31 março 2014
Às vezes podia jogar-se com 10
Também Luís Castro ainda não percebeu a origem do fracasso desta época: juntar gente de muito pouco valor ao mesmo tempo. Não uso a expressão maçãs podres, e nem teria sentido pejorativo pois não questiono que os jogadores não sejam correctos, esforçados, profissionais. Mas ter muita gente fraca em simultâneo reduz a qualidade da equipa. Foi assim que o incompetente Preocupações Fonseca destruiu o "jogar" do FC Porto, com a conivência da SAD. Agora, o novo técnico, que é ponderado e não é distraído, lembrou-se de juntar Abdoulaye, Herrera e Licá, como antes se combinava Licá, Josué e Herrera ou...
Ora, não é preciso tirar um curso, nem de treinador, para perceber que com certa massa não se faz farinha. Ao intervalo lá teve de tirar Licá, que é um jogador de contra-ataque e não pode jogar em ataque continuado por pouco saber que fazer à bola em espaço reduzido e com defesas plantados. Meteu Ghilas, mas já vimos com o Belenenses que não pode jogar como extremo, a bola assim atrapalha um pouco. Depois, Herrera nunca saberá fazer um bom passe e a circulação de bola irá ressentir-se e o bom futebol, a servir a avançados bons, precisa de bola redondinha, bem recebida e bem passada mesmo que pareça uma definição crua no futebol que requer boa posse. E jogar com Abdoulaye Ba, é certo que foi em recurso, é como jogar não com 10, mas contra 12 porque o rapaz, claramente sem ter aprendido algo no último ano e meio, é um golo na própria baliza. Como em Alvalade, deixou o avançado contrário marcar à vontade. Pior é impossível!
Bem, se continuamos a meter gente forte e robusta só para encher o meio-campo não vamos longe. Quintero lá teve de entrar, desta vez por Defour que jogou uns furos abaixo do normal. Mas ver Ghilas de novo a flanqueador e voltando Kelvin a não ser utilizado começa a ser um caso de psiquiatria ou de polícia.
Se há que fazer gestão e cuidar das taças a jogar ainda mais vale saber deitar fora o pechisbeque do campeonato, há muito perdido pela incompetente SAD e lentamente triturado no lume brando de opções técnicas e tácticas desastradas e arbitragens do regime que, dignamente, salvam a honra do convento que lhes convém entre labaredas extintas no FC Porto e fogos de entusiasmo na "Emprensa" conivente com o andor lisbonense.
O potencial dos jogadores do FC Porto continua a não ser... potenciado. Luís Castro vai, sem querer, repetindo os erros do antecessor no banco, de má memória. Se voltar a precisar de jogar com Ba, bah, meta só 10 em campo ou tire o rapaz do Senegal se tiver de meter 11 mas troque-o logo. Não vale a pena, a época tem sido isto, com azares do caralho e muitos árbitros de merda, mas muito, muito mesmo por culpa própria. De um lote de jogadores que não é muito bom mas deve ser usado com critério para ser melhor do que parece, como defende o treinador. É que nem a água liga com o azeite, sendo dois líquidos nobres, saudáveis e elementares para a boa saúde humana, e o mix arranjado esta época é pior que vinho com borra que não se vê mas desconfia-se que está lá no fundo da garrafa.
O Sporting não joga um corno e vai com 8 pontos de avanço confiando que este futebolzinho da treta dará resultados mais do que um ano feliz. Não dará. Mas para o ano o FC Porto terá de fazer melhor. Pelo menos saber evitar juntar coisas que não se misturam. O segredo amiúde está nas coisas simples. E esta época já não tem mais nada a esconder nem a descobrir. Há jogadores muito fracos, outros subitamente valorizados, alguns ainda a merecerem cuidados e um, como Kelvin, simplesmente rejeitado. Um desastre, portanto. E anunciado.
