a equipa jogava mais por dentro do que nos flancos. Assim criou a pressão no meio para marcar duas vezes num piscar de olhos e na lavagem dos cestos de uma vindima tardia mas frutuosa.
 
Após uma semana de mera discussão pateta de café, com sorte para aqui e wishful thinking começado precisamente no dia do afastamento europeu dos minhotos a partir do qual três colunas opinativas de respeitável gente de O Jogo com costela benfiquista "alertaram" para as consequências de o Braga "não ganhar" ao bicampeão, vamos ter uns dias a aquecer o embate de 6ª feira na Taça com discussão de um penálti por remate à queima contra um braço de um defesa, com Alan a um metro de Alex Sandro, o que vai dar para muitos especialistas de arbitragem que calam coisas mais visíveis ao longo de uma temporada estafante para este quebra-cabeças e normalmente sem ábaco à mão para as chinesices do costume.
 
Mas 6ª feira há mais e espero que melhor se o Braga deixar de especular no jogo e mostrar ser capaz de ganhar. O Porto não se queixa do calendário, tendo de jogar em Paris para o 1º lugar na Champions de amanhã a oito dias, enquanto o Braga quando muito procurará apenas uma vitória caseira de consolação na 4ª feira. 
 
Só hoje percebi que as queixas, que desconfiei serem infundadas, de Mourinho por jogar primeiro do que o Barça eram, afinal, por ter de jogar na 3ª feira para a Taça do Rei. Hoje o Barça, com mais dois de Messi, ganhou no Levante por 4-0 - e um 11 só formado em casa!. E como o Milan bateu a Juve, foi um domingo em beleza. Tudo está no seu lugar, graças a Deus.

Mourinho agora queixa-se do calendário e parece Paulo Bento a falar do Brasil e do Gabão

Hoje, infelizmente, vão coincidir o Porto-Braga (20.15h) com Milan-Juve (19.45h) e Barça-Levante (20h). Ontem não vi futebol, nada houve de interessante. Dei conta, depois, da derrota do Madrid, mais uma em Sevilha. Cidade talismã para o Mourinho exultante e doido de alegria, aos pulos no Olímpico em 2003... Este ano soube-lhe mal. Na época passada permitiu dois golos aos locais, mas ganhou 3-2 no Bétis e 6-2 ao Sevilha. Desta vez, um golo de cada adversário bastou para vergar o Madrid. Não há jogos iguais, muito menos épocas iguais. Perdeu dois, mas acabou os jogos a cumprimentar os jogadores adversários, um a um, ao saírem do campo. Foi no Pizjuan e ontem no Villamarin. Afinal, uma bofetada aos seus próprios jogadores, aludindo a um tenista de 34 anos da Taça Davis e comparando com jogadores de 23 anos, seguramente alguns dos seus, cansados por dois jogos em quatro dias.
 
Eu poderia ver que do 11 do Bétis são todos espanhóis, menos o português Salvador da Agra. É verdade, o fabuloso lateral-direito Nélson da Selecção portuguesa pagou a goleada da semana passada no derby (5-1). Sobrou o ex-Olhanense Agra.
 
O desportivismo de Mourinho, normal e vulgarmente, perde-se na sala de Imprensa. Desta vez atirou-se ao árbitro, algo que evitou na época passada mas não faltou a uma dezena de treinadores adversários. Mas também ao calendário. O calendário.
 
O Madrid jogou na 4ª em Manchester e ontem em Sevilha. Mourinho queixou-se do Barça, indirectamente, pois só joga hoje depois de ter jogado na 3ª feira em Moscovo.
 
Tem razão. Não faz sentido. Mas não é vítima e estas coisas têm sempre dois lados.
 
"Em Espanha, não se excitem, sucede o mesmo. De outra forma. O Barça jogou na 4ª feira para a Champions, mas recebe o Granada no sábado. O Madrid jogou na 3ª feira, mas só joga com o Rayo no domingo."
 
