22 janeiro 2015

A evolução da arbitragem de que Proença fez parte

Como sempre defendi aqui que os erros, no futebol, devem ser analisados, discutidos, dissecados e erradicados o mais possível, estou sempre à vontade para abordar o assunto. Fazia-o nos tempos do FC Porto pluricampeão e lamentava que, mesmo nas vitórias, não se enfatizassem os erros de arbitragem que diminuíam as vitórias portistas - infelizmente, sob o lema "ganhámos contra os árbitros e nem contra 14 nos páram", o efeito de denunciar o que estava mal e era marcante nos jogos do FC Porto passou a soporífero. Daí à inacção foi um passo.
Como vão percebendo alguns pataratas que de basbaques não alcançam além do que pouco enxergam, o deixa andar do FC Porto levou a crescente desrespeito e a inevitáveis prejuízos nas disputas desportivas. Foi, aliás, o mesmo no alheamento institucional das coisas da Liga.
 
Mas não só, o alheamento das coisas da Comunicação, a perseguição a próprios jornalistas de feição portista levou a um isolamento que o FC Porto já não consegue quebrar: o próprio facto de ter "criado" um canal televisivo tornou-se irrelevante, até alvo de chacota e de desprezo dos próprios portistas.
 
As coisas são o que são e evoluem com o caminho que lhes dão, ou deixam tomar.
 
Não se admira, pois, o estado a que chegamos e eu sempre antecipei. De resto, com o palco comunicacional preenchido e com revanchismos antigos em cheio contra o FC Porto pelo que ganhou mas não cuidou de preservar, a arte que se vê é a que serve o que está feito.
 
Na altura em que Pedro Proença também se retira, "a bem com todos", percebe-se que isto já não volta atrás. É coisa para definhar e nada como um bom murro nos dentes para partir "os dentes à reacção", como slogan vermelho, no caso real comunista mas que os benfiquistas levaram à prática - de forma que o Proença que chegou às finais de Champions e Euroi'2012 tonou outro caminho, vencendo no tribunal a reparação devida mas entregando-se à mafia de prejudicar o FC Porto nos confrontos vindouros com o Benfica - EM TODOS!
 
Agora que, tal como o da Ponte na RTP que acede a sair tendo a salvo a "reputação", Proença salva a sua carreira sem poder ir mais longe na cena`internacional e fechado na quadratura inamovível do futebol tuga, estalejando os foguetes em honra do seu mais proeminente produto na época de todas as malfeitorias de arbitragem - MAIS DO QUE NUNCA!
 
Suceder o que se vê na taça da treta, competição marcada tanto pela bizarria de regulamentos que só inventados pela mediocridade da bola tuga como pelo experimentalismo da arbitragem nunca sujeita a avaliação e com o que ninguém se incomodou nestes anos, tem não só a prática visível no desenrolar do campeonato como confirmando-se o quebrar de recordes na mesma taça da treta sempre com o FC Porto como alvo: passaram a dois penáltis contra por jogo (ASD no Dragão num Porto-Setúbal e Xistra em Alvalade num Sporting-Porto) a duas expulsões maquiavélicas até em meio tempo como em Braga.
 
Foi assim.

As arbitragens nos jogos do FC Porto são mais ou menos assim retratadas pela falta de jeito, de pudor e de vergonha:
 

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