30 março 2014
Capelada na Liga
No mix de emoções de hoje, o Liverpool encheu-me as medidas e voltou ao 1º lugar da Liga inglesa, quase repetindo (4-0) o 5-0 ao Tottenham que ditou a saída de AVB. E se o Cincazero me fez lembrar o grande futebol dos Reds nos anos 70 e 80, hoje foi mais do que um concerto de bola: a afirmação de uma equipa que, sem Europa, joga e marca que se farta, é uma maravilha de se ver como dizia há dias Brendan Rodgers. Este mês o Liverpool pode decidir a reconquista do título que lhe foge desde 1990, recebendo dia 13 o M. City, com quem perdeu o 1º lugar em Manchester (2-1) tendo sido melhor no jogo, e dia 26 o Chelsea. Vão 8 vitórias seguidas e faltam 6 para ser campeão se vencer todos os jogos. Tal como me apaixonei muito jovem pelo Liverpool (depois do Ajax uns anos antes), a música que ecoava de Anfield e do Kop em particular fez-me fã do clube e da cidade, na tradição dos Beatles, onde durante o jogo não se parou de cantar. Impressionante.
Findo o jogo de Anfield, espreitei a 2ª parte do Braga-Benfica. Ao fim de 20 minutos já vomitava o famoso Proença mas ainda tinha de esperar um pouco, dando todas as dúvidas aos benfiquistas, pela não expulsão de Fejsa: amarelado, fez uma (dupla) falta claríssima para amarelo, falta marcada mas cartão não dado. Consta que não é a 1ª vez esta época que o novo esteio defensivo é poupado à expulsão, mas assim se carrega o andor. Por fim, a preciosidade daquele penálti no último minuto, que Rodrigo falhou, foi a cereja no cimo do bolo e da bola.
Que o Benfica é a equipa, além do plantel mais rico, mais forte não havia dúvidas e se diferenças houve foi pelo abaixamento estrondoso do FC Porto, à conta da sua SAD. Mas vamos ter um campeão, justíssimo aliás, fraquinho, superior aos demais que são fraquinhos. O nível de futebol da Liga é assustadoramente baixo, a maior parte das equipas joga junto à sua área e a intensidade de jogo é baixa, do que beneficia a equipa com melhores jogadores e a mais bem arrumada e categorizada. Não precisa de ser muito bom, como nem foi para ganhar ao FC Porto na Luz, mas estamos a 6 jornadas do fim e os extrminadores implacáveis não conseguem marcar 2 golos por jogo. É impressionante.
Para acabar, a Capelada da Choupana. O nível defensivo portista pede meças ao pior "borra-botas" da história mas é o que deu o mercado de Janeiro, trocando Otamendi por Abdoulaye. Este, patarata em Guimarães, infantil em Alvalade, voltou a deixar marcar um golo fácil, a Rondon, por inexistência. Bah, não existe.
De resto, ao nível dos internacionais da arbitragem tuga e num dia em que o Público tinha uma entrevista com o presidente da FPF cujo título falava de os árbitros hoje errarem menos, sabe-se lá porque tal mereceu a chamada a título como se o presidente a FPF não tenha dito mais nada de importante ou interessante, João Capela esmerou-se.
O árbitro que no dérbi lisbonense da época passada deixava jogar e negava penáltis (2) ao Sporting permitindo qualquer tipo de contacto defensivo do Benfica sendo, para uns, tudo "limpinho, limpinho", desta vez enxotou os encontrões. Ao nível da indigência habitual dos nossos árbitros internacionais, alguns até capazes de evitarem jogos escaldantes com cómodas dores nas costas, Capela fez por negar um golo limpo para 2-2 a Jackson e trocou um penálti sobre Quaresma por uma alegada simulação.
Isto é a segunda semana consecutiva que, depois do famoso Xistra no Porto-Belenenses também a negar um golo a Jackson, tal é conseguido, demonstrando a coerência dos árbitros tugas e o seu contributo para um jogo limpo e, acima de tudo, para um jogo com mais golos.
Por sinal, neste campeonato de tão baixo nível tem-se visto vários golos em fora-de-jogo e até golos válidos que não entraram como o do Sporting em Setúbal. Curiosamente, quando o Estoril lá jogou no início da semana, marcou um mas não contou, não viram a bola para lá da linha de baliza. Há coisas raras mas não ajudam a credibilidade do campeonato.
Se o golo mal anulado da semana passada podia ser um acidente, ainda que Xistra não seja alguém que se recomende, o golo mal anulado de hoje, com Jackson todo no ar e a fazer-se à bola mas subindo sem fazer falta e cabeceando sem poder evitar o choque do defesa à sua frente que ficou muito abaixo no salto, é o paradigma não só do nível dos árbitros como do nível do futebol.