Isto foi em Setembro,  escrito aqui. A Imprensa espanhola, catalã e até mesmo de Madrid, irá lembrar-lhe isso, porque os nuestros hermanos nestas coisas não deixam o lixo repousar debaixo do tapete e qualquer papagaio dizer o que lhe importar e não levar que contar. Por cá é só valentões a defender os do regime.
 
Faz-me lembrar o Paulo Bento a comparar Portugal a jogar no Gabão e pensando o que a Colômbia faz a jogar com o Brasil. Tem tudo a ver, como se sabe, além do nome do rival, as condições de campo, humidade e temperatura e a distância a que se joga de casa, cá da parvónia onde se vê as coisas pelo prisma pequenino do olho cego.
 
Como sempre, a verdade estraga uma boa estória.

23 novembro 2012

Reza por um milagre mas trabalha pelo objectivo *

* citação atribuída a Santo Agostinho que o Rascord ridículo desconhecia e daqui a dias vai repetir numa próxima saída de equipa lisboeta rumo ao fracasso.

E o Benfica lá vai ficar a fazer figura na Liga Europa. Irá mesmo à final?
Sempre vai ser a safa da SIC. Com Marítimo e Académica já eliminados, a SIC terá o descaramento de passar o 6º jogo desse desastre desportivo leonino para a despedida da Europa o regresso de Paulo Sousa a Alvalade na visita do Videoton.

22 novembro 2012

A incrível história do Rangers liquidado pelo Fisco por uma dívida inexistente - que implica Capucho e Pedro Mendes mas veremos se decide melhor do que no caso Boavista

Não é um tema de fácil apreensão e conhecimento dos factos e termos, até pelos nomes e conceitos próprios de além-Mancha, mas a extinção do Rangers FC tornou-se uma história difícil de acreditar e seguramente pouco ágil de lidar pela limitada Imprensa tuga que decerto não apanha metade disto que o Daily Record conta na Escócia. Leram algo sobre isto que começou há dias?
 
Basicamente, um tribunal competente acaba de dar razão, por 2-1 na votação do júri, ao Rangers por não dever nem 40M de Libras, nem 80M de libras com multas e juros, ao Fisco escocês (Her Majesty Revenue and Customs acaba por reverter em favor da Rainha Isabel e do Reino Unido de que a Escócia ainda faz parte). Apenas pagaria, quando muito, 2 a 5M de libras de multas pelo usufruto de um esquema de compensação de pagamentos ao seu pessoal do futebol profissional - um esquema chamado Employee Benefict Trust (EBT), algo vulgar na Grã-Bretanha - que o Fisco considerou ser fuga por achar serem pagamentos ilegais. O Tribunal diz que não são ilegais, apenas empréstimos a jogadores, técnicos e dirigentes. Entre eles, Capucho e Pedro Mendes, ex-portistas que passaram por Ibrox.
 
Em resumo é isto, mas sabe-se que a saga persecutória contra o Rangers pelo fundamentalismo fiscal levou à extinção do clube e ao recomeço com nova identidade no escalão mais baixo, a III Divisão escocesa. Se souberem um mínimo de inglês pode não bastar para acompanhar a saga, o que será normal na exdrúxula capacidade de assimilação do mundo pela Imprensa cá da parvónia, porque é preciso uma bagagem de conceitos fiscais para alcançar o fundo da história. Ficam links e uma conclusão básica:
 
"Rangers, we know, were stricken, taken down by a fantasy tax bill. They were declared guilty before trial.
Rangers, as a brand, was tarnished because HMRC said they owed tax on EBT payments which the club had always argued were loans. Yesterday two of the three judges agreed. So HMRC, who had insisted an initial tax and National Insurance bill of £37m, which climbed to £87m, be paid, were left with nothing. They say they’ll appeal but it could be argued they’ve caused more than enough damage.
Besides, even if they’d won their case yesterday they still wouldn’t have got anything out of the Rangers they had pursued. They were forced into liquidation, remember.
And the real bottom line in all of this? Rangers’ closure was all so unnecessary and the turmoil and upheaval caused could have been avoided. Despite accusations Rangers did nothing wrong. Pity the same can’t be said of all those self-proclaimed experts, bloggers and journalists.
Rangers will be clobbered they had said. The verdict will be damning. Rangers will be shown up as cheats, they squealed".






