04 março 2015

PPC à mão armada

Podia causar sobressalto, mas só se for pela associação de ideias e imagens, porém a detenção de Paulo Pereira Cristóvão só faz sorrir quem compara as notícias de agora, com assaltos à mão armada em gang organizado, e as de há uns dois ou três anos quando depositava dinheiro em contas de árbitros. Como já disse em tempos, e se em vez de PPC fosse PdC?
 
Pelo menos nesta o Sporting pode estar descansado e pensar que no reino da Alvaláxia não há lunáticos e flibusteiros, apenas viscondes entre gente de bem. Realmente, o que tem PPC a ver com o Sporting?

Agora que se pretende confundir uma alegada fuga contributiva de tostões para aliviar as dores de prisão por milhões, também se dilui a responsabilidade institucional e criminal de um acto de um dirigente de clube agitando o fantasma de um comportamento moral e ético reprovável, mas não criminoso, sobre coacção a árbitros que chegou a dar despromoções desportivas.

A doença da infantilidade corrói espíritos mais maduros. A tragédia tuga é essa ainda hoje. E não saímos disto. Nem acredito, sequer, que as consciências sejam mais aliviadas, afinal. Basta ver os suspiros leoninos, tidos como adjectivos mesmo.

E olhem, já esta manhã, como são ternurentos os pasquins da capital: um esconde a merda debaixo do tapete, ressaltando que o proscrito entre directo para o onze (bem garantido!) que tanto pode ser uma forma de castigar o presidente bronco como apontar-lhe a cagada que fez mais uma vez; o outro diz logo que separar as águas não é só com Moisés, qualquer pilantra faz este escarro.

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