Impressionante é tudo coincidir com uma entrevista do pateta presidente da FPF que julga salvar a imagem da coisa alegando que os árbitros cometem menos erros.
E, como vêem, não há equipa com mais de dois golos por jogo, não sendo graças a um elevado nível de jogo jogado. Há árbitros que não contribuem para isso. E se há imponderáveis no futebol, os árbitros não são factores alheios, o que não abona a sua credibilidade.
Acabar, por fim, o jogo em confusão, saindo o Nacional vencedor sem saber bem como não sofreu uma meia dúzia de golos graças a uma série de imponderáveis incluindo o celebérrimo Capela, diz bem do que é esta merda toda. E nenhuma equipa tem dois golos marcados por jogo. Impressionante.
Fiquem felizes com a "evolução" e batam palmas à situação. Merecem-na. Ou como dizia uma vez o Pasquim, Capela decidiu o que estava decidido.
De que se queixam os portistas quanto à "Emprensa"?
Se não fosse o Vermelhices.com não teríamos uma notícia em 1ª página que nem o próprio FC Porto deu. Certo é que os portistas compram poucos jornais, devem estar bem servidos de informação própria... Queixam-se muito das tv's e afins, de Lisboa, esquecendo a frustração quanto ao suposto "canal do clube" que não se sabe para que serve e se está ao serviço do FC Porto ou o FC Porto faz de conta e faz o favor de lhe dar uso ao Torto Canal.
Esta cena de ler jornais remete-me para um livro desconcertante, surpreendente e chocante do período soviético, o "Coração de Cão", de Mikhail Bulgakov, onde um diálogo trata assim, entre o médico Filip Filipovitch e o assistente Ivan Arnaldovitch:
- Deus o livre de ler jornais soviéticos antes da refeição!
- Hmm... Mas não há outros jornais.
- Então não leia nenhum. Fiz trinta experiências na clínica e sabe o que descobri? Os pacientes que não liam jornais sentiam-se muito bem, enquanto aqueles que eu disse especificamente para lerem o Pravda perdiam peso!
29 março 2014
Eis um bom 30 ou até 31 para lembrar as boas decisões de quem se habituou à roda livre dos disparates
Mas é um bom começo reconhecer o fracasso: "O FC Porto cometeu erros, toda a gente os comete"; pena foi não ter sabido evitá-lo quando estava à vista de todos: dizer que o "Luís Castro é uma aposta minha" não pode apagar que Paulo Fonseca também foi e o próximo também será, o presidente já tem ideias nisso. A questão é corrigir os erros do processo em curso: o mercado de Janeiro, salvo Quaresma e mesmo assim com as naturais dúvidas sobre a sua condição física, voltou a ser fraco e a equipa nesta altura tem um plantel curto para as frentes que restam e para as quais não parece poder aguentar com um nível competitivo ideal, portanto pelo terceiro ano consecutivo o "mercado de reparação" mereceu a incompetência do costume.
E é sempre um álibi para recomeçar a fazer asneiras. Elas repetem-se ciclicamente, parece que um longo ciclo de vitórias tem de acabar em nada, foi após o Penta em 1999 e após o Tetra em 2009, foi após o 2011 de todas as conquistas e agora após o Tri; e os pategos aplaudem porque, nos intervalos, às vezes sabe-se lá como, lá ganha alguma coisa de jeito com os maiores orçamentos do futebol português, mas, à maneira socialista, sem evitar cair no abismo. Nem quero imaginar o Benfica a somar estes ciclos de triunfos e a reforçar-se para os ampliar, incluindo manter um treinador por cinco anos como o FC Porto nunca teve porque a SAD julga-se acima da componente técnica do futebol e são experts em avaliar jogadores muitos deles, confessadamente, descobertos depois de avaliados pelo Benfica.
