28 agosto 2014

Da autocensura

Imaginem um tipo a dizer que fulano, apesar de ter de lutar para voltar ao top dos melhores, deu um passo atrás na carreira ao trocar de clube - ainda por cima por empréstimo, que desprestígio. Que capa sairia em vez da que saiu? Ah, os sportinguistas sentiram-se diminuídos, mas eles dizem que nenhum jornal os protege, aliviam-.se com o canal do clube, os arrufos do presidente e as 10 contratações de desconhecidos que só a do Nani contrabalança por si. Ora bolas...
 
Do outro lado, um presidente que, como noutras vezes, afiança uma pergunta de estúpida. Há decisões estúpidas e declarações idiotas. Nada transparece noutros jornais e, contudo, a pergunta é mesmo estúpida - só os estúpidos insistem em bater com a cabeça na parede - e a resposta nem é novidade, de resto identificando a manada dos pés de microfone.
 
Imagine-se qual jornal não arrisca trocar a sua idiossincrasia escarrapachada na capa? E os que, apesar da indecência dos discursos não ser novidade e escondê-la das capas não as apaga, preferem ser politicamente correctos e, nos dois casos, não fazerem ondas?
 
Uns presos por excessos e contradições, outras por cobardia politicamente correcta.
 
Venha o diabo e escolha. No sorteio da Champions também.

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