10 abril 2015

Manobras de diversão com os árbitros: cantas bem mas não me alegras

À falta de quem faz falta para animar a malta portista, na cabisbaixa modorra dos dias de silêncio e sem perturbar a quietude sonolenta à imagem da gestão da SAD portista, sem se levantarem questões nem questionarem casos, vou só lembrar que hoje começa a primeira jornada do resto do fim do campeonato. Um anódino Arouca-Belenenses que antecede o dia do Benfica-Académica e do Rio Ave-FC Porto.
 
Agora é sempre lamiré sobre os árbitros nomeados, antecedido do banzé da putativa greve agendada mediaticamente e para causar furor tão válido quanto as esparsas indignações avulsas que amiúde ocorrem por aí por coisas mais fúteis, vulgo paneleirices ou merdas da escardalhada insana e inútil.
 
E, contudo, depois de se saber que o anónimo Luís Ferreira - mesmo que já conhecido pelas trapaças do Benfica-Moreirense em que poupou vermelho a Maxi já com 0-1 no marcador - vai à Luz e o portuense Vasco Santos estará em Vila do Conde, parece que se deixou de pensar no assunto e só quando a bola rolar, e algum caso alarmar, se pegará de novo no mesmo para eventualmente deixá-lo cair a seguir, em silêncio, de mansinho, que o FC Porto deixa.
 
Mas é Nuno Almeida que começa a faena esta noite. O que tem? Nada. E tudo.
 
Eu ando cada vez mais distante das indecências da bola tuga cheia de acidentes por relatar e desvendar nas redacções amestradas e nos jornais vendidos em nome da sobrevivência vegetativa. Mas algumas coisas ainda me provocam alarme, mesmo que não se ouça nada por aí.
 
Esta é a jornada que antecede a próxima e a seguinte a que está por vir. Não é a parlapatice dos árbitros para as últimas 5 jornadas, a começar no Benfica-Porto. Bah...
 
Ora bem, o Belenenses tem só seis jogadores à beira da suspensão. O Belenenses recebe o Benfica na jornada seguinte. Já na 1ª volta não utilizou, voluntariamente, dois jogadores seus pelos quais não deve nada a ninguém. Há o risco de perder meia equipa, sabe-se lá se os proscritos da 1ª volta não continuarão à margem das notícias.
 
E o que tem Nuno Almeida a ver com isso? E Luís Ferreira ou a Académica? E Vasco Santos com o FC Porto que nem sequer apitou (e não deixa saudades, é um bimbo portuense à cata de atenção e comiseração lisbonenses)?
 
Resta saber quem será cirurgicamente amarelado nos azuis. O Benfica até tem Sálvio e outro em risco, mas isso é o menos, porque se Luís Ferreira não expulsou Maxi por uma cacetada a varrer por trás não vai amarelar os vermelhos.
 
Entretanto, há 4 jogadores da Académica em risco de suspensão, para o jogo seguinte no Dragão.
 
Serão os de Belém castigados e os de Coimbra poupados?
 
Aceitam-se apostas.
 
Entretanto, Vasco Santos e Nuno Almeida, dois anódinos árbitros tugas que assim continuarão a ser ainda que o algarvio já tenha andado no sobe-e-desce 3 vezes, têm uma história em comum.
 
No Porto-Guimarães (1-0) desta 2ª volta, Nuno Almeida conseguiu amarelar Danilo, Alex Sandro e Casemiro, precisamente os 3 em risco para o Bessa a seguir. E Vasco Santos, então 4º árbitro, logrou impedir - segundo revelou depois Pinto da Costa num exclusivo de O Jogo que o jornal não usou com destaque e como informação relevante - que Nuno Almeida expulsasse um jogador vitoriano que teve entrada para vermelho. Nuno Almeida deu a impressão de ir expulsar um sarrafeiro qualquer mas Vasco Santos, ao que contou PdC, aconselhou apenas o amarelo. E foi assim. Tem sido assim.
 
Na próxima jornada, para onde todos voltam já os olhos, veremos que jogadores Belenenses e Académica terão disponíveis. São os últimos desta tortura silenciosa e sequencial macabra em que roda a máquina infernal da sevícia da Verdade Desportiva nunca tão vilipendiada como este ano mas, lá está, com umas indignações avulsas próprias do vermelhismo político incandescente em ocasiões propícias e clubístico indecente e conivente em jornadas a condizer.
 
O folclore com os árbitros, de resto, nunca acabará com os seus dirigentes manobrados e comprometidos e com apitos sem categoria nem futuro. Cantam mas não me alegram e levantam lebres enquanto a raposa anda na capoeira. Manobras de diversão que não divertem, apesar do circo contínuo e a tenda montada.

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