E é sempre um álibi para recomeçar a fazer asneiras. Elas repetem-se ciclicamente, parece que um longo ciclo de vitórias tem de acabar em nada, foi após o Penta em 1999 e após o Tetra em 2009, foi após o 2011 de todas as conquistas e agora após o Tri; e os pategos aplaudem porque, nos intervalos, às vezes sabe-se lá como, lá ganha alguma coisa de jeito com os maiores orçamentos do futebol português, mas, à maneira socialista, sem evitar cair no abismo. Nem quero imaginar o Benfica a somar estes ciclos de triunfos e a reforçar-se para os ampliar, incluindo manter um treinador por cinco anos como o FC Porto nunca teve porque a SAD julga-se acima da componente técnica do futebol e são experts em avaliar jogadores muitos deles, confessadamente, descobertos depois de avaliados pelo Benfica.
A questão é que hoje já é difícil enganar todos todo o tempo e tanto conta para o Benfica - cujo título deste ano lhe custará, financeiramente, muito caro, tal a aposta feita - como para o FC Porto.
Não fosse Paulo Fonseca ter teimado em sair e ainda teríamos Pinto da Costa, mesmo com o 3º lugar, com vontade de renovar-lhe o contrato (dixit em Janeiro). Realmente, a preparar 30 anos de vitórias com os fracassos que se sabem noutros projectos e "ideias" como o Torto Canal e a somar às 31 decisões dos seus mandatos, dizer que esta época será um desastre à falta de título nacional, assumido, e não apostando na Liga Europa por causa da Juventus, o que é de bom senso mas não se deve dizer em público, o novo ciclo tem que se lhe diga e o augúrio para o futuro é de alto "labirinto", como diz o outro...
28 março 2014
A queixa contra o Sporting
Convém lembrar, apesar de os viscondes moralistas assobiarem para o ar e deixarem certas minudências de lado apesar de incomodativas pedras no sapato, que estamos a falar - muito para além da hipocrisia de quem asperge moralidade urbi et orbi - do clube que tem um ex-vice-presidente acusado de depositar, factualmente comprovado, dinheiro na conta de um árbitro.
Obviamente, tudo isto deve, prudentemente, fazer-nos esperar sentados. Tirar três pontos ao Sporting por coacção inadmissível sobre árbitros em geral é esquecer que outros clubes, como o Benfica, fizeram o mesmo e que só o Boavista sofreu uma despromoção por coacção telefónica sobre um árbitro... depois de um jogo com o E. Amadora no Bessa.
As pessoas que assobiam para o lado são as que cospem acusações para o ar e, tanto evocando o Pífio Dourado como rebuscando as incidências que o wishful thinking garantia mas sem base jurídica e legitimidade do Direito, pensam que o sucedido, indevidamente, aos outros não tem razão de ser aplicado, justamente, contra si mesmas. No caso é o Sporting que está em causa.
É que o próprio Pífio Dourado, como muitas matérias de ordem política, económica e financeira, teve acções e reacções incandescentes mas fruto de se tresler o que se passava. Fácil, sim, é condenar na praça pública e ainda hoje os moralistas de Alvalade, mais ou menos broncos ou com menos ou mais catarro do que o palhaço do seu presidente, acham despropositada, e injusta, a reintegração do Boavista na divisão principal ditada, à luz da própria Justiça e não de um arrazoado jurídico avulso e conspiratório do Bosta da Liga y sus muchachos, pela FPF e em vias de acontecer, como é de Lei.
E leis é coisa que convém salientar ou afugentar consoante as conveniências.
Por isso, o palhaço presidente de Alvalade confunde a queixa que o FC Porto tem pendente contra a Liga, ainda em recursos, legítimos, sobre as decisões mais abstrusas do Pífio Dourado - uma delas que permitiu, administrativamente, reduzir de 21 para 15 pontos a desvantagem do Sporting para o FC Porto em 2007-08, com os seis pontos retirados, em delírio regimental e com a conivência da Imprensa de sarjeta e sequazes vários, ao pujante campeão nacional dessa época.
E o Bruno do catarro confunde o que acha ser seu direito levar toda a gente a tribunal, de árbitros a Liga, por classificações tão más que na época passada afastaram o Sporting dos lugares europeus por imbecilidades próprias e não por mérito dos árbitros, numa lunática e demencial acção de terrorismo verbal e processos de intenções, com a busca e Justiça que o FC Porto traz pendente há vários anos como recurso, em sede própria, a acções de tribunais legítimos que unanimemente têm dado razão - como deram ao Boavista e, antes, até à U. Leiria - ao FC Porto.