Recebimentos considerados pagamentos ilegais de dois portugueses no Rangers:
Nuno Capucho £970,000 . Portuguese winger who arrived in 2003 for £700,000.
Pedro Mendes £1million . Portuguese midfielder joined in 2008 for £3million. Joined Vituria Guimares in 2010.


 
No tocante a dívidas ao Fisco, não há dúvida que em alguns países as coisas fiam tão fino que se perde a noção da realidade. Em Portugal sabe-se que já se valorizaram papéis de jornal como acções... Na Escócia incrementaram taxas sem pouparem uma das grandes instituições desportivas do "País".
Não há aí muita gente a pedir Justiça séria para castigar prevaricadores? Ou só o Vale e azedo é ladrão e não vincula a instituição?

De qualquer modo, como resumo, fica esta síntese com o essencial e algumas questões por responder, por exemplo a hipótese de Capucho e Pedro Mendes terem de vir a pagar o que receberam "por fora", se entretanto chegar uma carta do Fisco escocês a suas casas. Ver aqui o ponto da situação.

É  certo que ainda há recursos e nada está decidido, mas pelo menos percebe-se o limite do fundamentalismo e tem-se a noção de nem todos quererem uma justiça a régua e esquadro - especialmente se for com o nosso clube...

Por fim, a Escócia pode ter um CASO BOAVISTA em mãos, de natureza sancionatória diferente, resta saber se e quando vai lidar com o assunto de uma forma eficiente e para delimitar mais os danos causados. Acho que voltaremos a ter vergonha do futebol em Portugal jogado nas secretarias e tribunais. Justiça, em suma.

Como a Imprensa (fez no CASO BOAVISTA, mesmo dos apaniguados e dos que afiançam lutar pela causa da Verdade Desportiva e até se dizem amigos do clube do Bessa!...) perceberá tudo isto cá na parvónia é um mistério. As consciências sossegadas nos seus mister(ios) não vão dizer nada, seguramente. Escócia, o que é isso?!...

21 novembro 2012

Moutinho aqueceu pé de Lucho

Fico com a ideia de o resultado ter sido melhor do que a exibição, desta vez, porque o FC Porto concedeu espaço e manobra ao Dínamo de Zagreb ainda que tenha acabado por impor aos croatas uma derrota mais pesada do que no 1º jogo lá. A espaços parecia que o Porto jogava relaxado sem a pressão da qualificação a obter e o Dínamo fez mais e melhor do que em casa, ameaçando até marcar por várias vezes: uma no poste e outra salva por Varela sob a linha podiam ter dado outra feição ao resultado, mas também os dragões podiam ter goleado a sério com o desgaste dos croatas e a abertura de jogo que Atsu proporcionou.
 
Moutinho, outra vez, teve duas assistências para Lucho e Varela, marcando de permeio um belo golo em livre directo executado com classe, como deve ser na zona da meia-lua. Um dos melhores sinais da partida, a par com os regressos de Alex Sandro e Fernando após lesões, num jogo marcado por várias ocasiões falhadas a denotarem falta de frieza na finalização, ironicamente, em dois dos matadores colombianos que têm andado nas bocas do mundo, James e Jackson.
 
Não funcionou a dupla JJ, mas Moutinho aqueceu o pé de Lucho no 1-0 e deu de calcanhar a Varela para arredondar a faena.
 
Falta ir a Paris defender um ponto de avanço no grupo, pois os franceses também já se qualificaram. O declínio da Champions, com o seu campeão à cabela em risco de ser relegado para a EL, levou a que quase todos os grupos estejam decididos a uma jornada do fim e as dúvidas restantes não são de grande monta, com vantagem para Celtic e Galatsaray nos seus grupos para a vaga restante.