As suas peregrinas ideias, longe de serem ideais, sobre a arbitragem, já nem digo o deve-haver risível em que o palhaço do Sporting se diverte solitariamente, fazem lembrar o arrazoado desfocado da realidade e ao arrepio dos regulamentos exposto ainda esta manhã pelo pequeno dinossauro anacrónico do BE, pela voz da bolchevique Catarina Martins a vomitar ódio como se estivéssemos em 1914 a preparar o assalto ao Palácio de Inverno.
Porque a retórica propagandística dificilmente colhe. O Sporting não pode julgar que só a si cabe desconfiar da CD da Liga e queixar-se que o FC Porto, frontalmente contra a CD da Liga, não pode contestar decisões abstrusas reprovadas em todas as instâncias judiciais. O patético clamor dos pategos de Alvalade está ao nível da maior indigência intelectual exposta no futebol tuga, já de si pouco recomendável, bem ao nível dos disparates ideológico-políticos da escardalhada retrógrada que ainda julga servir-se do Campo Pequeno, ao lado de Alvalade, para tourear os "fassistas". A palhaçada do Bruno do catarro e os seus arrufos sobre arbitragem e órgãos decisórios vários está ao nível do circo merdiático montado pelos que pediam segundo resgate e hoje querem saída limpa, os que nos aproximavam da Grécia e já julgam estarmos ao nível descomprometido da Alemanha, aos que receavam pela mão estendida (pelos socialistas) e agora acham que devemos cagar em que nos emprestou dinheiro para resgatarmos a nossa dignidade.
A dignidade do Sporting e a sua apregoada virtude, a dizer pelo BE catatónico, está ao nível da "palavra que nada vale" e da situação financeira dos viscondes falidos como uma fatalidade designada "impagável". Isto para não esquecer que falamos do clube cujo vice-presidente à altura depositou dinheiro na conta de um árbitro. De facto, com o Sporting parece que ainda nos confrontamos com a tragédia grega que os da propaganda e intoxicação políticas nos lembravam todos os dias.
De resto, o palhaço presidente deve julgar-se tanto o novo herói quanto o "stakhanovista" desenterrado das minas do silêncio merdiático tuga como se isto não fosse uma aldeia com muitas casas em que praticamente todos se conhecem. Pior, quer ser um herói vivo, mas nem prestável é para fazer-nos rir. Dá pena.
Isto é como pensar que certos casos que levam pessoas à Justiça têm de implicar sempre os clubes. Mas no futebol português ou se mistura alhos com bugalhos, ou se separam águas quando convém e só por isso se admite qu João Vieira Pinto, à conta de um contrato ilegal em Alvalade, seja vice-presidente da FPF e figura sempre presente na selecção que se diz Nacional...

As suas peregrinas ideias, longe de serem ideais, sobre a arbitragem, já nem digo o deve-haver risível em que o palhaço do Sporting se diverte solitariamente, fazem lembrar o arrazoado desfocado da realidade e ao arrepio dos regulamentos exposto ainda esta manhã pelo pequeno dinossauro anacrónico do BE, pela voz da bolchevique Catarina Martins a vomitar ódio como se estivéssemos em 1914 a preparar o assalto ao Palácio de Inverno.
Porque a retórica propagandística dificilmente colhe. O Sporting não pode julgar que só a si cabe desconfiar da CD da Liga e queixar-se que o FC Porto, frontalmente contra a CD da Liga, não pode contestar decisões abstrusas reprovadas em todas as instâncias judiciais. O patético clamor dos pategos de Alvalade está ao nível da maior indigência intelectual exposta no futebol tuga, já de si pouco recomendável, bem ao nível dos disparates ideológico-políticos da escardalhada retrógrada que ainda julga servir-se do Campo Pequeno, ao lado de Alvalade, para tourear os "fassistas". A palhaçada do Bruno do catarro e os seus arrufos sobre arbitragem e órgãos decisórios vários está ao nível do circo merdiático montado pelos que pediam segundo resgate e hoje querem saída limpa, os que nos aproximavam da Grécia e já julgam estarmos ao nível descomprometido da Alemanha, aos que receavam pela mão estendida (pelos socialistas) e agora acham que devemos cagar em que nos emprestou dinheiro para resgatarmos a nossa dignidade.
A dignidade do Sporting e a sua apregoada virtude, a dizer pelo BE catatónico, está ao nível da "palavra que nada vale" e da situação financeira dos viscondes falidos como uma fatalidade designada "impagável". Isto para não esquecer que falamos do clube cujo vice-presidente à altura depositou dinheiro na conta de um árbitro. De facto, com o Sporting parece que ainda nos confrontamos com a tragédia grega que os da propaganda e intoxicação políticas nos lembravam todos os dias.
De resto, o palhaço presidente deve julgar-se tanto o novo herói quanto o "stakhanovista" desenterrado das minas do silêncio merdiático tuga como se isto não fosse uma aldeia com muitas casas em que praticamente todos se conhecem. Pior, quer ser um herói vivo, mas nem prestável é para fazer-nos rir. Dá pena.
Isto é como pensar que certos casos que levam pessoas à Justiça têm de implicar sempre os clubes. Mas no futebol português ou se mistura alhos com bugalhos, ou se separam águas quando convém e só por isso se admite qu João Vieira Pinto, à conta de um contrato ilegal em Alvalade, seja vice-presidente da FPF e figura sempre presente na selecção que se diz Nacional...
Olhó Obama a entrar na Basílica de S. Pedro
Há muito deixei de ver debates de bola, apesar de indefectível; e evito reportagens de tv onde, como à espera da hora em que os polícias furavam as barreiras e subiam as escadas da AR aqui há dias, tudo em directo durante 2 horas de um não-evento, se procura saber se há incidentes: havendo reporta-se, não havendo, quase como se fosse a "notícia do homem a morder o cão", reporta-se também.
Obviamente, não ia ver as chegadas dos adeptos e as partidas muito menos. Também para que serviriam as observações se, à moda do Rascord, depois do assalto de uns "Casuals" na Praceta do Dragão, a culpa era dos adeptos do Porto vitimados pela falta de segurança a que os adeptos do Sporting se tinham, e conseguiram, proposto com pleno êxito?
Se no dia do jogo os telejornais, mesmo o da RTP às 20h e com directos talvez por causa dos potenciais incidentes, a uma hora de começar o jogo, abriram com a notícia do Porto-Benfica que ia começar em breve, que tal ver os telejornais sem abrirem com o Porto-Benfica já realizado e de resultado conhecido? Deixou de ser notícia de 1ª página, aquela que imaginamos existir até na informação televisiva que comummente chamamos "telejornal", hoje uma boutade e de tal modo indiferente que nem ligamos ao canal nem sabemos o nome de cada "telejornal": como os jornais, são quase todos iguais.
Isto é tudo um must dos distintos editores e directores de Informação, dos que ganham em números de cinco dígitos, mensalmente, sendo até capazes de separar o noticiário do jogo com o do outro jogo das meias-finais tratado à parte uns largos minutos depois, com intervalos para sopas, pobres, estatísticas e finanças de que não percebem um corno.
Pela manhã de ontem, já moído pela contínua repetição de notícias ouvidas na noite anterior e que em cada noticiário de meia em meia hora passam como se não houvesse amanhã nem sequer mais nada durante a manhã à parte o trânsito na Segunda Circular e na Calçada de Carriche (é com x?), fiquei sobressaltado com o directo que a TVI24 passava: a de Obama a chegar ao Vaticano nums visita oficial.
A moça, que podia declamar poesia ou vender sabonetes, lá dizia que Obama ia entrar na Basílica de S. Pedro que é ao que resumem o Vaticano e supõe ter como porta de entrada para todos a porta da igreja, enquanto o presidente americana cumprimentava dignitários e anfitriões e uma locução nos lembrava que Obama é "protestante". Vá lá que à frente da Igreja nunca está a Guarda Suíça ou a moça diletante ainda pensaria ser um desfile de moda nas Escadas Espanholas de Roma tal o garrido vestuário dos "soldados do Papa" e podia ser difícil compatibilizar o mais pequeno exército do mundo com o presidente do mais poderoso arsenal de armamento do planeta se não fosse perguntar para que quereria o Papa uma GNR à porta ainda que mais vistosa; ou que...
Deus nos livre!
27 março 2014
Vamos ter sempre presente a história do velho, da criança e do burro
Ah, só agora soube daquela do "quase": "quase vulgarizámos". Percebe-se o desencontro com a História mas já não há volta a dar, a podridão assentou de vez. (ACT: 13h)
Eram os confrontos com o Benfica que eu temia e viu-se na Luz. Já temia este de ontem e os que se avizinham, o do final do campeonato está perdido. Em pouco tempo a equipa reergueu-se. Reencontrou o seu futebol. Falta a sorte. Mas ela procura-se e o Inverno foi penoso, uma escuridão total.
Só agora alguns dos burros percebem que, em vez de "t(r)emerem" pela troca de treinador a meio da época que nunca resultara, andou-se meses sem treinador mesmo, como eu disse logo em Setembro e no célebre jogo do Estoril que não podia servir para, à custa do miserável árbitro Rui Silva, sacudir a água do capote. Como o mito Mourinho, o "feeling" de Pinto da Costa nada me diz. As coisas são para ser feitas quando devem.
Há muitos camelos a aguentarem esta carga; os responsáveis, silenciosos, passam pelos pingos da chuva que nem há.
De resto, reabilitação à parte,o plantel continua curto para tantas frentes e o campeonato já nem conta.
O barato sai caro, mais uma vez, não obstante os orçamentos de 70, 80 e 90ME anuais.
A incompetência devia dar prisão, mas nem dá despedimento. Foi preciso o desprendimento do ex-treinador. Aí é que mostrou convicção e competência: estava a mais e ninguém via, teve vergonha. Faltam os outros...
26 março 2014
(in)Felicidade na Finalização
É o que tem faltado. Tal como em Alvalade. Podiam-se ter sido 2 ou 3 de diferença. Desfrutemos o futebol reencontrado - estiveram l´´a os predicados todos do "check up -, no melhor momento, contra o adversário interno mais forte e que fez valer o seu peso: quando não fez, simulou faltas e Gaitán é muito bom nisso, sobrou o chuveirinho no final e lembrei-me de Vítor Pereira (Bolas longas para o Cardozo e ir às segundas bolas, o Benfica voltou a ficar resumido a isto). Tudo em aberto, mas como na Europa o 1-0 é bom. Jackson merecia mais e participou no jogo, defendendo sempre, como nunca.
Como se deixou descambar a um ponto de quase não retorno é que ainda custa entender.
Quanto à Europa, o Sevilha recebeu e venceu o Real Madrid (2-1) que caiu para 3º. Carlos Bacca, chegado do Brugge em Janeiro, bisou. Mais um que foi melhor do que CR7.
Fica o aviso para a Europa: 6 vitórias consecutivas do Sevilha. E espera-se mais protestos de CR7. Já agora...
Como se deixou descambar a um ponto de quase não retorno é que ainda custa entender.
Quanto à Europa, o Sevilha recebeu e venceu o Real Madrid (2-1) que caiu para 3º. Carlos Bacca, chegado do Brugge em Janeiro, bisou. Mais um que foi melhor do que CR7.
Fica o aviso para a Europa: 6 vitórias consecutivas do Sevilha. E espera-se mais protestos de CR7. Já agora...
Já fiz o meu...
CHECK-UP - exame que vem a calhar, depois de tudo dissecado antes e de tudo refeito depois na medida do possível e salvável.
Ao contrário de há um mês, penso que a equipa está melhor preparada, apetrechada, organizada, aperaltada, melhorada, orientada, concentrada, treinada, arrumada, atrevida, reconhecida - até o divino a trata pelo nome "FC Porto" e não por "nosso grande rival" -, estimulada, engrandecida (jogos europeus ajudam), agradecida, apreciada, entranhada - lá está, primeiro estranha-se, depois entranha-se -, acicatada, orientada (já disse), treinada (idem, melhor).
Salve-se o que resta. Já esteve tudo perdido. Haja confiança. Apesar de as diferenças de classe e de plantel terem sido cavadas com a complacência da SAD, talvez os onzes ainda possam ser minimamente igualados. Nem eles são tão bons como se pintam, nem nós tão fracos como parecíamos.
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